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5 de setembro de 2021

Leitura 20..


 Olá, abandonado leitor ! 

Fim da última leitura de Agosto.

Mesmo não sendo mais tão assídua nesta página, mesmo este não sendo a maior leitura que fiz este ano; eu não quero deixar passar o registro de "A Laguna Azul" (1908) aka, A Lagoa Azul de Henry de Vere Stacpoole.

Depois de ser explorado de modo exaustivo nas telas da televisão dos anos 80 e 90, eu decidi comprar o exemplar (talvez dois anos atrás, não lembro) e ler este clássico oitentista. 

Sim, eu adorei ler este livro! Adorei o frenesi do final e quase chorei com o senhor Lestrange quando ele encontrou Dick e Emelina (e também Ana - o filho do casal de náufragos).


A narrativa não é prolixa. A vida na ilha não é detalhe em seus pormenores como, por exemplo: como um fluído de isqueiro pôde durar oito anos? Ou, como eles suportavam o frio da estação de inverno sendo que não tinham as roupas para a estação - e mesmo se tivessem, não serviriam depois de alguns anos na ilha.

Esses e outros questionamentos para uma vida prática não são respondidos, ou, talvez, o fato de que o homem se adapta à uma nova vida quando a necessidade o obriga seja a resposta. Esses detalhes perdidos ou não necessários, me fizeram lembrar da explicação do Abade Faria para Edmond Dantès em "O Conde de Monte-Cristo" sobre como ele criou, dentro de uma masmorra, papel, pena, vela etc  dentro do cárcere*.

Dick e Emelina chegaram à uma ilha do Pacífico ainda crianças e sem muitas experiências sobre como cuidarem de si. Tiveram como tutor neste pequeno paraíso, um velho bêbado e cheio de crendices  infantis tanto quanto eles. As crianças não sabiam explicar o que sentiam pois não conheciam palavras para esses sentimentos: sejam bons ou ruins. Quando um ciclone atacou a ilha, não souberam dizer que fenômeno natural era aquele: conheciam a chuva e os dias de sol - tudo o mais era inexplicável. Dick falava pouco - era lacônico muitas vezes; uma explicação seja o vocabulário limitado da infância. Até mesmo a gravidez de Emelina não foi explicada: em momento algum o narrador diz que ela estava com uma grande barriga ou mesmo comunicou se houve algum "susto" quando sua primeira menstruação aconteceu. Simplesmente, aceitamos o fato que eles sabiam que os animais tinham crias e, para Emelina, quando ela acordou do desmaiou que teve na floresta, perto de si havia uma criança e quando Dick perguntou sobre o bebê, ela respondeu "Eu o encontrei no mato. (...) Eu me senti muito doente, então fui descansar no mato e não me lembro de mais nada; quando acordei, ele estava lá". O menino, pois era um menino, recebeu o nome de "Ana" pois era "a lembrança de um outro bebê, cujo nome ela ouvira uma vez".

Tudo isso fascina no livro - muitas vezes é preciso adivinhar o que aconteceu justamente por essa falta de ter um nome para a ação ou coisa - o que eu achei muito atraente na leitura - o fato do narrador nos levar a pensar somente explicando o que aconteceu e permitindo que o leitor experimente a limitação dos protagonistas.

"A Laguna Azul" tem duas continuações - não publicadas no Brasil:

- The Garden of God (1923)

- The Gates of Morning (1925)

Talvez eu me arrisque a lê-los em inglês, mas não me comprometerei tão firmemente sobre isso.


Omnia Vanitas 💀


*"(...) Il faut le malheur pour creuser certaines mines mystérieures cachées dans l'intelligence humaine; il faut la pression pour faire éclater la poudre. La captivité a réuni sur un seul point toutes mes facultés flottantes çà et là; elles se sont heurtées dans un espace étroit (...)" - Tome Premier: XVII - La chambre de l'Abbé, page 226. Pocket Classiques nº 6216.

14 de abril de 2020

Fábula de La Fontaine..


