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31 de janeiro de 2020

Empréstimo..


Olá, leitor!

Essa semana começou com uma conversa literária na agência dos Correios que frequento: Cervantes tem ou não um biografia paupável - além das obras que deixou?
Enquanto eu coloquei em dúvida a existência de uma biografia do autor de Dom Quixote, o atendente dos Correios foi contra minha opinião.
Com uma pitada de rivalidade literária, foi proposta uma leitura a partir da biografia que cada um tem em sua biblioteca - no meu caso, Cervantes de Jean Canavaggio. E, meu colega atendente, esta edição de Roger Chartier.
Para efeito de biografia, o francês não tem nada a oferecer; apenas a história sobre um conto que se encontra na primeira parte do livro O Engenhoso Dom Quixote da Mancha: Cardenio.

Eu lembro desta história em especial por conter duas citações de que sou apaixonada:

Quem não tenciona satisfazer não regateia condições no contratar.
e
Se aos céus piedosos apraz que chegues a gozar algum descanso, em nenhum lugar, leal, firme e formosa senhora minha, o encontrarás ao meu parecer mais seguro que nestes braços que te agora recebem, e que já em outro tempo te receberam quando a fortuna permitiu que eu pudesse chamar-te minha.

Neste livro, Roger Chartier traz documentos factuais que apontam que este mesmo conto "Cardenio" foi apresentado por Shakespeare.

Ainda estou nas primeiras páginas, mas a viagem até uma época de publicações obscuras de autores esquecidos é maravilhosa. Um simples conto traz em si muitas facetas de um período que as traduções e publicações ainda engatinhavam. 

Se eu conseguir ler até o final  - pois trata-se de uma leitura pesada (com datas, nomes e períodos desconhecidos para mim), trarei um breve esboço da obra.

Torça por mim, anônimo leitor!

Omnia vanitas. 💀💪

22 de maio de 2017

Antecipação..



Olá, leitor anônimo!

Este mês ainda não terminou e eu já antecipei minha compra do mês. 
Cinco livros do acervo do Portuga foram escolhidos por mim. São eles:

- Hamelet, de William Shakespeare. 
Esta edição estava flertando comigo desde que chegou e mesmo "correndo o risco" de vendê-la, peguei-a para mim. 

- Os Grandes Julgamentos da História: Joana D'arc.
A heroína francesa que conheci ao ler uma obra de Alexandre Dumas agora será conhecida em maiores detalhes. A mulher que foi julgada por heresia e esquecida pela França por longos anos; atualmente recebe um tratamento diferente para sua façanha: ouvir a voz divina que lhe colocou na batalha para salvar sua pátria da derrota.

- Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco.
Olhei para ela nesta manhã e decidi que preciso conhecer melhor as obras que neguei na juventude por pura ignorância de vocábulos que eu achava enfadonhos. Por deus, hoje me fascinam. 

- O Único Amor de Ana Maria, de Isa Silveira Leal.
Assim como a obra de Shakespeare, este livro estava em meus planos por algum tempo. Gosto muito de literatura infanto-juvenil (mas não faço delas minha principal meta). Aprecio a linguagem pueril e simples de alguns escritores. E, justamente por ser o nome de uma protaginista de outro livro que li na minha adolescência, resolvi colocá-lo no meu acervo. Quem sabe, se um dia eu tiver uma filha, ela não se interesse por este livro, também? (rs)

- Risíveis Amores, de Milan Kundera
Escritor tcheco mundialmente conheci. Agora posso descobrir porque o mundo o venera.

Isto é tudo, querido leitor. 
Até o final deste mês, eu pretendo terminar a leitura de "A Coisa" de Stephen King e postar alguns apontamentos significativos sobre esta minha releitura. .. E já estou em cólicas por não decidir qual será a minha leitura seguinte....!!!!!

9 de maio de 2017

Lembranças de leitura..




Olá, esquecido leitor! Faz tempo que não escrevo por aqui, mas tenho boas razões: nada para escrever.
Semana passada mal toquei na leitura atual "A Coisa" - Stephen King pois estava intretida com um quebra cabeça que contém duas mil peças. Logo, nada a declarar, exceto a dor nas costas e nas pernas pela posição contínua de estar sentada no chão e curvada sobre o brinquedo para encaixar as peçinhas. 

Mas..voilà! Aqui estou!

Início de mês é quando estou livre para comprar algum livro do meu interesse..e esse foi  mês foi Shakespeare, Romeu e Julieta.

