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5 de abril de 2020

Fábulas e contos ...


Olá, leitor!

Eu sou apaixonada por contos e fábulas (infantis?). Então, eu decidi compartilhar algumas dessas maravilhas com vocês deste exemplar da foto!

A metologia será da seguinte forma: publicarei a história escolhida do livro e tentarei achar o conto no idioma original. Sobre as ilustrações, que neste livro são de Gustave Doré, será disposta a mesma que se encontra no livro que irei reproduzir.






O Sol e as Rãs

Celebram-se as bodas de um Tirano e o Povo, com festiva algazarra afoga suas preocupações em copos cheios. Esopo era o único que no via com bons olhos tais celebrações.
Contava ele que, em épocas passadas, o Sol pensou em se casar. Em seguida começaram as lamentações das Rãs. "Que será de nós, se ele tiver filhos?", perguntaram as Cidadãs da lagoa. "Com apenas um Sol já sofremos; quando houver meia dúzia deles, os mares e todos os seus habitantes sumirão. Adeus, pântanos e córregos! Nossa raça diminuirá e logo estará reduzida às águas do Estige". Para um pobre Animal, as Rãs, ao meu ver, racionavam muito bem".


Le Soleil et les Grenouilles

Aux noces d'un Tyran (1) tout le Peuple en liesse
Noyait son souci dans les pots (2).
Esope seul trouvait que les gens étaient sots
De témoigner tant d'allégresse.
Le Soleil, disait-il, eut dessein autrefois
De songer à l'hyménée.
Aussitôt on ouït (3) d'une commune voix
Se plaindre de leur destinée
Les Citoyennes des étangs.
Que ferons-nous, s'il lui vient des enfants ?
Dirent-elles au Sort, un seul Soleil à peine
Se peut souffrir (4). Une demi-douzaine
Mettra la mer à sec et tous ses habitants.
Adieu joncs et marais : notre race est détruite.
Bientôt on la verra réduite
A l'eau du Styx (5). Pour un pauvre Animal,
Grenouilles, à mon sens, ne raisonnaient pas mal.

(1) chez les Grecs : souverain absolu d'une cité
(2) les cruches de vin (on dit actuellement prendre un pot pour prendre un verre)
(3) on entendit (on n'emploie plus ce verbe que dans l'expression J'ai ouï dire)
(4) supporter
(5) Le Styx est le fleuve marécageux des Enfers, dans la mythologie. Les grenouilles n'auront plus qu'à s'y réfugier


fonte para texto em francês aqui.

23 de julho de 2017

Décima sétima leitura..{parte 2.1}

Canasvieiras, Florianópolis/SC


Olá, leitor anônimo!

Como você deve saber, estou relendo As Duas Torres, de J.R.R. Tolkien. E, como a enredo se desenvolve em duas partes distintas, vou publicar algumas anotações referente ao terceiro livro desta sequência.

As Duas Torres compreende dois livros distintos.
O terceiro livro (que é o primeiro nesta segunda parte) compreende desde "A partida de Boromir" até o capítulo "A 'palantír'".  
Visto que a comitiva do Anel foi separada no final de A Sociedade do Anel, agora, a narrativa acontece com duas situações particulares que compreende a vida dos sobreviventes da primeira parte e novos personagens - ou personagens recauchutados.

Neste primeiro livro, Aragorn, Legolas e Gimli (sem Frodo e Sam) chegam ao socorro de Boromir quando os orcs os cercam.

Raptados pelos Uruk-hai  e os servidores de Sauron; Merry e Pippin estão fora do alcance dos três amigos que saem à caça dos raptores e à salvação dos Pequenos. 

Durante esta caçada, novos personagens encorpam a trama: os habitantes do reino de Rohan*, e, a outra personagem é sobre a qual pretendo deixar algumas palavras escritas: Fangorn.

Fangorn é a temida floresta sobre quem as histórias recomendam manter distância. É um lugar onde as árvores são hostis e velhas. 

Talvez, a ignorância e a rebeldia sejam de algum proveito - pelo menos assim o foram para esses dois desafortunados hobbits.
Fugitivos das garras de seus raptores, os Pequenos resolvem entrar em Fangorn para procurar algum abrigo longe dos orcs. E, nesta floresta singular, muitas verdades podem ser esclarecidas. 

Um dos habitantes desta floresta é a própria floresta: Fangorn, ou Barbávore.
Huum, agora — respondeu a voz -; bem, eu sou um ent, ou é assim que me chamam. Sim, ent é a palavra. O ent, eu sou, você pode dizer, no seu modo de falar. Fangorn é meu nome segundo alguns, outros me chamam de Barbárvore. Barbárvore está bom.
— Um
ent — disse Merry. — O que é isso? Mas como você próprio se chama? Qual é o seu nome verdadeiro?
— Huuu, agora! — respondeu Barbárvore. — (...) meu nome é como uma história. Os nomes verdadeiros, na minha língua, contam as histórias dos seres a quem pertencem. No velho entês, como vocês diriam. É uma língua adorável, mas leva muito tempo para se dizer qualquer coisa nela, porque não dizemos nada nela a não ser que valha a pena gastar um longo tempo para dizer, e para escutar.
Um "ent" na mitologia tolkieniana é um "pastor de árvores". A expressão deles e andar pelas floresta para cuidar do seu rebanho. Bárbavore é um ent e, na minha opinião, é o outro lado filosófico da trama - a primeira seria Tom Bombadil.
Mais uma vez, os hobbits encontram um ser antigo da floresta - mas não enigmático como Tom.
Em Fangorn pode-se aprender sobre os magos:
Não conheço a história dos Magos. Eles apareceram primeiro, depois que os Grandes Navios vieram através do Mar; mas se vieram com os Navios eu não sei.
E Fangorn é a representação da repulsa que Tolkien tinha das indústrias:
Acho que agora entendo o que ele pretende. Está tramando para se transformar num Poder. Tem um cérebro de metal e rodas, e não se preocupa com os seres que crescem, a não ser enquanto o servem.
(...)
Alguém que entrasse e saísse no outro lado desse túnel ecoante veria um grande círculo, plano, meio escavado como uma enorme vasilha rasa: media uma milha de borda a borda. Já fora verde e cheio de avenidas e bosques de árvores frutíferas, aguadas por riachos que corriam das montanhas e desembocavam num lago. Mas nada verde crescera ali nos últimos tempos de Saruman. As estradas foram pavimentadas com lajes de pedra, escuras e duras; e margeando-as, em vez de árvores, marchavam longas fileiras de pilares, alguns de mármore, outros de cobre e de ferro, ligados por pesadas correntes. Havia ali muitas casas, cômodos, salões e corredores, que cortavam e perfuravam as muralhas do lado interno, de modo que todo o círculo aberto era vigiado por inúmeras janelas e portas escuras. Milhares podiam morar lá, trabalhadores, servidores, escravos e guerreiros com grandes estoques de armas; lobos recebiam alimento e abrigo em profundas tocas mais abaixo. A planície também era escavada e perfurada. Poços fundos tinham sido cavados no chão; suas extremidades superiores eram cobertas por montículos baixos e abóbadas de pedra, de modo que ao luar o Círculo de Isengard parecia um cemitério de mortos inquietos.

