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22 de abril de 2020

Leitura catorze..


Olá, isolado leitor!

Fim de mais uma leitura - e do terceiro livro da saga Memórias de um Médico, de Alexandre Dumas. 
Esta primeira parte é composta por quatro volumes e chama-se José Bálsamo. Estes são os links para o primeiro e o segundo livros. 

Neste terceiro livro, o projeto de José Bálsamo segue seu curso, porém, nesta direção também estavam os planos de outros personagens

A condessa Du Barry estava em guerra contra todos que não a aceitavam como a favorita do rei Luís XV. Esta lista era composta por quase toda a França, pela família Choiseul, pela Delfina e seu esposo (Luiz XVI) e, também o marechal Richelieu - que muda mais de partido dentro da trama do que pode ser aceito em via de regra. 
Um adendo sobre esta personagem - não se trata do mesmo Richelieu de Os Três Mosqueteiros - o período entre as história o faria um matusalém; mas ambos existiram e foram ativos junto à monarquia francesa
Além de seus inimigos naturais, a condessa Du Barry ainda precisa enfrentar uma nova rival, a dama de companhia de Maria Antonieta, Andréa de Taverney. 
Mas o rei não é o único apaixonado por Andréa. A menina parece arrebatar corações por onde passa; e o mais apaixonado deste séquito de enamorados é Gilberto. Este aspirante a filósofo faz a sua vida orbitar conforme a trajetória de Andréa. E é isto que Du Barry utilizará para manter esta paixão de Luiz XV fora do alcance do rei. Em contra-partida, o marechal Richelieu pretende aproximar este casal para tirar a Du Barry "do sério" e "da vista".
Todo o mal entendido aconteceu por conta de um cargo no parlamento que foi recusado (pelo rei) ao senhor de Richelieu. Tal recusa foi entendida como uma traição de Du Barry ao marechal. E, sendo rivais, estão colocando empecilhos no caminho de cada um - que, às vezes, traz a vitória para um, outrora a vitória de outro. 
E nesta troca de cargo no parlamento francês, a disputa pela vaga que o ministro De Choiseul deixou, mobilizou uma revolta no parlamento que este decidiu não julgar mais nenhum caso. Mais uma vez a amante do rei entra em ação para fazer sua vontade ser ouvida. 

Entre os filósofos, Rousseau tem três participações interessantes: a primeira delas é a rompimento de relação professor x pupilo com o Gilberto. A segunda é em uma reunião onde ele encontra alguns participantes da maçonaria, entre eles, um médico relevante para a história com um sobrenome peculiar: Guillotin. A terceira participação que chamou minha atenção foi justamente a reunião com aqueles que causaram a sua separação de Gilberto - uma pequena ação contraditória.

Esta terceira parte de José Bálsamo me lembrou muito a saga O Visconde de Bragelonne, onde as intrigas da corte tomam mais conta da narrativa do que a trama central; mas, faço um adendo - desde que a sessão real foi convocada até a conversa que Bálsamo tem com Guillotin - a leitura foi muitíssima interessante (e dentro do enredo para  a queda da monarquia) e me permitiu terminar a leitura antes do prazo estipulado.

Esta saga apresenta o gérmen que surgiu para a  queda da monarquia francesa. José Bálsamo, um líder maçônico e alquimista (entre outros títulos) deseja tirar o rei Luís XV e sua descendência do poder e declarar a monarquia extinta. Para isso, conforme primeiro livro, ele pediu um prazo de vinte anos para a realização do projeto - prazo este que ele considerou justo para arrancar a monarquia pela raiz e não permitir a sua ascensão ao trono novamente.

Por hoje é só, começo a leitura do quarto e último volume desta primeira parte!

Omnia Vanitas

13 de abril de 2020

Leitura treze..


Olá, confinado leitor!

Fim de mais uma leitura! E que leitura! Eu concordo com cada letra da frase da professora Maria Lúcia Dias Mendes: "Alexandre Dumas é um bom contador de histórias". Ele sabe como deixar suas histórias com um gosto de "quero mais". 

