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3 de maio de 2020

Memórias de um Médico: primeira parte..


Livro um
Livro dois
Livro três
Livro quatro


Olá, leitor anônimo!!

Que prazer ter concluído esta primeira parte da saga Memórias de um Médico! Esta coleção estava mais de cinco anos na minha estante para a primeira leitura. E, desde a compra desta coleção foi algo muito especial para mim.
Deixe-me contar:

Eu tinha o plano de fazer um projeto de leitura livre no bairro que eu morava com meus pais; apenas um plano, quando uma amiga leu e levou à frente o projeto. Ela conseguiu vários patrocínios, bateu em várias portas para conseguir tudo o precisava para montar uma caixa para abrigar os livros. Depois, fomos buscar quem nos ajudaria com livros gratuitos para encher a caixinha. Visitamos alguns lugares que poderiam fornecer alguma doação para o projeto e, entre esses lugares, estava o sebo que eu amo visitar em Joinville - O Sebo Livraria. Foi lá que encontrei, sem ter procurado por ele na ocasião: foi na conversa informal com a dona do sebo sobre adaptações cinematográficas que cheguei a comentar sobre a saga e...ela tinha ! Não coleção completa, faltavam dois volumes que seriam muito fáceis de achar na internet ! E foi minha amiga que pagou para mim 😜 ..pois eu não tinha dinheiro na hora.

Ano passado eu fiz um "stories" no Instagram*  para comemorar o nascimento de Maria Antonieta pois a saga começa com a chegada dela na França para se casar com o Delfim (futuro Luíz XVI) e, me cobrei essa leitura pois era um crime ter passado tanto tempo para começar a lê-la. E, em Dezembro/19 eu trouxe a primeira parte para casa e jurei que começaria essa coletânea.
Neste ano, em março, foi obrigatório o recolhimento social por conta do COVID-19, então decidi começar a leitura desta obra de Dumas. Um dos motivo principais era não levar esses livros para minhas viagens de transporte urbano para não danificar mais a capa e páginas. Missão cumprida.

A leitura de todos os volumes foi muito agradável. Dumas (e Maquet) souberam compor uma trama que não deixou a leitura massante. Cada personagem foi bem aprofundada. Esta leitura me lembrou muito outras duas leituras: O Conde de Monte-Cristo (pela trama construída em lugares diferentes que se unem em determinada parte da narrativa) e O Visconde de Bragelonne por todas as tramas palacianas - o que me deixou com muita vontade de reler a trilogia de Os Três Mosqueteiros. 

Os romances de Alexandre Dumas são em sua maioria históricos. As suas personagens são reais mas o autor lhes dá atitudes que ele decide que servem para a sua obra. Ele não teve a intensão de tomar a história ao pé da letra, mas se utilizou dela para compor a sua realidade.  Portanto, a maior parte de seus personagem foram emprestados da história sem intensão de serem reais.
A corte francesa de Luíz XV está toda lá: a amante Du Barry, o marechal Richelieu - sim, mais um Richelieu, as filhas, o delfim, a nora Maria Antonieta... e o homem que dá nome a saga: Giuseppe Giovanni Battista Vincenzo Pietro Antonio Matteo Balsamo. José Balsamo.

Eu desconhecia totalmente esta personagem histórica. Ele foi tudo o que o Balsamo de Dumas é: maçom, alquimista, ocultista, feiticeiro, curandeiro - deve até jogar no bicho!
É com Balsamo que a trama inicia lá no livro um. Ele é o médico cuja memória é escrita.

O verdadeiro Balsamo, Giuseppe tinha uma real Lorenza - mas dela não procurei muito, visto que ela já deixou a trama. Giuseppe foi caçado pela inquisição e, teve um mestre que lhe ensinou sobre alquimia quando o rapaz tinha apenas dezessete anos. Giuseppe também atende pela alcunha de Alessandro, conde de Cagliostro e há alguns livros publicados sobre ele e o seu julgamento durante a Revolução Francesa.
Balsamo é respeitado até hoje como ocultista. Suas últimas palavras antes de morrer foram:
“Sono un cavaliere errante. Non sono di alcuna epoca né di alcun luogo, al di fuori del tempo e dello spazio, il mio essere spirituale vive la sua eterna esistenza e, se immergendomi nel mio pensiero risalgo il corso delle età, se distendo il mio spirito verso un modo d’esistenza lontano da quello che voi percepite, divengo colui che desidero."

Tradução: "Sou um cavaleiro errante. Não sou de nenhuma época ou lugar, fora do tempo e do espaço, meu ser espiritual vive sua existência eterna e, se imergindo em meu pensamento, volto ao longo dos tempos, se forçar meu espírito a uma maneira de existência longe do que você percebe, eu me torno o que eu desejo".

Nisso Dumas e Maquet acertaram: o José Balsamo da trama fictícia é um viajante além do tempo.

Omnia Vanitas.

*Salvo na pasta "Alexandre Dumas".

22 de abril de 2020

Leitura catorze..


Olá, isolado leitor!

Fim de mais uma leitura - e do terceiro livro da saga Memórias de um Médico, de Alexandre Dumas. 
Esta primeira parte é composta por quatro volumes e chama-se José Bálsamo. Estes são os links para o primeiro e o segundo livros. 

