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13 de abril de 2020

Leitura treze..


Olá, confinado leitor!

Fim de mais uma leitura! E que leitura! Eu concordo com cada letra da frase da professora Maria Lúcia Dias Mendes: "Alexandre Dumas é um bom contador de histórias". Ele sabe como deixar suas histórias com um gosto de "quero mais". 

A condessa Du Barry ainda não tem descanso com o seu França (Luis XV). Por falar neste apelido, eu acho uma graça quando ela o chama por esta alcunha. 
Para Dumas, Luis XV é um rei que reina sem se preocupar com o presente e com o futuro. O futuro não é da responsabilidade daqueles que o viverão, e o presente se resolve sozinho. 

José Balsamo usa da sua alquimia para trazer alguém para o seu lado - comprado. E o mais engraçado é que ele precisa passar recibo (da compra) para seus companheiros da seita. 
Ainda sobre Balsamo, sua esposa o ama quando está em transe de sono mas o renega quando está acordada. Dormindo, ela tenta seduzir seu marido para que a noite de núpcias seja consumada; acordada jura que irá matar-se se ele tocar nela. E Balsamo concorda que deseja tocá-la mas para sua feitiçaria precisa que ela se mantenha virgem. Interessante.

Ainda sobre casamentos não consumados, o Delfin tem o seu casamento mas uma noiva histérica no quarto. Mas ele não se preocupa visto que também não seduz sua noiva para levá-la à alcova. Fica nesse zero à zero, todos dormindo: ele no sofá e ela de frente para o altar. Os únicos acordados são os parisienses e o rei Luiz XV - que espia pela porta e vê o que não lhe agrada. 

E para os corações partidos, Gilberto continua apaixonado pela sua Andréa, apesar do desdém da moça. Vive como um que sofre todo o sofrimento daqueles que ousam amar uma realização impossível. 

A filosofia de Rousseau é o ponto de Arquimedes para Balsamo. Através dela o alquimista pretende derrubar a monarquia francesa.

Estou gostando muito da leitura, ela é envolvente e dinâmica. A história de cada personagem e sua trama tornam a leitura rápida e agradável. A construção da narrativa me lembrou muito o livro O Conde de Monte Cristo pois cada personagem tem a sua construção pessoal dentro dela, mesmo o egoísta barão de Taverney.

Omnia Vanitas 💀

17 de abril de 2019

Décima primeira leitura..


Olá, desconhecido leitor!

Fim de mais uma leiturinha!

O segundo livro de As Crônicas de Artur é muito, mas muito bom! Adorei! Desde a primeira página eu já estava cativada pela narrativa das aventuras desse rei sem trono; apesar de ter dificuldade em entender a segunda frase:
Este é o último dia do ano que passou.
E, mesmo lendo agora, ainda não entendi o seu significado.

Vida que segue!

O Inimigo de Deus (título do segundo livro) narra a história da busca por um dos tesouros da Britânia que Merlin mencionou no livro um e, para minha enorme satisfação, acontece a história de Tristan (Tristão) e Isolda. Eu estava esperando pela chegada desta história desde o primeiro livro. Fiz a leitura com muito prazer e li sem nenhuma pressa de terminar.
A recordação que tive da história deste casal é que tive muita raiva deles na primeira leitura - em um conto separado publicado pela editora Martin Claret.
Eu era pró-Mark (o marido de Isolda). Eu não via nenhum "amor" entre eles (T&I) porque o sentimento vinha de uma poção mágica que ambos beberam. 
Na minha concepção romântica, não foi algo que brotou espontaneamente entre .
Em O Inimigo de Deus  eles parecem mais apaixonados do que amaldiçoados.
No seu universo só havia espaço para Isolda.
Outro fator que chamou a minha atenção foi a idade de ambos. Tristan tinha quarenta e Isolda era uma menina de quinze anos. Tão jovem que Derfel, o narrador das crônicas de Artur, a chama de esposa-criança.
Confesso que achei sexy esse Tristan quarentão ...mas quinze! Para os dias atuais é uma aberração, mas no século V essa menina já teria, no mínimo, dois filhos nascidos e talvez grávida do terceiro - se não morresse no parto.
Outro trecho que chamou minha atenção foi quando Derfel encontra o pai de Isolda meses depois da morte da jovem: ele não lembra de quem era ela. Ele tinha várias filhas:
Voltei a virar-me para Oengus.
- Desembainhei uma espada por ela, meu Rei e Senhor.
- Fez bem, Derfel - disse ele descuidadamente - fez bem, mas não tem importância. Tenho várias filhas. Nem tenho certeza se consigo me lembrar de qual delas era Isolda. Uma coisinha magricela, não era?
- Uma menina linda, meu Rei e Senhor.
Ainda neste conto de T&I, o rei Mark tem outro caráter. Na edição publicada pela Martin Claret*, o marido traído parecia um homem devotado à sua jovem esposa. E, nesta leitura de Cornwell, ele é um rei que se entedia quando sua esposa completa dezenove anos. Por coincidência, todas morrem quando atingem a idade inapropriada para o velho rei. 

Neste livro aconteceram algumas batalhas e tramas e traições que deixaram a narrativa com um gosto de "quero mais" em cada capítulo - um frio na barriga sobre o destino de cada personagem. 

Eu adorei! Mas, minha próxima leitura voltará para Uhtred de Bebbanburg ! 💗  O livro seis "Morte dos Reis" chegou hoje - para meu delírio! 

O destino é inexorável - já dizia Merlin.





*Béroul, Thomas (troveiro anglo-normando do século XII), Gottfried von Strassburg e o francês J. Bédier

14 de abril de 2019

Crônicas Saxônicas .. de O Último Reino à Terra em Chamas


Olá, esquecido leitor!!! 

Sinto muito por não cumprir meu papel de escrever neste blog ao terminar uma leitura; ando um pouco desleixada com esta tarefa.

Eu já publiquei alguns textos sobre Crônicas Saxônicas, mas nunca deixei nada sobre cada livro específico. Lástima! 

Hoje tudo vai mudar ! Estou aqui para escrever um pouco sobre cada leitura da saga (até o quinto livro).

Para começar, eu preciso declarar porque eu estou lendo Bernard Cornwell como "se não houvesse amanhã". Eu não sei responder por qual motivo isso está acontecendo. Minha programação para 2019 era reler livros das irmãs Brontë, de Jane Austen e Elizabeth Gaskell. Mas daí isso aconteceu e tudo mudou ! E, de quebra, coloquei a leitura de As Crônicas de Artur para "rodar" também. Ou seja, estamos no mês de Abril e dos onzze livros que li até agora, seis são escritos por Bernard Cornwell.