O Ancião e os Três Jovens

Um octogenário plantava árvores.
"Construir, nessa idade, entende-se; porém, plantar árvores?, diziam três Jovens da vizinhança. "Sem dúvida, está caduco! Que fruto obterá de seu trabalho? Quantos anos você ainda tem de vida? Por que trabalhar para um futuro que não vai aproveitar? Pense nos erros passados, renuncie às esperanças futuras e aos empreendimentos ambiciosos. Este solo é bom somente para nós".
"Não é assim", respondeu o Ancião. "Tudo o que projetamos tarda em se realizar e dura pouco. As pálidas Parcas jogam da mesma forma com os seus dias e com os meus. Igualmente breves são suas vidas. Quem de nós será o último a ver a luz do dia? Meus bisnetos e tataranetos se lembrarão de mim como um homem honrado que se aplicou no trabalho para o bem alheio. Essa satisfação é um fruto que eu colho e saboreio hoje mesmo, e saborearei amanhã e alguns dias mais, pois é possível que eu veja muitas auroras sobre a sepultura de vocês".
O Ancião tinha razão.
Um dos três Mancebos se afogou no porto, indo para a América. Outro, ansioso por alcançar os primeiros postos nas missões de Marte, servindo à República, sucumbiu a um golpe imprevisto. O terceiro caiu de uma árvore que tentava cortar; e o Ancião, depois de chorar sua morte, escreveu na lápide funerária o que acabei de contar.

Fábulas de La Fontaine, ilustrações de Gustave Doré, editora Lafonte.




LE VIEILLARD
ET LES TROIS JEUNES HOMMES

Un octogénaire plantait. (1)
Passe encor de bâtir ; mais planter à cet âge !
Disaient trois Jouvenceaux, enfants du voisinage ;
Assurément il radotait.
....... ...... Car au nom des Dieux, je vous prie,
Quel fruit de ce labeur pouvez-vous recueillir ?
Autant qu'un patriarche il vous faudrait vieillir.
À quoi bon charger votre vie
Des soins d'un avenir qui n'est pas fait pour vous ?
Ne songez désormais qu'à vos erreurs passées :
Quittez le long espoir et les vastes pensées ;
Tout cela ne convient qu'à nous.
Il ne convient pas à vous-mêmes,
Repartit le Vieillard. Tout établissement (2)
Vient tard et dure peu. La main des Parques blêmes
De vos jours et des miens se joue également.
Nos termes(3) sont pareils par leur courte durée.
Qui de nous des clartés de la voûte azurée
Doit jouir le dernier ? Est-il aucun moment
Qui vous puisse assurer d'un second seulement ?
Mes arrière-neveux me devront cet ombrage :
Hé bien défendez-vous au Sage
De se donner des soins pour le plaisir d'autrui ?
Cela même est un fruit que je goûte aujourd'hui :
J'en puis jouir demain, et quelques jours encore ;
Je puis enfin compter l'aurore
Plus d'une fois sur vos tombeaux.
Le Vieillard eut raison ; l'un des trois Jouvenceaux
Se noya dès le port allant à l'Amérique.
L'autre, afin de monter aux grandes dignités,
Dans les emplois de Mars servant la République, (4)
Par un coup imprévu vit ses jours emportés.
Le troisième tomba d'un arbre
Que lui-même il voulut enter ; (5)
Et pleurés du Vieillard, il grava sur leur marbre
Ce que je viens de raconter.

La forme est celle d'une narration ; en fait, une inscription "gravée dans le marbre" par l'un des personnages de la narration...ce que nous révèlent les deux derniers vers.
La narration trouve ses sources dans Abstémius où le débat se limite à un vieillard et à un seul jeune homme qui se tue en tombant d'un arbre où il était monté pour prendre des greffes.
Ce modèle est enrichi de nombreux souvenirs d'Horace, Sénèque, Cicéron, Virgile.

(1) faisait planter
(2) tout ce que l'homme établit
(3) les limites de notre existence
(4) l'État
(5) greffer

fonte: clique aqui

Omnia Vanitas 💀

5 de outubro de 2019

Vigésima segunda leitura..


Olá, anônimo leitor!

