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1 de maio de 2020

Mudança de planos..


Olá, recluso leitor !!

Essa semana eu fiz uma enquete no Instagram para saber qual deveria ser a minha próxima leitura ao fim da primeira parte de Memórias de um Médico (Alexandre Dumas). As opções eram as seguintes:

- Crônicas Saxônicas (livros 7 à 10) de Bernard Cornwell
- As Cartas da Prisão de Nelson Mandela (Saham Venter - ed.)

O livro mais votado foi a saga do Cornwell. 

Nesta mesma semana, ainda em quarenta, eu estava ouvindo algum noticiário na televisão quando um avalanche de frases absurdas saíram do aparelho televisor. 
No mesmo instante eu lembrei do livro do Lima Barreto,  Os Bruzundangas. Um pequeno resumo da obra que achei na internet:
A obra é uma sátira da vida brasileira nos primeiros anos da Primeira República, Bruzundanga é um país fictício, onde havia, tal como na Primeira República, diversos problemas sociais, econômicos e culturais, entre os quais os títulos acadêmicos possuídos pelos ricos que eram não mais que pseudo-eruditos.
 Entenderam a recordação que me levou a pensar em Os Bruzundangas?

Porém, lembrei que a obra era uma inspiração no livro de Jonathan Swift, As Viagens de Gulliver.
Como, por sorte, eu tenho o livro do Swift na minha estante (já que noventa por cento está - ainda - na casa dos meus pais), eu decidi começar a leitura de As Viagens de Gulliver antes de começar o livro do Barreto.

Então é isso.. Que comece a leitura ...

Omnia Vanitas 💀

5 de outubro de 2019

Vigésima terceira leitura ..


Olá, anônimo leitor!!

Aaahh! Comecei as leituras do mês de Outubro! Neste mês, eu decidi reler algumas leituras que fiz durante a minha adolescência. 

A minha primeira escolha foi Verde Vale, da escritora catarinense Urda Alice Klueger. 

Leitor, antes de continuar a escreve, lhe dou o seguinte conselho: releia os livros da sua infância/adolescência. Esta experiência está sendo fantástica para mim.
Eu lembro muito bem quando precisei contar para a minha turma da sala de aula sobre o livro que li. Como eu estava ansiosa para que todos soubessem que maravilhosa história eu havia lido. Lembro da professora de Língua Portuguesa, Maria Clara, pedindo para alguém começar a contar sobre a leitura que fez - e lá estava eu, tentando de um jeito totalmente sem destreza, contar sobre tudo o que livro me trouxe de maravilhoso.

Verde Vale conta a história da fictícia família Sonne, oriunda da Alemanha e imigrantes no Brasil, mais especificamente na região sul, em Blumenau - onde dizia-se haver terras para todos que quisessem tomá-las, e batatas do tamanho de um braço adulto (o que sabemos ser uma rama de aipim).
A família passa por uma adaptação a nova forma de viver: construindo sua casa, roçando o terreno para o plantio da lavoura, a criação de animais etc.
O desenvolvimento, tanto da família como da Colônia Blumenau é animador, mesmo com as dificuldades que do material escaço.
O nascimento das ruas, das famílias, da economia entre tantas outras bonanças torna o romance desta blumenauense quase um conto de fadas - parece que seria impossível abalar a estrutura familiar e comunitária da Colônia.

Verde Vale também contou sobre a Guerra do Paraguai que levou os alemães a lutar pelo país que adotaram como seu. E a volta dos soldados alemães da guerra trouxe surpresas: o velado preconceito racial vem a tona. Casamento de alemão com brasileira, uma negra mestiça frequentando a escola com alemães "puros" - foram alguns pontos levantados. 

E, durante toda a narrativa tudo parece funcionar bem para próspera família Sonne e seus seis filhos...mas então, uma boa ação do passado volta-se contra este alicerce da sociedade blumenauense. 

Outro ponto que quero deixar registrado são as enchentes de Blumenau. Se você, leitor anônimo, não é catarinense como eu, talvez não saiba (ou talvez sim, dependendo de quanto interesse você tenha por este Estado): mas em Blumenau as enchentes são algo negativo na história desta região. Meu primeiro pensamento quando a família Sonne escolheu esta parte do Estado para morar, foram as enchentes. Em seu livro "Vem, vamos remar", Urda relata sua experiência na grande enchente de 1983. Para quem tem interesse em saber sobre este acontecimento triste na história da cidade de Blumenau, clique neste link

Como já escrevi anteriormente, estou adorando passar por essas leituras que contribuíram - agora sei disso - para compor quem eu sou e como sinto o mundo ao meu redor. 

Antes de terminar, eu preciso dizer o quanto sou apaixonada pela história da personagem Astrid Sonne. Durante muito tempo eu fantasiei viver uma vida como a dela! 💓👪

E sobre o final da trama, confesso que fiquei triste. Como disse, tudo parecia um conto de fadas na trajetória da família de Humberto e Eillen Sonne; mas a vida não é essa janta farta que a gente pensa, não é mesmo?

31 de março de 2015

Humanidade para todos..


Segundas e quartas-feiras são os dias em que eu pratico natação. São esses dois dias que me obrigam a pegar uma condução urbana. Eu gosto mesmo é de pedalar: é livre, tranquilo, saudável e sem engarrafamento. 

Nesta segunda-feira eu fui para minha aula de natação. Quando eu estava dentro do segundo ônibus, um rapaz de muletas entrou com a sua namorada. Apesar de não estar lotado, não havia mais bancos vagos para sentar.
Era visível e notório que o rapaz precisava sentar-se. O pé enfaixado e com uma proteção e as duas muletas que ele utilizava denunciavam, para todos os presentes, que ele precisava de um lugar para sentar.

Em pé, perto da porta, eu fiquei olhando ao redor. Ninguém se levantou para dar lugar para aquele rapaz. As pessoas sentadas olhavam para seus celulares ou pelo vidro da janela. Absolutamente NINGUÉM, estava interessado na situação do garoto com as muletas. 

O ônibus logo deixou o terminal do centro e seguiu o itinerário; mas, horário de pico não é sinônimo de movimentação. Pouco mais de dez minutos e nós mal estávamos longe do terminal. Em pé, eu já estava cansada - e meus pés estavam muito bem calçados e mesmo assim, eu sentia cansaço. Fiquei pensando no garoto de muletas que continuava em pé. Olhei mais uma vez em volta. Ninguém estava interessado em ceder um lugar para rapaz. 

Insatisfeita com aquela situação, tirei meu fone de ouvido e toquei o ombro do garoto:

- Você quer sentar?

- Ãhn, quero, mas ...

- Moço, você pode dar lugar para esse rapaz sentar que ele está com o pé machucado?
- Ah! Claro..
- Muito obrigada.

Voltei para o meu lugar e o rapaz pode aliviar-se do incômodo de ficar em pé.
Uma senhora, perto de mim, deu três tapinhas na minha mão e um sorriso. 

Que mundo mais bizarro esse!!! Eu fiquei e ainda estou indignada com essa humanidade podre que é cultivada em nosso mundo. Onde está a sensibilidade ao próximo? Eu não deveria ter sido a única a sentir essa afronta ao descaso com o garoto da muleta, mas, infelizmente, fui a única a tomar uma atitude. Não sou nenhuma Madre Teresa e nem quero rogar um título "santo" para mim; apenas quero desabafar um descaso tão imoral quanto a falta de humanidade que estamos experimentando todos os dias. 


Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...