Querido leitor, é o ou não uma descrição dos arranha-céus que cruzam este país com trabalhadores inquietos.

E Fangorn tem uma característica peculiar: ela caminha.
No livro de David Colbert¹ a explicação deriva de uma frustração de Tolkien ao descobrir que a floresta, na obra de William Shakespeare - Macabeth, não caminhou, realmente. Foram inimigos que se disfarçaram de galhos e folhas. Para isso, Tokien respondeu: "Anseie por inventar um cenário no qual as árvores pudessem realmente marchar para a guerra". E marcharam. Os Ents e os Huorns. Abaixo eu deixo a explicação de Merry para esta última classe de ents:

"(...) são ents que ficaram quase como árvores, pelo menos na aparência. Ficam aqui e acolá na floresta, ou nas suas bordas, silenciosos, vigiando sem parar as árvores; mas nos vales profundos há centenas e centenas deles, eu imagino.
— Há um grande poder neles, e parece que têm a capacidade de se ocultar nas sombras: é difícil vê-los se movendo. Mas eles se movem. Podem andar muito rápido, se estiverem furiosos. Você fica parado olhando para o tempo, talvez, ou ouvindo o farfalhar
das folhas, e de repente descobre que está no meio de um bosque com grandes árvores tateando à sua volta. Eles ainda têm vozes, e conseguem falar com os ents — é por isso que são chamados de huorns, pelo que diz Barbárvore — mas ficaram esquisitos e selvagens. Perigosos. Eu ficaria apavorado se os encontrasse e não houvesse nenhum ent verdadeiro para cuidar deles".

Voltando ao passinho do romano, os huorns (quase-árvores) foram aqueles que caminharam na Batalha do Abismo de Helm - para auxiliar na vitória de Rohan sobre os servos de Saruman; enquanto os ents permaneceram em Isengard para fazer a limpeza da casa.
— Descemos da última cordilheira entrando em Nan Curunír, depois do cair da noite — continuou Merry. — Foi nesse momento que senti pela primeira vez que a própria Floresta caminhava atrás de nós. Pensei que estava tendo um sonho de ent, mas Pippin também tinha notado. (...) — Mas embora eu não pudesse ver o que estava acontecendo na escuridão, acredito que os huorns começaram a rumar para o sul, logo que os portões se fecharam de novo. Acho que o negócio deles era com os orcs. Já estavam lá embaixo no vale pela manhã; ou pelo menos havia uma sombra que ninguém conseguia atravessar com os olhos".

 Esta é a minha aplicação do terceiro livro de O Senhor dos Anéis em As Duas Torres.

Omnia Vanitas

*Éomer é uma graça
¹ - O Mundo Mágico do Senhor dos Anéis.


18 de agosto de 2016

Destino - Parcas

As Parcas, por Salviati
Olá, leitores anônimos!!! Estou bem longe das publicações nesta semana ! Depois de um "combo" de publicações sobre meu querido Miguel de Cervantes, eu "pisei no freio" por alguns motivos: tenho trabalhos no sebo (minha paixão) e tenho curtido alguns esportes olímpicos.  Mas..

Como eu havia prometido, deixe-me escrever sobre as místicas parcas.

As parcas {morias ou destino} são soberanas sobre deuses e homens. A trindade é composta por Cloto, Láquesis e Átropos. A função de cada uma no universo {conforme sequência} é dar a vida, tecer o curso da vida e, finalmente, dar um fim à existência humana. 
As pinturas sobre estas três figuras são sempre representadas por mulheres, geralmente velhas e de semblante sisudo! {Como se a vida fosse uma brincadeira, não é mesmo, fadado leitor}.

"Com seu olhar frio, as Moiras assistem à farsa* efêmera da vida no palco da terra. Não têm compaixão de ninguém. Nem dos fortes nem dos fracos. Nem dos homens nem dos deuses".
É isso mesmo, querido leitor, não adianta fazer drama e lamentar a falta de sorte; ou, não tente se gabar pela boa sorte que lhe acompanha, pois segundo a mitologia tudo já está tecido antes de você caminhar firme sobre suas próprias pernas. "As Moiras comandam. Os homens obedecem".

Os grandes escritores gregos e romanos já comentavam em suas obras sobre estas três mulheres implacáveis e vingativas. Sim, vingativas! 

Homero em sua Ilíada já as descreveu como irrevogáveis: o que está escrito determinado está. 

"Nem homens nem deuses podem ir além de suas próprias fronteiras, que são fronteiras dadas pela Moira". 

