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11 de abril de 2018

Segundo abandono.. Joana D'arc 3/3


Sinto muito, determinado leitor, mas eu abandonei a leitura de Joana D'arc de Mark Twain. 

Fiquei pela página 80 e poucos - antes de 89. Eu não consegui gostar da leitura. Quando eu li Dumas, achei que era uma história com muitas fábulas de quem foi Joana D'arc - antes das batalhas e da prisão.
Mark Twain criou uma vida cheia de fantasia para esta heroína; e alguns diálogos eu achei muito chatos: a defesa das fadas após a sua expulsão, sobre um determinado estômago puro de um suposto ladrão.

Infelizmente, minha determinação foi abalada e eu abandonei a tercei Joana D'arc. 
Ainda não decidi se vou colocá-lo à venda ou vou deixar na minha prateleira. 


18 de setembro de 2017

Duas Joanas..



Na última sexta-feira, meu marido fez uma surpresa para mim! Levou-me até uma livraria e disse:
- Entre e escolha seu presente de aniversário!

Aaaahh!!! Que loucura! Senti-me como uma criança em um parque de diversões: não sabendo por onde começar a brincar.

Depois de olhar aqui e ali, decidi levar Joana D'Arc de Mark Twain. E, antes mesmo de chegar em casa já houvera decido que faria a releitura do livro Joana D'Arc de Alexandre Dumas...e, acrescentar a leitura de Os Grandes Julgamentos da História: Joana D'arc, de Claude Bertin.

Esta saga está programada para acontecer em 2018; ou seja, ano que vem minha leitura pegará fogo!!! 😤



25 de março de 2017

Décima leitura..



Olá, leitor anônimo..

Décima leitura. As Aventuras de Huckleberry Finn foi um livro desafiador, para mim.

Depois de ler As Aventuras de Tom Sawyer, eu quis ler a sequencia, porém, que estranho foi ler na língua informal - quase desisti:
Quando ele e a velha dama desciam de manhã, toda a família levantava da cadeira e desejava bom dia pra eles, e ninguém se sentava de novo até que eles se sentavam. Então Tom e Bob iam no aparador onde tavam as garrafas e preparavam um copo de bebida e entregavam pro velho, e ele segurava o copo numa das mãos e esperava os de Tom e Bob serem preparados, e depois os irmãos se inclinavam e diziam, “Nossos respeitos ao senhor e à senhora”, e eles se inclinavam um tico de nada nesse mundo e diziam obrigado, e então bebiam todos os três, e Bob e Tom derramavam uma colher de água sobre o açúcar e a dose diminuta de uísque ou aguardente de maçã no fundo de seus copos e passavam pra mim e Buck, e a gente também bebia à saúde dos velhos.
As Aventuras de Huck Finn é contada em primeira pessoa, ao contrário de Tom Sawyer e, com uma linguagem própria da região que os personagem vivem. Pode soar soberbo da minha parte, mas eu aprecio a norma culta na escrita (rs). Demorei mais da metade do livro para me acostumar como os erros gramaticais. 
Por mais que os livros apresentem um título tão similar, as aventuras são bem distintas. Em Tom Sawyer  a aventura é inventada das leituras do meninos; enquanto Huck Finn vive o real. Porém, as histórias dos meninos se fundem em um momento: quando armam o resgaste de Jim, o escravo negro que fugiu e, por acaso, encontrou Huck Finn.