A condessa Du Barry ainda não tem descanso com o seu França (Luis XV). Por falar neste apelido, eu acho uma graça quando ela o chama por esta alcunha. 
Para Dumas, Luis XV é um rei que reina sem se preocupar com o presente e com o futuro. O futuro não é da responsabilidade daqueles que o viverão, e o presente se resolve sozinho. 

José Balsamo usa da sua alquimia para trazer alguém para o seu lado - comprado. E o mais engraçado é que ele precisa passar recibo (da compra) para seus companheiros da seita. 
Ainda sobre Balsamo, sua esposa o ama quando está em transe de sono mas o renega quando está acordada. Dormindo, ela tenta seduzir seu marido para que a noite de núpcias seja consumada; acordada jura que irá matar-se se ele tocar nela. E Balsamo concorda que deseja tocá-la mas para sua feitiçaria precisa que ela se mantenha virgem. Interessante.

Ainda sobre casamentos não consumados, o Delfin tem o seu casamento mas uma noiva histérica no quarto. Mas ele não se preocupa visto que também não seduz sua noiva para levá-la à alcova. Fica nesse zero à zero, todos dormindo: ele no sofá e ela de frente para o altar. Os únicos acordados são os parisienses e o rei Luiz XV - que espia pela porta e vê o que não lhe agrada. 

E para os corações partidos, Gilberto continua apaixonado pela sua Andréa, apesar do desdém da moça. Vive como um que sofre todo o sofrimento daqueles que ousam amar uma realização impossível. 

A filosofia de Rousseau é o ponto de Arquimedes para Balsamo. Através dela o alquimista pretende derrubar a monarquia francesa.

Estou gostando muito da leitura, ela é envolvente e dinâmica. A história de cada personagem e sua trama tornam a leitura rápida e agradável. A construção da narrativa me lembrou muito o livro O Conde de Monte Cristo pois cada personagem tem a sua construção pessoal dentro dela, mesmo o egoísta barão de Taverney.

Omnia Vanitas 💀

4 de abril de 2020

Leitura doze..


Olá, enclausurado leitor!

Iniciei a leitura da saga Memórias de um Médico, de Alexandre Dumas. São quinze volumes no total, começando com a chegada de Maria Antonieta à França até a sua morte em 1793.
A saga é dividida em cinco partes:

- José Balsamo (4 volumes)
- O Colar da Rainha (2 volumes)
- Angelo Pitou (2 volumes)
- A Condessa de Charny (5 volumes)
- O Cavaleiro da Casa Vermelha (2 volumes)

Esta minha edição foi impressa em 1935, contém ilustrações e foi impressa pela W.M. Jackson Inc.

José Balsamo, volume um, inicia sua narrativa no místico Monte-Trovão (Zugspitze, se eu não estiver errada) com um desconhecido que irá receber sua iniciação na mística e secreta sociedade maçônica.
Desta reunião surge a ideia de exterminar as monarquias do mundo. E a primeira delas será a francesa, e o protagonista desta tarefa será José Balsamo - um alquimista (pelo que entendi até agora).

O segundo cenário será na casa do barão de Taverney. Balsamo para lá se dirige depois de um revés que lhe atinge o caminho. Neste castelo, Balsamo usa suas influências místicas para entreter os moradores e descobrir os planos que trazem a delfina Maria Antonieta à França. Logo a chegada da infanta, Balsamo sai de cena.

A viagem da futura rainha se mostra movimentada e repleta de obstáculos para aqueles querem concluí-la com pressa. 

