Mostrando postagens com marcador cozinha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cozinha. Mostrar todas as postagens

8 de março de 2017

Oitava leitura..


"A população de cachalotes demonstrou uma notável capacidade de recuperação, em face do que Melville chamou de “uma devastação impiedosa”. Estima-se que os naturais de Nantucket e seus irmãos ianques matadores de baleia ceifaram mais de 225 mil cachalotes entre 1804 e 1876. Em 1837, o melhor ano do século para se matar baleias, 6767 baleias foram mortas por baleeiros americanos. (Para se ter um termo de comparação um tanto perturbador, em 1964, o pico da moderna atividade baleeira, 29 255 baleias foram mortas.) Alguns pesquisadores crêem que na década de 1860 os baleeiros talvez houvessem reduzido a população de cachalotes em até 75 por cento; outros estimam que ela haja diminuído apenas entre oito e dezoito por cento. Qualquer que seja a cifra mais próxima da verdade, os cachalotes saíram-se melhor do que outros grandes cetáceos caçados pelo homem. Hoje, existe algo entre 1,5 milhão e 2 milhões de cachalotes, o que os torna a espécie mais abundante entre as grandes baleias do mundo".
 Olá, leitor!

Se você acha que um filme pode contemplar o que um livro proporciona; ou, sente-se satisfeito com aquilo que lhe é apresentado em vídeo, pense novamente.

Eu já tinha assistido ao filme No Coração do Mar, sendo o "Thor" quem interpretou o primeiro imediato Owen Chase. 
Mas o livro... sem explicações.

A narrativa histórica do baleeiro Essex acompanha outros fatos históricos que, semelhante ao baleeiro guiado pelo capitão George Pollard Jr.; seja em fome, frio, sede, sofrimento em grupo ou direção náutica, Nathaniel Philbrick cobre todas posições desde o físico, psicológico e histórico.
Um dos fatos que eu achei interessante, foi a abstinência em nicotina:

Naquela primeira noite da sua viagem, Chase, Pollard e Joy distribuíram as rações de água e pão para a tripulação de seus botes. Já haviam passado dois dias do naufrágio e o interesse dos homens por comida havia, afinal, voltado: o pão foi comido rapidamente. Havia algo mais que eles cobiçavam: tabaco. Um baleeiro quase sempre trazia um punhado de tabaco na boca,consumindo mais de trinta quilos em uma única viagem. Além de todas as suas outras aflições, a tripulação do Essex tinha também de enfrentar os sintomas nervosos da abstinência associados à dependência de nicotina.
O autor encontrou base em documentos históricos deixados pelos sobreviventes e também usufruiu de tudo o que Nantucket pode ter sobre o acidente.

Um dos assuntos marcantes da história deste baleeiro foi o canibalismo. Mesmo querendo deixar esse fato longe da memória, os sobreviventes tiveram que levar essa marca além do túmulo.
Como eu já mencionei, Philbrick apresenta outros fatos que, semelhante ao Essex, sofreram um revés no mar. Sobre o canibalismo, eu acredito que para um homem de cultura não canibal sofre os efeitos psicológicos que atribuem ao consumo da carne humana.
Lembro de uma história que meu professor de Linguística contou em sala; é a seguinte: um determinado professor de medicina deixou em sua casa, na geladeira, um cérebro humano (não me recordo do motivo de ele ter levado essa massa até a sua residência, mas o fato é que levou). Estando na geladeira, também, o cérebro de um animal (não recordo se era bovino ou suíno). A empregada, sem a informação de que havia um cérebro humano na geladeira, pegou-o e cozinhou como refeição para a família da casa. Diz meu professor que a doméstica ficou muitíssimo perturbada por haver consumido parte de um corpo humano.

Acredito que consumir carne humana não cause problemas físicos ou nos afete com alguma doença psicológica; mas o fato de haver uma edução que não abarca alimentar-se do corpo de um igual de espécie provoque uma alteração psíquica naquele que alimentou-se do próximo. Atribui-se àqueles que tomam essa prática, em uma civilização que abominada tal atitude, uma punição não apenas moral mas judiciária; exemplo: Hannibal Lecter.
Apesar de ser uma medida tomada em um momento de desespero (pelo menos na maioria dos casos), Philbrick apresenta uma situação de náufragos que passaram 191 dias à deriva e não tomaram o canibalismo como ação  de sobrivivência:
Em face de circunstâncias igualmente terríveis, outros marinheiros tomaram decisões diferentes. Em 1811, o brigue de 139 toneladas chamado Polly, em sua viagem de Boston para o Caribe, perdeu os mastros em uma tempestade e a tripulação vagou à deriva, a bordo do casco inundado, durante 191 dias. Embora alguns homens morressem em virtude da fome e da exposição às intempéries, seus corpos em momento algum serviram de alimento; em vez disso, foram usados como isca. Prendendo ao anzol de uma linha de corrico pedaços dos cadáveres de seus companheiros de bordo, os sobreviventes conseguiram capturar tubarões suficientes para se sustentarem até seu salvamento. Caso a tripulação do Essex houvesse adotado essa estratégia por ocasião da morte de Matthew Joy, talvez jamais tivessem chegado ao extremo com que agora se defrontavam.
Durante a leitura, eu pensei comigo: como alguém à deriva pode passar fome, se estão no mar? A fauna marítima pode muito bem suprir a necessidade de comida da tripulação. 
Fora o momento que alguns peixes voadores pularam em cima dos náufragos, a região do oceano Pacífico em que se encontravam era deserta. Com esta afirmação, não quero concluir que não havia peixes, mas eles estavam a muitos metros fora da linha de pesca dos tripulantes.