Sem mais delongas, deixe-me escrever sobre minhas observações sobre cada livro de Crônicas Saxônicas. 
Veja bem, enrolado leitor, por ser uma história contínua, eu não consigo definir qual é o livro correspondente a história. Para mim é um bolo só: se tal história aconteceu no livro dois ou no livro três eu não sei - tenho que pegar o livro nas mãos e ler um trecho da trama para saber "onde estou".

Livro um: O Último Reino 
Período de leitura: XIII.XII.MMXVIII à I.I.MMXIX
(última leitura de 2018)

A família de Uhtred sofre com o ataque dos dinamarqueses em Bebbanburg. O jovem Uhtred é morto e seu irmão, Osbert toma o nome do irmão morto e se torna o novo Uhtred da família. Este personagem-narrador da história sobre como os dinamarqueses tentam capturar o último reino saxão: Wessex.
Como minha experiência com a trama começou com os dois primeiros episódios da série The Last Kingdom, eu buguei algumas vezes na leitura. Na série, Uhtred fica "moço" muito cedo; no livro isso acontecerá somente na segunda parte (página 220) do livro - e bem-bem-bem lá para frente. Nesta segunda parte ele ainda tem 16 anos. Então, enquanto na minha mente havia um belo homem formado, na leitura era um piá de 13! Muitas vezes, antes de chegar na idade de Uhtred, eu repetia para mim mesma: ele só tem 13! Ele só tem 13! Ele só tem 13! - para tentar não confundir as figuras de cada Uhtred!
A data da narrativa começa em 866 e termina em 877.
Ah! E na primeira página da história, ainda no prólogo, a seguinte citação é feita:
É a história de uma mulher e de seu pai, um rei.
Eu não sei como ficou isso na série, mas no livro essa mulher aparece algumas vezes em fases diferentes - e se concretiza no livro cinco. Tão fofo! Bom, e o rei é o Alfredão, claro!


Livro dois: O Cavaleiro da Morte
Período de leitura: II.I.MMXIX à XII.I.MMXIX
Primeira leitura 2019

O velho Uhtred define o jovem Uhtred de vinte anos como "arrogante, imbecil e cabeça-dura". Isso não muda muito ao longo dos outros livros. Acrescente, apenas, que ele tem muita sorte e, se alguém escorregar durante uma batalha, Uhtred crava a espada no desastrado. 
Uhtred é papai de um meninão. Seu casamento é razoável até que sua esposa se concentra mais nos padres do que nele. 
Alfredo refugia-se em um pântano para reunir seus guerreiros e fazer alianças não perder Wessex para os dinamarqueses. Por pura sorte, Uhtred o encontra e ambos elaboram um plano para contra-atacar. 
Eu senti muita raiva de Alfredo na última batalha. Enquanto Uhtred esta lá na frente na base do 
"Uhhhhrrrr!!! Uhhhhhrrr!! Uhhhhhrrrr!!", o rei ficava em seu cavalinho olhando para tudo e pensando o que fazer! Fiquei com raiva e tentando dizer: "Vai pra guerra, seu bosta!".
A batalha final é maravilhosa! Eu fiz a leitura desta luta enquanto eu estava no ônibus e tive que conter a emoção para não gritar e rir alto! Lembro de estar com os olhos cheios de lágrimas e braços arrepiados pela comoção que a leitura me trouxe! E foi neste livro que me despedi de um personagem querido na trama! 😢

Livro três: Os Senhores do Norte
Período de leitura: XII.II.MMXIX à XXI.II.MMXIX
Sétima leitura 2019

A narrativa começa no ano de 878. Uhtred decide, de novo, abandonar Alfredo. Ele encontra um novo rei e sua irmã. A sorte parece abandoná-lo e o simpático rei Guthred, também. Dois anos em uma navio escravo o torna amigo de Finan - amigo leal que o seguirá em sua jornada. Uhtred até tenta fugir de Alfredo, mas Alfredo o busca novamente. É neste livro que ocorre o resgate de uma personagem perdida no livro um; e, também uma vingança que aconteceu lá no primeiro livro se concretiza. Eu esperei muito por isso.
Foi neste livro que eu decidi adiar minhas aulas de natação! 💗

Livro quatro: A Canção da Espada
Período de leitura: VII.III.MMXIX à XVI.III.MMXIX
Nona leitura 2019

Ano de 885. A filha de Alfredo se casa. Uhtred está casado com Gisela (livro três) e já é papai de algumas crianças e, claro que o filho mais velho se chama Uhtred. Uhtred pai ainda odeia Alfredo mas ainda o serve. Os nórdicos são um problema para o rei de Wessex; e um velho desafeto de Uhtred reaparece na trama. Eu sei, Uhtred tem vários desafetos, pode-se nomear vários padres nesta lista (vide o padre Asser!). 
E é nesse livro que eu fico maravilhada com a surra e safanões que Uhtred dá no pau-mandado Aldhelm - queridinho do genro de Alfredo, Aethelred - sinto muito nojo desse homem! Segue a descrição da surra:
Você se chama Aldhelm - disse eu. - Só Aldhelm, e eu sou Uhtred, senhor de Bebbanburg, e você me chama de "senhor".
(...)
- Seu desgraçado impertinente - disse ele, em seguida tirou uma faca de uma bainha na cintura e tentou acertar minha cintura.
Quebrei o queixo de Aldhelm, o nariz, as duas mãos e talvez duas costelas antes que Egbert me afastasse. Quando Aldhelm pediu desculpas a Gisela, fez isso cuspindo dentes através do sangue que borbulhava.
Eu gostei, também, deste livro, mas o final ficou em aberto em certas questões. Eu sei que algumas coisas não precisam ser explicadas "tim-tim por tim-tim"; mas passar o traço em algumas demandas  relevantes foi um pouco forçado - pelo menos na minha opinião.

Livro cinco: Terra em Chamas
Período de leitura: XVIII.III.MMXIX à I.IV.MMXIX
Décima leitura 2019

Este não foi um livro que me encantou muito no ínicio (e no meio). A história parecia muito repetida: Uhtred odeia Alfredo. Alfredo odeio Uhtred. Os padres odeiam Uhtred (menos os queridões Beocca e Pyrlig). Uhtred odeia todos os padres (menos os queridões Beocca e Pyrlig). Então, ele abandona Alfredo - desta vez o motivo foi admissível. 
Skade, uma mulher insuportável e nojenta entra na trama! Eu juro que não entendi a utilidade dela! O mulher nojo!!!! 
Uhtred corre para os braços de Ragnar. Brida não é tão receptiva quanto o companheiro; porém, mostra-se mais ambiciosa e estrategista.
Notei que a religião tornou-se uma das motivações para as batalhas, nos outros livros sempre houve a questão por terras e tudo mais. Porém, neste volume, o cristianismo está mais expandido - incluindo entre os dinamarqueses - e, para combater "essa praga", destruir o reino-mestre é fundamental: Wessex (sempre Wessex, o último reino em pé).
 A tal mulher do livro se revela - apesar de estar "na cara" durante todos os livros. 
O desafeto do livro quatro escapa de novo! 
Fiquei animada!