Antes da chegada de Maria Antonieta, Dumas nos mostra toda a agitação que se passa no palácio do rei Luís XV. Chega a ser cômico o quanto o rei está cercado de pessoas que lhes trazem problemas pessoais em uma sequência de cenas muito rápida. 
A condessa de Du Barry, a favorita do rei, lhe traz toda a indignação de seu irmão ter sido atacado por um soldado do rei; o neto, futuro Luiz XVI, traz ao avô a inquietação de seu soldado ter sido atacado pelo irmão da favorita; o duque Choiseul contrapor a entrada da favorita na corte e o infortúnio que o irmão desta causou ao delfim.
Em seguida, seu filha Luísa - a única virtuosa das quatro que moram com ele no palácio - também lhe pede atenção para dele se despedir antes de ir morar em um convento. E este é um dos melhores diálogos deste primeiro volume, infelizmente ele é  longo e, talvez, eu faça uma postagem exclusiva para ele - eu escrevi, talvez. 
Assim como descreve o neto de Luís XV como um fã da arte da relojoaria, apresenta as outras três filhas (Adelaide, Vitória e Sofia)  como simplórias, ambiciosas e cheias de vícios maliciosos.

O restante da narrativa descreve as artimanhas de Du Barry para tentar sua entrada à sociedade real, além do passe livre que tem para a cama do rei. 

A narrativa é muito dumasiana: diálogos curtos e rápidos com descrição longa de personagens em capítulo introdutórios. 
A história é simples e rápida e, também, envolvente.
E, para lembrar, Alexandre Dumas usa as personagens históricas para compor seus romances sem ter como obrigação ser coerente com os fatos históricos. 

Adorei a primeira parte de José Balsamo - que terminou com um café passado pelo próprio rei. 


Omnia Vanitas. 💀

11 de maio de 2019

Décima Segunda leitura..


Olá, leitor anônimo! 

Antes de começar, quero deixar registrado que uma roçadeira está trabalhando de maneira frenética do outro lado da rua! O barulho já está na minha mente e, se algo que eu escrever sair mais estranho do o normal, sinta-se avisado! 

Fim de mais uma leitura! E foi uma leitura bem complicada. Deixe-me explicar, sonoro leitor!

A leitura de Morte de Reis começou no dia dezoito de abril. A história começou boa! Uhtred já estava na mira da espada de algum desavisado, Alfredo ainda estava na fase "um morto muito louco" - não sabia que ficava neste mundo ou ia para o outro - e, para variar, colocou Uhtred em mais uma missão sem sentido. 
E como bom cachorrinho, Uhtred foi!

  1. Adendo: o livro cinco me cansou por causa dessa submissão do protagonista ao chefe maior do Estado de Wessex! Coisa-chata! O saxão-dinamarquês se tornou um cachorrinho (malcriado, mas ainda cachorrinho) nas mãos de Alfredo. 


Mas, nesse meu entremeio de leitura, houve (mais) uma mudança de endereço, uma viagem com os amigos para uma final de semana na praia (apesar de todos morarem na praia rsrs) e, também, o trabalho. Cansaço e mais cansaço e uma dose de estres; e minha leitura ficou completamente comprometida quando eu trocava os nomes e esquecia as razões para que isso ou aquilo estivessem acontecendo. Dia vinte e três de Abril eu estava na página e sessenta e resolvi voltar para a primeira página. Então, comecei a me dedicar a ler com mais atenção - mesmo ainda estando em meio a arrumações, viagens de ônibus e visitas familiares. 
E, terminei a leitura muito satisfeita - comigo e com o livro.

A trama do livro seis foi muito melhor! 

Como já escrevi, a história começa com a faca-entre-dentes. A cada passo que Uhtred dá a trama fica mais envolvente. Os inimigos e traidores se juntam para derrubar Wesssex e os dinamarqueses estão cuidando das marionetes para que tudo saia como eles planejaram. Mas sempre haverá Uhtred, o Guerreiro de Wessex! (rs). A fama do protagonista está cada mais forte; seu nome está firmado como um grande guerreiro sob a alcunha de O Ousado. E acredite, ele o é !  
Entre feiticeiras e anjos, na guerra e na paz, entre reis e guerreiros, Uhtred encontrará uma brecha para desconfiar de tudo e confiar em poucos. 

Para terminar, a Nota História, apesar de conter pouco mais de três páginas, ainda é um deleite sobre toda a fantasia de Cornwell.

Omnia Vanitas! 💀

17 de abril de 2019

Décima primeira leitura..


Olá, desconhecido leitor!