Neste terceiro livro, o projeto de José Bálsamo segue seu curso, porém, nesta direção também estavam os planos de outros personagens

A condessa Du Barry estava em guerra contra todos que não a aceitavam como a favorita do rei Luís XV. Esta lista era composta por quase toda a França, pela família Choiseul, pela Delfina e seu esposo (Luiz XVI) e, também o marechal Richelieu - que muda mais de partido dentro da trama do que pode ser aceito em via de regra. 
Um adendo sobre esta personagem - não se trata do mesmo Richelieu de Os Três Mosqueteiros - o período entre as história o faria um matusalém; mas ambos existiram e foram ativos junto à monarquia francesa
Além de seus inimigos naturais, a condessa Du Barry ainda precisa enfrentar uma nova rival, a dama de companhia de Maria Antonieta, Andréa de Taverney. 
Mas o rei não é o único apaixonado por Andréa. A menina parece arrebatar corações por onde passa; e o mais apaixonado deste séquito de enamorados é Gilberto. Este aspirante a filósofo faz a sua vida orbitar conforme a trajetória de Andréa. E é isto que Du Barry utilizará para manter esta paixão de Luiz XV fora do alcance do rei. Em contra-partida, o marechal Richelieu pretende aproximar este casal para tirar a Du Barry "do sério" e "da vista".
Todo o mal entendido aconteceu por conta de um cargo no parlamento que foi recusado (pelo rei) ao senhor de Richelieu. Tal recusa foi entendida como uma traição de Du Barry ao marechal. E, sendo rivais, estão colocando empecilhos no caminho de cada um - que, às vezes, traz a vitória para um, outrora a vitória de outro. 
E nesta troca de cargo no parlamento francês, a disputa pela vaga que o ministro De Choiseul deixou, mobilizou uma revolta no parlamento que este decidiu não julgar mais nenhum caso. Mais uma vez a amante do rei entra em ação para fazer sua vontade ser ouvida. 

Entre os filósofos, Rousseau tem três participações interessantes: a primeira delas é a rompimento de relação professor x pupilo com o Gilberto. A segunda é em uma reunião onde ele encontra alguns participantes da maçonaria, entre eles, um médico relevante para a história com um sobrenome peculiar: Guillotin. A terceira participação que chamou minha atenção foi justamente a reunião com aqueles que causaram a sua separação de Gilberto - uma pequena ação contraditória.

Esta terceira parte de José Bálsamo me lembrou muito a saga O Visconde de Bragelonne, onde as intrigas da corte tomam mais conta da narrativa do que a trama central; mas, faço um adendo - desde que a sessão real foi convocada até a conversa que Bálsamo tem com Guillotin - a leitura foi muitíssima interessante (e dentro do enredo para  a queda da monarquia) e me permitiu terminar a leitura antes do prazo estipulado.

Esta saga apresenta o gérmen que surgiu para a  queda da monarquia francesa. José Bálsamo, um líder maçônico e alquimista (entre outros títulos) deseja tirar o rei Luís XV e sua descendência do poder e declarar a monarquia extinta. Para isso, conforme primeiro livro, ele pediu um prazo de vinte anos para a realização do projeto - prazo este que ele considerou justo para arrancar a monarquia pela raiz e não permitir a sua ascensão ao trono novamente.

Por hoje é só, começo a leitura do quarto e último volume desta primeira parte!

Omnia Vanitas

13 de abril de 2020

Leitura treze..


Olá, confinado leitor!

Fim de mais uma leitura! E que leitura! Eu concordo com cada letra da frase da professora Maria Lúcia Dias Mendes: "Alexandre Dumas é um bom contador de histórias". Ele sabe como deixar suas histórias com um gosto de "quero mais". 

A condessa Du Barry ainda não tem descanso com o seu França (Luis XV). Por falar neste apelido, eu acho uma graça quando ela o chama por esta alcunha. 
Para Dumas, Luis XV é um rei que reina sem se preocupar com o presente e com o futuro. O futuro não é da responsabilidade daqueles que o viverão, e o presente se resolve sozinho. 

José Balsamo usa da sua alquimia para trazer alguém para o seu lado - comprado. E o mais engraçado é que ele precisa passar recibo (da compra) para seus companheiros da seita. 
Ainda sobre Balsamo, sua esposa o ama quando está em transe de sono mas o renega quando está acordada. Dormindo, ela tenta seduzir seu marido para que a noite de núpcias seja consumada; acordada jura que irá matar-se se ele tocar nela. E Balsamo concorda que deseja tocá-la mas para sua feitiçaria precisa que ela se mantenha virgem. Interessante.

Ainda sobre casamentos não consumados, o Delfin tem o seu casamento mas uma noiva histérica no quarto. Mas ele não se preocupa visto que também não seduz sua noiva para levá-la à alcova. Fica nesse zero à zero, todos dormindo: ele no sofá e ela de frente para o altar. Os únicos acordados são os parisienses e o rei Luiz XV - que espia pela porta e vê o que não lhe agrada. 

E para os corações partidos, Gilberto continua apaixonado pela sua Andréa, apesar do desdém da moça. Vive como um que sofre todo o sofrimento daqueles que ousam amar uma realização impossível. 

A filosofia de Rousseau é o ponto de Arquimedes para Balsamo. Através dela o alquimista pretende derrubar a monarquia francesa.

Estou gostando muito da leitura, ela é envolvente e dinâmica. A história de cada personagem e sua trama tornam a leitura rápida e agradável. A construção da narrativa me lembrou muito o livro O Conde de Monte Cristo pois cada personagem tem a sua construção pessoal dentro dela, mesmo o egoísta barão de Taverney.

