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9 de junho de 2019

Décima Terceira leitura..



Olá, leitor anônimo!!

Sinto muito não corresponder às leituras que faço e demorar para escrever por aqui ! Se lhe apetecer, tenho uma conta deste blog no Intagram, caso queira me acompanhar por lá! 

Minhas leituras ficaram um pouco lentas desde o mês de Abril. 
Eu não tenho por hábito ler rápido para cumprir metas de leituras; mas não gosto quando a leitura, por algum motivo atrasa. Eu sei que estão atrasadas quando eu me dedico mais a uma função e as deixo de lado. 
Como eu havia dito, a mudança trouxe alguns dias pesados de trabalho e, também, a minha dedicação ao meu quebra-cabeça não me deixou envolver muito pela última leitura (Excalibur).

Comecei a leitura de Excalibur dia onze de maio e fui terminá-la somente dia três de junho. E terminei porque tinha que terminar - eu não queria fechar trinta dias com um mesmo livro. Portanto, as últimas páginas foram lidas sem muita paixão.

Algumas passagens me deixaram presa na leitura. A segunda parte do livro teve seus altos e baixos. Cornwell descreveu (muito) sobre como era a vida em um cerco de batalha. Eu achei que havia detalhes demais - mas talvez seja somente eu. 
Os detalhes de como foram negociadas as tentativas de "paz", como a vida em um lugar pode tornar a existência efêmera - uma diarreia pode matar metade de um pelotão aquartelado em um terreno úmido e pantanoso. 
Mas, quando Artur chega a escuridão se torna dia. 

Como eu gostei muito do segundo livro - além de ele conter a história de Tristão e Isolda. Gostei de ler um Artur mais "pistola" e menos misericordioso com todos - principalmente com os filhos gêmeos dele (ô cria de choca!).

Porém, o livro três tem suas delícias: Lancelot vai para a batalha e Derfel o encontra. O caso de como Derfel perdeu a sua mão também é muito boa e de como se tornou cristão. Merlin também é fantástico neste livro. E claro, Artur é sem igual.
Eu ainda não me perdoou por gosta de Guinevere!

Quero terminar com um trecho que gostei muito de ler -  e o li para meu marido que também gostou dele:
"A parede de escudos se rompe e a morte governa, e assim matamos até termos os braços cansados demais para levantar uma espada, e quando a matança terminou vimo-nos num  pântano de sangue (...). Procuramos amigos vivos e os abraçamos, vimos amigos mortos e choramos por eles. Conhecemos o delírio da vitória absoluta, compartilhamos as lágrimas e o riso, e alguns homens, cansados como estavam,  dançavam de pura alegria (...). Porque tínhamos vencido. Tínhamos transformado os campos junto ao rio num matadouro. Tínhamos salvado e realizado o sonho de Artur. Éramos os reis da matança e os senhores dos mortos, e uivávamos nosso triunfo sangrento para o céu.
Porque o poder dos saxões estava partido".
E essa batalha - e as outras que existiram nestes três livros - era travada para manter o inimigo interno e externo fora das terras britânicas; mas a maior de todas as batalhas era feita pela fé. O cristianismo crescente sufocava o druidismo. Na verdade, a fé cristã matou (literalmente) qualquer um que se opusesse a ela. Era a ordem de Deus que a Britânia ficasse livre da religião pagã para que Cristo pudesse voltar para terra e torná-la um lugar de paz - mas para isso era preciso se livrar de todos os pagãos. E os pagãos mataram quantos cristãos (e pagãos) puderam para trazer os deuses primevos para sua terra - que era abençoada antes da chegada dos inimigos e, principalmente, antes dos cristãos chegarem. 

Eu gostei muito destra trilogia - e foi ela, até agora, a leitura mais pesada que fiz de um livro de Bernard Cornwell. A história é muito antiga, muitos lugares e nomes (o que deixa o leitor um pouco tonto no primeiro livro). A história é diferente daquelas que já li em A Busca do Graal e muito diferente de Crônicas Saxônicas.  Mas ainda é boa, ainda é Cornwell.

Omnia Vanitas 💀




11 de maio de 2019

Décima Segunda leitura..


Olá, leitor anônimo! 

Antes de começar, quero deixar registrado que uma roçadeira está trabalhando de maneira frenética do outro lado da rua! O barulho já está na minha mente e, se algo que eu escrever sair mais estranho do o normal, sinta-se avisado! 

Fim de mais uma leitura! E foi uma leitura bem complicada. Deixe-me explicar, sonoro leitor!

A leitura de Morte de Reis começou no dia dezoito de abril. A história começou boa! Uhtred já estava na mira da espada de algum desavisado, Alfredo ainda estava na fase "um morto muito louco" - não sabia que ficava neste mundo ou ia para o outro - e, para variar, colocou Uhtred em mais uma missão sem sentido. 
E como bom cachorrinho, Uhtred foi!

