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10 de março de 2020

Leitura dez..


Olá, equivocado leitor!!

Fim de mais uma leitura! E esta foi especial porque se trata de um dos meus personagens preferidos: Basílio de Brito.

O Primo Basílio é uma das grandes obras do escritor português Eça de Queiroz.
O livro trata da história de um casal que vive uma vida confortável e pacata no subúrbio de Lisboa. As relações sociais de Luísa e Jorge são de nível medianas à medíocres; porém, por Jorge ter um emprego como engenheiro, faz-se respeitável perante a vizinhança. 

Nesta paz que entra Basílio. 
Vindo à Lisboa para negócios e Jorge, neste mesmo período, ausenta-se de casa para ir trabalhar em outra cidade. Sabendo da ausência do marido da prima, Basílio vai à casa de Luísa para saber como a prima está - de aparência, para saber se está conservada ou feia. Imediatamente, as fagulhas do antigo namorico reacendem em ambos, tornando o adultério inevitável.

Luísa Mendonça do Brito Carvalho, a do Engenheiro, tem um caráter simplório e é coberta de mimos - desde antes do casamento. Nada a vida lhe pareceu muito difícil de conseguir e seu temperamento é romanesco: acredita ser amada pelo primo apenas porque merece esse amor, e o fantasia como se fosse saída de uma romance de Dumas (filho).

Os livros lidos pelos personagens ou apenas mencionados na trama são um esboço da própria obra. Como citei acima, o livro lido por Luísa é A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas (filho). Na trama, uma mulher cortesã vive um romance com um jovem estudante de Direito. Outro momento que um livro é apresentado - de modo a significar tão bem o momento da trama, é a representação teatral de Fausto do escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe, onde e protagonista vende a sua alma e em troca quer o amor de uma mulher. 

A personagem de Luisa é a principal personagem na trama. Mesmo Basílio está à margem na trama. 

E por falar em Basílio. Ele tem trinta e quatro anos quando reencontra sua prima, casada. Luísa tem vinte e cinco anos. O romance deles começou que ela tinha dezoito. A separação brusca do casal devido ao falecimento de um parente de Basílio - e das suas dívidas, segundo as línguas afiadas, o fizeram sair do país e vir para esta terra nossa, o Brasil. 
Apesar da dor da separação, o casamento com Jorge não foi penoso para a moça; mas o reencontro trouxe a nostalgia de um romance abandonado. 

Porém, Basílio é um canalha. O único motivo para estar em Lisboa, segundo ele mesmo, é por causa de Luísa. Esta afirmação não significa que lhe quer bem, apenas a deseja e usufrui dos prazeres que desfrutam no Paraíso. 
Ambos vivem esse adultério de modo pleno. E, também, vivem de modo leviano pois a do Engenheiro esquece de ter cuidados para que a vizinhança não note suas saídas ou as visitas frequentes de Basílio. E quem está prestando atenção nesta relação parental é Juliana Couceiro Tavira. 

Juliana é a empregada "de dentro" do casal Carvalho. Ela é uma "herança" que Jorge trouxe da casa de uma tia. Esta tia, adoentada ao longo de um ano, teve a sua cabeceira a dedicada Juliana. Como enfermeira zelosa, cuidou a velha tia até o fim...com apenas um interesse: ganhar uma gorda herança da doente para que pudesse parar de trabalhar e tornar-se senhora e deixar de ser serviçal. 
Toda a sua vida foi de sofrimento nas casas que trabalhou, e naquelas em que foi bem tratada, com toda a amargura que adquiriu não conseguia reconhecer os benefícios e boas atenções que lhe davam. 
Ao perceber que poderia fazer uma pequena fortuna e deixar de trabalhar para poder cuidar de sua saúde - e talvez, até encontrar um marido - viu na relação de Luísa e Basílio a sua moeda da boa sorte. 

Infelizes mulheres. Seja Luísa ou Juliana, ambas se iludiram em suas paixões. Enquanto a patroa achava-se amada e adorada pelo amante, a empregada achou-se rica com os abusos que fazia Luísa sofrer. 