Omnia Vanitas 💀

5 de fevereiro de 2016

Um dia lerei..



Às vezes, na verdade quase sempre, que vou ao mercado, eu fico olhando a prateleira de livros. Não há muito o que me interesse lá, mas é uma forma de distração. Olho as prateleiras com livros que, possivelmente, minha mãe leria (ou que ela já leu); vejo um pouco de literatura infantil e juvenil, livros para pintar etc. E, também, fico de olho em uma certa saga: As Crônicas de Gelo e Fogo.
Minha irmã número cinco tem os cinco primeiros livros e, às vezes, eu fico tentada a lê-los. Mas uma dúvida me consome: E se eu gostar?
Por tudo o que é sagrado, esse homem ainda está vivo e escrevendo feito um louco! Já basta Stephen King que não para de escrever e me deixa pobre à cada nova publicação. 
Tempos atrás, eu estava falando com minha irmã número cinco ao telefone e ela me contou que estava querendo se desfazer dos livros do senhor Martin. Então, eu disse: "Dê-os à mim!". Ela começou a rir e disse achar estranho porque eu sempre falei mal dos livros e da série homônimo.
Mas, naquele dia eu tinha ido ao mercado e folheado um dos cinco. É tentador! 

No último final de semana, quando fui visitá-la, ela me deu os cinco. Todos estão na prateleira da casa da minha mãe - onde a maioria dos meus livros estão. Um dia, eu trarei o número um para casa e...sabe-se lá o que poderá acontecer.

Antes de terminar, quero deixar registrado que eu assisti aos cinco primeiros episódios da primeira temporada da série - e detestei! Mas, livro é livro! 

Agora vou recolher a roupa do varal porque está trovejando! ;)

Omnia Vanitas.

8 de janeiro de 2016

Novo aprendizado..



Em certo aniversário meu, minha irmã número cinco me presenteou com um jogo de xadrez. O brinquedo é lindo: tabuleiro e peças em vidro - muito chique. Eu fiquei maravilhada com a beleza do lúdico mas, ainda assim, me perguntei: o que farei com esse brinquedo se eu não sei jogar xadrez?
Segundo minha irmã, o xadrez é a minha cara (nota-se que tenho uma boa fama entre as irmãs - rs).

E lá ficou o tabuleiro de xadrez, na casa da minha mãe, depois da minha mudança de cidade.

Final do mês passado, meu marido e eu fomos até uma loja de artigo de papelaria comprar alguns itens para a reforma de um livro do Cervantes que está com a capa danificada. E, como nós somos esportistas de General (para os mais simples, Caneco), decidimos aumentar nossa gama esportiva e comprar um jogo de tabuleiro. Mostrei a ele o Ludo (que ele não conhecia) e ele me ofertou o jogo de Damas.  Decidimos pelo jogo sugerido por ele. 

Chegando em casa, ao abrir a caixinha do brinquedo, nos deparamos com algo fora da nossa alçada lúdica: um jogo de xadrez. Sim, ao invés de trazermos o jogo de Damas, trouxemos, por engano, um jogo de Xadrez. 

Então, desde ontem eu estou assistindo videos que ensinam a jogar xadrez. Realmente, é um jogo muito interessante e, principalmente, estratégico. 
Talvez, seja a hora de utilizar o presente da minha irmã.

Omnia Vanitas.

11 de maio de 2013

A Lista que não é a Schindler ..



Usei parte da minha manhã livre para atualizar minha lista de livros ainda não lidos. Sim, vaidade pura e descarada.
Porém, ela (a lista) precisava de uma ordem nova. Meu propósito de não comprar livros até chegar a metade da primeira lista foi um fiasco completo. Portanto, parei de me enganar sobre mim mesma.

Os livros que estão em vermelho são os que eu adquiri neste ano. Adicionei um pequeno espaço para os livros que emprestei para amigos - que permanecerão amigos se devolverem intactos os títulos que emprestei (risada).

Estou lendo "O Arqueiro" de Bernard Cornwell - que, por motivos acadêmicos e eclesiásticos, está com a leitura atrasada. Este é o décimo segundo livro que leio este ano.
Estou feliz que dos livros que comprei, poucos ainda estão na prateleira - considerando que "Novelas Inacabadas" e "Sentinelas do Apocalipse" foram adquiridos nesta semana:

- O Leitor (Bernhard Schilink) - início da leitura 22/1/13
- Shirley (Charlotte Brontë) - início da leitura 10/3/13
- Cinquenta Tons do Sr. Darcy (Emma Thomas) - início da leitura 8/3/13
- O Segredo e Lily Hart (Charlotte Brontë)
- O Professor (Charlotte Brontë)
- O Juramento da Duquesa (M. Pinheiro Chagas)

Na verdade, observando a lista que postei, posso desconsiderar "O Iluminado" e "A Máscara Vermelha" livros comprados.
"O Iluminado" foi uma troca - estava lendo "A Hospedeira" e desisti, fui até um sebo e troquei. Logo, não comprei.
"A Máscara Vermelha" foi um presente de grego dos meninos do trabalho - visto que eles pagaram o livro em troca de uma Coca-Cola (risada). Adoro eles!

Minha lista soma 49 livros que ainda não li. Que a força esteja comigo!

Bom, é isso aí, pessoal!


Omnia Vanitas!

5 de abril de 2013

Precioooso..