Jim é a figura polêmica da história. Jim é um escravo negro e Mark Twain utiliza palavras e expressões denotam a situação de cativo levam alguns leitores a menosprezar a narrativa por achar que há incitação ao racismo. Porém, há aqueles que leem a obra de outra maneira; encontram na narrativa de Huck Finn uma ousadia de Mark Twain ao trazer o assunto à tona: Jim não era o escravo de Huck Finn, mas seu amigo, por quem o menino tinha uma gratidão por lhe ajudar em situações de perigo. O menino vive um duelo até chegar a encontrar em Jim um ser humano comum e não um escravo negro que merece ser castigado por fugir da sua senhoria (como a mentalidade da época julgava correta). Atualmente, a escravidão é vista pela lei como um crime, mas o racismo ainda é vivo - em diversas formas de expressão. Certa vez, ouvi uma mulher negra dizer: "Eu não sou descendentes de escravos, sou descendente de uma raça humana que foi escravizada". Achei muito interessante essa distinção feita por ela pois, mostra o quanto ainda temos que mudar em relação ao próximo: ainda há muito racismo contra negros, mesmo que você negue, leitor anônimo. Porém, para nossa infelicidade, essa atividade existiu e muitos livros a retratam.

Sobre os meninos de ambas histórias, eles se encontram para a aventura final na narrativa de Huck Finn - e fiquei tão feliz com esse encontro que tive vontade de abraçar Tom Sawyer quando li sobre sua chegada. Que menino travesso!!
Todo mundo correu pra porta da frente, porque, é claro, um estranho não chega todo ano, e por isso ele interessa mais que a febre amarela quando aparece. Tom já tava sobre a escadinha e caminhando pra casa, a carroça dando a volta na estrada pra retornar pra vila, e a gente tava todo mundo amontoado na porta da frente. Tom tava com suas roupas finas e tinha uma plateia – e isso era sempre uma loucura pra Tom Sawy er. Nessas circunstâncias, temperar a cena com uma dose de estilo não custava nada pra ele. Ele não era um menino de cruzar aquele pátio humilde como uma ovelha; não, ele veio calmo e importante, como um carneiro macho. Quando chegou na nossa frente, levantou o chapéu de um modo gracioso e caprichoso, como se fosse a tampa de uma caixa cheia de borboletas adormecidas e não quisesse perturbar os insetos, e disse:
– Sr. Archibald Nichols, presumo?
– Não, meu filho – diz o velho cavalheiro –, lamento dizer que seu condutor enganou você. A casa do Nichols fica mais além, uma questão de cinco quilômetros. Entra, entra.

E assim a aventura dos meninos teve início. A tarefa era libertar Jim. Na versão de Huck Finn seria assim:
O meu plano é o seguinte – falei. – É fácil descobrir se é Jim que tá lá dentro. Aí a gente
pega a minha canoa amanhã de noite e traz a minha balsa lá da ilha. Assim que começar a ficar escuro, a gente tira a chave das calças do velho, depois que ele foi pra cama, e desce o rio na balsa com Jim, nos escondendo de dia e navegando de noite, que nem eu e Jim a gente fazia antes. 
Mas Huck Finn sabia que, com Tom Sawyer, isso nunca aconteceria pois não tinha emoção. Eis a ideia do amigo:

– É simples como jogo da velha, três-numa-fila, e tão fácil como matar aula. Eu espero achar um caminho um pouco mais complicado que esse, Huck Finn. (...) Raios, toda esta história é fácil e esquisita demais. E por isso fica muito complicado armar um plano difícil. Não tem nenhum vigia pra ser drogado... tinha que ter um vigia. Não tem nem um cachorro pra gente dar um sonífero. E Jim tá acorrentado por uma perna, com uma corrente de três metros, no pé da cama: ora, basta levantar o catre e puxar a corrente. E o tio Silas ele confia em todo mundo, dá a chave pro negro estúpido e não manda ninguém pra vigiar o negro. Jim já podia ter saído por aquele buraco de janela, só que não dava pra viajar com uma corrente de três metros na perna. Ora, raios, Huck, é o arranjo mais estúpido que já vi. A gente tem que inventar todas as dificuldades. Bem, a gente não pode fazer nada, tem que fazer o melhor possível com os materiais que a gente tem. De qualquer maneira, é mais honroso libertar ele no meio de muitas dificuldades e perigos, quando estes não são criados pelas pessoas que tinham o dever de arrumar todos esses obstáculos, e a gente tem que tirar todos eles da nossa cabeça. 