Fim de mais uma leiturinha!

O segundo livro de As Crônicas de Artur é muito, mas muito bom! Adorei! Desde a primeira página eu já estava cativada pela narrativa das aventuras desse rei sem trono; apesar de ter dificuldade em entender a segunda frase:
Este é o último dia do ano que passou.
E, mesmo lendo agora, ainda não entendi o seu significado.

Vida que segue!

O Inimigo de Deus (título do segundo livro) narra a história da busca por um dos tesouros da Britânia que Merlin mencionou no livro um e, para minha enorme satisfação, acontece a história de Tristan (Tristão) e Isolda. Eu estava esperando pela chegada desta história desde o primeiro livro. Fiz a leitura com muito prazer e li sem nenhuma pressa de terminar.
A recordação que tive da história deste casal é que tive muita raiva deles na primeira leitura - em um conto separado publicado pela editora Martin Claret.
Eu era pró-Mark (o marido de Isolda). Eu não via nenhum "amor" entre eles (T&I) porque o sentimento vinha de uma poção mágica que ambos beberam. 
Na minha concepção romântica, não foi algo que brotou espontaneamente entre .
Em O Inimigo de Deus  eles parecem mais apaixonados do que amaldiçoados.
No seu universo só havia espaço para Isolda.
Outro fator que chamou a minha atenção foi a idade de ambos. Tristan tinha quarenta e Isolda era uma menina de quinze anos. Tão jovem que Derfel, o narrador das crônicas de Artur, a chama de esposa-criança.
Confesso que achei sexy esse Tristan quarentão ...mas quinze! Para os dias atuais é uma aberração, mas no século V essa menina já teria, no mínimo, dois filhos nascidos e talvez grávida do terceiro - se não morresse no parto.
Outro trecho que chamou minha atenção foi quando Derfel encontra o pai de Isolda meses depois da morte da jovem: ele não lembra de quem era ela. Ele tinha várias filhas:
Voltei a virar-me para Oengus.
- Desembainhei uma espada por ela, meu Rei e Senhor.
- Fez bem, Derfel - disse ele descuidadamente - fez bem, mas não tem importância. Tenho várias filhas. Nem tenho certeza se consigo me lembrar de qual delas era Isolda. Uma coisinha magricela, não era?
- Uma menina linda, meu Rei e Senhor.
Ainda neste conto de T&I, o rei Mark tem outro caráter. Na edição publicada pela Martin Claret*, o marido traído parecia um homem devotado à sua jovem esposa. E, nesta leitura de Cornwell, ele é um rei que se entedia quando sua esposa completa dezenove anos. Por coincidência, todas morrem quando atingem a idade inapropriada para o velho rei. 

Neste livro aconteceram algumas batalhas e tramas e traições que deixaram a narrativa com um gosto de "quero mais" em cada capítulo - um frio na barriga sobre o destino de cada personagem. 

Eu adorei! Mas, minha próxima leitura voltará para Uhtred de Bebbanburg ! 💗  O livro seis "Morte dos Reis" chegou hoje - para meu delírio! 

O destino é inexorável - já dizia Merlin.





*Béroul, Thomas (troveiro anglo-normando do século XII), Gottfried von Strassburg e o francês J. Bédier

14 de abril de 2019

Crônicas Saxônicas .. de O Último Reino à Terra em Chamas


Olá, esquecido leitor!!! 

Sinto muito por não cumprir meu papel de escrever neste blog ao terminar uma leitura; ando um pouco desleixada com esta tarefa.

Eu já publiquei alguns textos sobre Crônicas Saxônicas, mas nunca deixei nada sobre cada livro específico. Lástima! 

Hoje tudo vai mudar ! Estou aqui para escrever um pouco sobre cada leitura da saga (até o quinto livro).

