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14 de junho de 2016

Nicholas Sparks..



Ontem foi dia de filme na casa dos Ferreira! Pipoca, cobertor e filminho na televisão.
Assistimos um filme que o maridão escolheu: Noites de Tormenta, baseado no livro homônimo de Nicholas Sparks. Apesar do filme não ser o que meu marido achava que seria, eu, antes do final da trama, ditei "a dança" sobre como seria o término do filme.
Portanto, se você quer assistir ao filme ou ler o livro, não leia adiante.

E na despedida do casal, eu disse:

- Ele vai morrer!
- Você já assistiu?
- Não. Mas 'tá na cara que ele vai morrer.
Eu não gostei muito dos personagens pois são personalidades carimbadas de filmes românticos.
Uma das coisas que me deixou chocada foi como Adrianne abriu sua vida no primeiro dia que ela encontrou o Paul (personagem do Richard Gere). Carambola! Na primeira frase ela já declarou que era divorciada, que o pai morreu, que o ex- não ajudou em nada, que a filha é rebelde, que ela pretende voltar com o marido.. e.. DEUS! Dá um tempo! Se eu fosse um homem na situação do Paul, pegaria meu prato com comida e iria cear sozinho! Uau!!
Ah! E por falar em filha.. Gente! O que é aquela menina!? Na primeira cena, eu teria dado uns bons tapas nessa garota! Desbocada que só ela! Por vezes eu tive vontade de pegar um varinha de pêssego e fazer a obra! Filha minha abre a boca para falar comigo nesse tom e perderá dois dentes! Credo!

Bom ..no fim, os dois "se gostaram". Ele foi embora! Ela recebeu cartas dele - adorei essa parte! E, quando ela estava sentada no sofá esperando por ele, eu declarei de novo: ele morreu.
Quando a porta se abre e o filho do Paul está parado do lado de fora, eu olhei para meu marido e disse:

- Viu, ele morreu!

Para que eu não pareça chata demais para filmes deste tipo, quero deixar registrado coisas que gostei muito nesta película.

Primeiro, a casa. Nossa! Adorei a casa/hotel que eles ficaram. Tudo é lindo, desde a localização. O que eu achei fantástico é que, na primeira vista que se tem da casa/hotel, parece apenas um mausoléu perdido na costa do mar. Porém, quando a câmera contorna a casa, ... Uau! Que lindo! As varandas são lindas..tudo é lindo! As janelas azuis são maravilhosas! 

A segunda, e última coisa que gostei no filme foi a música que toca no Festival do Carangueijo. Chama-se "Before I Met You". Linda! Linda! Linda! ..Algumas coisas eu entendi "de ouvido" e traduzi para meu marido que, imediatamente, também, gostou da música!
E, confesso: quase chorei quando ela leu a última carta dele, mesmo sem saber o que estava escrito nela! Ooh! 

E é isso! Para quem gosta de filmes românticos, é um prato cheio. Eu adorei a fotografia e a música! E, por mencionar a música novamente, deixo a letra à seguir.


I Thought I Had Seen Pretty Girls In My Time
But That Was Before I Met You
I Never Saw One That I Wanted For Mine
But That Was Before I Met You

I Thought I Was Swinging The World By The Tail
I Thought I Could Never Be Blue
I Thought I'd Been Kissed And I Thought I'd Been Loved
But That Was Before I Met You
I Wanted To Ramble And Always be Free
But That Was Before I Met You
I Said That No Woman Could Ever Hold Me
But That Was Before I Met You

They Tell Me I Must Reap Just What I Have Sown
But Darling I Hope It's Not True
For Once I Made Plans About Living Alone ...But That Was Before I Met You
Before I Met You [Pride Charlie]

Omnia Vanitas.



25 de fevereiro de 2016

O que a leitura fez ..

Minha mãe, a mulher que eu amo com minha vida!

Eu sou uma pessoa preconceituosa quando o assunto é livros. Sou apaixonada por clássicos e, na minha ridícula opinião, eles são os melhores livros que alguém pode ler na vida. Mas..minha mãe mudou tudo.

Ela é uma mulher fantástica. Excelente dona de casa, mãe sem igual, esposa dedicada..e leitora compulsiva.
Quando ela começou a ler, os meus livros eram sua opção principal. Depois, eu fui colocando outros livros nas mãos dela e ela foi gostando do que eu não gostava. E eu continue comprando livros do gosto dela. Lembro de um dia em que vi um livro do Nicholas Sparks em uma loja e trouxe para ela. Fiz questão de dizer à atendente que o livro erra para minha mãe. Já disse, sou preconceituosa. 

Tempos atrás, eu liguei para minha mãe para conversar com ela. Faço isso duas vezes por semana, gosto de saber o que ela e meu pai fazem na minha ausência (rs) - a verdade é que morro de saudade deles e ouvir a voz dos dois me faz muito bem! Sou egoísta, mesmo!

Porém, como já disse, liguei para minha mãe para saber como estavam as coisas lá em Joinva. Entre uma troca de informações aqui e outra ali, eu ouvi minha mãe dar uma opinião muito adversa ao que ela já pensou sobre o assunto. Eu comentei com meu marido sobre isso - pois fiquei feliz com a mudança de pensamento dela. E, adicionei ao comentário, o benefício da leitura na vida dela.
Antes de começar a ler, ela tinha uma maneira de pensar sobre coisas e pessoas que era um pouco limitada. Atualmente, depois de tanto ler e refletir sobre as histórias que leu, ela aumentou seu campo de visão sobre o que está ao seu redor.
Lembro de uma época que ela estava lendo um livro de Nicholas Sparks (Querido John). Comentando sobre o livro, começamos a rir pois na nossa opinião, o final estava marcado. Demos risada e ela continuou a leitura. Quando Querido John terminou, minha mãe veio me dizer que o final não era nada daquilo que havíamos prescrito. Rimos mais ainda da nossa ignorância em adivinhar finais de livros.

Minha mãe é uma mulher fantástica e sem igual. Ela me ensina sobre a vida mesmo lendo Nicholas Sparks.

Omnia Vanitas

Leia aqui sobre os primeiros livros da minha mãe.

Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...