Que livro sensacional! 
Eu já tinha me encantado com o filme, mas o livro foi uma experiência maravilhosa.

Antes de qualquer coisa ser escrita a mais, eu preciso dizer que detestei a Ruth.

Em um lugar que lembra um orfanato, Kathy H. viveu toda a sua infância. Entre todas as crianças, Ruth e Tommy foram o mais próximo convívio  que teve a instituição de Hailsham. 

A função deste orfanato não era buscar por uma nova família para aquelas crianças. E este não era o único lugar a promover este tipo de vida. 
As crianças eram bem cuidadas: tinham programa médico completo, atividade escolar padrão com incentivo à arte.  Jogos, esportes, brincadeiras...nada faltou na educação dessas crianças nesta peculiar instituição.

Porém, durante o crescimento destas crianças, uma forma velada de informação era passada aos alunos: uma forma de vida que não era pensada de outra maneira senão como a aquela que lhes era devida.

Eu gostei muito da leitura - principalmente no final que ficou tão incompleto, depois de ler - sobre a "missão" da vida das crianças de Hailsham. 

Das três crianças, todas foram cuidadoras como Kathy, mas só esta última soube desempenhar o verdadeiro papel de como cuidar de alguém. Ruth, na minha opinião, era muito egoísta para função; e Tommy era frágil demais para cuidar de si, quanto mais prestar serviço à alguém.

Como escrevi acima, não gostei de Ruth. E, para minha surpresa, encontrei no temperamento desta personagem o que eu mesmo precisei mudar em mim.


25 de agosto de 2018

Maratona ..


Olá, anônimo leitor! 

Semana passada meu marido precisou viajar à trabalho. E, desde que esta notícia chegou ao meu conhecimento, eu programei fazer "maldades" na ausência dele.

A minha "maldade" consistiu em assistir as minisséries baseadas nos livros de Jane Austen, Charlote Brontë e Elizabeth Gaskell.

Já tinha muito tempo que eu não assistia essas produções por respeito às obras originais porque sou uma pessoa um pouco confusa: misturo os livros com as minisséries e me perco ao contar as histórias.

Primeiramente, assisti Jane Eyre. Depois Orgulho e Preconceito, Emma, Miss Austen Regrets*, Razão e Sensibilidade. E, para terminar, Cranford.

E a cada capítulo, eu tinha vontade de pegar o livro e ler a história de uma só vez! Infelizmente, por falta de espaço em casa, estes livros estão na casa da minha mãe e, também, eu não abandonaria a leitura da época {À Espera de Um Milagre, Stephen King}.

Foi muito boa esta experiência extra-livro; e, por mais que eu ame Razão e Sensibilidade, eu descobri que tenho um carinho por Emma - e pelo senhor Knightley. 

Com a chegada de Setembro, chega a época de eu ler meu querido Norte e Sul, de Elizabeth Gaskell - motivo pelo qual eu não quis assistir à minissérie.

É isso aí, leitor! 
Termino esta publicação recomendando cada livro - todos valem muito a leitura! 

Omnia Vanitas 💀

* Miss Austen Regrets não é baseado em um livro, mas eu assisti, também, durante a maratona. 



4 de agosto de 2018

Rachel e Capitu





Publicado em 08maio18 no Sapo.pt

Olá, leitor anônimo!

Ontem à noite, enquanto eu fazia meus trabalhos domésticos, meu marido tentava me convencer à assistir algum filme. Nada do que eu ouvia me convenceu a sentar no sofá. Ele desistiu e, ao olhar para o aparelho de televisão eu vi a capa de um filme "Minha Prima Raquel". Gritei minha descoberta mas não houve parceria por mais de dez minutos - segunda-feira é um dia agitado na casa dos "do Cabo Ferreira".
Entre louça lavada, roupa na máquina, cachorro correndo.. eu assisti ao filme. Eu comecei a assistir apenas para decidir se eu deveria ou não comprar o livro. 

