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5 de outubro de 2020

A família Brontë..



Olá, obcecado leitor!

Eu não sei em que ponto da minha vida eu enlouqueci com as irmãs Brontë. Eu sou uma apreciadora das obras delas, mas parece que este ano, para ser mais exata em Setembro, elas me viraram de cabeça para baixo.

A primeira e última leitura que fiz dos livros que eu tenho delas em meu acervo, foi no ano de 2013. Li as três e, em 2015 eu li a Juvenília de Charlotte e Jane Austen. E por falar em Austen, também estou me devendo uma releitura dos seis romances (completos).
Voltando às Brontë; neste ano eu fiz a leitura anual de Norte de Sul da Elizabeth Gaskell. E, por ter uma assinatura no site Anne Brontë eu descobri que este livro da Gaskell foi inspirado em Shirley da Charlotte. Foi o que bastou para eu me decidir a ler os romances das irmãs - pelo menos compõem o acervo (parcial) na minha casa. E então comecei a fuçar mais sobre a família Brontë, assisti "lives" de pessoas que tem cátedra para falar sobre os Brontë, Gaskell e Austen. E cavocando um pouco mais, achei esse livro aí (da foto), que foi publicado no ano passado pela Faro Editorial. Busquei um pouco mais, achei um preço bem camarada no exemplar, convenci meu marido que minha vida dependia desse livro ..e voilà

Maria Brontë é uma figura silenciosa dentro da família Brontë: futura esposa de Patrick Brontë  e mãe de seis filhos - sendo que todos morrem em idade tão jovem (e prematuros) quanto a matriarca; deixando o marido, Patrick, como último a se despedir desta terra finita. 
Dois anos antes do seu casamento com o pastor Brontë (Prunty/Brunty), Maria Branwell tinha em seu poder um exemplar "The Remains of Henry Kirke White". No ano de 1812, ao se mudar para a terra de seu noivo, o navio que levava seu baú sofreu um naufrágio  que levou muitos bens pessoais para as profundezas do mar - porém, alguns foram recuperados pelo fato do acidente ter acontecido perto da margem.
Recuperado o exemplar, ele compôs a biblioteca e o imaginário de toda a família Brontë. Neste exemplar - que não foi apenas lido - foram anotados pensamentos dos leitores desta obra. 
No ano de 1861, após a morte do último membro deste núcleo familiar dos Brontë, muitos bens que ficaram para trás foram vendidos, entre eles, o exemplar de "The Remains of...". Viajando por mãos desconhecidas até chegar na América do Norte sob a tutela de um colecionar particular, em 2015 o exemplar foi comprado pelo The Brontë Society e publicado pela primeira vez em 2018. 
Anotações preciosas que permitem ao leitor descobrir uma nova faceta sobre as inspirações e ideias desta família extraordinária estão disponíveis para quem interessar possa.

O exemplar não possui os poemas de Henry Kirke White, apenas os manuscritos que foram encontrados nele e notas histórias sobre cada momento destas pessoas que encantaram o mundo com histórias e vidas tão sublimes. 

24 de fevereiro de 2020

Leitura sete..


Olá, realista leitor!

Quando eu iniciei a leitura de O Seminarista, duas obras foram citadas no prefácio: Eurico, o Presbítero (Alexandre Herculano) e O Crime do Padre Amaro (Eça de Queiroz).
Infelizmente, o livro do Alexandre Herculano está na minha biblioteca lá na casa dos meus pais. Felizmente, Eça de Queiroz estava à mão.

Que livro!!!

Eu achei que a leitura estaria comprometida por eu conhecer o final da história. Ledo engano. Nada se perdeu durante a leitura por este motivo. Até gostei do Amaro Vieira - pelo menos até o capítulo XII.

Esta obra de Eça (e também outras, como Os Maias) causou burburinho quando do seu lançamento. Qual! Falar assim do clero e da instituição eclesiástica não deveria ser permitido. Mas o foi!

Eça de Queiroz apresenta uma sociedade mesquinha, habilidosa e sem virtude na figura do clero da pequena cidade de Leiria. O poder dessa classe era tão forte que ditou o modo de vida da região; ditando casamentos, empregos e vícios.

