18 de agosto de 2016

Destino - Parcas

As Parcas, por Salviati
Olá, leitores anônimos!!! Estou bem longe das publicações nesta semana ! Depois de um "combo" de publicações sobre meu querido Miguel de Cervantes, eu "pisei no freio" por alguns motivos: tenho trabalhos no sebo (minha paixão) e tenho curtido alguns esportes olímpicos.  Mas..

Como eu havia prometido, deixe-me escrever sobre as místicas parcas.

As parcas {morias ou destino} são soberanas sobre deuses e homens. A trindade é composta por Cloto, Láquesis e Átropos. A função de cada uma no universo {conforme sequência} é dar a vida, tecer o curso da vida e, finalmente, dar um fim à existência humana. 
As pinturas sobre estas três figuras são sempre representadas por mulheres, geralmente velhas e de semblante sisudo! {Como se a vida fosse uma brincadeira, não é mesmo, fadado leitor}.

"Com seu olhar frio, as Moiras assistem à farsa* efêmera da vida no palco da terra. Não têm compaixão de ninguém. Nem dos fortes nem dos fracos. Nem dos homens nem dos deuses".
É isso mesmo, querido leitor, não adianta fazer drama e lamentar a falta de sorte; ou, não tente se gabar pela boa sorte que lhe acompanha, pois segundo a mitologia tudo já está tecido antes de você caminhar firme sobre suas próprias pernas. "As Moiras comandam. Os homens obedecem".

Os grandes escritores gregos e romanos já comentavam em suas obras sobre estas três mulheres implacáveis e vingativas. Sim, vingativas! 

Homero em sua Ilíada já as descreveu como irrevogáveis: o que está escrito determinado está. 

"Nem homens nem deuses podem ir além de suas próprias fronteiras, que são fronteiras dadas pela Moira". 

Destino, fadado leitor! Ninguém poderia interromper aquilo que estava destinado a acontecer. Mas...haviam dedos ágeis em mudar sua fortuna e quando isso acontecia, audacioso leitor, a irmã Vingança vinha ao encontro daquele que mudou seu destino. E  ela chegava! Vem na forma de culpa - castigo - expiação. A ordem era colocada no lugar. Neste ponto o Destino era confundido com a moral social. 
Quando eu fiz a promessa de escrever sobre estas senhorinhas, eu fui influenciada pela série Supernatural. Quando o anjo Baltasar muda o destino das vítimas do Titanic {não o fazendo naufragar}, a Vingança volta e busca os descendentes das almas que foram poupadas no naufrágio. Esta era a forma de manter a ordem cósmica - punir a prole que não deveria ter nascido. 
Equilíbrio - esta é a minha palavra para definir a representação destas três irmãs chamadas de Destino. 

Os filósofos também conversavam sobre a ideia de Destino.
Platão, no décimo livro de República, as chama de "filhas da Necessidade"; onde Láquesis canta o passado, Cloto canta o presente e Átropos canta o futuro. Plutarco define o Destino como a "alma do mundo". Cícero é enfático ao dizer que tudo o que está escrito acontecerá. 
Mas a filosofia se divide em duas escolas: aquela que aceita passivamente o Destino e aquela que a consciência e ação do homem podem transformar seu destino - e esta segunda escola surge no século V a.C. quando "o povo grego luta para livrar-se das opressões sociais e das injustiças políticas".

Reservado leitor, termino por aqui esta pequena publicação por aqui. As páginas que li são bem mais explicativas sobre o assunto, mas meu conhecimento é ínfimo e não permite que eu me alongue além daquilo que me fadado conhecer! ;)

Omnia Vanitas



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