Há dois motivos que fizeram os tripulantes dos baleeiros ficarem longe das terras habitadas são as seguintes: as ilhas próximas tinham como civilização alguns canibais e, a limitação geográfica que havia na época. Preciso adicionar mais uma pontuação sobre o motivo da falta de aproximação à outras possíveis ilhas: a falta de leitura. Um periódico havia sido lançado com atualizações sobre mapas e culturas espalhadas pelas ilhas que compunham o Pacífico. Para o Essex, essa informação seria preciosa para sua situação de desespero. Poderiam ter tido socorro antes, não fosse a perda que esta leitura trouxe ao grupo.

Uma das coisas que me chamou a atenção, e a leitura de Moby Dick tal fato também se apresenta, é a correspondência. Havia em algumas ilhas cartas deixadas pelos tripulantes de barcos (baleeiros em sua maioria) para seus familiares. Os barcos que saiam de um porto deixavam as missivas que familiares enviavam por outros marinheiros e os próprios marinheiros escreviam para seus entes queridos durante sua estadia no mar.
Owen Chase recebeu uma carta amarga, algumas viagens após o acidente com o Essex, de que sua esposa havia dado a luz a um menino - depois de ele estar no mar por quase dezessete meses (ops!).

A tragédia do Essex não é algo singular, muitos baleeiros foram abaloados por cachalotes posteriormente. O fato da caça às baleias ter crescidos exageradamente, um animal de constituição dócil (mesmo que seu tamanho seja acima de 23 metros) como o cachalote tornou-se agressivo para poder manter-se vivo.

Como parte de uma história, a tragédia do Essex influenciou muitos escritores, e Herman Melville é o mais forte deste grupo - mesmo que seu Moby Dick não tenha aplacado nas bancas. Esse acontecimento histórico foi tão importante quanto o naufrágio do navio Titanic foi para o século XX.

Querido leitor, há muita coisa para escrever sobre esta obra de Nathaniel Philbrick que enriquece qualquer leitura póstuma do gênero. E, como recomendação indireta, vou ler As Aventuras de Arthur Gordon Pin, de Edgar Allan Poe. ;)

Àqueles interessados na história deste mal fadado baleeiro, é só clicar aqui.

Bom, por hoje é só pessoal!

Omnia Vanitas.


12 de fevereiro de 2017

Culinária baleeira ..



Olá, faminto leitor!

Neste processo de terminar Moby Dick até amanhã (dedos cruzados), muitas foram as passagens que tive vontade de parar para escrever sobre; porém, para não me distrair do foco, eu as deixei passar ao largo deste blog.

Já que estou na reta final, deixo aqui uma das passagens que chamam minha atenção durante minhas leituras: a culinária de determinados personagens.

Stubb é o segundo imediato do navio baleeiro Pequod, comandado pelo monomaníaco Acabe.  E, a receita que vou apresentar pertence a este caçador náutico.

A primeira cachalote é caçada e captura. Presa ao lado do navio (onde passou a noite cercada de tubarões a lhe mordiscar) Stubb manda seu cozinheiro tirar um pedaço de bife do animal pois, à meia noite, a fome de um naco de baleia lhe tira o sono.

Entre protestos de como o cozinheiro é mau na profissão escolhida por este, Stubb dá conselhos de como um bife de baleia deve ser preparado.


“Pois bem, cozinheiro, perceba que esses bifes de baleia estão tão ruins que tenho que tirá-los da minha frente o mais rápido possível; você percebe isso, não? Pois bem, no futuro, se você fizer outro bife de baleia para a minha mesa particular aqui, o cabrestante, vou lhe dizer o que fazer para não estragá-lo cozinhando-o por muito tempo. Segure o bife com uma mão e mostre-lhe uma brasa com a outra; isto feito, sirva-o, escutou? Amanhã, cozinheiro, quando cortarmos o peixe, não deixe de estar por perto, para pegar as pontas das barbatanas; coloque-as em conserva. Quanto às pontas da cauda, coloque-as em salmoura, cozinheiro. Pronto, agora pode ir.”
Mas, mal Fleece tinha dado três passos, foi novamente chamado.
“Cozinheiro, quero costeletas para a ceia amanhã à noite na minha vigília. Escutou? E agora vá – Ei! Pare! Faça uma reverência antes de partir – Pare outra vez! Os testículos da baleia para o café da manhã – não se esqueça.”