Esta publicação ficou um pouco longa! Sinto muito! E, por ser um resumão, eu tentei manter o mistério e não trazer detalhes sobre as tramas. 
O livro seis e sete estão à caminho! Estou terminando a leitura de O Inimigo de Deus, o segundo livro da trilogia As Crônicas de Artur. 

É isso aí, pessoa(l).




20 de fevereiro de 2019

Eu escolhi Uhtred..


Olá, leitor anônimo!


Esta semana eu quebrei metade das minhas promessas para o ano novo.

Eu estou no terceiro livro da saga Crônicas Saxônicas.  A leitura está ma-ra-vi-lho-sa !!! Na segunda-feira (18/2) eu me dei folga de tarefas no Sebo e fiquei lendo na parte da tarde. E fiquei em êxtase durante a leitura: bati na mesa, chamei o nome dos personagens em voz alta, vibrei de alegria ... Ainda bem que não houve movimento durante esse período .. O fato engraçado nesta leitura é que, antes eu começar a ler o terceiro livro (livro atual), eu pensei em não continuar a ler a saga; afinal, são dez livros, por enquanto. 
E foi nessa loucura de segunda-feira, no êxtase doido que eu tomei uma decisão.
Cheguei em casa e conversei com meu marido sobre essa minha escolha. E ele riu.

Eu havia decidido começar minhas aulas de natação no próximo mês, Março. Toda a estratégia financeira do casal estava focada nisso: compra de roupa para as aulas, horário, idas e vindas blá blá blá.. Mas segunda-feira tudo mudou.

Conversando com o Marido eu disse que havia mudado minha decisão de começar as aulas de Natação - o que daria um acréscimo no "cofrinho da economia". Porém .... eu quero terminar a leitura de toda a saga...TODA A SAGA de Crônicas Saxônicas. No momento, apenas dez livros foram publicados no Brasil.  

Então, ficou combinado. A partir de Março, serão comprados dois livros por mês até fechar a coleção. Estimei que até Junho a saga esteja completa.

Programação para completar história:

* Março
- A Canção da Espada
- Terra em Chama

* Abril
- Morte dos Reis
- O Guerreiro Pagão

* Maio
- O Trono Vazio
- O Guerreiro da Tempestade

* Junho
- O Portador do Fogo

"War of the Wolf" ainda não tem data para ser publicado no Brasil. Chegará em Outubro para os ianques (rs).

* Julho
- Começar as aulas de Natação. Super propício já que no inverno é melhor em piscinas aquecidas - o que não acontece no condomínio que estou morando.

Veja bem, leitor enrolado, eu estou fazendo exercícios atualmente (exceto nos dias que meu Esposo esteve acamado - e em dias de chuva). Meu corpo flácido está voltando a ter formas graciosas..então, como parte da meta de leitura, manterei o exercício para não dar um tiro no pé e estragar meu programa "fitness". E é importante para mim manter meu corpo em movimento porque 2018 foi um ano que eu fiquei completamente parada para qualquer tipo de exercício físico - o que culminou a ficar fora de forma. 

Mas eu escolhi Uhtred.

Omnia Vanitas 💀

                          

14 de fevereiro de 2019

Aquela vontade...que passa!



Olá, indeciso leitor!

Aqui estou eu repleta de dúvidas! 

Ano passado eu havia dito que leria o primeiro livro desta saga do senhor Martin. Porém, um cliente do Sebo chegou no balcão e perguntou:

-  Você tem o livro um de Game of Thrones.

Eu estendi a mão para alcançar o exemplar que estava na caixa atrás de mim, e o vendi ao jovem rapaz. Lá se foi a oportunidade de começar a leitura desta obra. 

Nesta semana, uma outra cliente veio aqui para trocar alguns livros e queria o livro dois de As Crônicas de Gelo e Fogo. Negócio feito. Comentei com ela sobre as dúvidas que tenho a respeito de começar a leitura desta saga e o que o único personagem que me interessa é o Jon Snow (risos). 

E, agora, aqui estou eu com o livro três e quatro. Olho, folheio, leio frases aleatórias... e ainda não decidi se começo ou não essa saga. Vontade dá, mas ...

Omnia Vanitas 💀

10 de dezembro de 2018

O que foi que eu fiz ?! ..



Neste último domingo, eu estava curtindo um descanso no sofá enquanto esperava o marido chegar do mercado, e, decidi escolher uma "coisinha leve" para distrair a atenção enquanto eu tricotava.
Foi aí que minha ruína começou.

Eu escolhi para assistir - sem intensão nenhuma de gostar - The Last Kingdom. Escolhi porque eu sabia que era baseado nos livros do Bernard Cornwell (por quem sou apaixonada). Escolhi porque eu tinha certeza que não iria gostar.. mas que ledo engano: adorei! 

Por muito tempo eu fiquei longe desta saga "As Crônicas Saxônicas" pois ela é composta por dez livros, por enquanto (o último foi publicado em 2017 - "O Portador do Fogo"). Eu sempre brinquei com os clientes do sebo quando o assunto remetia para sagas ou para Bernard Cornwell, dizendo: "Eu nem começo a ler 'Sharpe' ou 'As Crônicas Saxônicas' para não gostar e comprar todos os livros". 

Que imprudente fui em não seguir meu próprio conselho. Gostei do primeiro episódio! Tirei o livro da estante do Sebo e vou trocar pelo meu Umberto Eco que está em casa.
Logo nas primeiras cenas de Uhtred adulto eu lembrei de Thomas de Hookton mesmo não sabendo se o protagonista de "The Last Kingdom" tem a personalidade do arqueiro de "As Crônicas do Graal". 
Agora basta terminar a leitura de "A Volta de Sherlock Holmes" e começar com Bernard Cornwell.

Depois desse passo incorreto, o jeito é convencer o marido da importância de Uhtred na minha vida. 

Omnia Vanitas 💀

Uhtred (Alexander Dreymon), TheLast Kingdom, a série televisiva


25 de agosto de 2018

Maratona ..


Olá, anônimo leitor! 

Semana passada meu marido precisou viajar à trabalho. E, desde que esta notícia chegou ao meu conhecimento, eu programei fazer "maldades" na ausência dele.

A minha "maldade" consistiu em assistir as minisséries baseadas nos livros de Jane Austen, Charlote Brontë e Elizabeth Gaskell.