Para começar, eu preciso declarar porque eu estou lendo Bernard Cornwell como "se não houvesse amanhã". Eu não sei responder por qual motivo isso está acontecendo. Minha programação para 2019 era reler livros das irmãs Brontë, de Jane Austen e Elizabeth Gaskell. Mas daí isso aconteceu e tudo mudou ! E, de quebra, coloquei a leitura de As Crônicas de Artur para "rodar" também. Ou seja, estamos no mês de Abril e dos onzze livros que li até agora, seis são escritos por Bernard Cornwell.

Sem mais delongas, deixe-me escrever sobre minhas observações sobre cada livro de Crônicas Saxônicas. 
Veja bem, enrolado leitor, por ser uma história contínua, eu não consigo definir qual é o livro correspondente a história. Para mim é um bolo só: se tal história aconteceu no livro dois ou no livro três eu não sei - tenho que pegar o livro nas mãos e ler um trecho da trama para saber "onde estou".

Livro um: O Último Reino 
Período de leitura: XIII.XII.MMXVIII à I.I.MMXIX
(última leitura de 2018)

A família de Uhtred sofre com o ataque dos dinamarqueses em Bebbanburg. O jovem Uhtred é morto e seu irmão, Osbert toma o nome do irmão morto e se torna o novo Uhtred da família. Este personagem-narrador da história sobre como os dinamarqueses tentam capturar o último reino saxão: Wessex.
Como minha experiência com a trama começou com os dois primeiros episódios da série The Last Kingdom, eu buguei algumas vezes na leitura. Na série, Uhtred fica "moço" muito cedo; no livro isso acontecerá somente na segunda parte (página 220) do livro - e bem-bem-bem lá para frente. Nesta segunda parte ele ainda tem 16 anos. Então, enquanto na minha mente havia um belo homem formado, na leitura era um piá de 13! Muitas vezes, antes de chegar na idade de Uhtred, eu repetia para mim mesma: ele só tem 13! Ele só tem 13! Ele só tem 13! - para tentar não confundir as figuras de cada Uhtred!
A data da narrativa começa em 866 e termina em 877.
Ah! E na primeira página da história, ainda no prólogo, a seguinte citação é feita:
É a história de uma mulher e de seu pai, um rei.
Eu não sei como ficou isso na série, mas no livro essa mulher aparece algumas vezes em fases diferentes - e se concretiza no livro cinco. Tão fofo! Bom, e o rei é o Alfredão, claro!


Livro dois: O Cavaleiro da Morte
Período de leitura: II.I.MMXIX à XII.I.MMXIX
Primeira leitura 2019

O velho Uhtred define o jovem Uhtred de vinte anos como "arrogante, imbecil e cabeça-dura". Isso não muda muito ao longo dos outros livros. Acrescente, apenas, que ele tem muita sorte e, se alguém escorregar durante uma batalha, Uhtred crava a espada no desastrado. 
Uhtred é papai de um meninão. Seu casamento é razoável até que sua esposa se concentra mais nos padres do que nele. 
Alfredo refugia-se em um pântano para reunir seus guerreiros e fazer alianças não perder Wessex para os dinamarqueses. Por pura sorte, Uhtred o encontra e ambos elaboram um plano para contra-atacar. 
Eu senti muita raiva de Alfredo na última batalha. Enquanto Uhtred esta lá na frente na base do 
"Uhhhhrrrr!!! Uhhhhhrrr!! Uhhhhhrrrr!!", o rei ficava em seu cavalinho olhando para tudo e pensando o que fazer! Fiquei com raiva e tentando dizer: "Vai pra guerra, seu bosta!".
A batalha final é maravilhosa! Eu fiz a leitura desta luta enquanto eu estava no ônibus e tive que conter a emoção para não gritar e rir alto! Lembro de estar com os olhos cheios de lágrimas e braços arrepiados pela comoção que a leitura me trouxe! E foi neste livro que me despedi de um personagem querido na trama! 😢

Livro três: Os Senhores do Norte
Período de leitura: XII.II.MMXIX à XXI.II.MMXIX
Sétima leitura 2019