A tal prima Raquel é viúva do tutor de Phillip. Após o falecimento do tutor, Phillip vai ao encontro da sua prima para desmascará-la e culpá-la pela morte do marido.
Pobre Phillip. Apaixonou-se euforicamente por Raquel. Deu-lhe sua herança, as jóias da família e lhe creditou todo o amor que poderia ter em seu jovem coração. Porém, a prima não respondeu ao mesmo amor. Ele perdeu a razão sobre tudo ao redor.
Eu não contarei o desfecho do filme e anseio pela leitura desta obra de Daphne du Maurier.
O filme trouxe à minha lembrança uma obra clássica de Machado de Assis: Dom Casmurro.
Todo o ciúmes de Bentinho, suas acusações contra Capitu .. A narrativa deixa o leitor em dúvida sobre o caráter da esposa de Bentinho. Ainda é um mistério para os leitores a fidelidade de Capitu ao ciumento marido.
O mesmo eu senti sobre Raquel. Tudo nela pareceu ambiguo. O ciúmes, as dúvidas, as acusações.. Bentinho está para Phillip com Capitu está para Raquel.

21 de janeiro de 2018

Leitura três..



Querido leitor,

Eu conheci este livro da Alice Walker no início da minha juventude. E, depois de lê-lo, ao assistir o filme eu estava em prantos na primeira cena de Celie com Nettie.


A história conta a vida de duas irmãs que vivem vidas opostas: enquanto Celie vive conforme lhe designam, Nettie procura por uma vida melhor.
Ao se separar de Celie, Nettie promete lhe escrever sempre: infelizmente a irmã não recebeu nenhuma carta da sua irmã. 

A vida de Celie é triste: é estuprada pelo pai, seus dois únicos filhos são levados para a adoção, ela é dada em casamente ao um homem que não lhe trata melhor que seu pai, em sua nova casa ela é maltratada pelos filhos do marido que a reconhecem como uma pessoa com autoridade sobre elas. Mas ainda assim, Celie vive; ela espera receber notícias de sua irmã e enquanto isso escreve para Deus sobre seu cotidiano.

Aos poucos, ela recebe um tratamento humano de uma pessoa inesperada. Este amparo promove um novo olhar para a protagonista. 

Este é um livro triste, com uma história triste que sofre racismo e machismo em um grau alto e intolerável. Trata-se de uma narrativa com esteriótipos que comove em cada página; é uma história com personagens que são um exemplo de força e superação. 

Em meio a este sofrimento há uma cena que me faz rir junto com os personagens:
Bom, o Grady falou, tentando trazer a luz. Uma mulher num consegui um homem, se as pessoa falam.A Docí olhou pra mim e a gente riu. Aí a gente começou a dar e dar risada. Então a Tampinha começou a rir. Depois a Sofia. A gente quase morreu de rir.A Docí falou, Eles num são dimais? A gente falou hum, hum, e batemo na mesa, e limpamo a água dos olhoHarpo falou pra Tampinha, Fica quieta, Tampinha, ele falou. Dá má sorte rir de homem.Ela falou, Tá bem. Ela sentou reta, ingulindo a respiração, tentando num mexer a boca.Ele olhou pra Sofia. Ela olhou e riu na cara dele. Eu já tive minha má sorte, ela falou. Eu já tive o bastante pra poder rir o resto da minha vida.
Termino por aqui, querido leitor. Recomendo com muita segurança a leitura desta obra.

Omnia Vanitas. 💀

14 de janeiro de 2018

Leitura dois ..


Olá, leitor anônimo!

Assim como foi ao terminar a primeira leitura desta obra de Fannie Flagg, aos prantos terminei esta segunda leitura. 
As vinte páginas finais foram difíceis de ler porque as lágrimas simplesmente não paravam de fluir! Cada frase era um incentivo ao choro desenfreado.  Aviso a você, leitor: o livro não tem a ver com o filme - em algumas partes, principalmente no final. 