Já tinha muito tempo que eu não assistia essas produções por respeito às obras originais porque sou uma pessoa um pouco confusa: misturo os livros com as minisséries e me perco ao contar as histórias.

Primeiramente, assisti Jane Eyre. Depois Orgulho e Preconceito, Emma, Miss Austen Regrets*, Razão e Sensibilidade. E, para terminar, Cranford.

E a cada capítulo, eu tinha vontade de pegar o livro e ler a história de uma só vez! Infelizmente, por falta de espaço em casa, estes livros estão na casa da minha mãe e, também, eu não abandonaria a leitura da época {À Espera de Um Milagre, Stephen King}.

Foi muito boa esta experiência extra-livro; e, por mais que eu ame Razão e Sensibilidade, eu descobri que tenho um carinho por Emma - e pelo senhor Knightley. 

Com a chegada de Setembro, chega a época de eu ler meu querido Norte e Sul, de Elizabeth Gaskell - motivo pelo qual eu não quis assistir à minissérie.

É isso aí, leitor! 
Termino esta publicação recomendando cada livro - todos valem muito a leitura! 

Omnia Vanitas 💀

* Miss Austen Regrets não é baseado em um livro, mas eu assisti, também, durante a maratona. 



27 de janeiro de 2018

Leitura quatro..


Olá, nobre leitor!

Hoje, mais uma leitura foi concluída: Mulherzinhas, de Louisa May Alcott. Esta edição é portuguesa, ô pá! (nada de gerúndios). E, uma das formas de escrita que eu adoro ler foi usada: mesóclise! Sou apaixonada por este pronome oblíquo átono. Simplesmente apaixonante ler um "esta noite dar-lhe-ei algo para lhe aquecer o coração" e "ter-lhe-ia fechado a porta na cara..". E outra aplicação escrita que adoro: quando o pronome oblíquo não inicia frase: "Acabaram-se as reprimendas" e "Divirtam-se, queridas". Ah.. a etiqueta escrita é linda! Sem contar que as conversas são usadas na segunda pessoa do singular (e plural). Lindo! 

Esta leitura apresentou um pouco de dificuldade para eu começar a ler: ao terminar de ler A Cor Púrpura - que é um livro muito comovente em sua narrativa, iniciada com uma descrição triste e tudo mais.. Mulherzinhas pareceu "fútil": quatro meninas sentadas perto de uma lareira a lamentar por não ganharem presentes de Natal. Tão adverso da leitura anterior.
Porém, depois da discussão de Jo e Amy, eu comecei a me interessar pela história de Alcott.

Louisa May Alcott foi uma escritora de literatura infanto-juvenil e este clássico é uma representação da sua vivência em família - as irmãs March são a representação de si e suas irmãs.

Trata-se uma novela juvenil: seis mulheres vivem um ano sozinhas - enquanto o marido está servindo na guerra americana como sacerdote. A mãe (senhora March), a empregada Hannah e as filhas do casal March: Meg, Jo, Beth e Amy estão sozinhas em casa, vivendo as dificuldades de uma sociedade em guerra.
As quatro meninas são o foco principal da narrativa; cada personalidade é um ensino a ser aprendido pois trata-se de um livro de virtudes juvenis - e as dificuldades (ou fardos) de cada menina as levam a ser uma pessoa melhor.
O livro de cabeceira desta família é O Peregrino de John Bunyan - clássico da literatura cristã. Os ensinamentos do livro e a fé do casal March em Deus fazem parte do ensinamento virtuoso das filhas.

O título, na tradução, parece um pouco tolo, visto que mulherzinha é um sinônimo de fraqueza neste mundo machista; porém, na história, as jovens March precisam se portarem como pequenas mulheres, ou seja, devem pegar para si os deveres da uma vida adulta em um momento cívico crítico e com uma situação financeira precária que ajudará a moldar o caráter das meninas.

E, ao terminar a leitura, percebe-se que há um "Q" de continuação. E, realmente há; estes são o livros (que vou procurar para compor meu acervo):

1) Mulherzinhas
2) Boas Esposas
3) Um colégio diferente
4) A Rapaziada de Jô

Despeço-me aqui! Até a próxima leitoras, raparigas e rapazes!



10 de novembro de 2017

Chesapeake Shores..


Olá, leitor anônimo!

Estou aqui para escrever sobre uma série que estou assistindo: Chesapeake Shores
Trata-se de uma família, os O'brien, que moram na cidade homônima. 
Pais divorciados, cinco filhos (três mulheres e dois rapazes), sogra, filhas, amores partidos e outros problemas pessoais, filho rebelde, filha bem sucedida etc e tal. Para o meu gosto é uma série muito água-com-açúçar, com diálogos bobos e clichês - muitas vezes me pego virando os olhos quando ouço uma delas, os personagens não me cativam ..., mas ainda assim eu gosto de assistir. 

Chesepeake Shores é uma cidade pequena e muito linda. Tem uma panificadora tradicional, uma livraria encantadora ❤, a casa da família tem um jardim lindo, na casa da mãe há uma estante de livros que me deixa apaixonada, a pousa da filha mais nova é perfeita, a casa da filha escritora é um sonho de uma noite de verão - e com uma máquina de datilografia. 
Por essas razões eu assisto esta série. A séria me faz lembrar dos livros da Rosamunde Pilcher que eu lia durante a faculdade de Letras (eram meu escape); as paisagens escocesas me faziam viajar e me apaixonar em cada página. Ainda guardo um exemplar, minha primeira compra Flores na Chuva - um livro de contos; e, O Dia das Amoras Pretas é o meu preferido.

Chesapeake Shore está na segunda temporada na Netflix e...eu adoro (apesar..).


31 de agosto de 2017

Downton Abbey²..




Certa noite, enquanto morávamos no saudoso apartamento do bairro "Long Beach", meu marido escolheu uma série para assistirmos: era Downton Abbey. Em menos de dois minutos do início, eu o avisei que não seria do seu agrado assistir - filmes/séries de época não são a praia dele. Dito e feito. Abandonamos em quinze minutos.

Depois, neste novo endereço, certa tarde eu resolvi começar, novamente. E, desta vez, foi paixão. As seis temporadas foram devoradas durante minhas folgas (exceto no momentos de leitura e passeio). 

A série apresenta a história da família Crawley e todos aqueles que compõem o cotidiano de Downton Abbey.  E a história destas pessoas começa com o naufrágio do Titanic - mesmo que nenhum das personagens estivessem no navio. Patrick, o ordeiro do título e da herdade dos Crawley, estava no inaufragável transatlântico. A série ainda passa pela Segunda Guerra Mundial - que transforma a rotina e a vida dos personagens que compõem a série. Todas as vezes que uma mudança é citada, a frase que normalmente é dita é: "Isto era antes da Guerra". A chegada da luz, do telefone, de eletrodoméstico (como a geladeira que a senhora Patmore detesta), a calça comprida como vestuário feminino, secador de cabelo etc. O automóvel como algo seleto, o rádio vista como uma moda passageira e, principalmente, a mulher tendo mais papéis significativos na sociedade pós-guerra.