A narrativa começa no ano de 878. Uhtred decide, de novo, abandonar Alfredo. Ele encontra um novo rei e sua irmã. A sorte parece abandoná-lo e o simpático rei Guthred, também. Dois anos em uma navio escravo o torna amigo de Finan - amigo leal que o seguirá em sua jornada. Uhtred até tenta fugir de Alfredo, mas Alfredo o busca novamente. É neste livro que ocorre o resgate de uma personagem perdida no livro um; e, também uma vingança que aconteceu lá no primeiro livro se concretiza. Eu esperei muito por isso.
Foi neste livro que eu decidi adiar minhas aulas de natação! 💗

Livro quatro: A Canção da Espada
Período de leitura: VII.III.MMXIX à XVI.III.MMXIX
Nona leitura 2019

Ano de 885. A filha de Alfredo se casa. Uhtred está casado com Gisela (livro três) e já é papai de algumas crianças e, claro que o filho mais velho se chama Uhtred. Uhtred pai ainda odeia Alfredo mas ainda o serve. Os nórdicos são um problema para o rei de Wessex; e um velho desafeto de Uhtred reaparece na trama. Eu sei, Uhtred tem vários desafetos, pode-se nomear vários padres nesta lista (vide o padre Asser!). 
E é nesse livro que eu fico maravilhada com a surra e safanões que Uhtred dá no pau-mandado Aldhelm - queridinho do genro de Alfredo, Aethelred - sinto muito nojo desse homem! Segue a descrição da surra:
Você se chama Aldhelm - disse eu. - Só Aldhelm, e eu sou Uhtred, senhor de Bebbanburg, e você me chama de "senhor".
(...)
- Seu desgraçado impertinente - disse ele, em seguida tirou uma faca de uma bainha na cintura e tentou acertar minha cintura.
Quebrei o queixo de Aldhelm, o nariz, as duas mãos e talvez duas costelas antes que Egbert me afastasse. Quando Aldhelm pediu desculpas a Gisela, fez isso cuspindo dentes através do sangue que borbulhava.
Eu gostei, também, deste livro, mas o final ficou em aberto em certas questões. Eu sei que algumas coisas não precisam ser explicadas "tim-tim por tim-tim"; mas passar o traço em algumas demandas  relevantes foi um pouco forçado - pelo menos na minha opinião.

Livro cinco: Terra em Chamas
Período de leitura: XVIII.III.MMXIX à I.IV.MMXIX
Décima leitura 2019

Este não foi um livro que me encantou muito no ínicio (e no meio). A história parecia muito repetida: Uhtred odeia Alfredo. Alfredo odeio Uhtred. Os padres odeiam Uhtred (menos os queridões Beocca e Pyrlig). Uhtred odeia todos os padres (menos os queridões Beocca e Pyrlig). Então, ele abandona Alfredo - desta vez o motivo foi admissível. 
Skade, uma mulher insuportável e nojenta entra na trama! Eu juro que não entendi a utilidade dela! O mulher nojo!!!! 
Uhtred corre para os braços de Ragnar. Brida não é tão receptiva quanto o companheiro; porém, mostra-se mais ambiciosa e estrategista.
Notei que a religião tornou-se uma das motivações para as batalhas, nos outros livros sempre houve a questão por terras e tudo mais. Porém, neste volume, o cristianismo está mais expandido - incluindo entre os dinamarqueses - e, para combater "essa praga", destruir o reino-mestre é fundamental: Wessex (sempre Wessex, o último reino em pé).
 A tal mulher do livro se revela - apesar de estar "na cara" durante todos os livros. 
O desafeto do livro quatro escapa de novo! 
Fiquei animada!

Esta publicação ficou um pouco longa! Sinto muito! E, por ser um resumão, eu tentei manter o mistério e não trazer detalhes sobre as tramas. 
O livro seis e sete estão à caminho! Estou terminando a leitura de O Inimigo de Deus, o segundo livro da trilogia As Crônicas de Artur. 

É isso aí, pessoa(l).




20 de fevereiro de 2019

Eu escolhi Uhtred..


Olá, leitor anônimo!


Esta semana eu quebrei metade das minhas promessas para o ano novo.