Esta obra foi relançada pela Folha de São de Paulo em um projeto chamado Mulheres na Literatura. Esta coleção começou a publicação em 20 de março de 2017 e terá seu último volume publicado em quatro de março deste corrente ano; desta forma completará trinta publicações. Só tem mulher de peso: Simone de Beauvoir, Jane Austen, Isabel Allende, Charlotte Brontë, Clarice Lispector, Emily Dickson, Louisa May Alcott, Florbela Espanca, Maria Adelaide do Amaral, Lya Luft e outras (não menos relevantes na literatura). As edições estão disponíveis em bancas de revistas/jornais. 
Agradeço muito por esta republicação de Tomates Verdes Fritos pois as edições que circulam pela internet estão com preços absurdos por um exemplar. 

Sobre o livro:
A história é sobre amizade: o coração é Ruth e Idge - mas há tantas amizades envolvidas na trama que inspiram um amor pelos personagens e pela cidade que é impossível não se apaixonar e querer estar lá. Eu não vou entrar na questão do relacionamento de Ruth com Idge - sim, era uma relação homoafetiva e isso não tem segredo nenhum (supere!). 
A senhora Treadgoode - narradora de parte da história da Parada do Apito, tem uma relação de amizade com Evelyn Couch, que é casada com Ed - um marido que não nota as aflições da esposa - e Evelyn não consegue encontrar uma utilidade para si. Ouvindo as histórias do Apito, ela é encorajada a mudar de atitude e tomar as rédias da sua própria vida sem pensar no que os outros pensam sobre isso.

A história não é contada de forma linear. A narrativa de Ninny (sra. Treadgoode), as histórias do semanário e a história corrente não seguem uma sequencia reta - e isso deixou minha mãe chateada e a fez desistir do livro na página cem (uma pena!).

Além do esteriótipo homessexual, o racismo é outro ponto tratado no livro Tomates Verdes Fritos. O fato de Idge e outras pessoas desafiarem uma minúscula sociedade ao se relacionarem com os negros da região, deixava o KKK* de cabelo em pé. E, uma coisa triste é que havia o Klan em um lugarejo com 250 habitantes. Apesar de não ser uma prática incentivada, este grupo existia nesta região do Alabama - assim como em todo lugar (mas com nomes diferentes). 

Eu recomendo esta deliciosa leitura.
Sinto muito assustado meu marido ao entrar aos prantos no escritório! E o consolo que ele me deu foi: Você poderá reler depois, amor! .. E me abraçou com delicadeza tratando do meu choro com  muito carinho. 

Omnia Vanitas. 💀

P.S.: Assim que tiver tempo, experimentarei a receita de Tomates Verdes Fritos.
P.S. do P.S.: a música Sweet Home Alabama tocava na minha cabeça durante toda a leitura.

25 de novembro de 2017

Thelma e Louise..



Olá, novamente, leitor! 

Deixe-me escrever agora sobre este filme que eu nunca havia assistido e, agora, já o assisti duas vezes: Thelma e Louise.

Eu achei fantástica esta história. 

Duas mulheres decidem passar o final-de-semana longe dos seus companheiros: Thelma vive um casamento e Louise um namoro e ambas estão frustradas com seus respectivos parceiros. 
Malas prontas, selfie tirada e pé-na-estrada! 

Primeira parada: um bar para relaxar antes de seguir viagem. E foi aí que tudo começou a sair do plano original. 
Thelma é assediada e quase estuprada. Louise, em defesa e em fúria, atira no canalha e o ditocujo morre. 

Agora é uma corrida para fugir da Lei. Caminho: México... e Brad Pitty no caminho.

Eu gosto deste filme porque ele não é um drama melabobo de duas mulheres que choram a sorte durante a trama. Claro que há o desespero pelo ocorrido, mas um plano é colocado em prática e assim segue. A amizade muito bem desenhada - para o meu gosto; não existe choramingo sobre isso ou aquilo. Há discussões, palavras grosseiras dos momentos insanos - evento superado e o plano segue em frente! A amizade continua sem drama. E, quando tudo dá errado de novo: um novo plano é feito.

Depois de se despojarem da maioria das coisas, a vestimenta, também, é alterada. Thelma esquece os vestidos rosas e Louise de se manter maquiada. A estrada muda o ponto de vista: pressa e discrição são urgentes. 

E o final? Eu adorei! Nada poderei ser como antes - e não deveria ser. 