Destino, fadado leitor! Ninguém poderia interromper aquilo que estava destinado a acontecer. Mas...haviam dedos ágeis em mudar sua fortuna e quando isso acontecia, audacioso leitor, a irmã Vingança vinha ao encontro daquele que mudou seu destino. E  ela chegava! Vem na forma de culpa - castigo - expiação. A ordem era colocada no lugar. Neste ponto o Destino era confundido com a moral social. 
Quando eu fiz a promessa de escrever sobre estas senhorinhas, eu fui influenciada pela série Supernatural. Quando o anjo Baltasar muda o destino das vítimas do Titanic {não o fazendo naufragar}, a Vingança volta e busca os descendentes das almas que foram poupadas no naufrágio. Esta era a forma de manter a ordem cósmica - punir a prole que não deveria ter nascido. 
Equilíbrio - esta é a minha palavra para definir a representação destas três irmãs chamadas de Destino. 

Os filósofos também conversavam sobre a ideia de Destino.
Platão, no décimo livro de República, as chama de "filhas da Necessidade"; onde Láquesis canta o passado, Cloto canta o presente e Átropos canta o futuro. Plutarco define o Destino como a "alma do mundo". Cícero é enfático ao dizer que tudo o que está escrito acontecerá. 
Mas a filosofia se divide em duas escolas: aquela que aceita passivamente o Destino e aquela que a consciência e ação do homem podem transformar seu destino - e esta segunda escola surge no século V a.C. quando "o povo grego luta para livrar-se das opressões sociais e das injustiças políticas".

Reservado leitor, termino por aqui esta pequena publicação por aqui. As páginas que li são bem mais explicativas sobre o assunto, mas meu conhecimento é ínfimo e não permite que eu me alongue além daquilo que me fadado conhecer! ;)

Omnia Vanitas



significado da palavra farsa


8 de abril de 2015

Exploradores do Mundo Antigo

Ursa Maior

Ontem, eu estava lendo um blog que deu dicas de leituras de viagem. Então, eu pensei comigo mesma dentro de mim (rs): vou postar algo sobre os livros que já li - mesmo que não seja sobre viagens, mas livros que eu gostei de ler e que merecem serem relembrados (já que reler é quase um luxo impossível).
E, o primeiro livro escolhido foi:

ALÉM DOS LIMITES DO OCEANO: Navegando com Jasão e os Argonautas, Ulisses, os Vikings e Outros Exploradores do Mundo Antigo.
O autor é Mauricio Obregón.

Sinopse:
Em 'Além dos Limites do Oceano', Mauricio Obregón mapeia as mais interessantes rotas pelas quais passaram esses incríveis exploradores e revela as relíquias e os lugares antes descritos por estes fantásticos personagens, recriando as fascinantes descobertas geográficas do mundo antigo. As primeiras explorações dos gregos e polinésios, árabes e vikings também são revividas. Da mesma forma, o leitor ficará conhecendo os ventos que guiaram os marinheiros precursores, as estrelas que iluminaram seus caminhos, as mulheres por quem choraram e os deuses por quem chamaram. Obregón também pesquisou as viagens descritas nas lendas nórdicas, acompanhou os audazes muçulmanos em suas jornadas para o sul e tentou imitar os polinésios que conseguiram atravessar o aparentemente ilimitado Pacífico. Examina minuciosamente todos os detalhes da marinharia dos tempos antigos, como a mecânica da navegação - por exemplo, as estrelas que os marinheiros adotavam como guias não estavam nas posições em que hoje as vemos, fato crucial na recriação de viagens do passado.

Já faz algum tempo, eu fui apaixonada por mitologia. Ainda gosto, mas há tempo que não leio sobre o assunto - o que é uma lástima consciente. Foi conhecendo estas histórias que ao ler O Silmarilion (J.R.R. Tolkien) me senti em casa pois o professor utilizou desta fonte para criar Arda e todas as histórias que permeiam a Terra Média.

Mas, durante minha leitura atuante deste gênero, eu locava um livro na Biblioteca Pública e corria para casa para lê-lo. Era fascinante toda essa nova ideia de como as coisas são o que são para um outro tipo de cultura e religião - e algumas ainda possuem essa simbologia mítica desde tempos irreais. 

Certa vez, passeando com meu afilhado (que na época tinha 9 - e hoje tem 19 anos), eu descobri este livro do senhor Obregón. Como eu já havia visto um filminho velho sobre Jasão e os Argonautas e, sendo Ulisses meu guerreiro preferido (e muito inteligente, diga-se de passagem: foi dele a ideia do Cavalo para invadir Tróia) e os Vikings uma história desconhecida... Veja, querido leitor, que comprar irremediável eu tive em minha frente! Ah! Sem contar que há também - e principalmente - orientações astronômicas nesta obra. Pronto! Comprado e lido! 
Porém, lido há muito tempo. Se não fosse meu hábito de anotações (à lápis), eu estaria perdida para fazer este post.

Uma das anotações que eu lembro, sem mesmo olhar no livro, é a explicação para a palavra "sacrifício" para os gregos:

"Um grego comporta-se bem com os deuses oferecendo sacrifícios apropriados nos momentos certos, o que é agradável porque essas cerimônias sempre incluem comida e bebida para todos. A palavra "sacrifício" não implica negação; ela simplesmente significa "tornar sagrado", e os antigos, enquanto se sacrificavam, geralmente pensavam mais em prazer, enquanto nós instintivamente pensamos em dor".

Um menção sobre astronomia:
  
"(...) a Terra, enquanto gira em seu caminho ao redor do Sol, oscila sonolenta como um pião, seus polos completando a casa 26 mil anos um círculo de precessão no espaço, cujo diâmetro é mais ou menos um terço daquele do globo. Consequentemente, quando uma pessoa se refere às estrelas de Homero, ela tem que  calcular que a projeção do Polo Norte naquela época ficava entre Kochab, no topo da concha da Ursa Menor, e Giansar, na cauda da constelação do Dragão; e todas as outras estrelas aparentemente circulavam ao redor daquele ponto com tanta certeza como elas circundam a nossa Estrela Polar hoje em dia.

(...) Vistas do equador,  todas as constelações simplesmente ficam circulando acima, e nenhuma delas jamais se põe. Consequentemente, quanto mais ao norte o observador fica posicionado no Hemisfério Norte, maior é o número de constelações que ficam permanentemente acima do horizonte".
 E eu contente em observar as crateras da Lua com meu pequeno telescópio (rs).