  1. Adendo: o livro cinco me cansou por causa dessa submissão do protagonista ao chefe maior do Estado de Wessex! Coisa-chata! O saxão-dinamarquês se tornou um cachorrinho (malcriado, mas ainda cachorrinho) nas mãos de Alfredo. 


Mas, nesse meu entremeio de leitura, houve (mais) uma mudança de endereço, uma viagem com os amigos para uma final de semana na praia (apesar de todos morarem na praia rsrs) e, também, o trabalho. Cansaço e mais cansaço e uma dose de estres; e minha leitura ficou completamente comprometida quando eu trocava os nomes e esquecia as razões para que isso ou aquilo estivessem acontecendo. Dia vinte e três de Abril eu estava na página e sessenta e resolvi voltar para a primeira página. Então, comecei a me dedicar a ler com mais atenção - mesmo ainda estando em meio a arrumações, viagens de ônibus e visitas familiares. 
E, terminei a leitura muito satisfeita - comigo e com o livro.

A trama do livro seis foi muito melhor! 

Como já escrevi, a história começa com a faca-entre-dentes. A cada passo que Uhtred dá a trama fica mais envolvente. Os inimigos e traidores se juntam para derrubar Wesssex e os dinamarqueses estão cuidando das marionetes para que tudo saia como eles planejaram. Mas sempre haverá Uhtred, o Guerreiro de Wessex! (rs). A fama do protagonista está cada mais forte; seu nome está firmado como um grande guerreiro sob a alcunha de O Ousado. E acredite, ele o é !  
Entre feiticeiras e anjos, na guerra e na paz, entre reis e guerreiros, Uhtred encontrará uma brecha para desconfiar de tudo e confiar em poucos. 

Para terminar, a Nota História, apesar de conter pouco mais de três páginas, ainda é um deleite sobre toda a fantasia de Cornwell.

Omnia Vanitas! 💀

17 de abril de 2019

Décima primeira leitura..


Olá, desconhecido leitor!

Fim de mais uma leiturinha!

O segundo livro de As Crônicas de Artur é muito, mas muito bom! Adorei! Desde a primeira página eu já estava cativada pela narrativa das aventuras desse rei sem trono; apesar de ter dificuldade em entender a segunda frase:
Este é o último dia do ano que passou.
E, mesmo lendo agora, ainda não entendi o seu significado.

Vida que segue!

O Inimigo de Deus (título do segundo livro) narra a história da busca por um dos tesouros da Britânia que Merlin mencionou no livro um e, para minha enorme satisfação, acontece a história de Tristan (Tristão) e Isolda. Eu estava esperando pela chegada desta história desde o primeiro livro. Fiz a leitura com muito prazer e li sem nenhuma pressa de terminar.
A recordação que tive da história deste casal é que tive muita raiva deles na primeira leitura - em um conto separado publicado pela editora Martin Claret.
Eu era pró-Mark (o marido de Isolda). Eu não via nenhum "amor" entre eles (T&I) porque o sentimento vinha de uma poção mágica que ambos beberam. 
Na minha concepção romântica, não foi algo que brotou espontaneamente entre .
Em O Inimigo de Deus  eles parecem mais apaixonados do que amaldiçoados.
No seu universo só havia espaço para Isolda.
Outro fator que chamou a minha atenção foi a idade de ambos. Tristan tinha quarenta e Isolda era uma menina de quinze anos. Tão jovem que Derfel, o narrador das crônicas de Artur, a chama de esposa-criança.
Confesso que achei sexy esse Tristan quarentão ...mas quinze! Para os dias atuais é uma aberração, mas no século V essa menina já teria, no mínimo, dois filhos nascidos e talvez grávida do terceiro - se não morresse no parto.
Outro trecho que chamou minha atenção foi quando Derfel encontra o pai de Isolda meses depois da morte da jovem: ele não lembra de quem era ela. Ele tinha várias filhas:
Voltei a virar-me para Oengus.
- Desembainhei uma espada por ela, meu Rei e Senhor.
- Fez bem, Derfel - disse ele descuidadamente - fez bem, mas não tem importância. Tenho várias filhas. Nem tenho certeza se consigo me lembrar de qual delas era Isolda. Uma coisinha magricela, não era?
- Uma menina linda, meu Rei e Senhor.
Ainda neste conto de T&I, o rei Mark tem outro caráter. Na edição publicada pela Martin Claret*, o marido traído parecia um homem devotado à sua jovem esposa. E, nesta leitura de Cornwell, ele é um rei que se entedia quando sua esposa completa dezenove anos. Por coincidência, todas morrem quando atingem a idade inapropriada para o velho rei. 