Adivinhem o que eu estava fazendo? FUÇANDO A NET haha E achei essa reportagem toda sinistra e interessantíssima no site de O Globo em 02/04/2013.

Segue:


Anel exposto em palácio inglês foi inspiração para J.R.R.Tolkien escrever “Senhor dos Anéis” e " O hobbit’.
Segundo historiadores, essa peça romana foi amaldiçoada pelo dono.

A destruição de um anel que governa todas as criaturas da Terra (Média, no caso) é o que move a aventura de Frodo Bolseiro no clássico “O Senhor dos Anéis”. A fantástica história de J.R.R.Tolkien e também sua predecessora, “O Hobbit” - na qual Bilbo Bolseiro encontra o temível anel -, podem ter sido influenciadas por um anel de verdade. A peça entrou em exposição nesta terça-feira (2) no palácio rural The Vyne, em Hampshire, na Inglaterra.

O anel é tão largo que só pode ser usado com uma luva por cima do dedo. Feito com 12g de ouro, ele tem um desenho e a seguinte inscrição em latim: “Senicianus vive bem com Deus”.
Segundo historiadores, o anel foi encontrado em 1785 por um fazendeiro em um local próximo ao vilarejo Silchester (invadido por Roma e abandonado desde o século 7). Mesmo não havendo registros, os pesquisadores acreditam que o fazendeiro tenha vendido a joia à família Chute.
Décadas depois, na cidade de Lidney, em Gloucestershire, uma tábua foi encontrada no local conhecido como Monte do Anão. Nela, havia uma maldição escrita por Silvanus, que informava ao deus Noden que seu anel tinha sido roubado. O romano sabia quem tinha cometido o crime e desejava que o deus o punisse: “Sobre aqueles que levam o nome de Senicianus, não dê saúde até que ele traga o anel de volta ao templo de Nodens”.
- É particularmente fascinante ver uma evidência física do anel de Vyne, ligado a (história feita por) Tolkien, associada a uma maldição - contou Lynn Forest-Hill, da instituição "The Tolkien Trust", ao jornal britânico "Guardian".
Ao que as evidências indicam, Tolkien estudou esta história quando ainda era professor na Universidade de Oxford, e dois anos depois lançou "O hobbit". A primeira edição do livro e uma cópia da maldição estão expostas junto com o anel romano.

31 de dezembro de 2012

Dois lados...




Estava fuçando a net, como sempre, e vejam só a reportagem que encontrei no Facebook - através da página Imagens Históricas.
Essa reportagem me lembrou que preciso comprar e ler O Médico e o Monstro(Robert Louis Stevenson) - sem querer ofender a figura de Mordrake.

Hoje, dia 31 de dezembro de 2012, último dia deste ano, essa reportagem vem muito a calhar. Como não lembrar do deus Jano que possui, segundo o mito grego, uma face voltada para o futuro e outra para o passado. É este mesmo deus que originou o nome do primeiro mês do nosso calendário.

Uma pequena observação que encontrei no blog de Jorge Carrano:
O nome janeiro, dado ao primeiro mês do ano, tem origem em Jano, ou, em latim, Janus, deus romano, simbolizado com duas faces, uma voltada para o passado e outra voltada para o futuro.
Por decisão de Julio Cesar, o imperador, foi fixado o dia 1º de janeiro, como o primeiro do ano. Este era, também, o dia consagrado ao deus Jano.
No mundo ocidental, comemora-se o réveillon do verbo réveiller, (que significa despertar), celebrando o fim de um ano e o início de outro, chamado de Ano Novo.


Outro homem de duas faces que não esquecemos tão fácil, é o Duas Caras do comic Batman - tive o prazer de conhecê-lo no filme "Batman, O Cavaleiro das Trevas" (ótimo filme - como esquecer da magnífica interpretação de Heath Ledger). Originalmente, o Duas Caras foi baseado na rainha nórdica Hela, que também possui duas personalidades: boa e outra má, óbvio.

Bom, chega de referências, ou ficarei aqui a manhã inteira postando. Voltemos à Edward Mordrake, o real.
Eis o que diz a reportagem na fan page:

Edward Mordrake, o homem com duas faces, no século 19.

Edward Mordrake era um herdeiro de um título de nobreza do século XIX, na Inglaterra, considerado um talentoso e brilhante músico. A história completa desse sujeito foi perdida no decorrer do tempo, pois seu caso ocorreu no início da história médica. O inglês sofria de uma anomalia conhecida como Craniopagus Parasiticus.

Ele tinha uma face extra na parte de trás de sua cabeça. Essa face ocupava uma parte menor do crânio e exibia sinais de inteligência, contudo, dizia-se que essa face apresentava intenções malignas. O próprio Mordake relatava que havia situações em que ele estava triste e sua face de trás ficava rindo como se estivesse zombando de seus sentimentos. Foi dito também que seus olhos acompanhavam o movimento das pessoas ao redor e seus lábios constantemente faziam barulhos assustadores. Embora nenhuma voz fosse compreensível, Edward jurou que muitas vezes ele era mantido acordado durante a noite por conta dos sussurros de ódio de sua face gêmea maligna (como passou a chamá-la) e dos murmúrios macabros.

Os relatos sobre a vida de Mordake apontam que ele tentou suicidar-se diversas vezes, depois que seus médicos desistiram de fazer a remoção cirúrgica de sua segunda face, pois a cirurgia seria fatal. Desesperado, cometeu suicídio aos 23 anos de idade. Existem duas versões sobre a morte de Edward, uma com veneno e outra com um tiro em um dos olhos da sua outra face.