Sobre Jasão e seus Argonautas:

"(...) Jasão tinha uma virtude que era compensadora, e muito aristocrática: ele sabia escolher os homens que possuíam as habilidades que lhe faltavam.
(...) Primeiro Jasão recrutou Argos, o engenheiro, que construiu o navio que receberia seu nome, e o contrabalançou com o mago musical que melhor podia lidar com o que o engenheiro não entende: Orfeu, filho de Apolo e da Musa Calíopoe. A seguir veio Tífis, o grande piloto, apoiado por Mopso e Ídmon, dois adivinhos, e dois pugilistas, Pólux e Castor, que eram gêmeos. Linceu, o de olhos de lince, veio com Idas, seu irmão louco que via a realidade além das aparências e falava a verdade sem medo. (...) Anceu, o gigante que conhecia as estrelas, e Hércules, o super-herói que carregava a pesada clava, coberto por sua pele de leão e servido pelo seu formoso e jovem pajem, Hilas. Finalmente, Peleu, o aventureiro, completava a lista de 50 homens".

Ainda faltaria escrever sobre os Vikings e tantas outras coisas interessantes que permeiam a vida dos exploradores do antigo mundo, mas vou parar por aqui.

Recomendo essa leitura pois ela fascina aqueles que apreciam o gênero. Caso você, querido leitor, não conheça tão bem os deuses, deusas, mitos, lendas e outras variáveis desta classe, acredito que terás nas mãos uma aventura fascinante se empenhares o ânimo.

Omnia Vanitas.

22 de junho de 2013

Tristão e Isolda..


"Mas não era vinho: era paixão, era a cruel alegria e a angústia sem fim, era a morte"
(página 42)

Domingo, eu fiz a leitura relâmpago de "Tristão e Isolda: A Lenda Medieval Celta de Amor".

Durante a leitura, algumas referências literárias chamaram minha atenção pela semelhança em si. Cito-as, agora:

- a história de Jonas e sua aventura ao mar, relatado conforme a Bíblia Sagrada:
Mas o SENHOR mandou ao mar um grande vento, e fez-se no mar uma forte tempestade, e o navio estava a ponto de quebrar-se. Então temeram os marinheiros, e clamavam cada um ao seu deus, e lançaram ao mar as cargas, que estavam no navio, para o aliviarem do seu peso; Jonas, porém, desceu ao porão do navio, e, tendo-se deitado, dormia um profundo sono. E o mestre do navio chegou-se a ele, e disse-lhe: Que tens, dorminhoco? Levanta-te, clama ao teu Deus; talvez assim ele se lembre de nós para que não pereçamos.
E diziam cada um ao seu companheiro: Vinde, e lancemos sortes, para que saibamos por que causa nos sobreveio este mal. E lançaram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas.
Jonas 1:4-7
E disseram-lhe: Que te faremos nós, para que o mar se nos acalme? Porque o mar ia se tornando cada vez mais tempestuoso.
E ele lhes disse: Levantai-me, e lançai-me ao mar, e o mar se vos aquietará; porque eu sei que por minha causa vos sobreveio esta grande tempestade.
Entretanto, os homens remavam, para fazer voltar o navio à terra, mas não podiam, porquanto o mar se ia embravecendo cada vez mais contra eles.
Então clamaram ao SENHOR, e disseram: Ah, SENHOR! Nós te rogamos, que não pereçamos por causa da alma deste homem, e que não ponhas sobre nós o sangue inocente; porque tu, SENHOR, fizeste como te aprouve.
E levantaram a Jonas, e o lançaram ao mar, e cessou o mar da sua fúria.
Jonas 1:11-15

Esta parte bíblica fica explícita nesta mesma superstição existente durante o rapto contra Tristão:
Mas é comprovada verdade (e sabem-na todos os marinheiros) que o mar sustenta de má vontade as naves traidoras e não dá ajuda a raptos e felonias. Dessa forma, levantou-se furioso o oceano, envolveu o navio de trevas, e por oito dias e oito noites o lançou ao léu. Por fim, os marinheiros perceberam, através da bruma, uma costa cercada de arrecifes e rochedos, onde o mar os queria jogar. Arrependeram-se, reconhecendo que a fúria do mar provinha de levarem a criança roubada, e fizeram promessa de a libertar, preparando um barquinho para a depositar em terra. Logo os ventos sossegaram, bem como as ondas, o céu brilhou, e, enquanto a nau dos noruegueses desaparecia ao longe, as ondas mansas e alegres levaram à areia da praia o barquinho de Tristão (página 17).

- em "Tristão e Isolda", o rei Marcos, tio de Tristão, quando sofria de tristeza, seu sobrinho tocava harpa para trazer tranquilidade ao rei. Semelhantemente, na Bíblia Sagrada, é conhecida a história entre Saul e Davi. Saul sofria de um "mau espírito" e, para acalmá-lo, seus súditos buscaram o melhor harpista de Belém: Davi, o jovem pastor de ovelha, filho de Jessé.

O Espírito do Senhor se retirou de Saul, e um espírito maligno, vindo da parte do Senhor, o atormentava. Os funcionários de Saul lhe disseram: "Há um espírito maligno mandado por Deus te atormentando. Que nosso soberano mande estes seus servos procurar um homem que saiba tocar a harpa. Quando o espírito maligno se apoderar de ti, o homem tocará a harpa e tu te sentirás melhor".
E Saul respondeu aos que o serviam: "Encontrem alguém que toque bem e o tragam até aqui". Um dos funcionários respondeu: "Conheço um dos filhos de Jessé, de Belém, que sabe tocar harpa. É um guerreiro valente, sabe falar bem, tem boa aparência e o Senhor está com ele". Então Saul mandou mensageiros a Jessé com a seguinte mensagem: "Envie-me seu filho Davi, que cuida das ovelhas". Jessé apanhou um jumento e o carregou de pães, uma vasilha de couro cheia de vinho e um cabrito e o enviou a Saul por meio de Davi, seu filho. Davi foi apresentar-se a Saul e passou a trabalhar para ele. Saul gostou muito dele, e Davi tornou-se seu escudeiro. Então Saul enviou a seguinte mensagem a Jessé: "Deixe que Davi continue trabalhando para mim, pois estou satisfeito com ele". E sempre que o espírito mandado por Deus se apoderava de Saul, Davi apanhava sua harpa e tocava. Então Saul sentia alívio e melhorava, e o espírito maligno o deixava. 1 Samuel 16:14-23