Neste livro aconteceram algumas batalhas e tramas e traições que deixaram a narrativa com um gosto de "quero mais" em cada capítulo - um frio na barriga sobre o destino de cada personagem. 

Eu adorei! Mas, minha próxima leitura voltará para Uhtred de Bebbanburg ! 💗  O livro seis "Morte dos Reis" chegou hoje - para meu delírio! 

O destino é inexorável - já dizia Merlin.





*Béroul, Thomas (troveiro anglo-normando do século XII), Gottfried von Strassburg e o francês J. Bédier

14 de abril de 2019

Crônicas Saxônicas .. de O Último Reino à Terra em Chamas


Olá, esquecido leitor!!! 

Sinto muito por não cumprir meu papel de escrever neste blog ao terminar uma leitura; ando um pouco desleixada com esta tarefa.

Eu já publiquei alguns textos sobre Crônicas Saxônicas, mas nunca deixei nada sobre cada livro específico. Lástima! 

Hoje tudo vai mudar ! Estou aqui para escrever um pouco sobre cada leitura da saga (até o quinto livro).

Para começar, eu preciso declarar porque eu estou lendo Bernard Cornwell como "se não houvesse amanhã". Eu não sei responder por qual motivo isso está acontecendo. Minha programação para 2019 era reler livros das irmãs Brontë, de Jane Austen e Elizabeth Gaskell. Mas daí isso aconteceu e tudo mudou ! E, de quebra, coloquei a leitura de As Crônicas de Artur para "rodar" também. Ou seja, estamos no mês de Abril e dos onzze livros que li até agora, seis são escritos por Bernard Cornwell.

Sem mais delongas, deixe-me escrever sobre minhas observações sobre cada livro de Crônicas Saxônicas. 
Veja bem, enrolado leitor, por ser uma história contínua, eu não consigo definir qual é o livro correspondente a história. Para mim é um bolo só: se tal história aconteceu no livro dois ou no livro três eu não sei - tenho que pegar o livro nas mãos e ler um trecho da trama para saber "onde estou".

Livro um: O Último Reino 
Período de leitura: XIII.XII.MMXVIII à I.I.MMXIX
(última leitura de 2018)

A família de Uhtred sofre com o ataque dos dinamarqueses em Bebbanburg. O jovem Uhtred é morto e seu irmão, Osbert toma o nome do irmão morto e se torna o novo Uhtred da família. Este personagem-narrador da história sobre como os dinamarqueses tentam capturar o último reino saxão: Wessex.
Como minha experiência com a trama começou com os dois primeiros episódios da série The Last Kingdom, eu buguei algumas vezes na leitura. Na série, Uhtred fica "moço" muito cedo; no livro isso acontecerá somente na segunda parte (página 220) do livro - e bem-bem-bem lá para frente. Nesta segunda parte ele ainda tem 16 anos. Então, enquanto na minha mente havia um belo homem formado, na leitura era um piá de 13! Muitas vezes, antes de chegar na idade de Uhtred, eu repetia para mim mesma: ele só tem 13! Ele só tem 13! Ele só tem 13! - para tentar não confundir as figuras de cada Uhtred!
A data da narrativa começa em 866 e termina em 877.
Ah! E na primeira página da história, ainda no prólogo, a seguinte citação é feita:
É a história de uma mulher e de seu pai, um rei.
Eu não sei como ficou isso na série, mas no livro essa mulher aparece algumas vezes em fases diferentes - e se concretiza no livro cinco. Tão fofo! Bom, e o rei é o Alfredão, claro!


Livro dois: O Cavaleiro da Morte
Período de leitura: II.I.MMXIX à XII.I.MMXIX
Primeira leitura 2019

O velho Uhtred define o jovem Uhtred de vinte anos como "arrogante, imbecil e cabeça-dura". Isso não muda muito ao longo dos outros livros. Acrescente, apenas, que ele tem muita sorte e, se alguém escorregar durante uma batalha, Uhtred crava a espada no desastrado. 
Uhtred é papai de um meninão. Seu casamento é razoável até que sua esposa se concentra mais nos padres do que nele. 
Alfredo refugia-se em um pântano para reunir seus guerreiros e fazer alianças não perder Wessex para os dinamarqueses. Por pura sorte, Uhtred o encontra e ambos elaboram um plano para contra-atacar. 
Eu senti muita raiva de Alfredo na última batalha. Enquanto Uhtred esta lá na frente na base do 
"Uhhhhrrrr!!! Uhhhhhrrr!! Uhhhhhrrrr!!", o rei ficava em seu cavalinho olhando para tudo e pensando o que fazer! Fiquei com raiva e tentando dizer: "Vai pra guerra, seu bosta!".
A batalha final é maravilhosa! Eu fiz a leitura desta luta enquanto eu estava no ônibus e tive que conter a emoção para não gritar e rir alto! Lembro de estar com os olhos cheios de lágrimas e braços arrepiados pela comoção que a leitura me trouxe! E foi neste livro que me despedi de um personagem querido na trama! 😢

