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3 de maio de 2020

Memórias de um Médico: primeira parte..


Livro um
Livro dois
Livro três
Livro quatro


Olá, leitor anônimo!!

Que prazer ter concluído esta primeira parte da saga Memórias de um Médico! Esta coleção estava mais de cinco anos na minha estante para a primeira leitura. E, desde a compra desta coleção foi algo muito especial para mim.
Deixe-me contar:

Eu tinha o plano de fazer um projeto de leitura livre no bairro que eu morava com meus pais; apenas um plano, quando uma amiga leu e levou à frente o projeto. Ela conseguiu vários patrocínios, bateu em várias portas para conseguir tudo o precisava para montar uma caixa para abrigar os livros. Depois, fomos buscar quem nos ajudaria com livros gratuitos para encher a caixinha. Visitamos alguns lugares que poderiam fornecer alguma doação para o projeto e, entre esses lugares, estava o sebo que eu amo visitar em Joinville - O Sebo Livraria. Foi lá que encontrei, sem ter procurado por ele na ocasião: foi na conversa informal com a dona do sebo sobre adaptações cinematográficas que cheguei a comentar sobre a saga e...ela tinha ! Não coleção completa, faltavam dois volumes que seriam muito fáceis de achar na internet ! E foi minha amiga que pagou para mim 😜 ..pois eu não tinha dinheiro na hora.

Ano passado eu fiz um "stories" no Instagram*  para comemorar o nascimento de Maria Antonieta pois a saga começa com a chegada dela na França para se casar com o Delfim (futuro Luíz XVI) e, me cobrei essa leitura pois era um crime ter passado tanto tempo para começar a lê-la. E, em Dezembro/19 eu trouxe a primeira parte para casa e jurei que começaria essa coletânea.
Neste ano, em março, foi obrigatório o recolhimento social por conta do COVID-19, então decidi começar a leitura desta obra de Dumas. Um dos motivo principais era não levar esses livros para minhas viagens de transporte urbano para não danificar mais a capa e páginas. Missão cumprida.

A leitura de todos os volumes foi muito agradável. Dumas (e Maquet) souberam compor uma trama que não deixou a leitura massante. Cada personagem foi bem aprofundada. Esta leitura me lembrou muito outras duas leituras: O Conde de Monte-Cristo (pela trama construída em lugares diferentes que se unem em determinada parte da narrativa) e O Visconde de Bragelonne por todas as tramas palacianas - o que me deixou com muita vontade de reler a trilogia de Os Três Mosqueteiros. 

Os romances de Alexandre Dumas são em sua maioria históricos. As suas personagens são reais mas o autor lhes dá atitudes que ele decide que servem para a sua obra. Ele não teve a intensão de tomar a história ao pé da letra, mas se utilizou dela para compor a sua realidade.  Portanto, a maior parte de seus personagem foram emprestados da história sem intensão de serem reais.
A corte francesa de Luíz XV está toda lá: a amante Du Barry, o marechal Richelieu - sim, mais um Richelieu, as filhas, o delfim, a nora Maria Antonieta... e o homem que dá nome a saga: Giuseppe Giovanni Battista Vincenzo Pietro Antonio Matteo Balsamo. José Balsamo.

Eu desconhecia totalmente esta personagem histórica. Ele foi tudo o que o Balsamo de Dumas é: maçom, alquimista, ocultista, feiticeiro, curandeiro - deve até jogar no bicho!
É com Balsamo que a trama inicia lá no livro um. Ele é o médico cuja memória é escrita.

O verdadeiro Balsamo, Giuseppe tinha uma real Lorenza - mas dela não procurei muito, visto que ela já deixou a trama. Giuseppe foi caçado pela inquisição e, teve um mestre que lhe ensinou sobre alquimia quando o rapaz tinha apenas dezessete anos. Giuseppe também atende pela alcunha de Alessandro, conde de Cagliostro e há alguns livros publicados sobre ele e o seu julgamento durante a Revolução Francesa.
Balsamo é respeitado até hoje como ocultista. Suas últimas palavras antes de morrer foram:
“Sono un cavaliere errante. Non sono di alcuna epoca né di alcun luogo, al di fuori del tempo e dello spazio, il mio essere spirituale vive la sua eterna esistenza e, se immergendomi nel mio pensiero risalgo il corso delle età, se distendo il mio spirito verso un modo d’esistenza lontano da quello che voi percepite, divengo colui che desidero."