Em ambas as versões, Edward deixou para trás uma carta pedindo que a "face demoníaca" fosse destruída de sua cabeça, antes de seu sepultamento, para que ele não continuasse a ouvir seus terríveis sussurros no túmulo. Ele viveu em completo isolamento, recusando-se às visitas, até mesmo dos membros da sua família. Ainda na carta, ele queria que fosse enterrado em um lugar deserto, sem pedra ou legenda para marcar seu túmulo.

Fonte: Livro Anomalies and Curiosities of Medicine.
Autor do post: Diego Vieira

6 de dezembro de 2012

Conto de Fadas Real..


Apaixonada confessa do príncipe William desde minha época de estudante de Letras, não consigo desprender os olhos de qualquer leitura que o comprometa.
E, para encantar ainda mais, ele se casou com um "plebeia". Isso é tão Jane Austen, que não consigo ignorá-lo! Ele é Mr. Darcy e ponto final! rs

Agora, com a notícia da gravidez de sua esposa, e, quem sabe, gêmeos, lembra outra história, da rival inglesa, a França, com Alexandre Dumas! Eu, realmente, espero que O Homem da Máscara de Ferro não se repita! rs

Deixo, abaixo, uma das notícias que saíram a respeito dos duques de Cambridge.

Kate Middleton deixa hospital após 4 dias internada: "Me sinto muito melhor"
Duquesa de Cambridge deixou o Hospital Rei Eduardo VII ao lado do marido, William, depois de se recuperar de hiperemese gravídica. Estas são as primeiras imagens da duquesa após ela anunciar a gravidez.

Kate Middleton 30, deixou o hospital Rei Eduardo VII na manhã desta quinta-feira (6) ao lado do marido, o príncipe William, 30, após passar 4 dias internada para se recuperar de hiperemese gravídica. De acordo com o Palácio de St. James, os duques seguiram direto para o Palácio de Kensington, ondem moram em Londres, para Kate continuar em "repouso total". Para os repórters, Kate disse: "Estou me sentindo muito melhor, obrigada".

A duquesa deixou o hospital segurando um buque de flores amarelas e protegida do frio. Ela e William foram embora de carro, mas antes, posaram para fotos e Kate mostrou um tímido sorrido para as câmeras. Estas são as primeiras imagens de Kate Middleton após o casal ter anunciado a gestação, na última segunda-feira (3). Estima-se que a duquesa esteja grávida de apenas 8 semanas.

William e Kate esperavam anunciar a gravidez apenas nas festas de fim de ano, mas a internação da duquesa forçou a realeza a adiantar o comunicado. A imprensa especula que os padrinhos do bebê poderão ser o príncipe Harry, irmão mais novo de William, e Pipa Middleton, irmã mais nova de Kate.

A chegada do primeiro filho de William e Kate Middleton mudará toda a linha de sucessão ao trono da rainha Elizabeth II. Menino ou menina, o herdeiro do casal real já chegará sendo o terceiro na linha, tendo à frente o avô, príncipe Charles, filho da rainha Elizabeth II, e o pai, William. Se houver a possibilidade de serem gêmeos, o primeiro bebê a nascer terá preferência da ordem de sucessão. A criança, futuro rei ou rainha da Ingleterra, será um dia nomeado como chefe das forças armadas, governador supremo da Igreja da Inglaterra e chefe da nação.

Fonte: Globo


31 de agosto de 2012

Minha rainha..


Essa é a prateleira da minha mãe.

A história de leitura da minha começou em dezembro de 2010. Infelizmente, ela teve um problema sério de hérnia de disco e precisou ficar de repouso. A maior parte do tempo ela ficou deitada assistindo televisão. Todos sabemos, televisão cansa na primeira parte de um dia.
Percebi que ela estava enjoada dos programas exibidos na televisão e, então, uma manhã, ante de eu ir trabalhar, deixei um livro para ela se distrair. Ela leu até a página vinte e dois. Segundo ela, a história tinha nomes muito estranhos e isso não a entreteu muito e ela abandonou. Esse livro é O Hobbit de JRR Tolkien.
Nessa época, eu estava atrás de um livro que li na minha adolescência: Verde Vale, de Urda Alice Klüeger. Quando o livro chegou, eu o mostrei à ela, como costume. Expliquei a história em um breve resumo e ela se interessou e começou a ler logo depois.

Com isso, ela se animou a ler mais. O primeiro livro que ela comprou foi As Brumas Dançam Sobre o Espelho do Rio, de Urda Alice Klüeger. Infelizmente, o livro veio sem algumas páginas e tivemos que trocar. Foi a única vez que aconteceu até hoje. Depois disso, ela começou a comprar outros livros, também da Urda. Ela adorou ler No Tempo da Bolacha Maria e No Tempo das Tangerinas (continuação de Verde Vale) pois lembraram sua época de juventude. Ela comentava, animada, as semelhanças que haviam com sua vida de solteira. Isso me encheu de alegria.

Depois da Urda, outra autora que ela tem simpatia é Jane Austen. Nem preciso mencionar o orgulho que isso me dá. Ambas, apaixonadas pela mesma escritora. Ela já leu todos os livros publicados da srta. Austen, inclusive a nova edição de Persuasão, da editora Zahar, que eu ainda não li.

