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5 de outubro de 2019

Vigésima segunda leitura..


Olá, anônimo leitor!

Que livro sensacional! 
Eu já tinha me encantado com o filme, mas o livro foi uma experiência maravilhosa.

Antes de qualquer coisa ser escrita a mais, eu preciso dizer que detestei a Ruth.

Em um lugar que lembra um orfanato, Kathy H. viveu toda a sua infância. Entre todas as crianças, Ruth e Tommy foram o mais próximo convívio  que teve a instituição de Hailsham. 

A função deste orfanato não era buscar por uma nova família para aquelas crianças. E este não era o único lugar a promover este tipo de vida. 
As crianças eram bem cuidadas: tinham programa médico completo, atividade escolar padrão com incentivo à arte.  Jogos, esportes, brincadeiras...nada faltou na educação dessas crianças nesta peculiar instituição.

Porém, durante o crescimento destas crianças, uma forma velada de informação era passada aos alunos: uma forma de vida que não era pensada de outra maneira senão como a aquela que lhes era devida.

Eu gostei muito da leitura - principalmente no final que ficou tão incompleto, depois de ler - sobre a "missão" da vida das crianças de Hailsham. 

Das três crianças, todas foram cuidadoras como Kathy, mas só esta última soube desempenhar o verdadeiro papel de como cuidar de alguém. Ruth, na minha opinião, era muito egoísta para função; e Tommy era frágil demais para cuidar de si, quanto mais prestar serviço à alguém.

Como escrevi acima, não gostei de Ruth. E, para minha surpresa, encontrei no temperamento desta personagem o que eu mesmo precisei mudar em mim.


26 de agosto de 2017

Não me abandone jamais..

Cena do filme Não Me Abandone Jamais

Acabei de chorar.

Há algum tempo que um filme não provoca em mim essa tristeza.

O filme se chama Não Me Abandone Jamais, baseado no livro (publicado em 2005) de Kazuo Ishiguro, escritor nipo-britânico. Talvez, assim como eu, você nunca tenha ouvido/lido alguma coisa sobre ele, mas fato é que ele não novato na área. Seu primeiro livro foi publicado em 1982 (Uma Pálida Visão dos Montes), mas sua obra aclamada é Os Despojos do Dia e, ganhou um prêmio literário em 1989.

Sobre o livro homônimo, esta é a sinopse:
Kathy H. tem 31 anos e está prestes a encerrar sua carreira de cuidadora. Enquanto isso, ela relembra o tempo que passou em Hailsham, um internato inglês que dá grande ênfase às atividades artísticas e conta, entre várias outras amenidades, com bosques, um lago povoado de marrecos, uma horta e gramados impecavelmente aparados. No entanto, esse internato idílico esconde uma terrível verdade. 'Não me abandone jamais' reflete, através da ficção científica, a questão da existência humana.
Kathy, Tommy e Ruth compartilham a infância e o início da juventude sob de teto do internato Hailsham. E eles conhecem o destino que lhes aguarda - e esta conclusão é inevitável. 
Mas o espectador assiste com a esperança de que haja uma mudança, que aja uma reação, uma rebelião; que haja uma luta pela vida - para que esta se torne mais completa e tenha um significado maior. 
Eu torci, até o último segundo da cena final; e não suportei a passividade perante o destino destes personagens - perceber a condescência perante a conclusão. Conclusão. Sem esperança. Sem sonhos. Sem sentimento.

Mas o que sabemos sobre viver? 


Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...