Esse é Tom Sawyer, um pequeno Dom Quixote de La Mancha com seu fiel escudeiro, Huck Finn, como Sancho Pança.
Eu pensei em vários esteriótipos para essa dupla: Sawyer parecendo a burocracia e Finn sendo a praticidade. Quantas vezes colocamos empecilhos para situações em nosso cotidiano e esquecemos de usar os óculos de Huck Finn para seguir em frente?

A história foi muito agradável, apesar de todos os exageros de Tom Sawyer nos capítulos finais - que, ao meu ver, tornaram a narrativa massante. E Huck Finn continuo sendo Huck Finn - incivilizado.

Omnia Vanitas

14 de março de 2017

Nona leitura..


Nona leitura, dedicado leitor!

Minha primeira leitura de Mark Twain.
Para mim, soa estranho eu nunca ter lido Mark Twain antes. Achei Tom Sawyer muito, mas muito divertido!

Os primeiros capítulos me fizeram rir alto; estas são algumas passagens:

..Tom Sawyer adquiriu vários cartões de pontuação na aula de religião. Ao negociar esses cartões com seus amigos de escola bíblica, Tom adquiriu o número suficiente para ganhar sua Bíblia Sagrada. Este fato fez do menino o centro da atenção do diretor da escola. E isso não foi bom para Tom Sawyer.
- Bem, agora eu acho que você não se importará de contar para mim e para esta digna senhora que está comigo algumas das coisas que aprendeu aqui – eu sei que terá prazer em nos contar – porque todos nós sentimos orgulho dos jovens aplicados que se dedicam ao estudo. Vamos ver, sem dúvida você sabe os nomes dos Doze Discípulos de Cristo. Não precisa recitar todos, mas diga-nos os nomes dos dois primeiros que foram escolhidos!(...)A essa altura, Tom estava retorcendo sem parar um dos botões de seu casaco, como se pretendesse arrancá-lo. Parecia realmente muito tímido e encabulado. Seu rosto ficou muito vermelho e seus olhos ficaram grudados no assoalho da igreja. O coração do sr. Walters se afundou em seu peito. Ele disse consigo mesmo: “Não é possível que esse rapaz possa responder as mais simples das questões. Por que o juiz foi perguntar logo a ele?” Mesmo assim, foi obrigado a altear a voz e dizer:– Responda ao cavalheiro, Thomas – não tenha medo.Tom ficou com o rosto mais vermelho ainda.– Ora, eu sei que para mim você dirá – falou a senhora, com a voz cheia de compreensão maternal. – Os nomes dos dois primeiros discípulos eram...– DAVID E GOLIAS!Vamos puxar a cortina caridosamente sobre o restante desta cena trágica.
..Tom foi a igreja, domingo, com sua tia Polly..e foi assim:
O Ministro leu o trecho da Bíblia que inspirava seu sermão e pôs-se a discorrer monotonamente sobre um assunto tão repetitivo que muitas cabeças começaram aos poucos a balançar de sono – mesmo que a prédica versasse sobre o fogo e o enxofre infinitos da condenação final, reduzindo os eleitos “predestinados” a tão poucos, que praticamente não valia o esforço pela salvação.
..Logo, a prédica deixou de ser interessante e Tom teve uma ideia, brincar com o escaravelho que trouxera dentro de uma caixinha que estava no seu bolso! Que ideia ótima! Porém, o escaravelho picou seu dedo e caiu no chão. Um cachorro o encontrou e aconteceu uma brincadeira entre o cão e o escaravelho que fez o ministro perder a atenção do seu "rebanho". E então, ..
Tom Sawyer voltou para casa muito contente, pensando que os ofícios divinos podiam ser até agradáveis, quando se introduzia neles uma pequena variação. Somente um pensamento empanava sua felicidade: estava disposto a deixar que o cachorro brincasse com seu “bicho-beliscão”, só que ele deveria tê- lo devolvido – não tinha sido direito que o animal fugisse com seu brinquedo.
A leitura de Tom Sawyer é um terror para os politicamente corretos. Ele gosta de fazer tudo o que deixa pais e responsáveis de cabelo em pé: gosta de sair na calada da madrugada para encontrar alguma aventura com seu amigo Huck Finn (minha próxima leitura). Tom gosta de ser pirata, ladrão, mentir, fumar, falar palavrão e brigar.  E, de tanto inventar aventuras, viveu uma bem séria!
A sua paixão por Becky é típica de um adolescente - pelo menos acho que ele era adolescente.
Permaneceu "morto" quase uma semana só para ir ao seu funeral. Gosta de ser livre mas, às vezes, gosta dos braços da tia Polly.