Outro tipo de livro que minha gosta é sobre animais de estimação. O primeiro que ela leu foi Marley e Eu. Depois, ela comprou Dewey, um gato entre livros. De presente eu dei As Nove Vidas de Dewey - que comprei na feira do livro esse ano. Ela também tem Minha Vida com Boris, que é a história do cão guia.

Dessa prateleira, o último que ela leu foi Jane Eyre , de Charlotte Brontë (que irá me emprestar). Ela recomendou esse livro às minhas irmãs, claro que nenhuma delas se prontificou a seguir seu conselho. Elas dizem que não têm tempo. Minha mãe retruca e diz: Eu também não tinha, mas arrumei tempo para ler. É só querer.

De Natal, nós, filhas, a presenteamos com O Diário de Anne Frank, As Aventuras de Tom Swayer (ela adorou ler também As Aventuras de Huck Finn), A Cabana e A Abadia de Northanger (que não está nesta foto porque está na minha prateleira :) )
Falta, também, outro livro que ela emprestou para minha irmã Água Para Elefante.

Fora esses livros, ela já leu alguns (muitos) dos meus, como A Espera de Um Milagre, que, assim como Jane Eyre, a fez perder o sono pós-almoço por estar muito interessante.

Uma das coisas que me dão orgulho e ficará marcada na minha memória, é poder sentar ao lado dela e fazer companhia na leitura. Acho isso perfeito. Minha mãe, uma leitora assídua!

Vou deixar aqui a lista de livros que ela leu somente esse ano, de janeiro até agora:

- Bravura Indômita
- Diários de Uma Paixão
- As Aventuras de Tom Swayer
- A Cabana
- A Abadia de Northanger
- O Diário de Anne Frank
- O Guardião de Memórias
- Emma
- As Nove Vidas de Dewey
- O Mágico de Oz
- De Moto pela América do Sul
- As Viagens de Gulliver
- Persuasão (ed. Zahar)
- Jane Eyre
- A Filha do Reverendo.. ela terminará ainda essa semana. De certo, olhará para minha prateleira e dirá: Humm, não tem nada para eu ler!


Amo minha mãe nerd.

25 de maio de 2012

"Quero ir aos cofres"...

Almoçando e fuçando a net! Leiam o que encontrei no IG.

Ósculos e Amplexos..


"Um imperador inconsequente, uma imperatriz isolada e, entre os dois, uma mulher segura de si. Assim a historiadora Mary del Priore classifica os três personagens principais de seu novo livro, “A Carne e o Sangue” (Editora Rocco). A partir de cartas inéditas encontradas no Museu Imperial, na cidade de Petrópolis (RJ), a obra retrata sob um novo olhar o triângulo amoroso formado por D. Pedro I, a imperatriz Leopoldina e Domitila de Castro, a marquesa de Santos, e os impactos políticos causados pelo romance.

De acordo com a autora, entre as descobertas sobre essa história já conhecida estão detalhes íntimos da relação existente entre o imperador e Domitila, carinhosamente chamada por ele de Titília. Em correspondências trocadas por ambos, D. Pedro assinava como “Demonão” ou “Fogo Foguinho”, desenhava o próprio pênis, às vezes ejaculando, e enviava pelos pubianos, considerados na época como prova de fidelidade.

“Nunca vi, nem em correspondências estrangeiras publicadas, cartas tão apaixonadas e derramadas. O tempo todo ele relembrava a vontade que tinha de estar nos braços dela ou as noites de prazer que passavam juntos. Quero ir aos cofres. Era essa a expressão que ele usava”, conta a historiadora.

Os bilhetes encontrados também revelaram, segundo Mary del Priore, a força e o poder que a marquesa de Santos possuía na vida de D. Pedro. Em uma das correspondências, o imperador escreveu: “Quero que vá para São Paulo”. “Vou quando eu quiser”, ela respondeu. “Estou mandando-lhe um cavalo”, enviou o monarca. “Seu cavalo vai ficar pastando no meu jardim”, retrucava Domitila, descrita como bela, com pele acetinada e sem marcas de varíola, uma massa de cabelos escuros e brilhantes e uma boca pequena, mas “bem mobiliada” de dentes.

“Domitila não media palavras. Você vê a solidez de uma relação pautada pela intimidade, que não respeita hierarquia e nem regras de etiqueta”, avalia a autora. “Ela era fruto de um meio. São Paulo na virada do século 18 era uma cidade sem homens, que estavam nas minas ou lutando contra os espanhóis. Isso forjou uma população feminina muito autônoma e de uma disponibilidade sexual que na corte era escondida. A marquesa de Santos não era uma piriguete e, sim, uma mulher segura de si, do que queria e do seu corpo”.

Se as cartas inéditas utilizadas em “A Carne e o Sangue” revelam uma postura vigorosa e autônoma da marquesa de Santos, por outro lado, elas também apresentam uma Leopoldina solitária e abandonada. Um perfil bem diferente de como os livros escolares a descrevem - como uma participante ativa na vida política brasileira. Mary del Priore encontrou cartas escritas pela imperatriz no final da vida que revelam uma mulher que fala da sua depressão e seu sofrimento psíquico decorrentes do adultério do marido.

“Isso jamais havia sido tratado. A imperatriz descobriu estar em uma relação conjugal onde exercia o exclusivo papel de reprodutora. Ela não conseguiu conjugar nenhuma ligação de espírito e alma com D. Pedro e foi se afastando progressivamente do cenário social”, diz a autora. “Nas cartas, Leopoldina dizia ter horror a sexo. Achou que o imperador fosse gostar dela por suas qualidades morais, não pela cama e nem pela beleza física”.

