Mostrando postagens com marcador dostoievski. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dostoievski. Mostrar todas as postagens

6 de novembro de 2016

A Lista de Adelita


Voltei!

E estou com uma dúvida cruelíssima! Que livros ler em 2017?

No ano que vem, eu me comprometi a ler todos os livros que eu já li (e tenho); ou seja, 2017 será um ano de releituras. Será maravilhoso poder ler os livros que me encantaram .. mas, QUE LIVROS DEVO ESCOLHER??

Vou ler Maugham: mas que livros de Maugham devo ler? Amo todos que li: O Véu Pintado, O Fio da Navalha, Ah King, Histórias dos Mares do Sul ..nossa! Tudo de Maugham eu amo!

E Stephen King? Meu primeiro livro foi O Cemitério, adorei Desespero, Cujo, O Iluminado, A Coisa, Misery .. tudo!

E Tolkien? O Hobbit, Silmarillion ou a trilogia do Anel? Todos? E Contos Inacabados, Mestre Gil de Ham, Roverandom..??

E as irmãs Brontë? E Jane Austen?

E ainda tem Dostoièvski, Melville, e ainda tem a literatura brasileira: Machado de Assis, José de Alencar, Rachel de Queirós, Aluísio Azevedo e .. e.. tantos livros e apenas 365 dias. Que injusto! Que cruel!

Sem contar que não posso deixar minhas leituras em francês paradas para não retroceder .. então, ou releio tudo o que li em francês ou terei problemas em mantes o vocabulário que aprendi até agora!

A vida é cruel com leitores compulsivos e ansiosos!

Omnia Vanitas!

18 de maio de 2016

Dom Quixote versus Míchkin ..


Eu não gosto de fazer tratados literários pois sei que meu conhecimento sobre a arte é raso. Mas, deixe-me explicar uma coisa e outra que eu sei, desocupado leitor.

Eu adorei minha primeira leitura de Dom Quixote de La Mancha (volume 1 e 2). E, outro título que chamou minha curiosidade foi O Idiota, de Fiòdor Dostoièvski. Minha atração foi pura e unicamente pelo fato de o livro do russo ser inspirado na obra do espanhol. 

O caráter de Míchkin está ligado ao caráter do Cavaleiro da Triste Figura. Toda a ingenuidade do príncipe russo é muito quixotesca. Porém, o personagem inspirado é mais dramático e o inspirador mais cômico. É muito fácil rir com as aventuras de Dom Quixote e, mais fácil ainda, é ficar perplexo com as atitudes de Míchkin. A diferença se dá pela pena de um e a caneta do outro. 
Cervantes quis, desde o início, fazer chacota com os romances cavaleirescos que prevaleceram em sua época - então, a fantasia é o principal foco da história do espanhol.
Quanto ao Doistka, ele trabalhou com a verdade como palco. Nada de fantasias, somente a mente do príncipe que correu por cenários verossímeis. É fácil sentir pena (e vergonha alheia) de Míchkin e de suas atitudes. E uma das teorias sobre esse personagem que descordo plenamente é que ele tem a ver com a personalidade de Cristo. Li e nada me fez lembrar do Messias. 

Algumas coincidências de temas com a obra de Cervantes são nítidas, como a distorção sobre o caráter das pessoas. A pessoa amada de Dom Quixote e a moça sem boa fama de Míchkin é o primeiro ponto. O Cavaleiro achava sempre estar em lugares pitorescos de um grande romance e Míchkin sempre encontrava uma desculpa para toda situação. Ambos são idiotas, mas pelo menos um dele assumiu o ser.

E, por gostar tanto do Cavaleiro da Triste Figura, eu encontro o seu caráter em quase todo idiota literário - Quincas Borba (Machado de Assis) é um deles. E, fora Míchkin, todos tem meu carinho.

Como meu conhecimento é superficial, esse post não pode expressar tudo o que eu gostaria de escrever, mas .. tá bom! rs 

Omnia Vanitas.

28 de julho de 2015

Mais uma Escolha..



Desde o mês de Fevereiro, eu venho lendo as seis obras (completas) publicadas de Jane Austen: Orgulho e Preconceito, Razão e Sensibilidade, Persuasão, Emma, Mansfield Park...e, agora, em Julho, a leitura é do livro A Abadia de Northanger.
E, durante esse período de releituras, eu pouco precisei escolher sobre o que ler, pois, tudo o que englobava a senhorita Austen eu li: Juvenília (Charlotte Brontë e Jane Austen); Orgulho e Preconceito e Zumbis (Jane Austen e Seth Grahame-Smith)e a releitura da paródia Cinquenta Tons do Sr. Darcy (Emma Thomas).

Agora, pouco mais de setenta páginas (que tenho certeza que termino essa semana) do final de A Abadia de Northanger, eu me vejo na dúvida: o que ler depois?

Pensei na sugestão do Skoob: A Ilha do Dia Anterior (Umberto Eco). Eu amei ler O Cemitério de Praga deste italiano, mas ... estou com saudade de ler Alexandre Dumas.. A dúvida nunca termina. Sem contar que Dostoièvsky está na lista com duas obras que ganhei no Natal: Irmãos Karamázov e Niétotchka Niezvânova.

Olha..não é fácil essa vida de leitor! Que angústia!


.
.
.
Meu deus, lembrei de Stephen King e Maugham...aaaff!! 

5 de maio de 2015

Mesmas linhas..