Em "Tristão e isolda":
Tristão acompanhava Marcos nas audiências ou caçadas, e à noite, como dormia na câmara real, entre os íntimos do rei, se este estava triste, tocava a harpa, para tranquilizar seu coração. (página 19)

Na página 23 e seguintes, a maioria das cenas de Morholt, habitante da Irlanda, inspira a referência de Golias, desde a descrição de seu tamanho "um gigante cavaleiro", quanto a ousadia e afronta perante ao reino de Marcos. Eis o ultraje de Morholt perante o país da Cornualha:

Entretanto, e eu excetuo somente a vós, Rei Marcos, como convém, se algum dos vossos barões quiser provar por duelo que o rei da Irlanda não tem razão, cobrando tal tributo, aceitarei o desafio. Qual dentre vós, senhores, quer se bater em duelo pela libertação desta terra?
Olharam-se os barões, entre si, os olhos baixos, curvando em seguida a cabeça. "Observa", dizia um consigo mesmo, "a estatura do Morholt da Irlanda: ele é mais forte que quatro homens robustos. Olha a espada: ignoras que sua espada por sortilégio faz voar a cabeça dos mais audazes campeões, desde que, há tantos anos, é enviado pelo rei da Irlanda aos seus desafios, pelas terras vassalas? Estás procurando a morte? Por que tentas a Deus?" (página 24).

E, da forma que Golias desafiou os israelitas no campo de batalha, Davi se surpreendeu com a covardia do seu povo e pediu licença à Saul para lutar com o gigante. Davi era jovem demais para a guerra, sua presença se dava naquele campo por levar alimento aos seus irmãos. Ouvindo as vergonhas proclamadas por Golias ao seu povo, o jovem pastor se alista para enfrentá-lo. Com Tristão, sucede semelhança cena:

Então, prosternando-se aos joelhos do rei, disse Tristão:
- Senhor rei, se vos apraz concederdes a mil tal honra, bater-me-ei em duelo.
Inutilmente tentou o Rei Marcos dissuadi-lo da empresa. Parecia-lhe muito jovem o cavalheiro; de que lhe serviria a ousadia? (página 25)

A batalha de Tristão:

Os barões choravam de pena do belo jovem corajoso e de vergonha por si mesmos. "Ah, Tristão", diziam, "ousado barão, bela mocidade, por que não empreendo eu, em vez de vós, tal batalha? Minha morte traria menos dor a esta terra!".
Os sinos tocaram, e todos os da baronia e os do povo, velhos, crianças, mulheres, orando e chorando, escoltaram Tristão até a praia. Eles ainda esperavam que algo acontecesse, pois de poucos recursos vive a esperança no coração dos homens.
Tristão subiu sozinho em uma barca e navegou para a Ilha de Saint-Samson. No mastro da sua barca, o Morholt içara uma rica vela de púrpura e, antes do outro, chegou à ilha. Já amarrava a barca na praia, quando Tristão, tocando a terra por sua vez, afastou a embarcação para o mar.
- Que fazes? - disse Morholt. - Porque não prendes tua barca a uma amarra?
- Para quê? - respondeu Tristão. - Só um de nós voltará vivo daqui: não lhe bastará apenas uma barca?
E os dois, foram para o duelo, incitando-se por palavras ultrajantes, penetrando na ilha.
Ninguém viu a luta, mas, por três vezes, o vento do mar trouxe, à terra firme, um clamor furioso. Então, em sinal de luto, as mulheres batiam palmas em coro, os companheiros do Morholt riam, agrupados à parte, diante de suas tendas. Enfim, a certa hora viu-se, ao longe a vela de púrpura; a barca do irlandês saía da ilha e a voz do desespero retumbou: "O Morholt! o Morholt!" Mas como a barca crescesse, aproximando-se, viram todos de repente, no cimo de uma vaga, de pé, à proa, um cavaleiro de cujo punho brandia uma espada. Era Tristão! (página 25 e 26).

A descrição bíblica para esta cena, é:

Um guerreiro chamado Golias, que era de Gate, veio do acampamento filisteu. Tinha dois metros e noventa centímetros de altura. Ele usava um capacete de bronze e vestia uma couraça de escamas de bronze que pesava sessenta quilos; nas pernas usava caneleiras de bronze e tinha um dardo de bronze pendurado nas costas. A haste de sua lança era parecida com uma lançadeira de tecelão, e sua ponta de ferro pesava sete quilos e duzentos gramas. Seu escudeiro ia à frente dele. Golias parou e gritou às tropas de Israel: "Por que vocês estão se posicionando para a batalha? Não sou eu um filisteu, e vocês os servos de Saul? Escolham um homem para lutar comigo.
Se ele puder lutar e matar-me, nós seremos seus escravos; todavia, se eu o vencer e o matar, vocês serão nossos escravos e nos servirão". E acrescentou: "Eu desafio hoje as tropas de Israel! Mandem-me um homem para lutar sozinho comigo".Ao ouvirem as palavras do filisteu, Saul e todos os israelitas ficaram atônitos e apavorados.
1 Samuel 17:4-11