Livro três: Os Senhores do Norte
Período de leitura: XII.II.MMXIX à XXI.II.MMXIX
Sétima leitura 2019

A narrativa começa no ano de 878. Uhtred decide, de novo, abandonar Alfredo. Ele encontra um novo rei e sua irmã. A sorte parece abandoná-lo e o simpático rei Guthred, também. Dois anos em uma navio escravo o torna amigo de Finan - amigo leal que o seguirá em sua jornada. Uhtred até tenta fugir de Alfredo, mas Alfredo o busca novamente. É neste livro que ocorre o resgate de uma personagem perdida no livro um; e, também uma vingança que aconteceu lá no primeiro livro se concretiza. Eu esperei muito por isso.
Foi neste livro que eu decidi adiar minhas aulas de natação! 💗

Livro quatro: A Canção da Espada
Período de leitura: VII.III.MMXIX à XVI.III.MMXIX
Nona leitura 2019

Ano de 885. A filha de Alfredo se casa. Uhtred está casado com Gisela (livro três) e já é papai de algumas crianças e, claro que o filho mais velho se chama Uhtred. Uhtred pai ainda odeia Alfredo mas ainda o serve. Os nórdicos são um problema para o rei de Wessex; e um velho desafeto de Uhtred reaparece na trama. Eu sei, Uhtred tem vários desafetos, pode-se nomear vários padres nesta lista (vide o padre Asser!). 
E é nesse livro que eu fico maravilhada com a surra e safanões que Uhtred dá no pau-mandado Aldhelm - queridinho do genro de Alfredo, Aethelred - sinto muito nojo desse homem! Segue a descrição da surra:
Você se chama Aldhelm - disse eu. - Só Aldhelm, e eu sou Uhtred, senhor de Bebbanburg, e você me chama de "senhor".
(...)
- Seu desgraçado impertinente - disse ele, em seguida tirou uma faca de uma bainha na cintura e tentou acertar minha cintura.
Quebrei o queixo de Aldhelm, o nariz, as duas mãos e talvez duas costelas antes que Egbert me afastasse. Quando Aldhelm pediu desculpas a Gisela, fez isso cuspindo dentes através do sangue que borbulhava.
Eu gostei, também, deste livro, mas o final ficou em aberto em certas questões. Eu sei que algumas coisas não precisam ser explicadas "tim-tim por tim-tim"; mas passar o traço em algumas demandas  relevantes foi um pouco forçado - pelo menos na minha opinião.

Livro cinco: Terra em Chamas
Período de leitura: XVIII.III.MMXIX à I.IV.MMXIX
Décima leitura 2019

Este não foi um livro que me encantou muito no ínicio (e no meio). A história parecia muito repetida: Uhtred odeia Alfredo. Alfredo odeio Uhtred. Os padres odeiam Uhtred (menos os queridões Beocca e Pyrlig). Uhtred odeia todos os padres (menos os queridões Beocca e Pyrlig). Então, ele abandona Alfredo - desta vez o motivo foi admissível. 
Skade, uma mulher insuportável e nojenta entra na trama! Eu juro que não entendi a utilidade dela! O mulher nojo!!!! 
Uhtred corre para os braços de Ragnar. Brida não é tão receptiva quanto o companheiro; porém, mostra-se mais ambiciosa e estrategista.
Notei que a religião tornou-se uma das motivações para as batalhas, nos outros livros sempre houve a questão por terras e tudo mais. Porém, neste volume, o cristianismo está mais expandido - incluindo entre os dinamarqueses - e, para combater "essa praga", destruir o reino-mestre é fundamental: Wessex (sempre Wessex, o último reino em pé).
 A tal mulher do livro se revela - apesar de estar "na cara" durante todos os livros. 
O desafeto do livro quatro escapa de novo! 
Fiquei animada!

Esta publicação ficou um pouco longa! Sinto muito! E, por ser um resumão, eu tentei manter o mistério e não trazer detalhes sobre as tramas. 
O livro seis e sete estão à caminho! Estou terminando a leitura de O Inimigo de Deus, o segundo livro da trilogia As Crônicas de Artur. 

É isso aí, pessoa(l).




8 de março de 2019

Oitava Leitura..



Olá, anônimo leitor 

Ontem, eu terminei a minha oitava leitura do ano. O primeiro livro da trilogia de As Crônicas de Artur - O Rei do Inverno. 

Detestei Artur! Pai sem autoridade, homem sem palavra. Mas adorei Merlin!
Um adendo: para aqueles que leem a série Crônicas Saxônicas ou a série The Last Kingdom, certamente conhece a frase "O destino é inexorável". Esta frase, senhoras e senhores, é usado por Melin em As Crônicas de Artur (publicado pela primeira vez em 1995). 