Bom apetite, leitor!

Omnia Vanitas.

10 de novembro de 2016

Receita Literária ..


Chegou para mim, no sebo, um livro do Umberto Eco que foi minha primeira leitura do italiano: O Cemitério de Praga. Eu adorei ler este livro, cheio de tramas, traições e história. E, logo no início da leitura, há esta receita que eu sempre fico ensaiando em fazer. 
Já que este livro chegou em minhas mãos novamente, quero compartilhar a receita com você, glutão leitor!

Segue:
*(...) Por exemplo, umas Côtes de Veau Foyot:
carne com ao menos quatro centímetros de espessura, porção para dois, claro, duas cebolas de tamanho médio, 50 gramas de miolo de pão, 75 de gruyère ralado, 50 de manteiga; esfarela-se e torra-se o miolo até o transformar em farinha de rosca, que será misturada com o gruyère; depois se descascam e picam as cebolas, derretem-se 40 gramas de manteiga numa panelinha, enquanto em outra refogam-se suavemente as cebolas com a manteiga restante; cobre-se o fundo de um prato com metade das cebolas, tempera-se com sal e pimenta a carne, que é colocada no prato e guarnecida lateralmente com o restante das cebolas, envolve-se tudo com uma primeira camada de farinha de rosca e queijo, fazendo a carne aderir bem ao fundo do prato, deixando escorrer a manteiga derretida e esmagando levemente com a mão; coloca-se outra camada de farinha de rosca e queijo até formar uma espécie de cúpula e acrescentando manteiga derretida; borrifa-se tudo com vinho branco e caldo, sem ultrapassar a metade da altura da carne.
Coloca-se o prato no forno por cerca de meia hora, continuando a molhar com o vinho e o caldo. Acompanhar com couve-flor sautée.
 Exige um pouco de tempo, mas os prazeres da cozinha começam antes dos prazeres do palato, e preparar significa pregustar, como eu estava fazendo, ainda me espreguiçando na cama.

A receita não está completa, falta uma especificação aqui e outra ali, e eu não me darei o trabalho de buscar a receita integral, pois faria isso somente com os acessos de internet - que é algo muito volátil. Então, salivante leitor, busque a receita que mais lhe agradar deste prato e experimente esta joia da culinária literária.





*ECO, Umberto. O Cemitério de Praga. 5ªed. Record, 2011.

29 de junho de 2016

Diliçinha..




Aaahhh! Eu amo cozinhar, faminto leitor!

Adoro ficar na cozinha testando receitas ou fazendo as minhas "Top 5" das preferidas! Há um bolo que se intitula "Bolo simples" que eu fazia e não achava TÃO gostoso. Eu experimentava o dito bolinho e achava que ele poderia ser mais macio. Adicionei um pouco de fécula de milho para "amaciar" a massa. Nada! Ainda não estava com aquele gostinho de "huuuummm". Experimentei colocar um pouco de chocolate granulado para "afofar" a textura do bolo assado. Nada. 
Então, pensei em separar a gema da clara do ovo. Fiz uma clara em neve e continuei com a receita que estava anotada. Antes de adicionar o fermento, despejei a clara em neve na massa, bati e, então adicionei o fermento em pó. Menos ação do forno na parte baixa do bolo e...voilà ! Está uma delícia os meus bolos simples! 
Eu uso a mesma receita para fazer um bolo de chocolate. Apenas, na hora de comer um pedaço do bolo, eu molho a fatia a ser degustada com chocolate quente! Por todos os santos, é uma delícia!


Atualmente, na correria diária de vir trabalhar pela manhã e voltar somente à noite para casa, o almoço tem "repetécos" diários. Porém, aos domingos, o almoço precisa ser um diferencial do que comemos na semana. É nessa "experiência" que o maridão é cobaia!! 
No último domingo que se foi, eu testei uma receita de arroz ao forno. É quase um risoto, mas não do tipo de risoto que faço. 

Eis a receita completa e original:

2 xícaras de arroz cru, lavado e escorrido
1 cebola picada
2 dentes de alho
300 gramas de peito de peru picado
1 cenoura ralada
1 xícara de azeitonas verdes
300 gramas de queijo mussarela picado
Mexa todos os ingredientes em uma refratária grande.
Molho:
3 1/2 de água fervente
1 embalagem de molho de tomate
1 xícara de creme de leite
2 colheres de sopa de manteira
sal a gosto
2 caldos de galinha esfarelados
2 colheres de sopa de azeite
pimenta do reino à gosto.
Depois de ferver o molho, despeje na refratária. Use o forno pré-aquecido à 180 graus por 60 minutos {ou até o molho ser absorvido}.