E,..
Davi disse a Saul: "Ninguém deve ficar com o coração abatido por causa desse filisteu; teu servo irá e lutará com ele". Respondeu Saul: "Você não tem condições de lutar contra este filisteu; você é apenas um rapaz, e ele é um guerreiro desde a mocidade".
Davi, entretanto, disse a Saul: "Teu servo toma conta das ovelhas de seu pai. Quando aparece um leão ou um urso e leva uma ovelha do rebanho, eu vou atrás dele, atinjo-o com golpes e livro a ovelha de sua boca. Quando se vira contra mim, eu o pego pela juba, atinjo-o com golpes até matá-lo. Teu servo é capaz de matar tanto um leão quanto um urso; esse filisteu incircunciso será como um deles, pois desafiou os exércitos do Deus vivo. O Senhor que me livrou das garras do leão e das garras do urso me livrará das mãos desse filisteu". Diante disso Saul disse a Davi: "Vá, e que o Senhor esteja com você".
Então Saul vestiu Davi com sua própria túnica. Colocou-lhe uma armadura e um capacete de bronze na cabeça. Davi prendeu sua espada sobre a túnica e tentou andar, pois não estava acostumado àquilo. E disse a Saul: "Não consigo andar com isto, pois não estou acostumado". Assim tirou tudo aquilo, e em seguida pegou seu cajado, escolheu no riacho cinco pedras lisas, colocou-as na bolsa, isto é, no seu alforje de pastor e, com sua atiradeira na mão, aproximou-se do filisteu. Enquanto isso, o filisteu, com seu escudeiro à frente, vinha se aproximando de Davi. Olhou para Davi com desprezo, viu que era só um rapaz, ruivo e de boa aparência, e fez pouco caso dele. E disse a Davi: "Por acaso sou um cão para que você venha contra mim com pedaços de pau? "E o filisteu amaldiçoou Davi invocando seus deuses, e disse: "Venha aqui, e darei sua carne às aves do céu e aos animais do campo!"
E Davi disse ao filisteu: "Você vem contra mim com espada, com lança e com dardo, mas eu vou contra você em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem você desafiou. Hoje mesmo o Senhor o entregará nas minhas mãos, e eu o matarei e cortarei a sua cabeça. Hoje mesmo darei os cadáveres do exército filisteu às aves do céu e aos animais selvagens, e toda a terra saberá que há Deus em Israel.Todos que estão aqui saberão que não é por espada ou por lança que o Senhor concede vitória; pois a batalha é do Senhor, e ele entregará todos vocês em nossas mãos".
Quando o filisteu começou a vir na direção de Davi, este correu depressa na direção da linha de batalha para enfrentá-lo. Retirando uma pedra de seu alforje ele a arremessou com a atiradeira e atingiu o filisteu na testa, de tal modo que ela ficou encravada, e ele caiu com o rosto no chão. Assim Davi venceu o filisteu com uma atiradeira e uma pedra; sem espada na mão ele derrubou o filisteu e o matou. 1 Samuel 17:32-50

Ok, essas foram as visões similares que encontrei.

Mas, e a história? A leitura abrange um amor impossível, iniciado por uma bebida tomada por descuido; bebida esta que serviria para tornar a vida da bela Isolda feliz - pois era contra sua vontade que se uniria ao rei da Cornualha.
A bebida parece estar presente em romances tipicamente trágicos. Lembremos de "Romeu e Julieta" de Shakespeare. Ambos os levam à morte; porém, em "Tristão e Isolda" a bebida é a responsável por haver amor entre os protagonistas. Na obra de Shakespeare é o que promove a morte em si. Na lenda medieval, a existência de duas almas amantes que precisam se separar pelas conveniências sociais, torna a vida de ambos em um sepulcro aberto.
Eles tentaram viver separados, porém, definhavam com a ausência mútua. Admiro a obstinação em tentar viver separados para não magoar quem, para Tristão, deveria ser o único a usufruir do amor de Isolda: o rei Marcos.

Uma das marcas deste amor, também, é a imprudência. Como dois corações apaixonados podem ser precitado quando perto do amante!

A despeito do rei e dos vigias, os amantes gozaram sua felicidade e seus amores.
Aquela noite alucinou os amantes; quando a vontade quer, todos os perigos são desprezados (...) (página 94).

Este amor celta é muito racional. Ele não menospreza o outro, contrário, busca o bem-estar e a companhia do outro. Porém, este sentimentalismo exacerbado existente em "Romeu e Julieta" não é visto neste romance. Pode haver, talvez, vez ou outra, uma vaga presença deste tipo de "amor" - mas, em sua maioria, a história não se preocupa em apresentar este estilo de afeição.
Porém, ambos são amores puros. Mesmo casado com outra (também, chamada pela alcunha de "Isolda"), Tristão não manteve relações sexuais com ela. Manteve-se, até a morte, fiel a sua única e amada Isolda. Porém, Isolda não pode manter a mesma fidelidade sexual por estar casada com o rei Marcos, logo, precisou comparecer à sua "função" em alguns momentos.

Como em Romeu e Julieta, ambos morrem. E tal como a obra de Shakespeare, eles morrem juntos, porém, em tempos diferentes.
Em Shakespeare, Romeu encontra sua amada "morta" e decide morrer com ela. Depois, ela acorda, e morre, desta vez de verdade, com ele. Se não é assim, é por aí (riso).
Em "Tristão e Isolda", a esposa do cavalheiro se vinga de seu marido por nunca lhe haver amado e desejado como a primeira Isolda. Ao ver o barco do irmão se aproximar com a vela branca - significando que a amante do marido estava na nave), disse o contrário, que a vela era a negra - simbolizando a ausência da primeira Isolda.
De desgosto, Tristão se entrega à morte. Isolda, a esposa, se desespera e arrepende-se do mal feito. Porém, não se retrocede a morte. Morto estava o marido. A Isolda, amante, chega ao quarto e, percebendo seu amor morto, com ele morre.


Bom, acho que era isso o que tinha a dizer.
Gostei muito da leitura, e a recomendo.

Omnia Vanitas.

15 de abril de 2013

Idem..


Encontrei essa reportagem no FB e decide aderir à ideia.

Até o final deste ano, estarei disponibilizando uma caixa desta em meu bairro. Escolherei um ponto estratégico, comprarei (e aceitarei doações) livros em geral e semearei boa cultura.

Deixo, agora, a reportagem extraída da página Viciados em Livros.

Tenham um bom dia!

Omnia Vanitas.