Bernard Cornwell - o autor desta trilogia - apresentou um Artur sem muita fantasia. E, se o leitor reparar bem, a história conta algumas lutas e aparições deste líder britânico que não figuram muita importância. 
A história é narrada por Derfel - atual monge e saudosista arturiano. Todo o conhecimento de Artur é baseado neste personagem - que, segundo Cornwell em sua nota histórica, existiu um guerreiro arturiano que tornou-se monge; porém, pouco se sabe dele por não haver registros.

E essa falta de documentação histórica concreta não permite que a construção da época e dos personagens da trama sejam descritos com mais precisão. Esta ausência de material permite que a criatividade humana insinue ações e crie personagens - entre estes últimos está o famoso Lancelot e até mesmo o druida Merlin.

A história deste primeiro livro apresenta uma Bretanha invadida por saxões logo após a saída dos romanos deste território. E, para minha surpresa, havia parede de escudos nesta época ! Uwiii!! 
Artur não é rei, como retratam algumas lendas sobre ele. Artur é filho ilegítimo do falecido rei Uther e guardião do novo rei (criança) Mordred. O desejo deste filho bastardo é tornar a Bretanha unida contra os saxões. E é este fato que o torna famoso depois de muitos séculos (mesmo sem saber se este era seu nome e se isto foi realmente possível).
Em busca da tão desejada "paz entre as nações", Guinevere entra no seu caminho. "Adios", Paz!
Enlouquecido de amor pela princesa Guinevere, Artur abandona seu compromisso de casamento com a filha do rei de Powis e junto toda a possibilidade de paz entre os reinos. 
Foi aí que eu comecei a detestar Artur e a enojar a seu desejo de ter paz. Toda vez que ele fazia um muxoxo dizendo "a culpa é minha" eu retrucava: "É mesmo, seu bosta! Muitos morrem para você ir para cama a cadela da Guinevere".
Eu, também, detesto Guinevere. Mulher dissimulada, ardilosa, causadora de intrigada. Eu creio em casa palavra de Gorfyddyd contra essa mulher.  E nesta lista de "ranço" eu coloco Lancelot. Homem medíocre, mentiroso, mimado! No meu ranço completo, esse trio se merece: Artur, Guinevere e Lancelot.

Rancidez à parte, a história é muito boa, mostrando um reino em busca de equilíbrio: político, geográfico e espiritual.

O livro dois,  O Inimigo de Deus, trará Derfel (um dengo de rapaz) em aventuras com Artur para buscar por peças místicas que farão dos britânicos aquilo que eles eram antes do romanos chegarem: felizes!




10 de dezembro de 2018

O que foi que eu fiz ?! ..



Neste último domingo, eu estava curtindo um descanso no sofá enquanto esperava o marido chegar do mercado, e, decidi escolher uma "coisinha leve" para distrair a atenção enquanto eu tricotava.
Foi aí que minha ruína começou.

Eu escolhi para assistir - sem intensão nenhuma de gostar - The Last Kingdom. Escolhi porque eu sabia que era baseado nos livros do Bernard Cornwell (por quem sou apaixonada). Escolhi porque eu tinha certeza que não iria gostar.. mas que ledo engano: adorei! 

Por muito tempo eu fiquei longe desta saga "As Crônicas Saxônicas" pois ela é composta por dez livros, por enquanto (o último foi publicado em 2017 - "O Portador do Fogo"). Eu sempre brinquei com os clientes do sebo quando o assunto remetia para sagas ou para Bernard Cornwell, dizendo: "Eu nem começo a ler 'Sharpe' ou 'As Crônicas Saxônicas' para não gostar e comprar todos os livros". 

Que imprudente fui em não seguir meu próprio conselho. Gostei do primeiro episódio! Tirei o livro da estante do Sebo e vou trocar pelo meu Umberto Eco que está em casa.
Logo nas primeiras cenas de Uhtred adulto eu lembrei de Thomas de Hookton mesmo não sabendo se o protagonista de "The Last Kingdom" tem a personalidade do arqueiro de "As Crônicas do Graal". 
Agora basta terminar a leitura de "A Volta de Sherlock Holmes" e começar com Bernard Cornwell.

Depois desse passo incorreto, o jeito é convencer o marido da importância de Uhtred na minha vida. 

Omnia Vanitas 💀

Uhtred (Alexander Dreymon), TheLast Kingdom, a série televisiva


2 de novembro de 2014

Azincourt



Eu sei que o que escreverei sobre Azincourt não deveria ser registrado, mas não posso deixar para trás esta leitura.