Minhas modificações:
Não usei alho {pois não tinha em casa e esqueci de comprá-lo}; troquei o peito de peru por um frango assado que tinha na geladeira {usei a parte do peito da ave}; ao invés das azeitonas, utilizei milho verde em conserva. A embalagem do molho de tomate que usei tinha em torno de 270 à 300 ml.; utilizei a caixa inteira de creme de leite {250 gramas}. Não utilizei caldos de galinha porque não gosto deste condimento - adicionei mais sal para recuperar o sabor do sal que o caldo daria à receita. 
No forno, durou 1 hora e 20 minutos para assar. 
O rendimento foi muito para apenas duas pessoas. Nós almoçamos no domingo e ainda tivemos mais 6 porções em potes de 300 gramas para outros almoços da semana! O sabor ainda é uma delícia! Dá água na boca só de lembrar ! 
Receita mega aprovada! 

Omnia Vanitas.


3 de junho de 2016

Julie & Julia..


Ontem à noite, rolou um filme na casa dos Ferreira: Julie & Julia. Trata-se de duas histórias reais: a história de Julia começou a ser contada a partir da chegada dela (e do marido) à capital francesa, em 1949. A história de Julie começou em 2002 quando ela se mudou para o Queens. 

Enquanto meu marido estava na cozinha preparando a nossa janta, eu parei o filme e fiquei olhando a cena, e gritei da sala:

- Eu poderia passar a noite toda olhando essa imagem!

A cena era de Julia, em frente a Shakespeare and Co. procurando por livro de culinária francesa em inglês. Pobre Julia, não achou o livro! Dá um alívio no coração saber que nem a Shakespeare and Co. tem todos os livros solicitados (rs) - talvez muita coisa tenha mudado desde 1949. 

Ambas adoram cozinhar: Julia descobriu a profissão ao buscar uma distração para passar o tempo enquanto seu marido estivesse no trabalho. E Julie cozinhava para esquecer o trabalho ruim que ela tinha. Segundo Julie, quando o dia é péssimo e nada dá certo, sempre haverá uma receita que, ao ser aplicada, dará certo e tornará tudo melhor! E Julie tem toda a razão. 

Julie, desde a infância é fascinada por Julia e sua maneira de cozinhar; e, depois de uma reunião frustada de amigas e uma entrevista que não a favoreceu como ser humano, Julie decide fazer algo para mudar a situação. Adversa em concluir projetos que iniciou, Julie se propõe a escrever durante um ano (365) as 524 receitas do livro que Julia publicou. Um desafio enorme visto que ela precisava colocar em prática e descrever a experiência que teve ao fazer cada receita.

O filme é fantástico e hilário! E Meryl Streep é uma das minhas favoritas e está fantástica nesse filme! 

Bon Appétit!

12 de abril de 2015

Número 143, se apresentando, senhor! ..



Enquanto meu bolo está terminando de assar, deixe-me, anônimo leitor, lhe apresentar minha nova aquisição:

MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS, de Manuel Antônio de ALMEIDA.

Caso você pense que eu gastei um tostão por esse livro, sabia que está enganado, leitor. Este livro chegou até mim gratuitamente. Não, ele não foi presente de algum amigo de alma sensível à minha paixão por livros e, principalmente, por clássicos da literatura. Este livro faz parte de um projeto que conheci através do Facebook, chamado Prateleira. A Prateleira visa distribuir livro de maneira gratuita para todo este Brasil de meu deus! E é bem simples ganhar um exemplar.
Na página deste projeto é disponibilizado fotos dos livros recebidos (por doação). Se você for o primeiro deixar um comentário na foto do livro desejado, escrevendo EU QUERO!, pimba! O livro será seu e enviando gratuitamente para sua residência. Isso é maravilhoso!!!! Este é o terceiro livro que recebo deste projeto! "1984" de George Orwell, "Se Houver Amanhã" de Sidney Sheldon (que dei de presente para minha mãe) e, agora "MDUSDM", de Manuel Antônio de Almeida.

Para ajudar este projeto é fácil! Basta depositar QUALQUER VALOR na conta abaixo:

Banco do Brasil
Ag. 7073-4
conta num.465-0
Variação: 51
Titular: Leonel Pons Napoli

Eu escolhi este livro de Manuel A. de Almeida por ser um dos clássicos que precisei ler durante o período que cursei o segundo ano de Letras. Foi uma leitura muito gososa, mas, naquela época, pela demanda de leitura, eu não me dava ao luxo de comprar todos os livros indicados. Porém, quando vi este título disponível na Prateleira, assegurei que seria meu! E o é!