Para finalizar, este romance deveria ser lido por todos que pensam em ter um relacionamento, seja ele qual for. Eça de Queiroz apresenta a realidade das relações que são romanceadas: amantes, litigioso, ambicioso, adúltero; a expectativa e convívio real das situações são mais complexas do que nas páginas de um livro. 

Omnia Vanitas. 💀

24 de fevereiro de 2020

Leitura sete..


Olá, realista leitor!

Quando eu iniciei a leitura de O Seminarista, duas obras foram citadas no prefácio: Eurico, o Presbítero (Alexandre Herculano) e O Crime do Padre Amaro (Eça de Queiroz).
Infelizmente, o livro do Alexandre Herculano está na minha biblioteca lá na casa dos meus pais. Felizmente, Eça de Queiroz estava à mão.

Que livro!!!

Eu achei que a leitura estaria comprometida por eu conhecer o final da história. Ledo engano. Nada se perdeu durante a leitura por este motivo. Até gostei do Amaro Vieira - pelo menos até o capítulo XII.

Esta obra de Eça (e também outras, como Os Maias) causou burburinho quando do seu lançamento. Qual! Falar assim do clero e da instituição eclesiástica não deveria ser permitido. Mas o foi!

Eça de Queiroz apresenta uma sociedade mesquinha, habilidosa e sem virtude na figura do clero da pequena cidade de Leiria. O poder dessa classe era tão forte que ditou o modo de vida da região; ditando casamentos, empregos e vícios.

Amaro Vieira é um órfão que ficou sob a tutela da família na qual seus pais eram empregados. Franzino e de compleição submissa e tímida, sua tutora, ao falecer, o deixou de herança uma função: tornar-se padre. Padre? Justo à Amaro que adorava a companhia da mulheres, seus paparicos e chamegos. Porém, não tinha ideia do que ser na vida, mas sabia que padre não queria ser. Nunca compreendeu aqueles que se engajaram na profissão por amor a ela. Mas padre se tornou. Seu tempo de seminário foi um suplício e, não fosse pelo conde Ribamar, genro da sua tutora, viveria em uma comunidade serrana - totalmente fora dos centros urbanos onde ferviam atualidades e mulheres lindas. 
Leiria foi um ótimo celeiro para Amaro. Uma cidade repleta de vícios religiosos onde a figura da igreja - seja qual o seu cargo, era respeitada como o próprio Deus - e tão pouco questionável quanto o próprio. 
Apesar de se chocar com esta sociedade no início, Amaro fácil se acostumou a ela - visto que sempre um janota que aprecia tudo o que é bom e de fácil acesso.

Amélia Caminha é uma jovem de Leiria criada por uma mãe carola. Viveu sempre rodeada pelo clero e ouvindo história sobre esta classe de forma romanceada: uma mulher que perdeu o amor do sua vida e tornou-se freira para não se entregar a outro homem, ou o padre que se apaixonou por uma freira que teve a sua vida eclesiástica ofuscando essa paixão e blá-blá-blá.
Então, para uma jovem de vinte e três anos foi fácil apaixonar-se pelo bonito padre que chegou na região: Amaro Vieira. 

Eça de Queiroz deixa muito claro como o clero abusou do seu poder sobre as mentes fracas de seus seguidores. Criticou, também, o sacerdócio sem a vocação e como isso pode levar a uma função fora dos propósitos da fé. 
Todos os personagens, desde o menor até o principal apresentam vícios e caráteres que são baixos na personalidade humano. Pessoas mesquinhas e inclementes, orgulhosas, avarentas  e odiosas. 
Porém, antes de terminar a obra, Eça apresenta um personagem carismático e exemplo de sacerdócio. É uma flor em meio as ervas daninhas. 

Eu adorei a leitura desta obra, e, assim como minha mãe, odiei o Amaro - e fui torcedora fiel de João Eduardo (outro queridão que coloquei na minha lista junto com Ferrão).

Omnia Vanitas. 💀



16 de outubro de 2019

Vigésima sétima leitura ..



Olá, leitor !!

Outro livro do projeto "Outubro" finalizado.
Este livro - na verdade, foi outro exemplar - eu comprei em uma feira que acontece na escola que eu estudava. Eu não lembro de ter terminado a leitura época, mas uma frase eu nunca esqueci:
Miguel cerrou os dentes...