Bernard Cornwell é muito bom! Isso é indiscutível quando se trata de trabalhar a história dentro da ficção. E, sem deixar de mencionar que suas descrições de batalhas são arrebatadoras! É impossível querer fechar o livo antes da batalha terminar.

Outra coisa que eu acho interessante na literatura de Cornwell - pelo menos naquelas que tive o prazer de ler - são os seus clérigos. Você consegue odiar alguns (como o padre Martin - safado, cafajeste e cretino) e amar o padre Christopher e torcer para ele não morrer com a epidemia. 
Esse tipo de conotação eclesiástica lembra, para mim, muito Jane Austen - que sempre mantém seus clérigos como pessoas estúpidas e ignorantes (mesmo o pai dela sendo um deles).

Azincourt foi uma batalha, como outras descritas por Cornwell, vencida pela minoria. Lá estava o rei da Inglaterra (Henrique V) com seus soldados doentes e desnutridos e seus famosos e destemidos arqueiros. Eu sou apaixonada por esses arqueiros desde que conheci Thomas de Hookton em "A Busca do Graal". A descrição da atuação rápida de um arqueiro - e por vezes decisiva - em demérito ao besteiro é sensacional. Cinco flechas podem ser disparadas por um exímio arqueiro (como Nicholas Hook e Thomas de Hookton - que foram preparados desde a infância nesta arte) quando um besteiro dispara somente duas flechas. E, Cornwell é detalhista ao explicar quais flechas devem ser disparadas quando o ataque é contra um homem sem proteção de metal, ou protegido pela armadura ou disparada em um cavalo em movimento. A sensação que o escritor dá é que estou segurando o arco e disparando a flecha. Porém, o contrário também é verdadeiro - é possível sentir a flecha penetrando e rasgando carne e músculo. 

Antes de iniciar esta leitura eu li algumas críticas sobre a obra. Primeiro, os amantes do escritor exaltam qualquer linha que ele escreva: isso é perigoso quando se procura por um norte para a descrição precisa do que se trata. Segundo: há os insatisfeitos que pensam que tudo é mera repetição da obra anterior.
Então, precisei definir qual seria a minha visão. 

Aos entusiastas eu digo que Cornwell é muito bom, mesmo! Exímio escritor. 
Aos insatisfeitos eu respondo: quando se trata de escrever uma batalha dentro de guerra específica é impossível não se repetir. A Guerra dos Cem Anos (que durou em torno de cento e dezesseis anos), foi longa e exaustiva. Ambos os países estavam já devastados por esta praga ambiciosa que parecia não ter  fim. Logo, depois de anos (em comparação à época de Hookton com a época de Hook), pouquíssima coisa mudou na arte de guerrear - portanto, me prevalecendo de um título conhecido, respondo: não houve nada de novo no front . E, para aqueles que comparam meu querido Thomas de Hookton à Nicholas Hook - não há semelhança entre eles, exceto a profissão.

Enquanto Thomas de Hookton é um erudito, filho bastardo de um padre com uma governanta, Nick Hook é um guardador de pasto que mal sabe dizer o que significa a palavra "herege". Mas eu não desmereço Hook à Hookton. Ambos são fantásticos, arqueiros desde a infância, matadores e apaixonados por suas mulheres. Mesmo Hook tendo sua fé em uma fantasia - e a Inglaterra precisava disso para seguir em seu sonho que ganhar o território Frances; tão certo como a França precisou da sua "feiticeira" e guerreira Joana D'arc - Hook foi um exemplo (literário) de que a guerra possui seus mais diversos soldados e, no final, não é somente a inteligência que vence, mas a destreza no manuseio da arma.

No que diz respeito sobre  a quantidade de soldados que haviam para cada lado, os números não são exatos. Há historiadores que dirão que a Inglaterra possuía quase dez mil soldados contra os seis mil franceses em campo. Porém, em Cornwell, ele seguirá a linha de que para o batalhão de trinta mil franceses havia, somente, oito mil ingleses (três mil homens de armas e cinco mil arqueiros). 

Não há como precisar essa matemática de forma exata - cada qual contará sua vantagem. 

Termino este post dizendo que a Nota Histórica de Cornwell é minha parte preferida.

Omina Vanitas.




29 de junho de 2013

O Herege ...