Uma das coisas que mais me emociona na série é a troca de correspondências. Acho tão lindo receber uma missiva - e elas tinhas três horários para chegar: manhã, tarde e noite. Eu sou apaixonada por cartas (e isso me lembra que preciso escrever para minha querida amiga N.C.G.V.).

Durante toda a série, eu fiquei apaixonada por alguns personagem: Edith Crawley, Daisy Mason, Lesley Patmore (eu queria ter o dom de cozinha desta personagem), Violet Crawley (sou apaixonada pela língua afiada desta mulher) e alguns outros. E, entre estes, Thomas Barrow foi o que me deixou mais feliz.

O personagem de Thomas é um lacaio que vê sua oportunidade de ascender à camareiro ser tomada por um forasteiro manco que chega à Downton. Ele tem como fiel comparsa a odiosa Sara O'brien; Thomas é obscuro, mesquinho, trapaceiro e chantagista. Barrow é aquele personagem que você torce - descaradamente - para que ele sofra por todas as coisas ruins que ele fez.  Porém, o que o ambicioso lacaio tem é uma boa sorte irritante. Todas as vezes que eu achava que ele pagaria por sua maldade ... BANG! .. algum acontecimento revertia em bem para ele. Poucas vezes vi o destino se virar contra ele - a cena que me vem à mente é quando ele perde todo o seu dinheiro para um falastrão pior que ele. Mesmo assim, a boa sorte lhe sorri. 
Há algo que faz Thomas sofrer: suas paixões frustradas. Seu curto relacionamento através de missivas com um duque que visita os Crawley termina de forma contrária ao ambicioso projeto do lacaio.
Sua segunda frustração amorosa é ao voltar da guerra. O rapaz cego a quem ele presta serviços médicos, suicida-se. Sua maior dor amorosa foi Jimmy, o laico.  Ludibriado por O'brien - agora sua rival - Thomas é levado a acreditar que Jimmy lhe concede sentimentos ternos. Ledo engano. Certa noite, Barrow vê seu beijos serem repudiados pelo jovem lacaio. Algum tempo depois, ambos tornam-se amigos.
E, depois desta amizade, acredito de Thomas começa a se tornar mais "humano". E sua humanização torna-se considerável.
Eu sou apaixonada por personagens que tem seu caráter regenerado. Ele traz uma camareira para lhe servir de "fofoqueira" sobre o que acontece "em cima" na casa. Phillys Baxter parece enxergar em Thomas alguém que sofre - e todo seu sofrimento é revertido em antipatia - mas, mesmo sendo chantageada, ela o transporta para a recuperação de sua personalidade. E o resultado é emocionante. Como é lindo ver este novo Barrow - sendo querido e lutando, sem maldade, por seu novo rumo. 

A partir de terça-feira, minha próxima folga, eu começarei pela terceira vez a assistir esta série. E, durante esse período, eu quero escrever sofre a queridíssima Condessa viúva. 


25 de agosto de 2017

Décima oitava leitura ..


Olá, leitor do futuro!!!

Herbert George Wells é um desses escritores que ficavam rondando perto de mim. 
Quando li A Coisa, de Stephen King, meu personagem querido - Ben Hanscom - achava que os tubos de esgoto da cidade de Derry lhe lembrava os "buracos de Morloques".
Outra vez, assistindo Todo Mundo Odeia o Cris, o protagonista havia confundindo o livro de H.G. Wells com o filme Homem Invisível.
E, por último, ouvi a menção deste escritor na queridinha minissérie Downton Abbey (pela minha personagem preferida):

E, nessa semana, chegou uma doação para o sebo que continha um exemplar de H.G. Wells - A Máquina do Tempo.

A oportunidade não foi perdida. Tomei emprestado o exemplar e o li durante minha folga. 

"O explorador" chegou ao ano de 802.701 com sua máquina do tempo. E, nesta época, os habitantes da Terra, os Elóis, viviam pacificamente, eram vegetarianos e...infantis. Entre a fisionomia de uma criança e de um adulto quase não havia distinção - e também o sexo não era muito distinto. 
A inocência dos elóis era pedante ao explorador - as flores eram seus presentes e viviam de brincadeira de roda.

E, mesmo em meio a esta inocência, a máquina do tempo foi roubada. À procura da máquina, o viajante encontra outra forma de vida que habitava aquela época, os morloques. 
Enquanto os elóis eram bonitos, de cabelos cacheados, felizes e inocentes; os morloques eram pálidos (por viverem na escuridão e sentirem-se confortáveis com a chegada da noite), maliciosos, agressivos e ...carnívoros.

Este livro apresenta uma crítica de como será a humanidade e de como chegou até o ponto final. Apesar da narrativa contar, em sua maior parte, sobre o ano de 802.701; o explorador viaja em outras épocas, e nenhuma delas trás algum conforto para a raça humana: querido leitor, vamos morrer!

Eu gostei desta história; porém, acrescento que senti falta de detalhes - talvez seja que, a tradução deste exemplar, não é apropriada.

O livro está a venda na loja física Sebo do Portuga, (não online). Custa, apenas, R$ 5,00. 





22 de abril de 2017

Décima terceira leitura..


Lá se foi mais uma leitura.

Quando meu marido escolheu a série Backtröm para assistir, eu fiquei com um pouco de receio. Porém, a série se mostrou bem interessante e engraçada. A postura do policial protagonista e os personagens que compunham o organismo policial - incluindo o meio-irmão do mesmo são peculiares.

A narrativa de Leif G.W. Persson de "Linda, como no caso do assassinato de Linda" não me deixou tão interessada na investigação do policial Backström. Quando as primeiras páginas foram lidas, eu percebi que precisava terminar a leitura em uma semana, ou arrastaria mês adentro para terminar o texto. 

Os detalhes do caso do assassinato de Linda e fatos, na minha opinião, ficaram fora do contexto da narrativa: notas de jornal no caso de plantações de morango, sonhos de um policial sobre sua infância e outros pontos que não estavam ligados ao caso e, uma avalanche de teste de DNA. 

Após a prisão do assassino, o interregatório foi relevante porém, não conclusivo.
Eu não entendi a intensão do autor na obra, talvez eu precise me focar apenas nos casos de Conan Doyle.

Esta será a única leitura deste texto de Persson.


20 de janeiro de 2017

"A quem interessar possa..."