23 de novembro de 2017

Le Petit Nicolas .. le film


A primeira vez que ouvi sobre este menino foi em uma aula de francês, quando eu morava em Joinville e escudava na Aliança Francesa. 

Com a mudança de cidade, eu descobri uma biblioteca francesa que tinha alguns livros deste personagem. E, desde a primeira leitura, eu me apaixonei pelo menino.

Nicolas e seus amigos estão sensacionais neste filme de 2010. 
A trama é composta de aventuras de diferentes livros: como eu tenho apenas três leituras - identifiquei "La Rentrée du Petit Nicolas" e "Joachim a des Ennuis" (leitura atual). Eu, também, li "Les Vacances du Petit Nicolas" mas não houve nenhuma referência sobre este livro (que eu tenha notado).

Tudo no filme é encantador, minha única frustração foi encontrar o filme apenas na versão dublada. Adoraria ouvir essas figurinhas na língua materna.

Como já escrevi, o enredo engloba alguns livros mas a história é muito bem encaixada; e uma das minha cenas preferidas de "La Rentrée.." é encenada. "Les Invincibles" se encontrarão em um terreno baldio para uma reunião e a palavra secreta deve ser dita: "Courage Indomptable" e claro que o Clotaire esquece a senha e o "porteiro" é Alceste (e sua fome).{versão do livro}. Infelizmente, no filme, Alceste n'était mager pas son petit pain au chocolat.
Apesar do meu personagem preferido ser o Alceste (depois do Nicolas, é claro), eu comecei a gostar muito do Clotaire.

O filme conta que Nicolas sente que seus pais o querem longe, depois da suposta gravidez da sua mãe. O enredo está em torno do que fazer para evitar que ele seja banido de casa.
Muita confusão, gritaria, manha e risada garantida quando a turma está reunida para ajudar o pequeno Nicolau! 

Recomendo, e ainda quero assistir este filme na língua original (e um dia, sem legenda em PT).

26 de agosto de 2017

Não me abandone jamais..

Cena do filme Não Me Abandone Jamais

Acabei de chorar.

Há algum tempo que um filme não provoca em mim essa tristeza.

O filme se chama Não Me Abandone Jamais, baseado no livro (publicado em 2005) de Kazuo Ishiguro, escritor nipo-britânico. Talvez, assim como eu, você nunca tenha ouvido/lido alguma coisa sobre ele, mas fato é que ele não novato na área. Seu primeiro livro foi publicado em 1982 (Uma Pálida Visão dos Montes), mas sua obra aclamada é Os Despojos do Dia e, ganhou um prêmio literário em 1989.

Sobre o livro homônimo, esta é a sinopse:
Kathy H. tem 31 anos e está prestes a encerrar sua carreira de cuidadora. Enquanto isso, ela relembra o tempo que passou em Hailsham, um internato inglês que dá grande ênfase às atividades artísticas e conta, entre várias outras amenidades, com bosques, um lago povoado de marrecos, uma horta e gramados impecavelmente aparados. No entanto, esse internato idílico esconde uma terrível verdade. 'Não me abandone jamais' reflete, através da ficção científica, a questão da existência humana.
Kathy, Tommy e Ruth compartilham a infância e o início da juventude sob de teto do internato Hailsham. E eles conhecem o destino que lhes aguarda - e esta conclusão é inevitável. 
Mas o espectador assiste com a esperança de que haja uma mudança, que aja uma reação, uma rebelião; que haja uma luta pela vida - para que esta se torne mais completa e tenha um significado maior. 
Eu torci, até o último segundo da cena final; e não suportei a passividade perante o destino destes personagens - perceber a condescência perante a conclusão. Conclusão. Sem esperança. Sem sonhos. Sem sentimento.

Mas o que sabemos sobre viver? 


25 de agosto de 2017

Décima oitava leitura ..


Olá, leitor do futuro!!!