Como faz muito tempo que li este livro, fui buscar por fontes cibernéticas (rs) para elucidar o conteúdo da obra e seu autor. Segue:

A narrativa, que se apresenta como uma sucessão de aventuras do jovem Leonardo, tem início antes mesmo de seu nascimento, relatando o primeiro contato entre seus pais, Maria da Hortaliça e Leonardo Pataca, no navio que os traz de Portugal para o Brasil. Ambos trocam “uma pisadela” e um “beliscão” como sinais de interesse mútuo e passam a namorar. Maria da Hortaliça abandona o marido e retorna para a terra natal. Pataca, por sua vez, recusa-se a criar o filho, deixando-o com o padrinho, o Barbeiro, que passa a dedicar ao menino cuidados de pai.
Pataca se envolve com uma cigana, que também o abandona. Para tentar recuperá-la, recorre à feitiçaria, prática proibida na época. Flagrado pelo Major Vidigal, conhecido e temido representante da lei, vai para a prisão, sendo solto em seguida.
Enquanto isso, seu filho Leonardo, pouco afeito aos estudos, convence o padrinho a permitir que ele frequente a Igreja na condição de coroinha. O Barbeiro vê ali uma oportunidade para dar um futuro ao afilhado. No entanto, Leonardo continua aprontando das suas e acaba expulso. Conhece o amor na figura de Luisinha, uma rica herdeira, mas sua aproximação é interrompida pela ação do interesseiro José Manuel, que conquista e casa com a moça.
O livro Memórias de um Sargento de Milícias está disponível para download.
O Barbeiro morre e deixa uma herança para o afilhado. Leonardo volta a viver com o pai, mas foge após um desentendimento. Envolve-se com a mulata Vidinha e passa a sofrer as perseguições do Major Vidigal, caçador dos ociosos do Rio de Janeiro. Para não ser preso, é forçado a se alistar.
A experiência militar não é menos problemática: continua a participar de arruaças e desobedece seguidamente o Major. Por isso, acaba preso. Consegue a liberdade graças à ação de uma ex-namorada de Vidigal, Maria Regalada, que lhe promete, em troca, a retomada do antigo afeto. Leonardo não só é solto, como é promovido a sargento da tropa regular. Reencontra-se com Luisinha, então recém-viúva, e os dois reatam o namoro. Ainda com a ajuda do Major Vidigal, Leonardo se torna sargento de milícias e obtém permissão para se casar.
CONTEXTO
Sobre o autor
Manuel Antônio de Almeida viveu em meados do século XIX, quando o Romantismo brasileiro estava no auge. Sua carreira foi interrompida por uma morte precoce, mas o escritor deixou uma marca profunda em nossa literatura: o romance Memórias de um Sargento de Milícias. Publicado em um suplemento que tratava, entre outras coisas, de assuntos políticos, integrava-se perfeitamente a ele, divertindo o público da época e dando o que pensar aos leitores de todos os tempos.
Importância do livro
O romance de Manuel Antônio de Almeida destoa do romantismo convencional. Isso dá um sabor especial ao livro, menos pelo fato em si, e mais por mostrar a precariedade de certas classificações excessivamente redutoras. A narrativa tem o poder de ampliar a concepção de literatura romântica, mostrando que os escritores da estética sabiam explorar tanto o sentimentalismo quanto o humor em suas obras.

Período
A frase inicial do livro explicita o momento histórico em que se passa a ação: “Era no tempo do Rei”. Trata-se do início do século XIX, período em que D. João VI ficou no Brasil (1808-1821). Escrevendo algumas décadas depois, o narrador estabelece um diálogo entre seu tempo e o tempo da ação.
Fonte: Literatura e Educação 
Ainda neste link, se lhe for interessante, leitor, você poderá fazer o download desta obra de Manuel Antônio de Almeida.

Omnia Vanitas.


P.S.: O bolo está com uma aparência deliciosa e, desconfio, que o sabor dele não está longe da aparência! ;)

10 de abril de 2015

Carta! Carta! Carta!


Já estou me acostumando a chegar em casa às sextas-feiras e encontrar uma carta do Clube de Leitura.
Hoje, não foi diferente! Esta carta veio lá de São João Del Rei/MG.

"...Que tal me acompanhar em um chá enquanto conversamos por essa cartinha?"

Que encantador! Fervi uma porção de água e escolhi um dos dois chás que ela mandou como sugestão. Que delícia!!
E, junto com o chá, veio um postal da cidade com um lindo pôr-do-sol! Adorei!!!

Agora só me falta respondê-la!

Omnia Vanitas.