O motivo de ela se manter na minha cabeça foi porque eu troquei os verbos cerrar e serrar.  Tolo, não é?

Pântano de Sangue (1987) é a segunda aventura (e não a última) de Os Karas: Miguel, Crânio, Chumbinho, Magri e Calu. 

Os Karas! O avesso dos coroas, o contrário dos caretas! Aquele grupo secreto de alunos do Colégio Elite reunido por Miguel só pela farra, pela aventura, mas que logo acabou se envolvendo em perigos reais. 

A primeira aventura real foi em A Droga da Obediência (1984), que é algumas vezes mencionada na trama de Pântano de Sangue.  Infelizmente, para mim, eu não li a primeira aventura da turma, logo, não foi possível compreender algumas situações.

Mas esta não foi a última aventura de Os Karas:

- Anjo da Morte (1988)
- A Droga do Amor (1994)
- Droga de Americana! (1999)
- A droga da amizade (2014)

Na trama de Pântano de Sangue, a turma começa um dia comum de aula com a brutal morte do professor de Matemática. Crânio, o aluno mais próximo do professor, não se conforma com a morte e parte em busca de resposta..no pantanal mato-grossense. 
Nesta demanda, os amigos encontram muitas coisas erradas acontecendo no coração do Pantanal: tráfico de drogas, de animais, mortes (de pessoas e animais) e  a contínua extinção dos índios.
Uma história muito inteligente que todo adolescente (e adultos) deveriam ter na estante.

Uma das coisas me chamou à reflexão foi a questão dos índios; e quero ir um pouco além do livro para expor meu ponto de vista sobre o assunto.

Certa vez, lendo um livro de Rachel de Queiroz "As Terras Ásperas" (1993), vários temas são abordados em forma de crônicas: política, mulher, nordeste, seca, escravidão ... E um dos textos mencionava a condição do índio no Brasil. 
Depois de ler essa crônica, eu pensei: Por que o índio tem que viver no mato? Não tem sentido. Promove-se ao homem branco todo o conforto de uma civilização urbana (e rural) mas ao índio damos o mato. Será uma tentativa de tentar deixar a consciência limpa por todo o mal causado na colonização deste triste país?  E se o índio não quiser mais viver no mato? E que lhe seja imputado o direito de usufruir da terra que habita. 
Uma cultura sofre transformações ao longo de sua história, isso é muito natural acontecer. Que os índios e seus descendentes, se assim quiserem, vivam onde quiserem: seja no mato ou na cidade. A cultura indígena precisa ser preservada, isso é fato - mas não pode ser enclausura em uma floresta. 
Índio é índio dentro ou fora da tribo. 




26 de setembro de 2019

Mais um sonho realizado..



Olá, leitor!!

Que momento delicioso eu tenho para compartilhar! 

Eu tinha uma vontade enorme de conhecer um determinado sebo em São Paulo (capital). 
Neste final de semana, viajamos para lá para visitar a família do meu marido e, foi necessário, permanecer durante quatro dias por lá. 
As outras vezes que os visitamos, nem de longe tínhamos tempo livre para andar pela cidade. 
Desta vez, eu "exigi" visitar o Sebo do Messias.  
Leitor, eu sou apaixonada por esse lugar, e ele foi uma das inspirações para o Sebo do Portuga.
E, em uma preparação para viver um outro lado da compra de livros, eu fiz um pedido on line com retirada no balcão. 💗
Eu estava muito ansiosa pela chegado do momento de visitar (e comprar) livros "diretamente da fonte". 
Porém, o tempo não era somente meu e eu tive o prazer de visitar os autores que amo (e ainda faltaram tantos outros que esqueci em meio a emoção de estar lá) entre as prateleiras do senhor Messias
Mas nada se compara ao ver o dono do Sebo, o senhor Messias A. Coelho. A minha timidez não permitiu que eu fosse cumprimentá-lo, mas vê-lo ativo na loja foi muito emocionante para mim e, levantei uma pergunta: estarei eu, também, atrás do balcão e sendo tão cuidadosa quanto ele depois de tantos anos como livreira? Em meu coração é o meu desejo.