Estou assistindo a série Gilmore Girls pela segunda vez. Não é uma série magna, mas é muito gostoso assistir. Eu detesto a voz da Rory e algumas das coisas que a Lorelai faz me dão raiva. Às vezes, quando a Rory quebra a cara ou a Lorelai briga com a filha me deixam satisfeita pois acho a jovem Gilmore muito mimada.  Mas assisto. Gosto muito. Parece um leve bálsamo em meio a agitação do dia - é como ler um romance suave ao invés de um clássico. É bom.

E, uma das partes que eu mais gosto é o episódio da sétima temporada intitulada "A quem interessar possa", quando Lorelai escreve uma carta de referência pessoal para a ação de tutela do Luke, seu ex-noivo, que está tentando ter a guarda da filha dele (para visitas). A carta é linda! Eu sou "apaixanada" pelo personagem de Lucas Dennis; não quero descrever o caráter dele, deixo isso para a carta de recomendação escrita por Lorelai:

"Stars Hollow, 9 de janeiro de 2007.
A quem interessar possa
Nos quase dez anos em que conheço Luke Dennis, ele tem se mostrado um homem honesto e decente, e, também, uma das pessoas mais gentis e carinhosas que já conheci.
Eu sou mãe solteira e criei minha filha sozinha, mas quando Luke Dennis se tornou meu amigo nessa cidade, nunca mais me senti sozinha. Luke e eu tivemos altos e baixos durante uns anos, mas com tudo isso, a relação dele com a minha filha, Rory, nunca mudou.
Ele sempre esteve ao lado dela, independente de tudo. Ele estava lá nos aniversários, estava lá quando ela se formou na escola. Luke tem sido uma espécie de figura paterna na vida da minha filha. Com a própria filha, Luke não teve a chance de estar lá nos primeiros doze anos, mas deve ter essa chance agora. Porque quando Luke Dennis entra na sua vida é para sempre.
Sei por experiência pessoal que é uma dádiva, e não dar acesso a minha filha seria privá-la de tudo o que esse homem tem a oferecer; e ele oferece muita coisa.
Obrigada pela atenção,
Atencisamente,
Lorelai Gilmore".
Omnia Vanitas

11 de janeiro de 2017

Píppi Meialonga..!!!!


Ela chegou até mim!!! Píppi Meialonga!!!!

Conheci essa intrépida personagem assistindo a série Gilmore Girls (5x5). E, hoje, abrindo uma caixa de livros que chegou no Sebo, deparo-me com este exemplar do clássico infanto-juvenil escandinavo PÍPPI MEIALONGA!

Depois de perguntar três vezes o que estava acontecendo comigo, meu marido obteve a resposta: É Píppi Meialonga !!!!
Não que a resposta o tenha animado, apenas permitiu que ele voltasse para seus afazeres enquanto eu me deliciava com meu exemplar de Píppi Meialonga! Sim,.. meuu exemplar! Vai para minha estante, para minhas sobrinhas-netas (primeiramente) e meus filhos (segundamente) lerem ! E será devorado por mim neste final de semana, se o santo da leitura permitir! (rs).

Como meu conhecimento sobre esta obra de Astrid Lindgren se resume à Gilmore Girls, deixo informações que encontrei no próprio livro.

Píppi é uma menina de nove anos incrivelmente forte. Não tem pai nem mãe e mora sozinha, mas feliz da vida. Seus companheiros são um cavalo e um macaquinho. Ela mesma faz suas roupas - bem esquisitas - e sua comida - biscoitos, panquecas e sanduíches. Destemida e sapeca, lembra a Emília do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Píppi tem sempre uma resposta na ponta da língua e demonstra grande confiança em si mesma. Dá uma surra em cinco meninos brigões, engana os policiais que querem levá-la para um lar de crianças, põe dois ladrões a correr e enfrenta um touro a unha. Nada convencional, causa espanto e confusão por onde passa, seja na escola, no circo ou na casa de seus vizinhos. É, enfim, uma menina que realiza sonhos de liberdade e aventura.
Sobre a autoridade:

Astrid Lindgren nasceu em 1907, na Suécia. Escreveu Píppi Meialonga em 1945, como um presente para a filha, que fazia dez anos. tem mais de ointenta livros publicados, traduzidos em mais de noventa línguas. Em 1958, Astrid recebeu o prêmio Hans Christian Andersen, o mais importante da literatura infantil mundial. ela morreu em 2002. 

25 de agosto de 2016

Stranger Things..



Meua-migo, eu adorei Stranger Things. É uma série muito, mas muito nerd! Eu viajava nas citações literárias que faziam - muitas sobres os livros do Tolkien! ...Ça va, vou respirar um pouco e me concentrar! 

Lá vai! 

Stranger Things é uma série original da Netflix que está sendo a queridinha do momento. Todos a amam - principalmente aquela galera que ama os anos 80! Toda a ambientação {carros, móveis, gírias, maquiagem, vestuário ...tudo!} é uma deliciosa reverência aos anos 80. 
A caracterização é do século XX mas os efeitos especiais são do século XXI. Essa afirmação pode ser óbvia, mas acredite, leitor nerd, há filmes atuais que mais parecem encenados no século passado! 

Mas, vamos lá! 
Stranger Things conta  a história de quatro crianças nerds que adoram RPG. 
Nessa época, 1983, era uma maravilha (e não estou sendo irônica). Nada de celulares, mensagens de texto e essa tecnologias que idiotizam.. Tudo na base do bom e velho telefone de disco, walkie-talkies e ...bicicleta! Dá vontade de sair pedalando só de assistir esses meninos fugindo de camelo! 
Porém, nem tudo são flores. Um dos meninos desaparece e toda a cidade se movimenta para encontrá-los. 
Se eu escrevesse apenas isso, a série pareceria O Resgate de Jéssica, mas quando alguém meio perturbado mergulha na mente de Stephen King + monstros de Tolkien + anos 80 = boa coisa não sai disso! {Poderes paranormais é o mínimo que se pode esperar}.
Um universo paralelo se abre e Onze entra em cena. Uma menina (chamada de Onze) aparece na floresta (Floresta das Trevas) onde Will (o garoto nerd) sumiu. Ela é fruto de uma experiência do governo! Óbvio! Ainda bem que eu assisti muito a série Arquivo X  e sei que eles são capazes de tudo! Mulder me ensinou! Ainda falando em Arquivo X, o tema de abertura faz eu me lembrar da série de Chris Carter. 
Mais uma curiosidade são as teorias de conspiração = tudo e todos são monitorados pelos agentes federais.. The Big Brother is watching you, man! 
Mas calma.. tem romance também. 

Recomendo. Sem contar que são apenas oito episódios. 