Tradução: "Sou um cavaleiro errante. Não sou de nenhuma época ou lugar, fora do tempo e do espaço, meu ser espiritual vive sua existência eterna e, se imergindo em meu pensamento, volto ao longo dos tempos, se forçar meu espírito a uma maneira de existência longe do que você percebe, eu me torno o que eu desejo".

Nisso Dumas e Maquet acertaram: o José Balsamo da trama fictícia é um viajante além do tempo.

Omnia Vanitas.

*Salvo na pasta "Alexandre Dumas".

5 de abril de 2020

Fábulas e contos ...


Olá, leitor!

Eu sou apaixonada por contos e fábulas (infantis?). Então, eu decidi compartilhar algumas dessas maravilhas com vocês deste exemplar da foto!

A metologia será da seguinte forma: publicarei a história escolhida do livro e tentarei achar o conto no idioma original. Sobre as ilustrações, que neste livro são de Gustave Doré, será disposta a mesma que se encontra no livro que irei reproduzir.






O Sol e as Rãs

Celebram-se as bodas de um Tirano e o Povo, com festiva algazarra afoga suas preocupações em copos cheios. Esopo era o único que no via com bons olhos tais celebrações.
Contava ele que, em épocas passadas, o Sol pensou em se casar. Em seguida começaram as lamentações das Rãs. "Que será de nós, se ele tiver filhos?", perguntaram as Cidadãs da lagoa. "Com apenas um Sol já sofremos; quando houver meia dúzia deles, os mares e todos os seus habitantes sumirão. Adeus, pântanos e córregos! Nossa raça diminuirá e logo estará reduzida às águas do Estige". Para um pobre Animal, as Rãs, ao meu ver, racionavam muito bem".


Le Soleil et les Grenouilles

Aux noces d'un Tyran (1) tout le Peuple en liesse
Noyait son souci dans les pots (2).
Esope seul trouvait que les gens étaient sots
De témoigner tant d'allégresse.
Le Soleil, disait-il, eut dessein autrefois
De songer à l'hyménée.
Aussitôt on ouït (3) d'une commune voix
Se plaindre de leur destinée
Les Citoyennes des étangs.
Que ferons-nous, s'il lui vient des enfants ?
Dirent-elles au Sort, un seul Soleil à peine
Se peut souffrir (4). Une demi-douzaine
Mettra la mer à sec et tous ses habitants.
Adieu joncs et marais : notre race est détruite.
Bientôt on la verra réduite
A l'eau du Styx (5). Pour un pauvre Animal,
Grenouilles, à mon sens, ne raisonnaient pas mal.

(1) chez les Grecs : souverain absolu d'une cité
(2) les cruches de vin (on dit actuellement prendre un pot pour prendre un verre)
(3) on entendit (on n'emploie plus ce verbe que dans l'expression J'ai ouï dire)
(4) supporter
(5) Le Styx est le fleuve marécageux des Enfers, dans la mythologie. Les grenouilles n'auront plus qu'à s'y réfugier


fonte para texto em francês aqui.

18 de março de 2020

Conversa de bar..


Maugham é maravilhoso!
Se você nunca leu nada dele, desorientado leitor, por favor, leia! Comece com O Fio da Navalha ou O Véu Pintado. Leia! Perceba como ele escreve em entrelinhas e conversas tolas as verdades da alma humana.

Aqui estou eu, passando raiva com Philip Carey quando um conserva com dele com um amigo artista - pois em Paris todos o são - chama a minha atenção. E, como eu não estou sozinha, no momento, e precisando muito desabafar essa conversa, deixo o trecho da leitura para pedir: converse comigo leitor anônimo!