Eu estou no terceiro livro da saga Crônicas Saxônicas.  A leitura está ma-ra-vi-lho-sa !!! Na segunda-feira (18/2) eu me dei folga de tarefas no Sebo e fiquei lendo na parte da tarde. E fiquei em êxtase durante a leitura: bati na mesa, chamei o nome dos personagens em voz alta, vibrei de alegria ... Ainda bem que não houve movimento durante esse período .. O fato engraçado nesta leitura é que, antes eu começar a ler o terceiro livro (livro atual), eu pensei em não continuar a ler a saga; afinal, são dez livros, por enquanto. 
E foi nessa loucura de segunda-feira, no êxtase doido que eu tomei uma decisão.
Cheguei em casa e conversei com meu marido sobre essa minha escolha. E ele riu.

Eu havia decidido começar minhas aulas de natação no próximo mês, Março. Toda a estratégia financeira do casal estava focada nisso: compra de roupa para as aulas, horário, idas e vindas blá blá blá.. Mas segunda-feira tudo mudou.

Conversando com o Marido eu disse que havia mudado minha decisão de começar as aulas de Natação - o que daria um acréscimo no "cofrinho da economia". Porém .... eu quero terminar a leitura de toda a saga...TODA A SAGA de Crônicas Saxônicas. No momento, apenas dez livros foram publicados no Brasil.  

Então, ficou combinado. A partir de Março, serão comprados dois livros por mês até fechar a coleção. Estimei que até Junho a saga esteja completa.

Programação para completar história:

* Março
- A Canção da Espada
- Terra em Chama

* Abril
- Morte dos Reis
- O Guerreiro Pagão

* Maio
- O Trono Vazio
- O Guerreiro da Tempestade

* Junho
- O Portador do Fogo

"War of the Wolf" ainda não tem data para ser publicado no Brasil. Chegará em Outubro para os ianques (rs).

* Julho
- Começar as aulas de Natação. Super propício já que no inverno é melhor em piscinas aquecidas - o que não acontece no condomínio que estou morando.

Veja bem, leitor enrolado, eu estou fazendo exercícios atualmente (exceto nos dias que meu Esposo esteve acamado - e em dias de chuva). Meu corpo flácido está voltando a ter formas graciosas..então, como parte da meta de leitura, manterei o exercício para não dar um tiro no pé e estragar meu programa "fitness". E é importante para mim manter meu corpo em movimento porque 2018 foi um ano que eu fiquei completamente parada para qualquer tipo de exercício físico - o que culminou a ficar fora de forma. 

Mas eu escolhi Uhtred.

Omnia Vanitas 💀

                          

14 de fevereiro de 2019

Aquela vontade...que passa!



Olá, indeciso leitor!

Aqui estou eu repleta de dúvidas! 

Ano passado eu havia dito que leria o primeiro livro desta saga do senhor Martin. Porém, um cliente do Sebo chegou no balcão e perguntou:

-  Você tem o livro um de Game of Thrones.

Eu estendi a mão para alcançar o exemplar que estava na caixa atrás de mim, e o vendi ao jovem rapaz. Lá se foi a oportunidade de começar a leitura desta obra. 

Nesta semana, uma outra cliente veio aqui para trocar alguns livros e queria o livro dois de As Crônicas de Gelo e Fogo. Negócio feito. Comentei com ela sobre as dúvidas que tenho a respeito de começar a leitura desta saga e o que o único personagem que me interessa é o Jon Snow (risos). 

E, agora, aqui estou eu com o livro três e quatro. Olho, folheio, leio frases aleatórias... e ainda não decidi se começo ou não essa saga. Vontade dá, mas ...

Omnia Vanitas 💀

10 de dezembro de 2018

O que foi que eu fiz ?! ..



Neste último domingo, eu estava curtindo um descanso no sofá enquanto esperava o marido chegar do mercado, e, decidi escolher uma "coisinha leve" para distrair a atenção enquanto eu tricotava.
Foi aí que minha ruína começou.