24 de fevereiro de 2015

Ilex Paraguariensis


Ano passado, durante minhas compras de Natal, eu comprei uma porção de chá. "Porção" é até um termo suave para a quantidade de chá que comprei.
Fui até uma botica nativa e pedi para a atendente a simbólica quantia de 1 quilo de chá mate tostado.

Realmente, eu adoro chá. Funcho é o meu preferido porém, no verão, nada melhor que um chá mate tostado bem geladinho.

Lá fui eu para casa, rindo da minha traquinagem e inocência em achar que um quilo de chá seria o bastante. 

Quando o coloquei em meus vidros de chá, percebi a quantidade exagerada que eu havia adquirido. Paciência! Devolver não aconteceria, então, o jeito era arrumar outro recipiente para colocar o chá sobressalente (rs).

Durante as férias, por conta do calor, era muito comum eu fazer dois litros de chá mate por dia. Um litro pela manhã, outro litro para o período da tarde. À noite eu preferia ficar com a boa e velha água gelada.

Logo, com a quantidade de chá que eu comprei, eu tinha de vereficar quais os benefícios deste chá para a minha saúde, visto que o volume não diminui rapidamente, pois, para cada dois litros de água é necessário somente duas colheres de sopa de mate.
Procurei, então, os benefícios desta erva para meu organismo. Leiam abaixo o que descobri, depois de alguns (vários) copos de chá (fonte):

Diminui o colesterol 
Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Santa Catarina constatou que consumir três doses diárias (aproximadamente 300 ml cada ou quase 1 litro por dia) da bebida diminui em 13% as taxas de colesterol ruim, o LDL, e aumenta a de colesterol bom, o HDL.
Segundo os especialistas, isso acontece porque o chá-mate possui algumas substâncias - alcaloides e glicídios - capazes de interagir com os ácidos biliares e reduzir a absorção de colesterol.  

 Protege o coração 
Por ser rico em antioxidantes, o chá-mate ajuda a prevenir doenças cardíacas. O nutrólogo Roberto Navarro, membro da Associação Brasileira de Nutrologia, explica que a presença de substâncias chamadas polifenois são as maiores responsáveis por essa prevenção. "Elas evitam o acúmulo de gordura nos vasos e previnem doenças inflamatórias", afirma. Além disso, a própria redução do colesterol já ajuda a proteger o coração.

É antioxidante
A erva-mate possui ácido clorogênico, um antioxidante capaz de influenciar diversos mecanismos corporais, por meio da diminuição da oxidação celular. "Isso contribui para um equilíbrio metabólico", explica a nutricionista Karina. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Yerba Mate, na Argentina, mostrou que a infusão de erva mate é uma importante fonte desses antioxidantes que protegem as células contra os radicais livres (moléculas que causam envelhecimento e doenças).
Melhora a digestão

(...) o chá mate ajuda na liberação dos sucos digestivos, principalmente a bile e, por isso, pode facilitar a digestão dos alimentos. Além disso, a bebida tem ação diurética, ajudando na eliminação de toxinas que fazem mal para o organismo e dificultam o emagrecimento. 

Estimula o cérebro
As xantinas, substâncias semelhantes à cafeína, presentes no chá-mate podem melhorar o desempenho cerebral. O nutrólogo Roberto explica que o cérebro envelhece por oxidação dos neurônios. Como o chá-mate é uma boa fonte de polifenois antioxidantes, de maneira indireta pode retardar esse envelhecimento. Mas é preciso moderação: em excesso, a bebida pode causar irritabilidade e insônia. 

Ajuda no emagrecimento
"Além de ter efeito termogênico, que acelera o metabolismo e aumenta o gasto calórico em repouso, a erva-mate tem ação lipolítica, que facilita a queima de gordura em excesso", explica Roberto Navarro. Se você incluir a bebida em uma dieta balanceada, terá mais chances ainda de emagrecer.  

Protege o fígado
A nutricionista Karina explica que o chá pode auxiliar na oxidação da gordura do fígado e, por isso, colaborar com o tratamento da esteatose hepática, que é o acúmulo de gordura no fígado.  

 Atualmente, minha dieta em chá constitui-se somente de um litro ao dia: 500 ml no período manhã, 500 ml no período da tarde.

Se ainda tenho muito chá? Muito! (rs).

Omnia Vanitas

9 de dezembro de 2014

Acusada de Amar ..



Domingo foi aniversário da minha irmã número quatro. Então, a irmã número três resolveu comprar um bolo (estilo mega produção) para celebrar a data da posterior. Até aí, tudo certo.
Então, eu resolvi fazer uma produção caseira. Peguei meu caderno de receitas (onde há mais papel avulso do que receita escrita) e escolhi uma torta salgada para acompanha o dito bolo.