Omnia Vanitas

18 de agosto de 2016

Destino - Parcas

As Parcas, por Salviati
Olá, leitores anônimos!!! Estou bem longe das publicações nesta semana ! Depois de um "combo" de publicações sobre meu querido Miguel de Cervantes, eu "pisei no freio" por alguns motivos: tenho trabalhos no sebo (minha paixão) e tenho curtido alguns esportes olímpicos.  Mas..

Como eu havia prometido, deixe-me escrever sobre as místicas parcas.

As parcas {morias ou destino} são soberanas sobre deuses e homens. A trindade é composta por Cloto, Láquesis e Átropos. A função de cada uma no universo {conforme sequência} é dar a vida, tecer o curso da vida e, finalmente, dar um fim à existência humana. 
As pinturas sobre estas três figuras são sempre representadas por mulheres, geralmente velhas e de semblante sisudo! {Como se a vida fosse uma brincadeira, não é mesmo, fadado leitor}.

"Com seu olhar frio, as Moiras assistem à farsa* efêmera da vida no palco da terra. Não têm compaixão de ninguém. Nem dos fortes nem dos fracos. Nem dos homens nem dos deuses".
É isso mesmo, querido leitor, não adianta fazer drama e lamentar a falta de sorte; ou, não tente se gabar pela boa sorte que lhe acompanha, pois segundo a mitologia tudo já está tecido antes de você caminhar firme sobre suas próprias pernas. "As Moiras comandam. Os homens obedecem".

Os grandes escritores gregos e romanos já comentavam em suas obras sobre estas três mulheres implacáveis e vingativas. Sim, vingativas! 

Homero em sua Ilíada já as descreveu como irrevogáveis: o que está escrito determinado está. 

"Nem homens nem deuses podem ir além de suas próprias fronteiras, que são fronteiras dadas pela Moira". 

Destino, fadado leitor! Ninguém poderia interromper aquilo que estava destinado a acontecer. Mas...haviam dedos ágeis em mudar sua fortuna e quando isso acontecia, audacioso leitor, a irmã Vingança vinha ao encontro daquele que mudou seu destino. E  ela chegava! Vem na forma de culpa - castigo - expiação. A ordem era colocada no lugar. Neste ponto o Destino era confundido com a moral social. 
Quando eu fiz a promessa de escrever sobre estas senhorinhas, eu fui influenciada pela série Supernatural. Quando o anjo Baltasar muda o destino das vítimas do Titanic {não o fazendo naufragar}, a Vingança volta e busca os descendentes das almas que foram poupadas no naufrágio. Esta era a forma de manter a ordem cósmica - punir a prole que não deveria ter nascido. 
Equilíbrio - esta é a minha palavra para definir a representação destas três irmãs chamadas de Destino. 

Os filósofos também conversavam sobre a ideia de Destino.
Platão, no décimo livro de República, as chama de "filhas da Necessidade"; onde Láquesis canta o passado, Cloto canta o presente e Átropos canta o futuro. Plutarco define o Destino como a "alma do mundo". Cícero é enfático ao dizer que tudo o que está escrito acontecerá. 
Mas a filosofia se divide em duas escolas: aquela que aceita passivamente o Destino e aquela que a consciência e ação do homem podem transformar seu destino - e esta segunda escola surge no século V a.C. quando "o povo grego luta para livrar-se das opressões sociais e das injustiças políticas".

Reservado leitor, termino por aqui esta pequena publicação por aqui. As páginas que li são bem mais explicativas sobre o assunto, mas meu conhecimento é ínfimo e não permite que eu me alongue além daquilo que me fadado conhecer! ;)

Omnia Vanitas



significado da palavra farsa


11 de julho de 2016

O Domo..


Pensa em um seriado chato! vixi !

Tem spoiler !

Decidi e convenci meu marido a assistir Under the Dome, um seriado baseado no livro de Stephen King. Meu conforto era saber que o seriado estava muito longe de ser semelhante ao livro. Quando o seriado chegou ao público, devotos do senhor King já anunciaram que a atração televisiva era uma blasfêmia contra o livro - mesmo tendo Stephen King como produtor executivo do projeto {até a metade da segunda temporada, pelo que notei}.

Chato! Muito mimimi de adolescente e gente tola! E, também, o personagem Big Jim mata metade da cidade, todos ficam sabendo e continuam pedindo o conselho dele sobre o que fazer debaixo do Domo. "Domo"... eita palavra que me irritou. Assistimos na versão dublada e eu tive que suportar essa palavra durante três longas temporadas.
Meu personagem preferido morreu no final. Estávamos torcendo por ele, meu marido e eu! Gostamos do menino! E toda vez que ele aparecia nós gritávamos: JÚÚÚÚÚNIOR!!! hahahaha. Tadinho. James, o Júnior, era um menino que não tinha independência: mandado pela namorada, pelo pai, pela morta, pela abelha rainha .. tadinho! Nós torcemos mas um bom final para ele! .. RIP JÚÚÚÚÚNIOR!!

O seriado {e o livro} conta a história de uma cidade que foi isolada por uma REDOMA invisível. É um Big Brother sobrenatural no estilo Stephen King {o livro, não o seriado}.

Mas tinha algo legal? Não! Duas cenas se destacaram:

- Primeira cena. No ínicio da segunda temporada, a ex-namorada do JÚÚÚÚÚNIOR está servindo café na lanchonete quando um homem lhe pede café. 
Emocionante, né!
Mas não é um homem qualquer, ele é STEPHEN KING FOR GOD SAKE!!!! Eu gritei, histérico leitor! Gritei! Meu marido ria e tentava me conter, mas eu apenas sabia gritar: 
- É STEPÃN! É ESTEPÃN!  Vou servir café para ele .. Olha, amor!!! É ele !!! ... 
Pareci, leitor, que eu estava vendo o homem em pessoa na minha frente! Coisa de leitor histérico!

- Segunda cena. Essa foi engraçada! Big Jim, o pai do JÚÚÚÚÚNIOR, encontrou um cachorro {ou o cachorro encontrou Big Jim, não sei}. E, na terceira temporada, ele e Julia estão em uma casa que servia de laboratório quando Big Jim ouve o cachorro latir e sai pela porta para ir ao encontro do animal. Euforia de ambos..ninguém teve o senso de editar esta cena que aparece o cachorro excitado.
hahahaha .. paciência ! 

Antes da segunda temporada terminar, a gente já estava cansado de ver o seriado; mas, por ter apenas três temporadas no total, resolvemos ir até o fim pois eu queria dizer aqui que:
             nada se salva nesse seriado. leia o livro.
Omnia Vanitas.

18 de junho de 2016

O Escaravelho do Diabo


Filminho de ontem!!!! Um clássico literário transformado em filme. Logo, está longe de ser comparado à obra!
Não vou conotar o filme como ruim, eu gostei muito! Mas não se encaixa no livro.

