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29 de dezembro de 2020

Trigésima leitura ..


 Olá, esquecido leitor! 

Faz algum tempo que preciso colocar este blog em dia! Eis o dia ! 

No ínicio de novembro, eu comecei a ler, pela segunda vez, este livro e Charlotte Brontë: O Professor. Neste link está a primeira impressão desta leitura.

Este livro foi a primeira tentativa de Charlotte em publicar um livro; e foi negado por todos que o tiveram em mãos. 

A primeira publicação foi depois de dois anos da morte da autora, em ano de 1857; seu marido Arthur Bell levou o manuscrito à um editor que publicou a obra - haja vista o renome de Charlotte desde a descoberta do seu pseudônimo Currer Bell.

Porém, na minha singela opinião, o livro não tem um poder tão grande de arrebatar o leitor como em Jane Eyre, Villette e até mesmo, Shirley. A narrativa é rápida naquilo que pretende e, para mim, algumas atitudes do professor Crimsworth me deixam inquieta. 

Também, neste conto, o professor é uma caricatura da paixão arrebatadora que Charlotte teve por Constantin Héger, e, também, do desejo da escritora de ter sua própria instituição de ensino - o que fez porém, sem o sucesso que sua personagem obteve. A esposa de Héger também é descrita em O Professor como a dona da instituição de ensino onde William Crimsworth lecionará - porém, ela é sempre retratada como uma mulher mesquinha e torpe. 

Esta edição que tenho é da Clube do Livro, publicada em 1958. Uma nota da edição avisa que alguns trechos foram omitidos no momento da tradução por achar que eram longos demais para descrever. Que triste! 

Omnia Vanitas. 💀

16 de janeiro de 2020

Trigésima nona leitura, parte II..




Olá, abandonado leitor!

Eu estou me devendo algumas publicações sobre as leituras que concluí - talvez não se preocupe, mas eu me cobro essa ausência.

Para continuar, a última leitura de 2019 foi "Os Estranhos" de Stephen King (para a primeira parte desta leitura, clique aqui). 

A narrativa, a parti desta parte, abrangerá a cidade de Haven. Quando mais Bobbi e Gardener cavam, mas a população da cidade sofre a influência desta descoberta. 
Outros personagens são apresentados nesta etapa e, o principal deles é Ruth McCausland. Para mim,  narrativa sobre Ruth se tornou longa demais, apesar de interessante. Mas a personalidade de Ruth me agradou muito. 

A principal trama da cidade envolve os irmãos Brown: David e Hilly. Hilly é o mais velho e um tipo de menino hiperativo e com um quociente intelectual acima da média. David é um doce menino que idolatra o irmão mais velho e lhe companheiro em quase todas as aventuras. Mas não deveria ter aceitado a ideia de ser ajudante de Hilly ao ser chamado para um certo truque de mágica. 

A figura dos Tommyknockers - ou que quer seja que esteja na nave - não aparece na trama, mas pode-se observar a transformação dos habitantes de Haven. 

Eu quero deixar registrado três citações (que eu percebi) na trama de Os Estranhos que são registros de outros livro do King - sendo que anotei somente duas, visto que a primeira, sobre ka, eu estava desprovida de lápis para registrar a menção feita ao "destino" na saga Torre Negra. Esta referência está na primeira parte de Os Estranhos, e, se minha memória for simpática comigo, está contida em uma frase do Gardener (corrijam-me se eu estiver errada).

A segunda menção é do livro Zona Morta, publicado em 1981:
No decurso de uma conversa com o atendente, ficou sabendo do caso de um sujeito chamado John Smith, que lecionara durante um tempo na cidadezinha perto de Cleaves Mills. Smith permanecera em coma vários anos, tendo despertado com uma espécie de dom psíquico. Perdera a razão alguns anos antes - tentara assassinar um indivíduo chamado Stillson, deputado federal por New Hampshire.
(página 317).
A terceira menção é do livro It, A Coisa:
(...) Tommy começara a ter alucinações; enquanto dirigia pela Rua Wentworth, julgou ser um palhaço sorrindo para ele, de um bueiro aberto de esgotos - um palhaço cujos olhos eram cintilantes dólares de prata e segurava balões de gás na mão enluvada de branco. (página 435).

Por infelicidade, eu terminei esta leitura dia 29/12/19 e, então, além da distância da data desta publicação, foram feitas mais duas leituras posteriormente que não permitem à mim relembrar fatos significativos sobre este livro. Uma segunda leitura? Talvez.


Sem mais para o momento,

Omnia Vanitas 💀



6 de dezembro de 2019

Trigésima nona leitura - parte I ..

I.XII.MMXIX - Praia dos Ingleses, Florianópolis/SC

Olá, leitor anônimo!!