Amaro Vieira é um órfão que ficou sob a tutela da família na qual seus pais eram empregados. Franzino e de compleição submissa e tímida, sua tutora, ao falecer, o deixou de herança uma função: tornar-se padre. Padre? Justo à Amaro que adorava a companhia da mulheres, seus paparicos e chamegos. Porém, não tinha ideia do que ser na vida, mas sabia que padre não queria ser. Nunca compreendeu aqueles que se engajaram na profissão por amor a ela. Mas padre se tornou. Seu tempo de seminário foi um suplício e, não fosse pelo conde Ribamar, genro da sua tutora, viveria em uma comunidade serrana - totalmente fora dos centros urbanos onde ferviam atualidades e mulheres lindas. 
Leiria foi um ótimo celeiro para Amaro. Uma cidade repleta de vícios religiosos onde a figura da igreja - seja qual o seu cargo, era respeitada como o próprio Deus - e tão pouco questionável quanto o próprio. 
Apesar de se chocar com esta sociedade no início, Amaro fácil se acostumou a ela - visto que sempre um janota que aprecia tudo o que é bom e de fácil acesso.

Amélia Caminha é uma jovem de Leiria criada por uma mãe carola. Viveu sempre rodeada pelo clero e ouvindo história sobre esta classe de forma romanceada: uma mulher que perdeu o amor do sua vida e tornou-se freira para não se entregar a outro homem, ou o padre que se apaixonou por uma freira que teve a sua vida eclesiástica ofuscando essa paixão e blá-blá-blá.
Então, para uma jovem de vinte e três anos foi fácil apaixonar-se pelo bonito padre que chegou na região: Amaro Vieira. 

Eça de Queiroz deixa muito claro como o clero abusou do seu poder sobre as mentes fracas de seus seguidores. Criticou, também, o sacerdócio sem a vocação e como isso pode levar a uma função fora dos propósitos da fé. 
Todos os personagens, desde o menor até o principal apresentam vícios e caráteres que são baixos na personalidade humano. Pessoas mesquinhas e inclementes, orgulhosas, avarentas  e odiosas. 
Porém, antes de terminar a obra, Eça apresenta um personagem carismático e exemplo de sacerdócio. É uma flor em meio as ervas daninhas. 

Eu adorei a leitura desta obra, e, assim como minha mãe, odiei o Amaro - e fui torcedora fiel de João Eduardo (outro queridão que coloquei na minha lista junto com Ferrão).

Omnia Vanitas. 💀



21 de janeiro de 2020

Leitura três..


Olá, anônimo leitor!

Este é o meu segundo livro deste escrito escocês A. J. Cronin (vide primeira leitura: A Cidadela) e, assim como o primeira, eu adorei a leitura!

Cronin me lembra muito meu querido William Somerset Maugham - apesar de eu achar Maugham mais "delicado" ao expor a alma humana. 

Almas em Conflito trará um triângulo afetivo entre pai, filho e empregado. 

Harrington Brande é um cônsul americano que foi transferido para uma pequena localidade na Espanha. Sua personalidade é orgulhosa e vingativa e nisto encontra prazer. Sua relação com seu único filho, Nicholas, é possessiva - assim como foi com sua esposa. 
A criança é cercada de cuidados excessivos e desnecessários e o convívio social íntimo lhe é terminantemente proibido pelo pai. 

Ao mudar-se para a Espanha, para o casarão Breza, vê-se na necessidade de contratar um jardineiro para cuidar do amplo jardim da vivenda. No dia seguinte, um empregado chega para o serviço contratado, seu nome é José. 

Entre José e Nicholas nasce uma amizade muito próxima que irrita o cônsul - que faz de tudo para afastar o menino deste convívio, tornando ainda mais precioso o tempo que os amigos tem para desfrutar do laço de afeto que criaram. 
E, para ajudar a deixar a história, dois personagens tornam tudo mais intenso ao desenrolar da trama.

A leitura é muito simples, sem muitos detalhes e segue tranquila. 
E, a mesma sensação que tive ao ler A Cidadela e Lolita eu encontrei nesta narrativa: algo iria acontecer para mudar. Parece que a cada página essa mudança ou revelação chegará, mas não. Isso me deu mais ânsia de ler para saber quando mudaria para a conclusão. E a leitura só se tornou mais prazerosa. 

Sobre o final, eu não contarei, óbvio; mas eu achei sensacional - apesar dos pesares! 

Omnia Vanitas 💀


19 de novembro de 2019

Marcações..

Olá, estranho leitor!

Tornei-me aquilo que mais temia: uma pessoa que marca a leitura com post-it.