— Soube que não faz grande opinião dos meus versos.
Philip sentiu-se embaraçado.
— Não é bem isso — respondeu. — Gostei muito deles.
— Não procure poupar a minha suscetibilidade — retorquiu Cronshaw, com um gesto da mão gorda. — Não empresto nenhuma importância exagerada aos meus trabalhos poéticos. A vida aí está para ser vivida e não para que escrevamos a seu respeito. Meu objetivo é procurar as múltiplas experiências que ela oferece, arrancando a cada momento toda a emoção que ele apresenta. Considero meus escritos como uma graciosa habilidade que, em vez de absorver a existência, acrescenta-lhe prazer. E quanto à posteridade — que o diabo a carregue!
Philip sorriu, pois dava na vista que esse artista da vida não produzira mais do que um mísero borrão. Cronshaw fitou-o meditativamente e encheu o copo. Pediu, depois, ao garçom que lhe trouxesse uma carteira de cigarros.
— Você acha graça por me ouvir falar assim quando sabe que eu sou pobre e vivo numa água furtada em companhia de uma fêmea vulgar que me engana com cabeleireiros e garçons de café. Traduzo livros miseráveis para o público inglês e escrevo artigos a respeito de quadros desprezíveis que nem ao menos condenados merecem ser. Mas faça o favor de me dizer: qual é o sentido da vida?
— Ora, a pergunta é bastante difícil. Por que não a responde você mesmo?
— Não, porque isso é inútil a menos que a gente o descubra por si próprio. Para que supõe que está no mundo?
Philip nunca havia pensado nisso. Após meditar um momento, respondeu:
— Oh, não sei! Acho que estamos aqui para cumprir o nosso dever, fazer o melhor uso possível de nossas faculdades e evitar magoar os outros.
— Em resumo: não faças a outrem o que não queres que te façam, não é assim?
— Creio que sim.
— Cristianismo.
— Não, não é — protestou Philip, indignado. — Isso nada tem a ver com o cristianismo. É apenas moral abstrata.
— Moral abstrata é coisa que não existe!
— Nesse caso, suponha que, ao sair daqui, sob a influência da bebida, esquecesse a sua bolsa sobre a mesa. Por que razão acha que eu a restituiria? Não havia de ser por medo da polícia.
— Seria o temor ao inferno, se você pecasse, e a esperança no céu, se fosse justo.
— Mas se eu não acredito no céu nem no inferno!
— Pode ser. Kant também não acreditava ao conceber o imperativo categórico. Você renegou um credo, mas conservou a ética desse credo. É ainda um cristão, para todos os efeitos, e se existir um Deus no céu você receberá sem dúvida a sua recompensa. O Todo-Poderoso não pode ser tão tolo como as igrejas o representam. Desde que obedeçamos às Suas leis, não me parece que Ele dê importância ao fato de acreditarmos ou não na Sua existência.
— Mas se eu esquecesse aqui a minha carteira, tenho certeza de que você me restituiria — disse Philip.
— Não por motivos de moral abstrata, mas somente por medo da polícia.
— As probabilidades de a polícia descobrir o furto seriam de um para mil.
— Meus antepassados viveram tanto tempo uma existência civilizada que o medo da polícia me impregnou os próprios ossos. A filha de minha concierge não vacilaria um só momento. Responderá,naturalmente, que ela pertence às classes criminosas. Nada disso. Ela está, apenas, isenta dos preconceitos vulgares.
— Nesse caso vai por água abaixo a honra, a virtude, a bondade, a decência, tudo enfim — observou Philip.
— Alguma vez já cometeu um pecado?
— Não sei, mas suponho que sim.
— Fala como um ministro dissidente. Pois eu nunca cometi pecado algum.
Metido no seu sovado casacão, a gola voltada para cima, o chapéu enterrado na cabeça, com seu rosto rechonchudo e vermelho e seus pequeninos olhos cintilantes, Cronshaw parecia extraordinariamente cômico, mas Philip estava levando a coisa muito a sério para rir.
— Nunca praticou algo de que se arrependesse mais tarde?
— Como poderia arrepender-me de haver praticado um ato inevitável? — perguntou Cronshaw, em troco.
— Mas isso é fatalismo.