Tirei um tempinho de domingo à tarde para fazer isso. A receita, realmente é bem simples. Segue:

- três ovos inteiros
- duas colheres de amido de milho (sempre uso três)
- duas colheres de requeijão (a receita pede light, mas eu não faço isso)
- uma colher de fermento de bolo (eu coloco duas colheres para garantir)
- frango refogado à sua moda ou carne moída bovina à sua moda.

Misture os quatro primeiros ingredientes. Não seja preguiçoso, anônimo leitor, e bata tudo à mão (esqueça a batedeira). Depois de tudo misturado com boa vontade, inclua o recheio de sua preferência. No dia em questão eu fiz de carne bovina porque não estava à fim de desfiar frango - domingo, né! Unte uma refratária média e despeje todo o conteúdo misturado nela.

Vinte minutos de forno e pronto - é só comer. Simples. Fácil. Prático.

Depois de pronta a dona torta, eu fui assistir meus desenhos do Pica-Pau e sua Turma e cochilar um pouco - ninguém é de ferro.
Quando acordei a família trapo estava toda reunida na cozinha; alguns até já haviam tomado café. Cumprimentei todos os presentes e, então, eu me sentei à mesa para comer. Antes mesmo de eu tocar na minha tortinha, minha irmã número dois acusou:

- Está apaixonada, (apelido de casa)?
- Eu não, porque?
- Porque sua torta está bem salgada!
- Acho que é o fulano! - a número três comentou.
- Quem? Você está doida, mulher? - retruquei.
- Opa! Vamos conhecer alguém? - meu cunhado perguntou.
- Meu deus, não há ninguém! É por isso que, geralmente, não tomo café com vocês! - respondi e provei minha torta.
- Não está salgada! Está muito gostosa por sinal.
- É verdade! Está uma delícia! - minha irmã primogênita disse, aprovando minha receita.

Final da história, não sobrou torta! Ela foi completamente devorada. Fora as duas ofensas à pobre receita, todos aprovaram o acompanhamento ao bolo da aniversariante. Logo, chego a conclusão que não estou apaixonada por usar sal (que foi na quantidade certa), mas elas que são insípidas! Há!

Nota da receita: o sal que eu adiciono é no refogado, não na massa, ça va?

Omnia Vanitas

19 de setembro de 2012

Cantava na ignorância



Enquanto esperava a água do chá esquentar, li os ingredientes listados, no fundo da caixa, para entreter. E, lá, está escrito: folhas e talos de erva-mate tostados (ILEX PARAGUARIENSIS).

Cara, eu, simplesmente, tenho paixão por Engenheiros do Hawaii e NUNCA tive a noção que essas duas palavrinhas ILEX PARAGUIENSIS é o nome científico para "erva-mate".

Eu sei, muitas vidas serão transformadas com essa descoberta!

Já que isso aconteceu, deixo a letra da música aqui também.

Omina Vanitas :)

ILEX PARAGUARIENSIS (Humberto Gessinger)


Hoje eu acordei mais cedo
Tomei sozinho o chimarrão
Procurei a noite na memória... procurei em vão
Hoje eu acordei mais leve (nem li o jornal)
Tudo deve estar suspenso... nada deve pesar
Já vivi tanta coisa, tenho tantas a viver
Tô no meio da estrada e nenhuma derrota vai me vencer
Hoje eu acordei livre: não devo nada a ninguém
Não há nada que me prenda

Ainda era noite, esperei o dia amanhecer
Como quem aquece a água sem deixar ferver
Hoje eu acordei, agora eu sei viver no escuro
Até que a chama se acenda
Verde... quente... erva... ventre... dentro... entranhas
Mate amargo noite adentro estrada estranha

Nunca me deram mole, não (melhor assim)
Não sou a fim de pactuar (sai pra lá)
Se pensam que tenho as mãos vazias e frias (melhor assim)
Se pensam que as minhas mãos estão presas (surpresa)

Mãos e coração, livres e quentes: chimarrão e leveza
Mãos e coração, livres e quentes: chimarrão e leveza

... ilex paraguariensis...
... ilex paraguariensis...


16 de setembro de 2012

Entrevero Gaúcho..




Hoje, pela primeira vez, arrisquei cozinhar um entrevero.
Eu achei uma delícia mas, como foi a primeira experiência, farei algumas alterações para deixá-lo com um sabor mais particular.

Fiquem com a receita original. Ao final da receita, estarei listando as minhas alterações.