"O nome dele era Thomas. Às vezes, Thomas de Hookton. Outras vezes era Thomas, o Bastardo, e, se quisesse ser muito formal, podia chamar-se Thomas Vexille, embora raramente fizesse isso. Os Vexille eram uma família nobre gascã e Thomas de Hookton era filho ilegítimo de um Vexille fugitivo, que não o deixara nem nobre nem Vexille. E, sem dúvida alguma, nem gascão. Ele era um arqueiro inglês.
Thomas atraía olhares enquanto caminhava pelo acampamento. Ele era alto. Cabelos pretos apareciam sob a borda do elmo de ferro. Era jovem, mas seu rosto fora curtido pela guerra. Tinha faces cavadas, vigilantes olhos pretos e um nariz comprido que fora quebrado numa briga e posto no lugar de forma errada. A cota de malha perdera o brilho devido a viagens, e debaixo dela usava uma jaqueta de couro, calções pretos e bota de montaria de cano longo, sem esporas. Uma espada embainhada em couro preto pendia de seu flanco direito, um embornal estava pendurado nas costas e uma sacola branca de flechas no quadril direito. Ele mancava muito de leve, sugerindo que devia ter sido ferido em combate, embora na verdade a contusão tivesse sido provocada por um religioso, em nome de Deus. As cicatrizes daquela tortura estavam escondidas agora, exceto quanto ao dano às mãos, que tinham ficado tortas e encaroçadas, mas ele ainda podia disparar um arco. Ele tinha 23 anos e era um matador". (página 22/3)

Minha paixão por Thomas só sabe aumentar! rs. Comecei a ler O Herege, ontem.

11 de maio de 2013

A Lista que não é a Schindler ..



Usei parte da minha manhã livre para atualizar minha lista de livros ainda não lidos. Sim, vaidade pura e descarada.
Porém, ela (a lista) precisava de uma ordem nova. Meu propósito de não comprar livros até chegar a metade da primeira lista foi um fiasco completo. Portanto, parei de me enganar sobre mim mesma.

Os livros que estão em vermelho são os que eu adquiri neste ano. Adicionei um pequeno espaço para os livros que emprestei para amigos - que permanecerão amigos se devolverem intactos os títulos que emprestei (risada).

Estou lendo "O Arqueiro" de Bernard Cornwell - que, por motivos acadêmicos e eclesiásticos, está com a leitura atrasada. Este é o décimo segundo livro que leio este ano.
Estou feliz que dos livros que comprei, poucos ainda estão na prateleira - considerando que "Novelas Inacabadas" e "Sentinelas do Apocalipse" foram adquiridos nesta semana:

- O Leitor (Bernhard Schilink) - início da leitura 22/1/13
- Shirley (Charlotte Brontë) - início da leitura 10/3/13
- Cinquenta Tons do Sr. Darcy (Emma Thomas) - início da leitura 8/3/13
- O Segredo e Lily Hart (Charlotte Brontë)
- O Professor (Charlotte Brontë)
- O Juramento da Duquesa (M. Pinheiro Chagas)

Na verdade, observando a lista que postei, posso desconsiderar "O Iluminado" e "A Máscara Vermelha" livros comprados.
"O Iluminado" foi uma troca - estava lendo "A Hospedeira" e desisti, fui até um sebo e troquei. Logo, não comprei.
"A Máscara Vermelha" foi um presente de grego dos meninos do trabalho - visto que eles pagaram o livro em troca de uma Coca-Cola (risada). Adoro eles!

Minha lista soma 49 livros que ainda não li. Que a força esteja comigo!

Bom, é isso aí, pessoal!


Omnia Vanitas!

15 de abril de 2013

Idem..


Encontrei essa reportagem no FB e decide aderir à ideia.

Até o final deste ano, estarei disponibilizando uma caixa desta em meu bairro. Escolherei um ponto estratégico, comprarei (e aceitarei doações) livros em geral e semearei boa cultura.

Deixo, agora, a reportagem extraída da página Viciados em Livros.

Tenham um bom dia!

Omnia Vanitas.


Olha que projeto legal! LITTLE FREE LIBRARY!

Apesar do tamanho exíguo, a ideia é grandiosa. Inaugurada em 2009 nos Estados Unidos, a intenção da Little Free Library é, como diz o nome, ser uma pequena biblioteca de graça, onde os livros circulam livremente. É uma biblioteca de bairro: pode ficar dentro de um café, por exemplo, ou no quintal de casa. A condição é que a casinha, feita com material reaproveitado, sirva como ponto de partida e de chegada de obras literárias.

O projeto, que inicialmente almejava algo em torno de 2.500 pontos, deslanchou. Se em 2011 os criadores Todd Bol e Rick Brooks festejavam a marca de cem bibliotecas, em 2013 viram o número extrapolar para seis mil, somando um total de dois milhões de livros trocados em mais de 32 países.

No Google Maps, há um mapeamento de todas as coleções registradas, incluindo três na África (bit.ly/JDzl7o). Na América do Sul, ainda não há nenhuma. A estimativa é que, seguindo esse ritmo, até o fim do ano o projeto alcance impressionantes 25 mil registros.

As pessoas que doam seus livros são encorajadas a escrever um pequeno bilhete apresentando o conteúdo. E os leitores seguintes, de preferência, devem adicionar suas impressões ao papel. A ideia é que a seleção seja formada por “títulos preferidos” — incluam-se aí romances e histórias infantis — e também por ensinamentos práticos, como manuais.