— A ilusão nutrida pelo homem de que sua vontade é livre tem raízes tão profundas que estou pronto a aceitá-la. Procedo como se fosse um agente livre. Mas quando um ato se realiza, está claro que todas as forças do Universo, desde toda a eternidade, conspiraram para motivá-lo e nada que eu pudesse fazer o teria impedido. Era um ato inevitável. Se foi bom, não me posso arrogar mérito algum; se foi mau, não posso aceitar censura alguma.
— Minha cabeça está dando voltas — disse Philip.
— Beba um gole de uísque — redargüiu Cronshaw, passando-lhe a garrafa. — Não existe nada melhor que uísque para clarear as idéias. É natural que você tenha o espírito lerdo, uma vez que insiste em beber cerveja.
Philip balançou a cabeça e Cronshaw continuou:
— Você não é um mau rapaz, mas acontece que não bebe. A sobriedade perturba a conversação. Quando falo a respeito do bem e do mal... — Philip notou que ele retomava o fio do discurso — ... falo convencionalmente. Não atribuo significação alguma a essas palavras. Ninguém me induzirá a instituir uma hierarquia de ações humanas, emprestando dignidade a umas e vituperando outras. Os termos vício e virtude não possuem sentido algum para mim. Não louvo nem censuro. Apenas aceito. Sou a medida de todas as coisas. Sou o centro do Universo.
— Mas existem outras pessoas no mundo — objetou Philip.
— Eu falo apenas por mim. Só noto as outras pessoas na medida em que elas limitam as minhas atividades. O mundo também gira em torno delas, e cada uma julga ser o centro do Universo. Meus direitos sobre elas não vão além do alcance de minha força. O que eu posso fazer é o limite do que devo fazer. Somos gregários, e por isso vivemos em sociedade. E a sociedade se conserva unida por meio da força, a força das armas (isto é, a polícia) e a força da opinião pública (isto é, a mrs. Grundy*). De um lado há a sociedade; do outro, o indivíduo: cada um dos dois é um organismo que luta pela sua conservação. É a força contra a força. Eu me encontro só, obrigado a aceitar a sociedade, o que faço de bom grado, uma vez que ela, em troca dos impostos que eu pago, me protege (um fraco) contra a tirania de pessoas mais fortes do que eu. Mas eu me submeto às suas leis porque sou compelido a isso. Não lhe reconheço a justiça nem sei o que isso seja, pois conheço apenas a força. E, depois de pagar uma taxa para que o policial me proteja e (se eu viver num país onde o recrutamento militar for obrigatório) depois de servir no exército que guarda a minha casa e a minha terra contra o invasor, estou quite com a sociedade. Quanto ao mais, contrabalanço a sua força com a minha astúcia. Ela cria leis que visam à sua própria conservação, e se eu as violar sou morto ou encarcerado. A sociedade tem o poder de fazer isso e, por conseguinte, o direito. Se eu violar as leis, aceitarei a vingança do Estado, mas não a considerarei um castigo nem tampouco me julgarei culpado. A sociedade procura atrair-me para o seu serviço acenando-me com honrarias, riquezas e o bom conceito de meus semelhantes. Sou, porém, indiferente à opinião deles. Desprezo as honrarias e posso muito bem dispensar a riqueza.
— Mas, se todos pensassem assim, o mundo viria abaixo num instante.
— Nada tenho que ver com os outros. Só me ocupo comigo mesmo. Tiro proveito do fato de que a maior parte da humanidade é levada, com o olho nas recompensas, a realizar coisas que, direta ou indiretamente, vem beneficiar-me.
— Considero esse um modo extremamente egoísta de encarar as coisas — disse Philip.
— Julga, por acaso, que o homem seja capaz de fazer alguma coisa a não ser por propósitos egoístas?
— Julgo.
— É impossível que assim seja. Quando ficar mais velho, compreenderá que a coisa mais necessária para tornar este mundo um lugar tolerável é reconhecer o inevitável egoísmo da humanidade. É absurdo exigir altruísmo por parte dos outros: para que sacrificariam eles os seus desejos pelos nossos? Quando você quiser compreender que cada um, no mundo, se preocupa apenas consigo mesmo, exigirá menos dos seus semelhantes. Já não lhe causarão decepções e passará a olhá-los com mais simpatia. Os homens buscam, na vida, uma única coisa: o prazer".

