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6 de novembro de 2016
A Lista de Adelita
Voltei!
E estou com uma dúvida cruelíssima! Que livros ler em 2017?
No ano que vem, eu me comprometi a ler todos os livros que eu já li (e tenho); ou seja, 2017 será um ano de releituras. Será maravilhoso poder ler os livros que me encantaram .. mas, QUE LIVROS DEVO ESCOLHER??
Vou ler Maugham: mas que livros de Maugham devo ler? Amo todos que li: O Véu Pintado, O Fio da Navalha, Ah King, Histórias dos Mares do Sul ..nossa! Tudo de Maugham eu amo!
E Stephen King? Meu primeiro livro foi O Cemitério, adorei Desespero, Cujo, O Iluminado, A Coisa, Misery .. tudo!
E Tolkien? O Hobbit, Silmarillion ou a trilogia do Anel? Todos? E Contos Inacabados, Mestre Gil de Ham, Roverandom..??
E as irmãs Brontë? E Jane Austen?
E ainda tem Dostoièvski, Melville, e ainda tem a literatura brasileira: Machado de Assis, José de Alencar, Rachel de Queirós, Aluísio Azevedo e .. e.. tantos livros e apenas 365 dias. Que injusto! Que cruel!
Sem contar que não posso deixar minhas leituras em francês paradas para não retroceder .. então, ou releio tudo o que li em francês ou terei problemas em mantes o vocabulário que aprendi até agora!
A vida é cruel com leitores compulsivos e ansiosos!
Omnia Vanitas!
9 de julho de 2015
Literatura Brasileira..
Estava eu indo para o trabalho, de zarco, lendo, ouvindo meu rock preferido, quando uma citação de Mansfield Park (sim, aguente, leitor, é minha leitura atual) chamou minha atenção.
Henry Crawford estava conversando com Edmund Bertram sobre literatura. A leitura de H.C. havia feito era de Shakespeare, Henrique VIII. E, durante a conversa dos jovens, com o intuito de impressionar a distraída ouvinte, Fanny Price, os meninos divagavam sobre como a literatura está envolvida no meio social. Segue:
(...) — Mas a gente fica conhecendo Shakespeare não se sabe como. É uma parte da constituição inglesa. Seus pensamentos e encantos estão tão espalhados por todo o mundo que o encontramos em toda a parte; fica-se íntimo dele por instinto. Nenhum homem de alguma inteligência é capaz de abrir uma boa parte de uma de suas peças sem lhe cair imediatamente no fluxo dos pensamentos.
— Não há dúvida que Shakespeare nos é familiar até certo ponto, disse Edmund, desde a
primeira infância. As passagens célebres são repetidas por todo o mundo; estão na maior parte dos livros que lemos e nós todos falamos com Shakespeare, usamos suas imagens, descrevemos com as suas descrições; mas isto é inteiramente diverso de lhe dar o sentido que você dá. Conhecê-lo por este ou aquele trecho é muito comum; conhecê-lo mesmo por todas as suas obras, não é, talvez, pouco comum (...).
E, então, eu senti um "pesar" literário de conhecer Shakespeare somente na minha juventude, quando estava perto dos meus dezoito anos, na leitura de um livro que emprestei na Biblioteca Pública da cidade. E, lembrei, também, de um colega que tive que leu O Senhor dos Anéis (J.R.R. Tolkien) na época do Ensino Médio (se é que isso existe lá na Bélgica). E, eu fui ler O Hobbit quando já passava dos vinte e poucos...
E, neste devaneio eu pensei que os escritores brasileiros eu fui conhecer também neste período. E que tempo maravilhoso foi quando os conheci. Aprendi a gostar de Machado de Assis, José de Alencar, Aluízo (de) Azevedo, Rachel de Queiróz, Graciliano Ramos (chorei muito com a morte da cachorra Baleia)...
Eu não deprecio o fato de lermos escritores estrangeiros, mas parece que a cultura atual não valoriza os nossos escritores brasileiros. Torce-se o nariz para os clássicos e os contemporâneos devem, perdoe-me se estou errada, seguir a moda estrangeira para agradar os neo-leitores.
Eu adorei ler Dom Casmurro (Machado de Assis); as três mulheres de José de Alencar: Lucíola, Emília (Diva) e Aurélia (Senhora). Li Rachel de Queiróz com entusiasmo, e descobri que amo Aluízio (de) Azevedo ao ler O Cortiço e, meu deus, eu amei ler O Mulato (que leitura surpreendente).
Temos tantas boas joias literárias no nosso país (exceto por Paulo Coelho - rs) que não devíamos menosprezar esses talentos que compõem a Academia Brasileira de Letras de maneira impecável - exceto por Paulo Coelho.
Ensinem as pessoas a gostarem, a lerem mais literatura brasileira. É maravilhoso!
Omania Vanitas.
14 de fevereiro de 2014
Mais Livros ..
Ontem, mais alguns livros chegaram! Foi um mês de muitas compras e presentes inesquecíveis!
Com o Presley estão:
- As Virgens Suicidas (Jeffrey Euginedes) - compra efetuada através da Estante Virtual
Estava procurando por esta obra fazia muito tempo, porém, o preço estava salgado demais! Dia 29/1 eu encontrei este livro por R$8,00 + frete = R$ 11,89. Sem piscar, comprei-o!
- O Fio da Navalha
- Dramas na Malásia - compra feita no Sebo do Messias (virtual). Depois de ler "O Véu Pintado" eu ensaiei mais algumas compras deste autor - William Somerset Maugham. Compulsiva como sou, comprei duas obras que casam com o mesmo dono de "O Véu Pintado" :)
- O Sertanejo (José de Alencar) - adquirida, também, no Sebo do Messias. Esta obra foi uma recomendação de um estranho enquanto eu estava lendo dentro do ônibus - a caminho do dentista. O rapaz percebeu que eu estava lendo "Lucíola" e, logo que eu fechei o livro, ele chamou minha atenção e disse, em meio a nossa conversa breve "Leia O Sertanejo! Você vai gostar". Ok! Está comprado e, um dia, lerei (rs). Talvez, por justiça, eu leia "Guerra dos Mascates" antes, pois já está mais tempo na minha prateleira!
Omnia Vanitas.
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