Nada contra isso, magoado leitor, apenas, não era meu costume! Eu sempre achei que a leitura não precisava disso - ela só tem a obrigação de ser livre.
Porém, ao começar a ler este livro do senhor Charles Dickens - meu primeiro Dickens, by the way! - eu me vi na obrigação de marcar algumas partes da leitura porque .. não sei! Parece que existe algo nelas que não pode ser esquecido. 
Será que todo livro do Dickens será assim para mim?

Deixe-me explicar as cores de cada etiqueta: 

- azul: são as partes que me chamam a atenção

- verde: são as partes que Oliver Twist chora.

- laranja: são as frases que mais me chamaram a atenção.

Exemplos:
azul:
Entre outros ofícios públicos de certa cidade, que, por muitas razões será prudente evitar mencionar, e à qual não queremos atribuir nome fictício, um existe, muito comum, nos últimos tempos, à maior parte das cidades, sejam elas grandes ou pequenas. Refiro-me a um asilo. Nesse asilo nasceu, certo dia, em data que vale a pena indicar, porque isso, no princípio desta história, não apresenta nenhum interesse para o leitor, a criatura cujo nome aparece no título do presente capítulo.
Existe, na minha opinião, uma indigência completa neste primeiro parágrafo. Tanto do órfão que não precisa de mais nenhuma identificação além do nome e, também, uma completa preferência por não identificar o lugar que essa criança nasceu - exceto que foi em um asilo. Ambos tão comuns e necessitados  um do outro para existir. Por isso eu marquei com a fita azul.

verde:
(...) Não era difícil para ele chamar as lágrimas aos olhos.  A fome e os maus tratos recentes auxiliavam muito a um menino que queria chorar; e com efeito, Oliver chorou muito naturalmente.
Essa é a segunda vez que Oliver Twist chorou. A primeira foi na hora do seu nascimento. Quase todas as lágrimas de Oliver começam sem um motivo específico de ação, além da fome e da carência de uma valor afetivo que expresse que ele tem um valor positivo agregado a si. 

laranja:
(...) O rapaz não tinha amigos com quem se importar, ou que se importassem com ele. Não poder curtir saudades de sua recente separação anuviava-lhe o espírito; não sentir a ausência de nenhum rosto amado e saudoso pesava-lhe o coração. E o que ele desejava, ao arrastar-se para o interior da sua estreita cama, ea que ela fosse seu caixão, e que o depusessem num último sono calmo no terreno da igreja, com a erva alta ondeando suavemente sobre sua cabeça e o som profundo do velho sino embalando-lhe o sono. 
Este é o terceiro lugar que Oliver Twist vai morar desde o seu nascimento. Seu primeiro emprego é no comércio de um homem que vende caixões. Ele, literalmente, tem como cama um caixão para cadáveres que fica embaixo do balcão que fica em um porão. Percebe, leitor, como a descrição leva-nos para baixo? E a solidão ainda o acompanha.

Então é isso, anônimo leitor!
Sigo com minha leitura...

Omnia Vanitas. 💀



25 de fevereiro de 2016

O que a leitura fez ..

Minha mãe, a mulher que eu amo com minha vida!

Eu sou uma pessoa preconceituosa quando o assunto é livros. Sou apaixonada por clássicos e, na minha ridícula opinião, eles são os melhores livros que alguém pode ler na vida. Mas..minha mãe mudou tudo.

Ela é uma mulher fantástica. Excelente dona de casa, mãe sem igual, esposa dedicada..e leitora compulsiva.
Quando ela começou a ler, os meus livros eram sua opção principal. Depois, eu fui colocando outros livros nas mãos dela e ela foi gostando do que eu não gostava. E eu continue comprando livros do gosto dela. Lembro de um dia em que vi um livro do Nicholas Sparks em uma loja e trouxe para ela. Fiz questão de dizer à atendente que o livro erra para minha mãe. Já disse, sou preconceituosa. 

Tempos atrás, eu liguei para minha mãe para conversar com ela. Faço isso duas vezes por semana, gosto de saber o que ela e meu pai fazem na minha ausência (rs) - a verdade é que morro de saudade deles e ouvir a voz dos dois me faz muito bem! Sou egoísta, mesmo!

