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30 de outubro de 2019

Trigésima terceira leitura..



Olá, leitor !!

Colocando minha penúltima leitura em publicação.

Esta é minha terceira leitura de A Filha do Papai Pelerine de Maria Gripe. A primeira aconteceu na época a adolescência e a segunda foi em 2017. Por pura coincidência, nesta terceira leitura eu comecei na mesma data que segunda. 

A Filha do Papai Pelerine conta a história de Luela, uma pré-adolescente que mora em uma cabana na floresta com seus irmãos gêmeos menores. Ela busca o sustento para eles e recebe ajuda de dona Aldina Petterson e Frederico Olsson. 
A mãe de Luela viaja e navio por vários países e o pai ela não conhece. Mas ela tem Papai Pelerine.

Talvez a psicologia consiga responder melhor, e também explicar, a presença do espantalho Papai Pelerine. A menina chama a si como Luela Pelerine - mesmo a mãe tendo o sobrenome Nilsson e do pai Persson.
Papai Pelerine foi confeccionado por Luela para espantar seus inimigos. Ela o veste conforme a estação e seus braços sempre estão prontos para abraçá-la.  Possivelmente, o espantalho seja o "amigo imaginário" que algumas pessoas personificam como representação de algo que lhes faltam: no caso de Luela é a figura paterna - de modo inconsciente - que ela projeta como protetor. 
E, também, é no espantalho que Luela recebe as guloseimas e comidas que Frederico Olsson deixa. Em retribuição, Luela fornece ao velho os selos das poucas cartas que recebe da mãe. 

Conforme os protagonistas de Spyri, Maria Gripe apresenta uma órfão, apesar não ser uma órfão  "funcional": seus pais existem, mas eles não estão presentes no crescimento de Luela e dos irmãos. A mãe viaja para adquirir dinheiro para sustentar a pequena família. Quanto ao pai, ele quis ficar com Luela mas a mãe o proibiu de levar a menina com ele. 
A menina nunca teve interesse de saber quem era seu pai, até ouvir, na surdina, de alguém que disse que ambos se parecem. Como Luela se acha diferente de todas as pessoas, vivia na esperança de encontrar este homem que lhe era tão semelhante. 
Luela sonha com o pai algumas vezes, sempre o salvando de situações inusitadas. Talvez, para provar seu valor, ela precisasse salvá-lo para que ele pudesse reconhece-la como filha.

Luela é uma menina madura para sua idade. Quando ela é levado do campo para a cidade, não entende porque a pessoas sorriem demais e compram demais. Ela sempre sorri quando quer e compra somente o que é preciso para ela e os irmãos. 

Sua estadia na cidade se prova útil mas não é uma experiência que pretende repetir. 

A história se mostrou muito mais rica, para mim, nesta terceira leitura. Espero poder colher mais frutos dela em uma próxima leitura.






28 de outubro de 2017

Vigésima quinta leitura..


Olá, leitor! 

De tempos em tempos eu consigo adicionar ao meu acervo livros que fizeram parte da minha infância. E, Maria Gripe compôs meu imaginário infantil.
Em agosto, quando em um dia de folga eu precisei ficar de repouso durante todo o dia por causa de um mau-estar do corpo, eu lembrei de Maria Gripe. E, buscando pela autora eu descobri o título do livro que estava - há anos -  tentando recordar o título: A Filha do Papai Pelerine. Quando vi a capa, o retrato da leitura veio à minha mente: a nostalgia de estar lendo este livro e o quanto este livro foi querido para mim. As missivas trocadas pela menina me remeteu a tantas cartas que troquei com amigos tão queridos para mim - e o que me lembra que não posso mais negligenciar tal ato perante estes entes queridos. A natureza e a solitude do lar da menina é de uma riqueza atraente até hoje. 
Logo no início do mês seguinte, comprei um exemplar para mim - e, antes de iniciar a minha leitura atual (Orgulho e Preconceito), eu resolvi ler de outro dia de folga. 

Então, nesta semana eu reli - depois de mais de duas décadas - A Filha do Papai Pelerine.
E, eu pude perceber aquilo que eu amo hoje: natureza como algo sublime, trocar cartas com amigos, a solitude como algo benéfico para conhecer a si mesmo.., e, até hoje eu não tinha compreendido a real importância das linhas leituras infanto-juvenis e o grau de importância que tiveram no meu aprendizado. 

O enredo conta a história de uma menina que mora em uma floresta com seus irmãos gêmeos. Sua mãe é marinheira e o pai lhe é desconhecido. Sozinha, ela busca pelo sustento dos irmãos em meio a uma sociedade que a descrimina por ser pobre e abandonada; a única companheira é uma senhora que mora poucos quilômetros de sua casa e um velho - com que não fala, apenas recebe comida ou guloseimas.
Luela, a protagonista, despreza os benefícios que lhe prestam aqueles que o fazem por obrigação. Sua personalidade forte e decidida a leva a conhecer a sua própria felicidade e as convenções sociais. 
Certa vez, a menina recebe uma carta da mãe avisando que chegará alguém para buscar os gêmeos e  a ela para morarem na cidade até o retorno desta da América - onde ficará por um ano até fazer a fortuna que ambiciona para cuidar dos seus filhos são precisar de outros.
E, durante este período, Luela aprende mais sobre seus sentimentos, delimita seus anseios e aceita sua realidade sem drama.

Sobre a autora:

Maria Gripe é uma renomada escritora sueca (1923 - 2007) que constrói um mundo compreensível para o leitor.  Nesta publicação, afirma-se o seguinte:
Maria Gripe sabe como ninguém simbolizar a luta da criança por sua afirmação individual no contexto da sociedade que vive. A leitura de seus livros faz com que nasça uma grande identificação entre as crianças-leitoras e as crianças-personagens.
Gripe tem mais de trinta livros publicados e alguns prêmios pela publicação de suas obras fascinantes. Entre os mais conhecidos está a trilogia Josefina e Hugo - que conta a história de dois órfãos.

Despeço-me recomendando aos adolescentes de todas as idades esta leitura.



Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...