ENTREVERO GAÚCHO

Ingredientes:


  • 200g de Bacon picado em cubinhos
  • 200g de Paleta sem osso picada em cubinhos
  • 200g de carne de lombinho de porco picados em cubinhos
  • 200g de carne de coração de galinha
  • 200g de Linguiça cortada em pedaços não muito pequenos
  • 200g de carne de frango picadas em cubinhos
  • 1 Cebola média á grande picada
  • 1 pimentão vermelho picado
  • 1 Tomate medio á grande picado
  • Meio copo de Molho de Soja
  • 3 colheres de azeite de oliva
  • 4 pães massinha "estilo pão de xis"
  • Maionese à gosto
  • Queijo em fatias (4 à 8 fatias)
  • 4 folhas de alface
Modo de Preparo: 

Aqueça bem uma panela e uma frigideria. Acrescente 3 colheres de azeite na panela. Na panelas adiciona-se a cebola e o pimentão. Na frigideira acrescenta-se 1/3 do bacon e os corações de galinha. Deixe fritar bem até assar o coração. Depois acrescente os corações e o bacon fritos à panela dos legumes. Na frigideira acrescenta-se então mais 1/3 do bacon a carne de porco e a linguiça. deixe assar. Após assado acrescente a linguiça o porco e o bacon que estão na frigideira na panela dos legumes.
Coloque para fritar na frigideira agora o restante do bacon juntamente com a carne de frango e a carne de gado. Após fritos acrescente esses inngredientes na panela dos legumes.
Agora acrescente o Tomate juntamente com o molho de soja na panela dos legumes. Deixe cozinhar por alguns minutos (2 à 3).
Abra os pães passe a maionese acrescente uma ou dus fatias de queijo a seua escolha, coloque uma folha de alface e recheie com a quantidade desejada de entrevero!

Do meu jeito:  Eu troquei o pão pelo arroz comum.  Não utilizei o alface, nem para decoração. Não usei coração de galinha porque não gosto desta iguaria. Adicionei uma cenoura média e uma pimenta vermelha (madura o suficiente) pequena. Eu não usei o óleo para fritar: fritei, em fogo baixo, um pouco do bacon e utilizei essa gordura para untar a frigideira.
AINDA: ao invés de fritar e despejar em uma panela, eu farei do seguinte modo: fritar cada carne em separado e, no final, misturá-las na panela depois de fritar a cebola e o tomate. Claro, alho é lei e rei! Então, após o uma fritada em tempo médio nas carnes, acrescentar a pimenta, o pimentão e a cenoura.
Esse será meu entrevero à la Adelita Olbrisch!
Omnia Vanitas



7 de julho de 2012

Quando o Inverno chegar ...


Chocolate Quente para dias frios (ou não)
(rende 4 xícaras)

Ingredientes:
1 e 1/2 copo cheio de leite semi desnatado
3 colheres de sopa de cacau em pó
3 colheres de sopa de açúcar baunilhado
1 colher de café de canela em pó
2 colheres de sopa de creme de leite
5 amêndoas picadas ou laminadas para enfeitar

Modo de Preparo:
Numa panelinha junte o leite, o cacau, o açúcar e a canela e mexa até levantar fervura. Assim que levantar fervura desligue e junte o creme de leite. Com um mixer bata o chocolate quente e distribua nas xícaras. Polvilhe com amêndoas picadas ou laminadas e sirva em seguida.

Bom Apetite!

Crédito da Receita: Blog Figos e Funghis

17 de maio de 2012

Galinhada solta!!!!


Este é o meu chef preferido! Alex Atala! Eu queria colocar a foto deste post a mesma que está na capa da revista TRIP, mas algo diz que não é uma boa ideia hahaha
Sou "fã" dele desde que apareceu no programa do Luciano Huck para reformar o restaurante de uma família! Ficou D+!
Bom, mas agora ele está na publicação de abril (30) da revista britânica Restaurant Magazine pois ganhou o quarto lugar de melhor restaurante (eleito pela revista entre 50 restaurantes do mundo), e eu quero deixar registrado o prêmio através da receita vencedora, a Galinhada!
Vou fazer essa receita e ninguém vai me impedir! ;)

GALINHADA


Ingredientes:
1 galinha caipira
5 dentes de alho
2 cebolas médias
4 tomates
1 pimenta-de-cheiro
50g de salsinha
10 folhas de hortelã
50g de manjericão
100g de coentro
1 folha de louro
50g de colorau
Sal (a gosto)
Pimenta (a gosto)
70g de farinha de mandioca
Óleo de canola (a gosto)
70g de farinha de mandioca

Modo de preparo:
Corte a galinha em pedaços pequenos e pique os temperos. Misture os pedaços da galinha aos temperos e deixe marinando por 24 horas. Numa panela grande com fundo grosso, refogue a galinha e cubra com água. Deixe cozinhar em fogo baixo por, aproximadamente, 3 horas. Se preciso, complete a panela com um pouco de água.


Na receita oficial, tem quiabo. Eu não curto, então exclui esse processo! ;) Apedrejem-se, se quiserem!

Tem um link com a participação dele no programa da desastrada Ana Maria Braga!

Tudo é vaidade!

Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...