MAUGHAM, William Somerset. Servidão Humana. Ed. Globo, 1940; cap. XLV, páginas 236 a 240.

Omnia Vanitas. 💀



19 de maio de 2016

Cui bono..?*



Desde o dia que meu marido e eu decidimos nos unir em matrimônio, eu dei um aviso muito importante para nossa convivência doméstica: os trabalhos de casa serão divididos. 
E ele aceitou. Então, por não possuir dotes domésticos adequados à minha exigência de organização e limpeza, aos poucos ele está "entrando nos eixos". 
Há três tarefas que ele deve desempenhar - fora algumas que ele faz em caráter extraordinário:

- Guardar a própria roupa limpa
- Recolher o lixo do banheiro e da cozinha e
- Lavar a louça

(atividades acessórias, não extraordinárias)
- Estender a própria toalha de banho
- Colocar a roupa suja no cesto

Ontem, por exemplo, ao chegarmos em casa do trabalho, ele tinha a tarefa de lavar a louça. Como uma criança que faz manhã e quer barganha, eu fiz um trato com ele. É o seguinte:

"Lavo a louça de hoje, quinta e sexta-feira se eu puder comprar alguns livros que quero".
Ele analisou a proposta, consultou nossa contabilidade doméstica e a própria vontade de se ver livre desta atividade caseira...e eu possuo três novos livros na minha estante:

- Du Coté de Chez Swann (Marcel Proust)
- L'Exposition Coloniale (Erik Orsenna)
- Le Château des Carpathes (Jules Verne)



Omnia Vanitas


*quem se beneficia?


14 de abril de 2015

Prostituto de Luxo ..


Ainda estou lendo a Juvenília de Jane Austen e Charlotte Bronte! Estou na última parte, que cabe a Charlotte e, no início desta última parte, o prólogo chamou minha atenção. Eu achei divertido e original no melhor estilo do estilo "Homem Solteiro Procura..". Segue:

"Um jovem de aparência cativante, eloquência elegante e comportamento cavalheiresco deseja obter seu pão sem esforço e viver desfrutando do nível mais alto possível de conforto e esplendor através do nível mais baixo possível de labuta ou fadiga. Com esse objetivo, pede permissão para informar o público de que lhe seria extremamente conveniente uma fortuna de herança ou se casar com uma mulher cujo menor mérito não deve ser seu dote pecuniário.
O anunciante não é rigoroso quanto à idade nem enfatiza os encantos transitórios meramente físicos - que, de acordo com a opinião dos melhores médicos de todas as eras, podem ser removidos apenas por uma doença que dure alguns dias ou pelo mais trivial dos acidentes.
Ao contrário, uma forma simetricamente imperfeita - um membro que esteja lateral, horizontal ou obliquamente fora da linha da mais rígida retidão; ou mesmo a ausência de uma feição, como um olho ou uma fileira de dentes a menos - não será uma grande objeção para este este indivíduo esclarecido e sincero, contanto que sejam oferecidas provas satisfatórias da posse dessa grande e essencial virtude, desse eminente e irresistível charme: D - I - N - H - E - I - R - O! Escrever para C.T. - aos cuidados do sr. Graeme Ellrington, nº 12, rua Capela, Verdópolis. 
P.S. - Não deve se oferecer para a posição ninguém que tenha uma fortuna em cédulas, terras ou títulos de menos de vinte mil libras. O anunciante se considera uma barganha pelo dobro do preço".

Depois eu conto se houve respostas ao sincero pretendente! ;)

Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...