Herbert George Wells é um desses escritores que ficavam rondando perto de mim. 
Quando li A Coisa, de Stephen King, meu personagem querido - Ben Hanscom - achava que os tubos de esgoto da cidade de Derry lhe lembrava os "buracos de Morloques".
Outra vez, assistindo Todo Mundo Odeia o Cris, o protagonista havia confundindo o livro de H.G. Wells com o filme Homem Invisível.
E, por último, ouvi a menção deste escritor na queridinha minissérie Downton Abbey (pela minha personagem preferida):

E, nessa semana, chegou uma doação para o sebo que continha um exemplar de H.G. Wells - A Máquina do Tempo.

A oportunidade não foi perdida. Tomei emprestado o exemplar e o li durante minha folga. 

"O explorador" chegou ao ano de 802.701 com sua máquina do tempo. E, nesta época, os habitantes da Terra, os Elóis, viviam pacificamente, eram vegetarianos e...infantis. Entre a fisionomia de uma criança e de um adulto quase não havia distinção - e também o sexo não era muito distinto. 
A inocência dos elóis era pedante ao explorador - as flores eram seus presentes e viviam de brincadeira de roda.

E, mesmo em meio a esta inocência, a máquina do tempo foi roubada. À procura da máquina, o viajante encontra outra forma de vida que habitava aquela época, os morloques. 
Enquanto os elóis eram bonitos, de cabelos cacheados, felizes e inocentes; os morloques eram pálidos (por viverem na escuridão e sentirem-se confortáveis com a chegada da noite), maliciosos, agressivos e ...carnívoros.

Este livro apresenta uma crítica de como será a humanidade e de como chegou até o ponto final. Apesar da narrativa contar, em sua maior parte, sobre o ano de 802.701; o explorador viaja em outras épocas, e nenhuma delas trás algum conforto para a raça humana: querido leitor, vamos morrer!

Eu gostei desta história; porém, acrescento que senti falta de detalhes - talvez seja que, a tradução deste exemplar, não é apropriada.

O livro está a venda na loja física Sebo do Portuga, (não online). Custa, apenas, R$ 5,00. 





8 de março de 2017

Oitava leitura..


"A população de cachalotes demonstrou uma notável capacidade de recuperação, em face do que Melville chamou de “uma devastação impiedosa”. Estima-se que os naturais de Nantucket e seus irmãos ianques matadores de baleia ceifaram mais de 225 mil cachalotes entre 1804 e 1876. Em 1837, o melhor ano do século para se matar baleias, 6767 baleias foram mortas por baleeiros americanos. (Para se ter um termo de comparação um tanto perturbador, em 1964, o pico da moderna atividade baleeira, 29 255 baleias foram mortas.) Alguns pesquisadores crêem que na década de 1860 os baleeiros talvez houvessem reduzido a população de cachalotes em até 75 por cento; outros estimam que ela haja diminuído apenas entre oito e dezoito por cento. Qualquer que seja a cifra mais próxima da verdade, os cachalotes saíram-se melhor do que outros grandes cetáceos caçados pelo homem. Hoje, existe algo entre 1,5 milhão e 2 milhões de cachalotes, o que os torna a espécie mais abundante entre as grandes baleias do mundo".
 Olá, leitor!

Se você acha que um filme pode contemplar o que um livro proporciona; ou, sente-se satisfeito com aquilo que lhe é apresentado em vídeo, pense novamente.

Eu já tinha assistido ao filme No Coração do Mar, sendo o "Thor" quem interpretou o primeiro imediato Owen Chase. 
Mas o livro... sem explicações.

A narrativa histórica do baleeiro Essex acompanha outros fatos históricos que, semelhante ao baleeiro guiado pelo capitão George Pollard Jr.; seja em fome, frio, sede, sofrimento em grupo ou direção náutica, Nathaniel Philbrick cobre todas posições desde o físico, psicológico e histórico.
Um dos fatos que eu achei interessante, foi a abstinência em nicotina:

Naquela primeira noite da sua viagem, Chase, Pollard e Joy distribuíram as rações de água e pão para a tripulação de seus botes. Já haviam passado dois dias do naufrágio e o interesse dos homens por comida havia, afinal, voltado: o pão foi comido rapidamente. Havia algo mais que eles cobiçavam: tabaco. Um baleeiro quase sempre trazia um punhado de tabaco na boca,consumindo mais de trinta quilos em uma única viagem. Além de todas as suas outras aflições, a tripulação do Essex tinha também de enfrentar os sintomas nervosos da abstinência associados à dependência de nicotina.
O autor encontrou base em documentos históricos deixados pelos sobreviventes e também usufruiu de tudo o que Nantucket pode ter sobre o acidente.