Olha que projeto legal! LITTLE FREE LIBRARY!

Apesar do tamanho exíguo, a ideia é grandiosa. Inaugurada em 2009 nos Estados Unidos, a intenção da Little Free Library é, como diz o nome, ser uma pequena biblioteca de graça, onde os livros circulam livremente. É uma biblioteca de bairro: pode ficar dentro de um café, por exemplo, ou no quintal de casa. A condição é que a casinha, feita com material reaproveitado, sirva como ponto de partida e de chegada de obras literárias.

O projeto, que inicialmente almejava algo em torno de 2.500 pontos, deslanchou. Se em 2011 os criadores Todd Bol e Rick Brooks festejavam a marca de cem bibliotecas, em 2013 viram o número extrapolar para seis mil, somando um total de dois milhões de livros trocados em mais de 32 países.

No Google Maps, há um mapeamento de todas as coleções registradas, incluindo três na África (bit.ly/JDzl7o). Na América do Sul, ainda não há nenhuma. A estimativa é que, seguindo esse ritmo, até o fim do ano o projeto alcance impressionantes 25 mil registros.

As pessoas que doam seus livros são encorajadas a escrever um pequeno bilhete apresentando o conteúdo. E os leitores seguintes, de preferência, devem adicionar suas impressões ao papel. A ideia é que a seleção seja formada por “títulos preferidos” — incluam-se aí romances e histórias infantis — e também por ensinamentos práticos, como manuais.

Para cadastrar uma biblioteca na Little Free Library em sua cidade, é preciso pagar uma licença no valor de US$ 35. O preço cobrado pela casinha varia, mas no site (littlefreeli brary.org.) há instruções completas para se construir uma (aí sim, de graça), usando elementos recicláveis e resistentes. A criatividade cuida do resto.


Fonte: O Globo - 12/04/13 - Por Alice Sant’anna

5 de abril de 2013

Precioooso..

Adivinhem o que eu estava fazendo? FUÇANDO A NET haha E achei essa reportagem toda sinistra e interessantíssima no site de O Globo em 02/04/2013.

Segue:


Anel exposto em palácio inglês foi inspiração para J.R.R.Tolkien escrever “Senhor dos Anéis” e " O hobbit’.
Segundo historiadores, essa peça romana foi amaldiçoada pelo dono.

A destruição de um anel que governa todas as criaturas da Terra (Média, no caso) é o que move a aventura de Frodo Bolseiro no clássico “O Senhor dos Anéis”. A fantástica história de J.R.R.Tolkien e também sua predecessora, “O Hobbit” - na qual Bilbo Bolseiro encontra o temível anel -, podem ter sido influenciadas por um anel de verdade. A peça entrou em exposição nesta terça-feira (2) no palácio rural The Vyne, em Hampshire, na Inglaterra.

O anel é tão largo que só pode ser usado com uma luva por cima do dedo. Feito com 12g de ouro, ele tem um desenho e a seguinte inscrição em latim: “Senicianus vive bem com Deus”.
Segundo historiadores, o anel foi encontrado em 1785 por um fazendeiro em um local próximo ao vilarejo Silchester (invadido por Roma e abandonado desde o século 7). Mesmo não havendo registros, os pesquisadores acreditam que o fazendeiro tenha vendido a joia à família Chute.
Décadas depois, na cidade de Lidney, em Gloucestershire, uma tábua foi encontrada no local conhecido como Monte do Anão. Nela, havia uma maldição escrita por Silvanus, que informava ao deus Noden que seu anel tinha sido roubado. O romano sabia quem tinha cometido o crime e desejava que o deus o punisse: “Sobre aqueles que levam o nome de Senicianus, não dê saúde até que ele traga o anel de volta ao templo de Nodens”.
- É particularmente fascinante ver uma evidência física do anel de Vyne, ligado a (história feita por) Tolkien, associada a uma maldição - contou Lynn Forest-Hill, da instituição "The Tolkien Trust", ao jornal britânico "Guardian".
Ao que as evidências indicam, Tolkien estudou esta história quando ainda era professor na Universidade de Oxford, e dois anos depois lançou "O hobbit". A primeira edição do livro e uma cópia da maldição estão expostas junto com o anel romano.

28 de fevereiro de 2013

Leitura Passageira



Essa reportagem do site da Unimed é, exclusivamente, para mim, que adoro ler nas exaustivas (porém, rentáveis) viagens de ônibus:



Faça um teste e tire um livro da bolsa para ler no ônibus. Pode ser que demore um pouco, mas é praticamente fato que algum passageiro, por boa vontade, diga para você: "ler no ônibus faz mal para a vista porque ele balança o tempo todo e pode descolar a retina". Há também quem diga que ler no metrô é melhor que a primeira opção, pois a pista tem menos desnivelamentos que o asfalto.

De acordo com André Souza Soares Maia, oftalmologista especialista em doenças da retina, "todas estas crenças não passam de mito". "O máximo que a pessoa pode ter é enjôo e dor de cabeça com leitura no trânsito. O risco de descolamento de retina de quem está lendo é o mesmo de quem não está. Pode acontecer caso ocorra uma freada brusca e se a pessoa tiver uma lesão predisponente", completa.

Segundo o médico, o descolamento da retina é normalmente um desdobramento de lesões, trações e/ou micro-roturas predisponentes, que podem evoluir com infiltração ou descolamento na retina, especialmente quando ocorre um trauma na cabeça. "Este impacto pode fazer com que os olhos se movimentem de uma forma muito brusca. É por isso que vários lutadores de boxe e jogadores de futebol são propensos a terem este transtorno e precisam fazer um exame chamado mapeamento de retina, pelo menos, uma vez ao ano", explica.

Outro grupo que possui chances de descolar a retina são os míopes, conta André Souza Soares Maia. "Eles também precisam se consultar, anualmente, mesmo que não apresentem os sintomas de lesão, que são flashes luminosos e pequenos pontos que se movem no campo visual", afirma.