Porém, como já disse, liguei para minha mãe para saber como estavam as coisas lá em Joinva. Entre uma troca de informações aqui e outra ali, eu ouvi minha mãe dar uma opinião muito adversa ao que ela já pensou sobre o assunto. Eu comentei com meu marido sobre isso - pois fiquei feliz com a mudança de pensamento dela. E, adicionei ao comentário, o benefício da leitura na vida dela.
Antes de começar a ler, ela tinha uma maneira de pensar sobre coisas e pessoas que era um pouco limitada. Atualmente, depois de tanto ler e refletir sobre as histórias que leu, ela aumentou seu campo de visão sobre o que está ao seu redor.
Lembro de uma época que ela estava lendo um livro de Nicholas Sparks (Querido John). Comentando sobre o livro, começamos a rir pois na nossa opinião, o final estava marcado. Demos risada e ela continuou a leitura. Quando Querido John terminou, minha mãe veio me dizer que o final não era nada daquilo que havíamos prescrito. Rimos mais ainda da nossa ignorância em adivinhar finais de livros.

Minha mãe é uma mulher fantástica e sem igual. Ela me ensina sobre a vida mesmo lendo Nicholas Sparks.

Omnia Vanitas

Leia aqui sobre os primeiros livros da minha mãe.

1 de dezembro de 2015

..Anseio por ti



Eu gosto muito de cartas! Em Conde Negro, há muitas cartas do general Dumas à seus superiores, mas eu quero deixar registrado uma carta que é particular ao general. Sua esposa está grávida do segundo filho e escreve a seguinte missiva ao marido (anunciando a data próxima do nascimento da criança):


Meu bom amigo,
A guarnição militar que fica aqui hoje a caminho da Alemanha [...] te levará esta missiva transmitindo nossos votos mais ternos e informando-te que a data prevista se aproxima e eu quero que estejas comigo na ocasião. Não a proteles e traze-me a coragem de que necessito. Todos aqui te congratulam. Marie-Aimée (...) envia-te mil beijos carinhosos e eu acrescento outros mil e anseio por ti.Marie-Louise Dumas




Omnia Vanitas

5 de maio de 2015

Mesmas linhas..


Ainda sobre o filme de domingo "A Casa do Lago" há uma cena que eu gosto muito - e está bem no início da trama. 
Kate está conversando com sua mãe sobre o livro que está lendo "Crime e Castigo" do Dostka, e faz este comentário:

"Quando seu pai passou dessa para melhor, foi difícil. Ainda é. Guardando seus livros, é como se ele estivesse comigo, de alguma forma. Sabendo que ele esteve, uma vez, nas mesmas páginas lendo as mesmas palavras".
Sempre que assisto esse filme, eu gosto de ouvi-la comentar sobre esta leitura de "Crime e Castigo". E é assim mesmo. 
Sou compradora adepta de livros usados. Pouquíssimos livros novos compõem minha biblioteca. 
Gosto do prazer de saber que outra pessoa folheou aquelas páginas. Gosto de ler as dedicatórias que algumas trazem, observar o ano e pensar o que o antigo dono pensou ao ler o que eu estou lendo. E fica melhor ainda quando a pessoa deixa algum marcador de página, flor, bilhete, selo ... É como se o livro não fosse somente um objeto, fosse a continuação de uma viagem que chegou até minhas mãos.

Omnia Vanitas.


P.S.: Saiba mais sobre os benefícios de comprar livros usados clicando aqui.

29 de janeiro de 2015

Empréstimos..



Eu não sou de confiar muito meus livros a outras pessoas. Prefiro comprar um exemplar para ela do que emprestar um meu.

Porém, toda regra tem uma exceção. Há uma amiga que sempre leva de mim nada menos que cinco livros (lidos ou não lidos) da minha prateleira. Não lembro, exatamente, quanto tempo isso acontece, talvez esteja completando dois anos (?).
Nós usamos dois sistemas para esse empréstimo:

- ou ela me manda um email dizendo que terminou de ler os livros que levou e eu separo outros, a meu gosto (exceto a literatura brasileira que ela não curte), empacoto e mando por um motoboy pago por ela.

- ou marcamos um encontro para que a renovação seja feita.

Eu me sinto a Biblioteca Particular dela.

O último empréstimo aconteceu ontem. O motoboy levou - empacotados de forma muito segura - os livros acima. Foram poucas as vezes que ela não aceitou a leitura que ofereci. Desta vez, o retorno foi de "Homens, Lobos e Lobisomens" que, segundo ela, não "casou com o gosto". Espero que desta vez todos casem (rs).
 Nesta remessa houve somente um pedido especial: "Bando de Pardais" de Takashi Matsuoka. Ela leu "Ponte de Outono" e, assim como eu, ficou apaixonada e quis ler outro livro do autor. Eu lembro que li em Setembro de 2012. Fiquei muito encantada, com aquele "ar de apaixonada". Para remediar esse sentimento literário de amor, eu comecei a ler "O Primo Basílio" de Eça de Queiróz, pois esse personagem é um cafajeste de marca maior! 
Ainda não li "Bando..." mas está na lista!