Porém, Huck Finn era de outra estirpe: com pais que só brigavam, um pai bêbado e, aparentemente, mãe ausente; ele não via alegria em viver uma vida "regrada".
Não funciona, Tom, essa vida não é pra mim. Eu não estou acostumado com essas coisa toda. A viúva é muito boa pra mim e me mostrou toda a amizade do mundo; mas eu não suporto os costume daquela casa. Ela me faiz levantar de manhã todos os dia à merma hora; ela faiz eu lavar a cara e as mão a toda hora; eles me penteiam tanto que eu fico ouvindo uns trovão nas oreia; ela não me deixa dormir no garpão da lenha; eu tenho de usar essas mardita roupa que me deixa sufocado, Tom. Parece que não entra ar nenhum por drento delas. E o pió é que as tais de roupa são tão nova e bonita que eu não posso nem me sentar, nem me deitar, nem rolar pela grama em lugar nenhum. Eu não escorrego por uma porta de jogar carvão no porão faiz... acho que faiz uns quantos ano. Eu tenho de ir à igreja e ficar suando e comichando por lá – eu odeio aqueles mardito sermão! Eu não posso pegar uma mosca lá drento, não posso mastigar, tenho de usar sapato o domingo intero! A viúva Douglas come por campainha; ela vai pra cama por campainha, tamém; ela até se levanta por campainha – tudo tem hora e as hora são sempre as merma e um cara não consegue se aguentar!
A linguagem de Huck Finn tinha correção; ou seja, todos os erros gramaticais foram corrigidos; tão certo quanto a palavra "preto" foi excluída por racismo.

Omnia Vanitas.

13 de março de 2017

Bagagem..



Olá, leitor!

Visitinha à casa da mamãe no fim-de-semana!
Além de matar a saudade dos meus pais, trouxe uns livrinhos do meu antigo escritório. Deixe-me apresentá-los, desconhecido leitor:

Releituras:
Jane Eyre, de Charlotte Brontë
A Ilha do Tesouro, Robert Louis Stevenson
Ah King, de Somerset Maugham
Um Drama na Malásia, de Somerset Maugham

Primeira leitura:
- As Aventuras de Huclkeberry Finn, Mark Twain
- Nas Montanhas da Loucura e outros contos, H.P. Lovecraft
- As Aventuras de Arthur Gordon Pinn, de Edgar Allan Poe
- Biombo Chinês, de Somerset Maugham

Duas leituras são compras "frescas". Durante a viagem até a casa dos meus pais, o livro do americano Lovecraft foi comprado durante um lanche em um posto; e, o livro do Maugham foi a compra da semana passada.
As Aventuras de Arthur Gordon Pinn foi uma "dica de leitura" da leitura de Nathaniel Philbrick em No Coração do Mar; e As Aventuras de Huclkeberry Finn foi uma opção para a sequência da minha leitura atual, As Aventuras de Tom Sawyer.
O livro A Ilha do Tesouro foi uma opção para depois de Moby Dick, porém outras leitura surgiram, mas continua na lista de releituras pois junta dois ingredientes das outras histórias: adolescentes em aventuras e tesouros + mar. 

E Maugham é sempre uma boa releitura.

Deixando de lado "os homens", Charlotte Brontë e sua Jane Eyre. Eu não entendo porque deixei ela na prateleira..mas erro desfeito!

É isso!





Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...