Eu escolhi para assistir - sem intensão nenhuma de gostar - The Last Kingdom. Escolhi porque eu sabia que era baseado nos livros do Bernard Cornwell (por quem sou apaixonada). Escolhi porque eu tinha certeza que não iria gostar.. mas que ledo engano: adorei! 

Por muito tempo eu fiquei longe desta saga "As Crônicas Saxônicas" pois ela é composta por dez livros, por enquanto (o último foi publicado em 2017 - "O Portador do Fogo"). Eu sempre brinquei com os clientes do sebo quando o assunto remetia para sagas ou para Bernard Cornwell, dizendo: "Eu nem começo a ler 'Sharpe' ou 'As Crônicas Saxônicas' para não gostar e comprar todos os livros". 

Que imprudente fui em não seguir meu próprio conselho. Gostei do primeiro episódio! Tirei o livro da estante do Sebo e vou trocar pelo meu Umberto Eco que está em casa.
Logo nas primeiras cenas de Uhtred adulto eu lembrei de Thomas de Hookton mesmo não sabendo se o protagonista de "The Last Kingdom" tem a personalidade do arqueiro de "As Crônicas do Graal". 
Agora basta terminar a leitura de "A Volta de Sherlock Holmes" e começar com Bernard Cornwell.

Depois desse passo incorreto, o jeito é convencer o marido da importância de Uhtred na minha vida. 

Omnia Vanitas 💀

Uhtred (Alexander Dreymon), TheLast Kingdom, a série televisiva


5 de fevereiro de 2016

Um dia lerei..



Às vezes, na verdade quase sempre, que vou ao mercado, eu fico olhando a prateleira de livros. Não há muito o que me interesse lá, mas é uma forma de distração. Olho as prateleiras com livros que, possivelmente, minha mãe leria (ou que ela já leu); vejo um pouco de literatura infantil e juvenil, livros para pintar etc. E, também, fico de olho em uma certa saga: As Crônicas de Gelo e Fogo.
Minha irmã número cinco tem os cinco primeiros livros e, às vezes, eu fico tentada a lê-los. Mas uma dúvida me consome: E se eu gostar?
Por tudo o que é sagrado, esse homem ainda está vivo e escrevendo feito um louco! Já basta Stephen King que não para de escrever e me deixa pobre à cada nova publicação. 
Tempos atrás, eu estava falando com minha irmã número cinco ao telefone e ela me contou que estava querendo se desfazer dos livros do senhor Martin. Então, eu disse: "Dê-os à mim!". Ela começou a rir e disse achar estranho porque eu sempre falei mal dos livros e da série homônimo.
Mas, naquele dia eu tinha ido ao mercado e folheado um dos cinco. É tentador! 

No último final de semana, quando fui visitá-la, ela me deu os cinco. Todos estão na prateleira da casa da minha mãe - onde a maioria dos meus livros estão. Um dia, eu trarei o número um para casa e...sabe-se lá o que poderá acontecer.

Antes de terminar, quero deixar registrado que eu assisti aos cinco primeiros episódios da primeira temporada da série - e detestei! Mas, livro é livro! 

Agora vou recolher a roupa do varal porque está trovejando! ;)

Omnia Vanitas.

14 de fevereiro de 2014

Presentão! ..



Esta foi a grande surpresa da semana!!!

Em plena segunda-feira, eu cheguei do trabalho e encontrei uma caixa enooorme com este box dentro! Foi maravilhoso! Foi uma sensação muito boa de ser querida por alguém!

Eu estava relutante em comprar essa saga, por dois motivos:

1 - é uma saga (ninguém sabe onde isso pode parar!)

2 - Stephen King está vivo! - motivo porque a saga pode ser interminável!

Mas, enquanto eu pensava, alguém decidiu por mim! ISSO NÃO É MARAVILHOSO??? Siiim!!


Claro, eu ainda não tirei desta embalagem, nem o farei tão cedo, pois toda essa coisa de ler um saga exige muito de mim! (rs). Talvez eu não leia em sequencial, mas intercale com outras leituras. Mesmo assim, ainda não é hora de tirar do plástico! (rs)


Omnia Vanitas!

Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...