Porque escolhi os livros que escolhi?

- todas merecem se apaixonar pelo sarcástico e irônico Mr. Rochester
- Maugham é sempre muito bom e contagio todos que posso com esse autor
- o livro do Stephen King é maravilhoso, chorei bicas!
- Alice Walker é impressionante com A Cor Púrpura (sempre choro)
- Matsuoka foi pedido
e, "Filme Perfeito" é um livro da minha mãe (coisinha bem doce - rs).

Então .. é isso!

Omnia Vanitas.



16 de novembro de 2013

Vanitatum


Há coisas que não se explicam. Sentimentos muito menos. 

Estou em reforma em casa. Tudo fora do lugar. Cama na sala, sala em outro lugar. E, nesta loucura de mexer aqui e ali, compras são necessárias. Depois de passar o feriado, lixando, varrendo, pintando, subindo e descendo de escada, foi hora de colocar a lista de compras em prática. Focos, capas, telas - coisas necessárias para deixar tudo menos bagunçado. Lá fui eu rumo às compras. Mas eu não tenho culpa do que fiz. 

O amor e sentimentos adjacentes do amor são incontroláveis. Não há como explicar. 
Como uma pessoa adulta e responsável, fui até uma lotérica pagar minhas contas, sacar dinheiro, e por último procurar um presente para minha irmã - mas não achei. Fui até um botica de produtos comprar o que faltava em casa, atravessei a rua novamente e fui colocar a primeira parte das compras em dia. Comprei quase tudo, exceto aquilo que minha mãe havia pedido.
Estava em busca desta compra quando entrei em um estabelecimento que vende livros de segunda mão e comprei dois livros para minha mãe. Ela está sem estoque - o que não acontece comigo que estou com 68 livros na lista (infinita) de não livros. Comprei dois (para ela): - Pássaros Feridos (Colleen McCullough) - li na minha adolescência e adorei. O segundo é Almoço no Restaurante da Saudade (Anne Tyler). Confesso que achei o título brega, mas minha mãe curte leituras doces, portanto, tenho certeza que não errei na escolha.

Ainda na busca de compras para minha mãe, fui atrás do ela colocou na lista. Porém, antes, vejam só o que é o destino. Estava eu a passar na frente de outro estabelecimento que vende livros de segunda mão quando decidi, para surpresa de todos - creio, eu entrar. Entrei para SOMENTE olhar. Entrei porque o estabelecimento estava na direção que eu seguia. Só cheguei até a primeira sessão e vi alguns títulos que, provavelmente, comprarei para minha mãe no Natal.  Ainda a procurar, olhar e pensar "Putz! Quem lê isso?", meus olhos verdes (rs) deram com um livro na estante. Estavam lá: a trilogia de O Senhor do Anéis em três lindos exemplares e ele - a razão da minha ruína. Olhei, folheei e, ah! páginas em papel chamois! E o mapa!!!! Nossa! Um delírio! Olhei o preço. Pensei! Censurei-me por já possuir um exemplar! Coloquei-o novamente a prateleira e virei para ir embora. Praguejei contra mim mesmo, voltei, peguei o livro, olhei-o, pensei o quanto era lindo e seria bom tê-lo comigo. Olhei o custo da edição nova. Re-pensei e tentei ser sensata...SENSATA hahahaha como se houvesse sensatez em mim quando se trata de obras que eu amo! 
Condenei meu ato, peguei o livro e fui até o caixa e disse: - Crédito, por favor! 
Trouxe para casa a quinta edição de O Hobbit, com a capa do filme. Estava, a pouco, folheando a edição que tenho e pensei em vendê-la. Só que não! Ela precisa ficar comigo, pelo menos por enquanto. 

31 de agosto de 2012

Minha rainha..


Essa é a prateleira da minha mãe.