Um dos episódios mais dramáticos na vida da imperatriz – cansada das traições do imperador – é descrito no livro. Com a morte do pai de Domitila, D. Pedro desapareceu do palácio e foi para a casa da marquesa para consolá-la. Leopoldina escreveu, então, para o pai, o último soberano do Sacro-Império Romano-Germânico e imperador da Áustria, Francisco I, pedindo para ir embora. “Estava em desespero total. Mas D. Pedro contornou a situação, passou algumas noites com ela e deu um anel com corações entrelaçados”, relata Mary del Priore.

Inspiração equivocada

Quando se casaram, D. Pedro tinha 19 anos e, Leopoldina, 20. Ela, descrita como uma moça gorda, bochechuda, com olhos azuis brilhantes, mãos rechonchudas, pele cor de creme, nem bonita e nem feia, queria um companheiro para tocar música, fazer caçadas e empalhar bichos. Ele era conhecido pelo assédio que fazia às mulheres. “Nenhuma mulher se negava a D. Pedro, não só por ser príncipe, mas por ser fogoso”.

Seu relacionamento com Domitila teve início em agosto de 1822, durante uma viagem a São Paulo para acalmar os ânimos do governo da província. O imperador já havia rompido com Portugal ao dizer que ficaria no Brasil. Com o aumento da intensidade da relação, Dom Pedro decidiu levar a concubina e os filhos de seu primeiro casamento para a corte, dando-lhe o título de marquesa.

“Inspirado em monarcas como Luís XIV, D. Pedro decidiu levar para a praça pública sua vida privada. A vida sexual dos reis era sinônimo de força e virilidade no Antigo Regime, mas o movimento liberal da Revolução Francesa acabou com isso. De forma atrasada, o imperador transferiu esse costume para o Brasil e focou na Domitila, mas não contava com a reação do povo”, conta Mary del Priore.

Com o romance extraconjugal escrachado, o povo se opôs a D. Pedro e Domitila passou a ser tratada como inimiga número 1 de todos. Quando Leopoldina morreu, as pessoas pensaram que a marquesa de Santos a havia envenenado e foram até sua casa para apedrejá-la.

“Mesmo Luís XIV, que teve todas as amantes do mundo, dormia toda a noite com a própria mulher e jamais perdeu o respeito público por ela. Não era o caso do imperador D. Pedro”, avalia a historiadora. “O imperador dizia que fazia amor de matrimônio com a Leopoldina e amor de devoção com a Domitila. Ele separava bem a carne do sangue, o que justifica o título do livro”.

Enfraquecimento político e término do romance

Devido ao romance com Domitila, D. Pedro enfrentou problemas em encontrar uma segunda esposa, após a morte da primeira. O pai de Leopoldina o chamou publicamente de canalha e tentou barrar todas as princesas austríacas ou alemãs de se casar com ele. Para amenizar a situação, a marquesa de Santos teve que ser afastada do Rio. “D. Pedro pediu para ela fingir que tinha ido e disse: isso é só para eu arranjar uma mulher. Depois você volta”, conta a historiadora.

Ele só conseguiu casar com Maria Amélia, uma jovem que não era princesa de sangue, sem prestígio na Europa. “Desse ponto de vista, ele não fez um bom casamento. Mas quando viu chegar uma menina linda de 16 anos, ele que era um verdadeiro ‘womanizer’, pirou. Isso foi o que define a derrocada da marquesa de Santos”, relata Mary del Priore.

“O insucesso da Guerra Cisplatina, o fato dele se tornar cada vez mais autoritário e a dissolução da Constituinte, somado a essa vida escrachada colaborou para que ele voltasse a Portugal, abdicando o trono para D. Pedro II. O imperador calculou mal suas ações e foi inconsequente”, finaliza a autora".

Fonte integral: IG

5 de maio de 2012

Ditado Popular..



Uma das minhas irmãs usa essa expressão popular: "agora, Inês é morta". Seu eu peço (muito) algo que ela não pode fazer, minha irmã diz: "Agora, Inês é morta!". Sempre acho engraçado, e agora resolvi procurar algo na net para esclarecer o tal dito popular. Eis a explicação: achei no blog Recanto das Letras, escrito por FERNANDO KITZINGER DANNEMANN.


INÊS É MORTA


Inês de Castro (1320-1355), prima do Infante D. Pedro (1320-1367), depois Pedro I, rei de Portugal, era dama de companhia de Constança, esposa do príncipe. Um dia, quando este a viu, ficou tão atraído por sua beleza que acabou se amasiando com ela, mas o rei Afonso IV, pai de Pedro, insatisfeito com aquela situação, mandou que a recolhessem a um castelo na fronteira com a Espanha, onde a dama continuou a receber notícias do amante. Em 1345 Constança morreu, e então o príncipe, contra as ordens do pai, chamou Inês de volta e a instalou em sua casa, onde viveram maritalmente e tiveram quatro filhos.

Mas o rei Afonso conhecia a ambição dos parentes de Inês, e por isso começou a alarmar-se com o crescente poderio da família Castro. Esse fato, mais as intrigas que fervilhavam em todo o reino, fizeram o rei decidir matar Inês e seus filhos, entregando a Álvaro Gonçalves, Pêro Coelho e Diogo Lopes Pacheco, seus conselheiros, a responsabilidade pela execução. Ao tomar conhecimento do crime o príncipe reuniu seus homens e foi atrás dos assassinos, mas sua mãe o fez assinar com o pai um tratado de aliança que impediu momentaneamente a execução da vingança desejada.