Ainda sobre o filme de domingo "A Casa do Lago" há uma cena que eu gosto muito - e está bem no início da trama. 
Kate está conversando com sua mãe sobre o livro que está lendo "Crime e Castigo" do Dostka, e faz este comentário:

"Quando seu pai passou dessa para melhor, foi difícil. Ainda é. Guardando seus livros, é como se ele estivesse comigo, de alguma forma. Sabendo que ele esteve, uma vez, nas mesmas páginas lendo as mesmas palavras".
Sempre que assisto esse filme, eu gosto de ouvi-la comentar sobre esta leitura de "Crime e Castigo". E é assim mesmo. 
Sou compradora adepta de livros usados. Pouquíssimos livros novos compõem minha biblioteca. 
Gosto do prazer de saber que outra pessoa folheou aquelas páginas. Gosto de ler as dedicatórias que algumas trazem, observar o ano e pensar o que o antigo dono pensou ao ler o que eu estou lendo. E fica melhor ainda quando a pessoa deixa algum marcador de página, flor, bilhete, selo ... É como se o livro não fosse somente um objeto, fosse a continuação de uma viagem que chegou até minhas mãos.

Omnia Vanitas.


P.S.: Saiba mais sobre os benefícios de comprar livros usados clicando aqui.

24 de fevereiro de 2015

Presente ..


Neste último domingo, eu estava vasculhando meu livros (não lidos) quando encontrei este "presente" do antigo dono. Trata-se de uma propaganda de um congresso que aconteceu em 1975 (eu não tinha nascido ainda).
Este "presente" está no livro Niétotchka Niezvânova de Fiodor Dostoièvski.

9 de dezembro de 2014

Troca -Troca..




Creio que não preciso comentar mais o quanto sou adepta de livros usados! Sou a favor da leitura sustentável, da troca informal da boa literatura.
Dias atrás, através da ferramenta Skoob - um lugar onde bookworms sentem-se em casa - eu troquei livro com um garoto de PoA. Nada demais até aí. Fizemos a troca no estilo troca x troca (sem usar o Plus); eu enviei O Idiota (Dostoiésvki) e ele mandou O Mágico (Somerset Maugham). O que chamou minha atenção foi quando ele recebeu meu livro, ou melhor, meu ex-livro. Ele deixou um recado no meu perfil em agradecimento. Até aí, tudo bem, também, pois é o que os skoobers geralmente fazem.
Mas o que me deixou encantada foi a forma de ele escrever. E, por isso, vou deixar esse registro aqui!! Segue:

"Chegou chegou chegou chegou chegou!!!!!!!!!!!!!!!

Uhuuuuuuul…

Guriaaa… adorei o livro… super bem cuidado… parabens… encapadinho… lindo lindo…

Fora as notas que tu fez… os meus melhores livros sao todos rabiscados com alguma coisa de referencia ou oq eu entendia do texto na epoca que li…

Livro bom eh livro com historia… obrigado Adelita!!!!!!!

Bjos!!!!”

Omnia Vanitas.

12 de maio de 2014

Fim de leitura ..


Esta semana, talvez na metade dela, terminarei minha leitura de “Crime e Castigo” - e adorei o livro por completo! Na minha edição, ele está separado em 6 partes e, impossível, ficar entediada em alguma delas.

Porém, final de livro sempre trás uma dúvida: o que ler depois?

Minha primeira ideia foi ler a biografia de Cervantes, porém, depois me sugeri ler “O Idiota” (Dostoièvski) - que é baseado no livro de Cervantes (Dom Quixote de La Mancha) e aí sim, ler a biografia do espanhol!

Mas, ontem, folheando alguns livros, outras ideias surgiram como “A Ilha do Dia Anterior” (Umberto Eco), “Virgens Suicidas” (Jeffrey Eugenides), “Capitão Richard” (Alexandre Dumas) …

Sugestões e mais sugestões pululam antes do final de “Crime e Castigo” … então, ainda me resta 68 páginas para concluir minha escolha - até lá, é só angústia!



P.S.: mais alguém notou que o machado está ao contrário? (rs)

Reflexões sem Eco..


Este mundo da web é bem estranho. Há tantas frases jogadas por aqui e por ali, tão perdidas quanto quem as postou.
A minha leitura atual é Crime e Castigo, de Dostoievski. Desde o início da leitura, eu a achei complexa demais, mas não enfadonha. É uma leitura que exige cuidado (pelo menos assim eu senti) pois é um mundo novo que se abre, totalmente desconhecido aos meus olhos literários. Este mundo que é uma Rússia desconhecida, de um tempo desconhecido e com pessoas enigmáticas. Bem devagar fui lendo.
Agora, vejo na web, várias postagens sobre o livro, de pessoas que nunca encostaram a mão nele, filosofando sobre algo que não conhecem.
Não é assim com todos nós? Fragmentamos grandes obras e achamos que assim nos tornamos intelectuais. Este mundo corrido tem uma forma estranha de crescer - cresce sem criar raízes, sem se aprofundar.
Um dos motivos que me tornam contrária aos livros de “auto-ajuda” é justamente essa rapidez que eu sinto nesta literatura. Grandes clássicos falam de pessoas tão reais e tocáveis que é impossível não encontrar um “eu” nela. Personagens que exprimem tanta vida que se aprende com elas. Para mim, isso é tão contrário às receitas de bolo que leio em “auto-ajuda”.
Este é um tempo de fragmentos. Tão certo quanto as construções antigas eram feitas para serem “eternas” e a tecnologia atual para ser vencida, assim é a diferença que vejo na literatura. Tão poucos sobraram para formar o pilar que sustenta os grandes personagens míticos e épicos que de tão reais parecem morar na esquina de uma Baker Street da minha rua.

Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...