Para cadastrar uma biblioteca na Little Free Library em sua cidade, é preciso pagar uma licença no valor de US$ 35. O preço cobrado pela casinha varia, mas no site (littlefreeli brary.org.) há instruções completas para se construir uma (aí sim, de graça), usando elementos recicláveis e resistentes. A criatividade cuida do resto.


Fonte: O Globo - 12/04/13 - Por Alice Sant’anna

14 de abril de 2013

Pregação..


Antes de iniciar o motivo do post, quero deixar a reportagem sobre a foto acima, publicada no G1 em 01/abril/2013:


Após serem condenados à morte por crimes de homicídio, três homens foram mortos enforcados nesta segunda-feira (1º) no presídio central, a oeste da Cidade do Kuwait . Foi a primeira execução de um condenado no país desde maio de 2007, segundo o Ministério da Justiça do país. Policiais e oficiais da Justiça acompanharam as execuções.
Os homens eram um saudita (Faisal al-Oteibi), um paquistanês (Parvez Ghulam) e um árabe de origem não divulgada (Dhaher al-Oteibi). O último deles foi condenado após matar a mulher e cinco crianças e afirmar que era na verdade um Imã, um líder do Islamismo, aguardado há muito tempo.
Muçulmanos xiitas reverenciam o 12º Imã, Mohammad Al-Mahdi, que desapareceu no século X e cujo retorno é aguardado para salvar a humanidade.
A agência de notícias oficial do país, Kuna, citou um oficial de Justiça ao dizer que outras 48 pessoas condenadas no país estão no corredor da morte ou aguardam apenas a decisão final do emir sobre suas sentenças para serem executadas. A lei do Kuwait diz que o emir tem autoridade para trocar a sentença de morte pela prisão perpétua.
Há seis anos, o país parou de realizar execuções, mesmo com presos no corredor da morte, sem dar qualquer explicação a respeito.
O país já executou 69 homens e três mulheres estrangeiras desde que introduziu a pena de morte, em meados de 1960. A maioria das condenações era relacionada a assassinatos ou tráfico de drogas.

Ok. Terminei de ler O Condenado, de Bernard Cornwell, e adorei!!! Claro que não é um Dumas ou qualquer outro romance histórico contemporâneo do escritor francês, mas é muito interessante.
Enquanto lia, percebi que, ao contrário dos outros romances históricos, este tinha uma certa preocupação em informar o motivo para cada atitude, expressão linguística, localização e feitos em geral - coisa que não encontro em Dumas, ou nem se quer encontrei em Shirley (Charlotte Brontë); pois o leitor daquela época não precisava deste tipo de informação para entender o enredo - contrário à nós, leitores do século XXI, que precisamos ser esclarecidos para que possamos acompanhar e entender a riqueza da obra.

Gostei do senhor Cornwell. Hoje, inicio a leitura do primeiro livro da trilogia de A Busca do Graal, com O Arqueiro. Estou muito entusiasma, O Condenado teve um desfecho muito excitante. Pois, quando um livro faz com que eu mude de posição de leitura constantemente, é sinônimo de ansiedade pelo que está e irá acontecer. O Condenado me mexeu várias vezes.

Como teóloga, gostaria de deixar a pregação do pastor Horace Cotton (personagem real usado por Cornwell em O Condenado), mas não achei para baixar na net, e , como alguns pastores evasivos que querem impressionar ao invés transformar o ouvinte, este sermão é longo.

Comprometo-me, então, em, futuramente, digitar e postar o esdruxulo sermão do falso Cotton.



26 de abril de 2012

Ensaiando..

Oi!

Estou em meu horário de almoço e fucei uma livraria online (não vou pagar pau para e dizer qual foi há) quando vi mais uma obra de Bernard Cornwell.
Eu não tenho nenhum livro dele, mas estou assanhada à comprar um faz tempo.
O primeiro que chamou minha atenção foi "As Crônicas de Artur"


Parece ser uma trilogia gostosa de ler! Adoro as histórias sobre Camelot!
Outra trilogia que chamou minha atenção foi "A Busca do Graal"


Como não se apaixonar por todo o misticismo em volta dessa relíquia defendida por arqueólogos como Indiana Jones ;)

E agora eu vi essa saga mega power:


Confesso, que estou louca para adquirir uma delas, mas vou tentar ser prudente, pelo menos dessa vez, e pisar no campo de Bernard Cornwell mais levemente: Azincourt ou O Forte podem ser um bom começo!



Ah! Se quiser saber alguma coisa sobre Bernard Cornwell e não tiver nenhum preconceito com a Wikipedia, olha no link logo ali!


Tudo é vaidade!

Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...