Com a morte de Afonso IV a ferida foi reaberta, e Pedro, coroado rei em 1357, finalmente prendeu dois dos criminosos (pois Diogo, o terceiro, fora avisado a tempo e conseguira fugir), submetendo-os a suplícios de extrema crueldade. Por outro lado, a reabilitação de Inês de Castro revestiu-se de uma imponência nunca vista, já que seus restos mortais foram levados para o mosteiro de Alcobaça entre alas de servos empunhando grandes velas acesas, para ocupar um dos túmulo que, com o de Pedro I, constituem duas obras primas da escultura sepulcral portuguesa da Idade Média.

Mas as lendas sobre a morte e coroação post-mortem de Inês de Castro são de origem literária, como acontece em "Os Lusíadas", de Camões, e na tragédia "Castro", de Antonio Ferreira, uma vez que sua história serviu de tema para tragédias, poesias, romances e estudos escritos em português, espanhol, francês, inglês, italiano e holadês. A expressão “agora é tarde, Inês é morta”, hoje em aplicada nos casos em que a solução do problema só aparece quando o desenlace já aconteceu, tem muito a ver com a frase célebre de Camões ao se referir a Inês de Castro: “a que depois de morta foi rainha”.


Tudo é Vaidade!

2 de maio de 2012

Parentesco ...

Aaah! Achei muito propícia essa reportagem! Quem é fã de Jane Austen e gosta ou conhece um pouco da história da duquesa de Cambridge com certeza sempre imaginou que a história real dessa moça seria uma boa história contada por Jane Austen!



Londres - Kate Middleton, a esposa do príncipe William, é parente distante da romancista britânica Jane Austen, anunciou na terça-feira o site de genealogia Ancestry.com.

O site disse que a nova duquesa de Cambridge e a autora de "Orgulho e Preconceito" são primas de 11o grau graças a seu ancestral comum Henry Percy, que foi o segundo conde de Northumberland e viveu no século 15.

O grupo de pesquisas de história familiar disse que a ligação entre elas condiz com Jane Austen, muitas de cujas personagens femininas se apaixonam por homens de escalão social mais alto ou aspiram casar-se com eles.

Middleton, 29 anos, plebeia sem qualquer passado aristocrático, casou-se com o príncipe William, segundo na sucessão ao trono britânico, em abril, após nove anos de namoro. Agora ela é conhecida formalmente como Catherine, duquesa de Cambridge.

"É muito interessante descobrir este vínculo entre a duquesa de Cambridge e Jane Austen, já que, sob muitos aspectos, Catherine é uma versão moderna das heroínas de Jane Austen: uma moça de classe média que se casa com o futuro rei da Inglaterra", disse Anastasia Harman, historiadora familiar principal da Ancestry.com.
"Jane Austen pode ter escrito histórias em que as pessoas se casam e vivem felizes para sempre, mas Catherine, ao que parece, encontrou um herói de não ficção com quem passar sua vida - para muito além do epílogo de um livro", acrescentou Harman.

Nascida na Inglaterra em 1775, Jane Austen é uma das romancistas e autora de sátiras sociais mais famosas do mundo, com livros como "Razão e Sensibilidade", "Emma" e "Persuasão". Ela nunca se casou.

Reportagem: Revista Exame

Príncipe William, aspirante
a Mr. Darcy ;)

6 de março de 2012

Escrevo-te essas maus traçadas linhas ...



Uma carta escrita pelo rei Henrique VIII e um documento anunciando o nascimento de seu único filho foram encontrados no noroeste da Inglaterra e estão expostos na região de Manchester. Os documentos, que datam do meio do século 16, foram descobertos em uma casa histórica do século 17, a Dunham Massey.
A administradora do local, Katie Taylor, encontrou os papéis em um arquivo de cartas. Especialistas já confirmaram a autenticidade dos documentos. A carta e o documento são para George Booth, avô de sir George Booth, que construiu a casa no século 17.
A carta é de 1543 e é um pedido do rei Henrique VIII para que os proprietários de terras recrutem soldados junto aos seus inquilinos para lutar contra os escoceses. O documento, escrito em nome de Jane Seymour, uma das mulheres de Henrique VIII, anuncia o nascimento do único herdeiro do rei, o futuro rei Eduardo VI.
A rainha Jane, terceira esposa de Henrique VIII, morreu devido a complicações do parto menos de duas semanas depois do nascimento do filho. Henrique VIII teve seis esposas e um de seus divórcios, de Catarina de Aragão, para que ele pudesse se casar com Ana Bolena, causou o cisma entre os anglicanos e a Igreja Católica, em 1534.
Assinaturas
Katie Taylor afirma que encontrou os documentos cuidadosamente arquivados na mansão antiga. "Estava examinando as cartas no arquivo, e estas duas assinaturas chamaram minha atenção", disse. "Eu tinha quase certeza de que uma era assinada pelo rei Henrique VIII, e a outra, escrita em nome da rainha Jane Seymour".
"Cada uma das cartas foi escrita em um papel muito grosso e pesado, e ambas foram mantidas prensadas e arquivadas cuidadosamente", acrescentou. Os documentos estão expostos na região de Manchester como parte das comemorações do ano do Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth II.

(ipsis litteris Fonte: Terra, 06/03/12)

Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...