A história de leitura da minha começou em dezembro de 2010. Infelizmente, ela teve um problema sério de hérnia de disco e precisou ficar de repouso. A maior parte do tempo ela ficou deitada assistindo televisão. Todos sabemos, televisão cansa na primeira parte de um dia.
Percebi que ela estava enjoada dos programas exibidos na televisão e, então, uma manhã, ante de eu ir trabalhar, deixei um livro para ela se distrair. Ela leu até a página vinte e dois. Segundo ela, a história tinha nomes muito estranhos e isso não a entreteu muito e ela abandonou. Esse livro é O Hobbit de JRR Tolkien.
Nessa época, eu estava atrás de um livro que li na minha adolescência: Verde Vale, de Urda Alice Klüeger. Quando o livro chegou, eu o mostrei à ela, como costume. Expliquei a história em um breve resumo e ela se interessou e começou a ler logo depois.

Com isso, ela se animou a ler mais. O primeiro livro que ela comprou foi As Brumas Dançam Sobre o Espelho do Rio, de Urda Alice Klüeger. Infelizmente, o livro veio sem algumas páginas e tivemos que trocar. Foi a única vez que aconteceu até hoje. Depois disso, ela começou a comprar outros livros, também da Urda. Ela adorou ler No Tempo da Bolacha Maria e No Tempo das Tangerinas (continuação de Verde Vale) pois lembraram sua época de juventude. Ela comentava, animada, as semelhanças que haviam com sua vida de solteira. Isso me encheu de alegria.

Depois da Urda, outra autora que ela tem simpatia é Jane Austen. Nem preciso mencionar o orgulho que isso me dá. Ambas, apaixonadas pela mesma escritora. Ela já leu todos os livros publicados da srta. Austen, inclusive a nova edição de Persuasão, da editora Zahar, que eu ainda não li.

Outro tipo de livro que minha gosta é sobre animais de estimação. O primeiro que ela leu foi Marley e Eu. Depois, ela comprou Dewey, um gato entre livros. De presente eu dei As Nove Vidas de Dewey - que comprei na feira do livro esse ano. Ela também tem Minha Vida com Boris, que é a história do cão guia.

Dessa prateleira, o último que ela leu foi Jane Eyre , de Charlotte Brontë (que irá me emprestar). Ela recomendou esse livro às minhas irmãs, claro que nenhuma delas se prontificou a seguir seu conselho. Elas dizem que não têm tempo. Minha mãe retruca e diz: Eu também não tinha, mas arrumei tempo para ler. É só querer.

De Natal, nós, filhas, a presenteamos com O Diário de Anne Frank, As Aventuras de Tom Swayer (ela adorou ler também As Aventuras de Huck Finn), A Cabana e A Abadia de Northanger (que não está nesta foto porque está na minha prateleira :) )
Falta, também, outro livro que ela emprestou para minha irmã Água Para Elefante.

Fora esses livros, ela já leu alguns (muitos) dos meus, como A Espera de Um Milagre, que, assim como Jane Eyre, a fez perder o sono pós-almoço por estar muito interessante.

Uma das coisas que me dão orgulho e ficará marcada na minha memória, é poder sentar ao lado dela e fazer companhia na leitura. Acho isso perfeito. Minha mãe, uma leitora assídua!

Vou deixar aqui a lista de livros que ela leu somente esse ano, de janeiro até agora:

- Bravura Indômita
- Diários de Uma Paixão
- As Aventuras de Tom Swayer
- A Cabana
- A Abadia de Northanger
- O Diário de Anne Frank
- O Guardião de Memórias
- Emma
- As Nove Vidas de Dewey
- O Mágico de Oz
- De Moto pela América do Sul
- As Viagens de Gulliver
- Persuasão (ed. Zahar)
- Jane Eyre
- A Filha do Reverendo.. ela terminará ainda essa semana. De certo, olhará para minha prateleira e dirá: Humm, não tem nada para eu ler!


Amo minha mãe nerd.

13 de maio de 2012

Às Mães ..


Estava olhando meu facebook, quando vi essa reportagem no perfil de Imagens Históricas.
Texto na íntegra!

Dia das mães e sua história.

O Dia das Mães também designado de Dia da Mãe teve a sua origem no princípio do século XX, quando uma jovem norte-americana, Annie Jarvis, perdeu sua mãe e entrou em completa depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a ideia de perpetuar a memória da mãe de Anny com uma festa. Annie quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas. Em pouco tempo, a comemoração e consequentemente o Dia das Mães se alastrou por todos os Estados Unidos e, em 1914, sua data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson: dia 9 de Maio. A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Reia, a Mãe dos deuses. O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de "Mothering Day", fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo. Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Julia Ward Howe, autora de O Hino de Batalha da República. No Brasil, em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.


Tudo é vaidade!

Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...