Na foto acima, os exemplares que comprei (exceto Não Me Abandone Jamais e O Instituto) no Messias. Que momento para guardar na memória!

Lista dos livros:
(retirados no balcão)
- A Cidadela
- Almas em Conflito
- Três Amores
(de A. J. Cronin - que ainda falarei sobre)

(comprados na loja)
- A Mortalha de Alzira (Aluízio Azevedo)
- As Mil e Uma Noites v.8 (coleção fechada) 
- Enquanto Eu Te Esquecia (Jennie Shortridge) - presente para minha mãe
- Primo Basílio (Eça de Queiroz)

Para os exemplares extra-Messias,  O Instituto (Stephen King) foi presente do meu marido quando passamos em frente a Livraria da Travessa, em Pinheiros. 
E, Não Me Abandone Jamais foi a leitura concluída durante a estadia em São Paulo. 


Omnia Vanitas 💀


23.09.19, foto by marido 

18 de abril de 2019

Pedido ..


Bom dia, afortunado leitor!

Nesta manhã eu fiz uma comprinha básica de livros.

Os suspeitos de sempre listam os itens dessa compra.

- Machado de Assis: nunca é de mais ter um Machado na estante.

- Daphne Du Maurier é um desejo antigo. Eu já assisti ao filme homônimo e adorei; e minha mãe precisa conhecer essa história!

- Eça de Queiroz se tornou meu queridinho. Chegou no Sebo duas obras dele (que já estão na minha estante): - As Cidades e a Serra e - A Correspondência de Fradique Mendes. Logo, a minha primeira escolha foi uma sequência para Fradique Mendes e a outra Alves e Cia achei interessante a sinopse.

Agora a minha lista de Livros não Lidos soma 225. Já a lista de Livros Lidos atinge a soma de 219.


Omnia Vanitas. 💀

15 de março de 2018

Coleção..


Olá, anônimo leitor!

Depois de muito tempo e muito decidir, comprei esta edição de Os Maias, do português Eça de Queiroz. Trata-se da terceira edição, não há o ano de publicação - infelizmente - mas reza a lenda que a data gira em torno de 1904. 

Estes exemplares são velhinhos, desbotados, cheios de imperfeições e marcas; ou seja,  eles são  lindos!

6 de novembro de 2016

A Lista de Adelita


Voltei!

E estou com uma dúvida cruelíssima! Que livros ler em 2017?

No ano que vem, eu me comprometi a ler todos os livros que eu já li (e tenho); ou seja, 2017 será um ano de releituras. Será maravilhoso poder ler os livros que me encantaram .. mas, QUE LIVROS DEVO ESCOLHER??

Vou ler Maugham: mas que livros de Maugham devo ler? Amo todos que li: O Véu Pintado, O Fio da Navalha, Ah King, Histórias dos Mares do Sul ..nossa! Tudo de Maugham eu amo!

E Stephen King? Meu primeiro livro foi O Cemitério, adorei Desespero, Cujo, O Iluminado, A Coisa, Misery .. tudo!

E Tolkien? O Hobbit, Silmarillion ou a trilogia do Anel? Todos? E Contos Inacabados, Mestre Gil de Ham, Roverandom..??

E as irmãs Brontë? E Jane Austen?

E ainda tem Dostoièvski, Melville, e ainda tem a literatura brasileira: Machado de Assis, José de Alencar, Rachel de Queirós, Aluísio Azevedo e .. e.. tantos livros e apenas 365 dias. Que injusto! Que cruel!

Sem contar que não posso deixar minhas leituras em francês paradas para não retroceder .. então, ou releio tudo o que li em francês ou terei problemas em mantes o vocabulário que aprendi até agora!

A vida é cruel com leitores compulsivos e ansiosos!

Omnia Vanitas!

9 de julho de 2015

Literatura Brasileira..



Estava eu indo para o trabalho, de zarco, lendo, ouvindo meu rock preferido, quando uma citação de Mansfield Park (sim, aguente, leitor, é minha leitura atual) chamou minha atenção.