Confesso que já tenho um exemplar em casa, da Martin Claret, mas esse "novo" é em capa dura e tem letras encantadoramente perfeitas para leitura.
Esse exemplar chegou no sebo faz dois meses e eu agourei cada minuto dele dentro da loja. Sempre que um cliente perguntava: Tem Shakespeare?; eu mostrava os títulos e o dito Romeu e Julieta, acrescentando: Este livro está em promoção por conter furos de traça de capa a capa.
Anônimo leitor, eu estou "nem aí" para os tais furos; o exemplar é lindo! 
Comprei!

Eu ainda lembro da primeira leitura que fiz desta famosa obra shakespeariana: perto da idade de dezenove e ingênios anos. Lembro de tê-lo locado na biblioteca pública da cidade  e lembro, também, que o final da leitura foi no quarto dos meus pais em um final de tarde de sábado. Acredite, leitor, eu lembro até do que jantei naquela noite e, também, eu lembro da angústia de esperar um término diferente para o casal enamorados..

E sinto uma saudade grande de frequentar a biblioteca de Joinville, renovar meu cartão para retirada de livros, da lista que minha amiga ACK e eu tínhamos das leituras (Skoob à moda antiga), dos prazos apertados de entrega e, principalmente, das tardes de leitura na casa dos meus pais.


20 de junho de 2016

Um homem chamado Cervantes..




Faz algum tempo que chegou em minhas mãos uma revista* que contém um artigo em "comemoração" dos quatrocentos anos da morte de dois ícones da literatura universal: Miguel de Cervantes e William Shakespeare.

A parte da reportagem sobre o inglês eu passei; eu preferi ler apenas Cervantes.
Mas o que dizer sobre este espanhol que não permitiu que sua intimidade fosse alvo de curiosos?

Permita-me escrever o que discorrem sobre o homem Cervantes:
"Só no século XVIII descobriu-se a certidão que provava o nascimento de Miguel na cidade universitária de Alcalá de Henares, na periferia de Madri (...). A data pode ter sido 29 de setembro, dia de São Miguel embora o batismo só fosse feito em 9 de outubro. O ano não se discute: 1547".
Há  poucas certezas sobre Cervantes. Segundo Jean Canavaggio:
 "O período da infância e adolescência é um borrão. Vamos encontrá-lo no início da juventude fugindo para a Itália depois de ferir um rival em um duelo (...). Lutou em 1571 na grande batalha de Lepanto - um golfo da Grécia -, em que o Império Otomano sofreu uma dura derrota diante da chamada Liga Santa, (...) ali perdeu a mão esquerda" [para glória da direita - acréscimo]
Em 1575, ao retornar à Espanha, Cervantes foi capturado por piratas e liberto apenas cinco anos depois; fato este que deu origem à uma das frases do Cavaleiro da  Triste Figura:
"A liberdade, Sancho, é um dos mais preciosos dons que os céus deram aos homens".
O outro sobrenome de Cervantes (Saavedra) é adotado após seu casamento; e foi neste período ele atuou em duas funções: escritor literário e coletor de impostos. 
Nota pessoal: no livro Um Escravo Chamado Cervantes, Fernando Arrabal descreve Cervantes como, possivelmente, homossexual. 

A vida de Miguel de Cervantes é especulada há muito tempo; e nada é encontrado para que se escreva algo sobre a intimidade do espanhol. Diários, cartas, anotações; nada. Certa vez li uma reportagem em uma página oficial sobre Cervantes, afirmando, ou especulando, que a ossada o escritor havia sido encontrada. As iniciais MC estavam junto ao lugar que o esqueleto foi encontrado. Porém, sem nenhum outro parente para comparar o DNA do escritor, fica-se somente a interrogação sobre de quem serão os ossos.
Na obra de Arrabal, que citei acima, pouco se sabe, exatamente, sobre a vida de Miguel de Cervantes. Ele, Arrabal, descreve fatos históricos interessantíssimos que fazem parte do contemporâneo do espanhol, mas pouco sobre seu objeto de estudo. 

Há mais informação sobre Cervantes nesta postagem que escrevi sobre outra comemoração da sua morte.

O artigo da revista* também descreveu a obra principal deste espanhol: As Aventuras do Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha. Mas deixarei para escrever em outra postagem, para que não fique cansativo e perca o valor da obra.

Omnia Vanitas.


*RODRIGUES, Sergio. Os Inventores do Mundo: entre o ideal e a realidade. Revista Veja, edição 2475 - ano 49 - nº17; página 94 à 99. 27 de abril de 2016

Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...