Ainda estou lendo Os Estranhos do mestre Stephen King! Este livro tem três partes, e, como boa neurótica, eu separei as partes para ajudar na leitura e coloquei dias marcados para terminar a leitura: 31/12.
Por ser um mês com feriados, eu decidi que uma programação "básica" não seria uma má ideia! - sem contar que o livro é longo e com uma letra miseravelmente pequena.

Sobre o livro, ele foi publicado pela primeira vez em 1987. Esta edição que tenho (na foto) é a segunda, publicada pela editora Francisco Alves. Ganhei este exemplar de presente faz uns cinco ou seis anos - custava, apenas, R$ 49,90. Atualmente, o valor mínimo é R$ 80,00. Esta obra não é mais publicada no Brasil, por isso o abuso no preço. 
Os Estranhos ou Os Tommyknockes é um livro de ficção científica e muito semelhante aos escritos de H. P. Lovecraft - a quem Stephen King é fã dos livros. Porém, o senhor King odeia esse livro pois foi escrito no auge do uso de drogas pelo senhor King. Ele odeia o livro e diz que lembra pouco sobre o período que o escreveu. O personagem James Gardener é quase autobiográfico.
Para aqueles que gostam do "Stephen King das antigas" este livro é um prato cheio. Há quem considere que ele "perdeu a mão" para escrever terror como na época deste livro - mas este livro faz parte da essência do escritor, mesmo ele achando esse livro horrível.

Apesar de ser um livro maravilhoso, a narrativa possui muitas referências que eu não consigo compreender. Vou deixar um exemplo para que você entenda, leitor:
...Santo Deus, penetrei em uma história de ficção científica, extraída de Histórias Chocantes. Acho que foi por volta de 1947. Terei eu feito a capa? E se fiz, quem me forçou? Virgil Finlay? Hannes Bok?
Finlay e Bok são ilustradores americanos de fantasia, ficção e horror. Entende o que digo, perdido leitor? Em absoluto estraga a leitura, mas ou você passa adiante ou procura algo sobre a referência. Como a maioria da minha leitura é feita nas viagens de ônibus - seis ao total do dia, eu não tenho nenhuma fonte de pesquisa, e, as vezes, não faço questão de procurar.

 Sobre os tommyknockers, eles fazem parte do folclore americano. Segundo Stephen King, mesmo sendo criado longe da terra natal de esposa, Thabita, ambos conheciam a canção sobre os tommyknockers:

“Late last night and the night before,
Tommyknockers, Tommyknockers,
knocking at the door.

I want to go out, don’t know if I can,

Cause I’m so afraid of the Tommyknocker man.”

E, ele deixa avisado:
Haven não é real. Os personagens não são reais. Esta é uma obra de ficção, com uma única exceção:Os Tommyknocers são reais.Se você pensa que estou brincando, é porque não ouviu os noticiários noturnos".

A primeira parte do livro intitula-se "A Nave na Terra".

Os dois principais personagens são Roberta (Bobbi) Anderson e James (Jim) Gardener (Gard).

Ele é um poeta bêbado com tendências suicidas e ela um escritora de romances de faroeste. 

Certa manhã, Bobbi passeia com seu cachorro e tropeça, literalmente, em algo que está no chão da sua propriedade em Haven. 
Apesar de não ser uma mulher curiosa, Bobbi tem sua atenção presa no objeto e não descansa enquanto não descobrir o que é aquilo. 

Enquanto Roberta está descobrindo o que é e como este objeto chegou na sua propriedade, Jim Gardener está em uma excursão de leituras de poesias para angariar fundos para pagar suas contas. E, mesmo não querendo admitir, seu pensamento está na amiga escritora. Algo nele diz que ela corre perigo. Ele precisa voltar! Ele precisa deixar seu suicídio para depois que Bobbi estiver segura!


Nesta primeira parte do livro, toda a narrativa estará voltada para estes dois personagens, e, então, a constatação de que Stephen King é um ótimo contador de histórias fica notória. 
A personalidade e caráter de cada personagem, seus medos, histórias e pensamentos são muito bem descritos e prende o leitor em cada página.


Por enquanto é isso, leitor! Assim que terminar a segunda parte, voltarei! 






15 de março de 2018

Coleção..


Olá, anônimo leitor!

Depois de muito tempo e muito decidir, comprei esta edição de Os Maias, do português Eça de Queiroz. Trata-se da terceira edição, não há o ano de publicação - infelizmente - mas reza a lenda que a data gira em torno de 1904. 

Estes exemplares são velhinhos, desbotados, cheios de imperfeições e marcas; ou seja,  eles são  lindos!

Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...