Pessoas acima de 60 anos também tendem a apresentar problema e devem fazer um controle periódico. "No caso delas, o descolamento acontece devido a alterações que se espera encontrar nesta idade, fazendo com que a retina sofra modificações que podem predispor ao deslocamento", esclarece Maia. Ele acrescenta que entretanto, “é necessário ter em mente que todos estão sujeitos a alterações da retina, mesmo os que não se enquadram nestes grupos".

Quando ocorre de fato o descolamento da retina, o principal sintoma é a perda súbita de uma parte do campo visual superior, inferior ou lateral e nasal. “A única forma de tratar o transtorno é por meio de uma cirurgia e a recuperação depende da extensão da área afetada e do tempo levado para procurar atendimento médico especializado”, diz André Souza Soares Maia. De acordo com o oftalmologista, se o problema for tratado em uma semana e/ou não atingir a área central, as chances de recuperação são boas. Se for entre três e quatro semanas e/ou não atingir a área central, são razoáveis. No entanto, se passar de quatro semanas, são ruins. "Em alguns casos nem operamos o paciente, pois a relação risco X benefício não compensa", afirma, salientando a importância do acompanhamento: "a prevenção através do exame é bem mais simples que a cirurgia. Se o paciente tiver lesão predisponente, haverá condições de tratá-lo e deixá-lo seguro, zerando a possibilidade de descolamento".

31 de dezembro de 2012

Dois lados...




Estava fuçando a net, como sempre, e vejam só a reportagem que encontrei no Facebook - através da página Imagens Históricas.
Essa reportagem me lembrou que preciso comprar e ler O Médico e o Monstro(Robert Louis Stevenson) - sem querer ofender a figura de Mordrake.

Hoje, dia 31 de dezembro de 2012, último dia deste ano, essa reportagem vem muito a calhar. Como não lembrar do deus Jano que possui, segundo o mito grego, uma face voltada para o futuro e outra para o passado. É este mesmo deus que originou o nome do primeiro mês do nosso calendário.

Uma pequena observação que encontrei no blog de Jorge Carrano:
O nome janeiro, dado ao primeiro mês do ano, tem origem em Jano, ou, em latim, Janus, deus romano, simbolizado com duas faces, uma voltada para o passado e outra voltada para o futuro.
Por decisão de Julio Cesar, o imperador, foi fixado o dia 1º de janeiro, como o primeiro do ano. Este era, também, o dia consagrado ao deus Jano.
No mundo ocidental, comemora-se o réveillon do verbo réveiller, (que significa despertar), celebrando o fim de um ano e o início de outro, chamado de Ano Novo.


Outro homem de duas faces que não esquecemos tão fácil, é o Duas Caras do comic Batman - tive o prazer de conhecê-lo no filme "Batman, O Cavaleiro das Trevas" (ótimo filme - como esquecer da magnífica interpretação de Heath Ledger). Originalmente, o Duas Caras foi baseado na rainha nórdica Hela, que também possui duas personalidades: boa e outra má, óbvio.

Bom, chega de referências, ou ficarei aqui a manhã inteira postando. Voltemos à Edward Mordrake, o real.
Eis o que diz a reportagem na fan page:

Edward Mordrake, o homem com duas faces, no século 19.

Edward Mordrake era um herdeiro de um título de nobreza do século XIX, na Inglaterra, considerado um talentoso e brilhante músico. A história completa desse sujeito foi perdida no decorrer do tempo, pois seu caso ocorreu no início da história médica. O inglês sofria de uma anomalia conhecida como Craniopagus Parasiticus.

Ele tinha uma face extra na parte de trás de sua cabeça. Essa face ocupava uma parte menor do crânio e exibia sinais de inteligência, contudo, dizia-se que essa face apresentava intenções malignas. O próprio Mordake relatava que havia situações em que ele estava triste e sua face de trás ficava rindo como se estivesse zombando de seus sentimentos. Foi dito também que seus olhos acompanhavam o movimento das pessoas ao redor e seus lábios constantemente faziam barulhos assustadores. Embora nenhuma voz fosse compreensível, Edward jurou que muitas vezes ele era mantido acordado durante a noite por conta dos sussurros de ódio de sua face gêmea maligna (como passou a chamá-la) e dos murmúrios macabros.

Os relatos sobre a vida de Mordake apontam que ele tentou suicidar-se diversas vezes, depois que seus médicos desistiram de fazer a remoção cirúrgica de sua segunda face, pois a cirurgia seria fatal. Desesperado, cometeu suicídio aos 23 anos de idade. Existem duas versões sobre a morte de Edward, uma com veneno e outra com um tiro em um dos olhos da sua outra face.

Em ambas as versões, Edward deixou para trás uma carta pedindo que a "face demoníaca" fosse destruída de sua cabeça, antes de seu sepultamento, para que ele não continuasse a ouvir seus terríveis sussurros no túmulo. Ele viveu em completo isolamento, recusando-se às visitas, até mesmo dos membros da sua família. Ainda na carta, ele queria que fosse enterrado em um lugar deserto, sem pedra ou legenda para marcar seu túmulo.

Fonte: Livro Anomalies and Curiosities of Medicine.
Autor do post: Diego Vieira

15 de agosto de 2012

As Parcas



Ouvi falar sobre as Parcas quando comecei a me interessar pelo livro de Alexandre Dumas, Os Três Mosqueteiros. Athos - Porthos e Aramis são representações para Nona - Décima e Morta.
O título inicial da obra de Dumas seria: Athos, Porthos e Aramis; porém, uma sugestão da editora em alterar o título para Os Três Mosqueteiros foi aceito pelo escritor - por achar que a falta de bom senso, sabendo que são quatro heróis, ajudaria na divulgação da obra.

E, agora, lendo Drácula, O Morto Vivo, houve uma nova menção às Parcas.
Logo, fui até um site e comprei um livro a respeito delas. Assim que eu terminar a leitura dele farei uma pequena resenha aqui. Portanto, esperem por mim! (risos).

Caso estejam interessados sobre elas e não puderem se permitir esperar pelo post, olhem visitem este site onde poderão sanar a curiosidade.

Vanitas Vanitatum!




Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...