Henry Crawford estava conversando com Edmund Bertram sobre literatura. A leitura de H.C. havia feito era de Shakespeare, Henrique VIII. E, durante a conversa dos jovens, com o intuito de impressionar a distraída ouvinte, Fanny Price, os meninos divagavam sobre como a literatura está envolvida no meio social. Segue:

(...) Mas a gente fica conhecendo Shakespeare não se sabe como. É uma parte da constituição inglesa. Seus pensamentos e encantos estão tão espalhados por todo o mundo que o encontramos em toda a parte; fica-se íntimo dele por instinto. Nenhum homem de alguma inteligência é capaz de abrir uma boa parte de uma de suas peças sem lhe cair imediatamente no fluxo dos pensamentos.
— Não há dúvida que Shakespeare nos é familiar até certo ponto, disse Edmund, desde a
primeira infância. As passagens célebres são repetidas por todo o mundo; estão na maior parte dos livros que lemos e nós todos falamos com Shakespeare, usamos suas imagens, descrevemos com as suas descrições; mas isto é inteiramente diverso de lhe dar o sentido que você dá. Conhecê-lo por este ou aquele trecho é muito comum; conhecê-lo mesmo por todas as suas obras, não é, talvez, pouco comum (...).

E, então, eu senti um "pesar" literário de conhecer Shakespeare somente na minha juventude, quando estava perto dos meus dezoito anos, na leitura de um livro que emprestei na Biblioteca Pública da cidade. E, lembrei, também, de um colega que  tive que leu O Senhor dos Anéis (J.R.R. Tolkien) na época do Ensino Médio (se é que isso existe lá na Bélgica). E, eu fui ler O Hobbit quando já passava dos vinte e poucos...

 E, neste devaneio eu pensei que os escritores brasileiros eu fui conhecer também neste período. E que tempo maravilhoso foi quando os conheci. Aprendi a gostar de Machado de Assis, José de Alencar, Aluízo (de) Azevedo, Rachel de Queiróz, Graciliano Ramos (chorei muito com a morte da cachorra Baleia)...

Eu não deprecio o fato de lermos escritores estrangeiros, mas parece que a cultura atual não valoriza os nossos escritores brasileiros. Torce-se o nariz para os clássicos e os contemporâneos devem, perdoe-me se estou errada, seguir a moda estrangeira para agradar os neo-leitores. 
Eu adorei ler Dom Casmurro (Machado de Assis); as três mulheres de José de Alencar: Lucíola, Emília (Diva) e Aurélia (Senhora). Li Rachel de Queiróz com entusiasmo, e descobri que amo Aluízio (de) Azevedo ao ler O Cortiço e, meu deus, eu amei ler O Mulato (que leitura surpreendente).

Temos tantas boas joias literárias no nosso país (exceto por Paulo Coelho -  rs) que não devíamos menosprezar esses talentos que compõem a Academia Brasileira de Letras de maneira impecável - exceto por Paulo Coelho.

Ensinem as pessoas a gostarem, a lerem mais literatura brasileira. É maravilhoso!

Omania Vanitas.

30 de abril de 2014

Compras ..


Alguns livros que comprei em um passeio pela cidade! (rs).

" A Cor Púrpura" de Alice Walker, eu li no início da minha juventude, lá pelos 17-18 anos.

Rachel de Queiróz eu conheço através de “O Memorial de Maria Moura” e “O Quinze”. Então, com ótimas referências como estas, eu adquiri “As Terras Ásperas”.

Sobre Virgínia Woolf, ainda não li nenhuma obra dela, então, para minha estreia, escolhi “Orlando”.

O grandão é um livro de Charles Dickens, “Grandes Esperanças”.

Morris West é meu outro estreante com o seu “O Advogado do Diabo” - que, pelo que entendi, não tem tem nada a ver com o filme estrelado pelo maravilhoso Keanu Reeves.

Escondidinho ali, entre “Orlando” e “As Terras Ásperas”, está um velho conhecido: Sir Arthur Conan Doyle. O livro é “O Gato do Brasil”. Trata-se de um livro de contos - muito interessantes, aliás. Adorei a leitura.

Estas obras foram compradas em 15 de março deste ano.

Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...