Sinopse do filme:

A pequena cidade de Vale das Flores é marcada por um crime surpreendente: o jovem Hugo Maltese (Cirillo Luna) é encontrado morto com uma antiga espada encravada no peito. O detalhe é que, antes de morrer, ele recebeu uma estranha caixa com um escaravelho dentro. Logo outra vítima é morta, após receber uma caixa semelhante. O delegado Pimentel (Marcos Caruso) e o garoto Alberto Maltese (Thiago Rossetti) começam a buscar este assassino em série, que escolhe seu alvo com uma característica em particular: são todas pessoas ruivas legítimas.


Sinopse do Livro:

Alberto é estudante de medicina, mora com os pais e com o irmão, que é morto com uma espada no peito enquanto dormia e pouco tempo depois de ter recebido um pacote com um escaravelho. Inconformado com a perda do irmão, Alberto decide investigar.
Pouco tempo depois outra morte acontece na pensão da pequena cidade do interior de São Paulo. A polícia acha que os assassinatos não tem nada em comum, mas depois do terceiro assassinato a polícia se convence que três ruivos são mortos depois de receber um escaravelho não pode ser coincidência. A polícia decide não contar para a imprensa o que está acontecendo para não alarmar o assassino, mas todos os ruivos da cidades são avisados para ficarem atentos e se possível sair da região por preucaução.
A polícia e Alberto não tem pista nenhum sobre o assassino, qualquer pessoa pode ser ele. Mas Alberto desconfia que a chave para o mistério e o assassino estão relacionado com a pensão da senhora Cora O’Shea. Alberto não vai sossegar e desistir da busca até descobrir quem matou seu irmão.

O que eu gostei no filme foi justamente essa mudança na idade do protagonista. Alberto, um pré-adolescente ousado que, ao sofrer com a morte do irmão, busca solucionar o crime. A atitude de um pré-adolescente me deixou encantada. Atualmente, vemos meninos da faixa etária de Alberto tão opostos à personalidade do protagonista. Eu vejo um adolescente, hoje em dia, e eles tem um aspecto de sempre cansados e desligados do mundo que os cerca;  Alberto foi uma esperança para uma geração futura! 

E, mesmo sendo uma produção cinematográfica com elenco infanto-juvenil, existe um "medo" muito bom ao longo do filme. Ele da uma sensação de terror acompanhada com um sabor cômico em alguns personagens. 

O Escaravelho do Diabo é um clássico da literatura infanto-juvenil do Brasil, escrito pela mineira Lúcia Machado de Almeida (1910-2005), formada em jornalismo e vencedora de vários prêmios literários. Este livro ficou bem conhecido com a publicação na Coleção Vaga-Lume - que foi leitura de muitos pré-adolescentes (como eu) da minha época escolar.

Omnia Vanitas.



28 de abril de 2015

Arquivo X: O Raio da Morte

Até os grandes mitos algumas vezes se baseiam em fatos (Fox Mulder)

Voltando com a minha Leitura de Domingo na companhia do agente federal Fox Mulder! 

Neste episódio, Mulder "arrasta" Sculy para Connerville - a cidade dos raios. 
Misteriosamente, cinco pessoas foram atingidas por raios - nada estranho até aí, pois isso é possível. Porém, Mulder enxerga além da imaginação e dos fatos, há algo de podre nessa podridão, diria o Pica-Pau. E o faro do agente não estava errado.
Ele deixou Scully encarregada de incomodar-se com o xerife John Teller e foi procurar por provas concretas para sua fantasia. Como responder a formação de um fenômeno fora da sua área de concepção?

A resposta de Mulder estava em Darin Peter Oswald:

"Fazia cinco meses que vivia daquele jeito, sabendo que tinha o poder supremo guardado dentro do seu corpo.
Ele achara que ia morrer, quando o relâmpago o atingiu pela primeira vez. Tinha sido uma tempestade muito estranha, que parecera de repente, sem ninguém perceber. E Darin menos ainda.
(...)
Darin procurava correr para atravessar o campo, ensopado até os ossos. Dava para ver sua casa ao longe. Tentou correr o mais que podia, mas a grama alta e molhada prendia-se em suas botinas, tornando a fuga quase impossível.
De repente veio - BUUMMM! - o raio bem na direção dele, como se fosse um punho fechado que caía do céu. Seu corpo tinha explodido com uma dor tão intensa que ele teve vontade de gritar. Mas todos os seus músculos ficaram rígidos e contraídos por causa da força da energia do raio. Essa energia atravessara seu crânio, ateando fogo aos seus cabelos. E havia passado por todo o seu corpo para sair pelos pés e mergulhar no chão".
Correndo contra o tempo e atrás de adolescente que explodia hormônios e raios, Mulder precisava conter essa fúria púbere antes que ele atingisse mais alguém.

Será que Mulder conseguirá?

Omnia Vanitas.

9 de fevereiro de 2015

Sobrenatural..Primeira Temporada



Sábado, eu comecei a re-assistir, pela terceira vez, a série Sobrenatural
Sexta-feira eu terminei de assistir Arquivo X - finalmente, Fox Mulder saiu da esfera "somos amigos e colegas de trabalho" e deu um beijo de verdade na Scully ..eu até voltei para ver de novo! Boa, Mulder! Foram NOVE, eu disse NOVE temporadas para esse beijo acontecer! E, depois, dizem que minha vida amorosa é complicada! Por Deus, Dana Scully teve um filho do Mulder por inseminação (????). Cadê o bom e velho método tradicional! Esperava mais de você, Fox Mulder!

Existe uma grande diferença entre assistir Arquivo X e Sobrenatural. Primeiro, Fox Mulder, claro! Segundo, enquanto Sobrenatural é muito manhoso - no sentido sentimental da coisa, Arquivo X é mais coisa de gente grande. Sei lá se consegui explicar, mas é isso! Sobrenatural tem muito de Arquivo X (fato notável), mas existe um drama (talvez essa seja a palavra certa) que é perceptível nos irmãos Winchester, enquanto em Arquivo X o sentimental está em segundo plano.

Porém, fazendo jus aos irmãos Winchester, eu tenho que dizer: Papai Winchester é (pelo poderes de Greiscow/Grayskull - os nerds nunca decidem como se escreve) uma coisa de louco. Essa é a parte boa da primeira temporada, ou melhor, uma delas. A segunda coisa boa é a trilha sonora. De cara, no episódio "Piloto", AC/DC mostra o bom e velho rock and roll com "Back in Black" e "Highway to Hell". E, cara, o carro! Aquele carro é muito bom!

Então, desde sábado, minhas caminhadas em casa serão embaladas pelos irmãos Winchester e seu querido papai (u-lá-lá).

Omnia Vanitas.

Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...