Um dos assuntos marcantes da história deste baleeiro foi o canibalismo. Mesmo querendo deixar esse fato longe da memória, os sobreviventes tiveram que levar essa marca além do túmulo.
Como eu já mencionei, Philbrick apresenta outros fatos que, semelhante ao Essex, sofreram um revés no mar. Sobre o canibalismo, eu acredito que para um homem de cultura não canibal sofre os efeitos psicológicos que atribuem ao consumo da carne humana.
Lembro de uma história que meu professor de Linguística contou em sala; é a seguinte: um determinado professor de medicina deixou em sua casa, na geladeira, um cérebro humano (não me recordo do motivo de ele ter levado essa massa até a sua residência, mas o fato é que levou). Estando na geladeira, também, o cérebro de um animal (não recordo se era bovino ou suíno). A empregada, sem a informação de que havia um cérebro humano na geladeira, pegou-o e cozinhou como refeição para a família da casa. Diz meu professor que a doméstica ficou muitíssimo perturbada por haver consumido parte de um corpo humano.

Acredito que consumir carne humana não cause problemas físicos ou nos afete com alguma doença psicológica; mas o fato de haver uma edução que não abarca alimentar-se do corpo de um igual de espécie provoque uma alteração psíquica naquele que alimentou-se do próximo. Atribui-se àqueles que tomam essa prática, em uma civilização que abominada tal atitude, uma punição não apenas moral mas judiciária; exemplo: Hannibal Lecter.
Apesar de ser uma medida tomada em um momento de desespero (pelo menos na maioria dos casos), Philbrick apresenta uma situação de náufragos que passaram 191 dias à deriva e não tomaram o canibalismo como ação  de sobrivivência:
Em face de circunstâncias igualmente terríveis, outros marinheiros tomaram decisões diferentes. Em 1811, o brigue de 139 toneladas chamado Polly, em sua viagem de Boston para o Caribe, perdeu os mastros em uma tempestade e a tripulação vagou à deriva, a bordo do casco inundado, durante 191 dias. Embora alguns homens morressem em virtude da fome e da exposição às intempéries, seus corpos em momento algum serviram de alimento; em vez disso, foram usados como isca. Prendendo ao anzol de uma linha de corrico pedaços dos cadáveres de seus companheiros de bordo, os sobreviventes conseguiram capturar tubarões suficientes para se sustentarem até seu salvamento. Caso a tripulação do Essex houvesse adotado essa estratégia por ocasião da morte de Matthew Joy, talvez jamais tivessem chegado ao extremo com que agora se defrontavam.
Durante a leitura, eu pensei comigo: como alguém à deriva pode passar fome, se estão no mar? A fauna marítima pode muito bem suprir a necessidade de comida da tripulação. 
Fora o momento que alguns peixes voadores pularam em cima dos náufragos, a região do oceano Pacífico em que se encontravam era deserta. Com esta afirmação, não quero concluir que não havia peixes, mas eles estavam a muitos metros fora da linha de pesca dos tripulantes.

Há dois motivos que fizeram os tripulantes dos baleeiros ficarem longe das terras habitadas são as seguintes: as ilhas próximas tinham como civilização alguns canibais e, a limitação geográfica que havia na época. Preciso adicionar mais uma pontuação sobre o motivo da falta de aproximação à outras possíveis ilhas: a falta de leitura. Um periódico havia sido lançado com atualizações sobre mapas e culturas espalhadas pelas ilhas que compunham o Pacífico. Para o Essex, essa informação seria preciosa para sua situação de desespero. Poderiam ter tido socorro antes, não fosse a perda que esta leitura trouxe ao grupo.

Uma das coisas que me chamou a atenção, e a leitura de Moby Dick tal fato também se apresenta, é a correspondência. Havia em algumas ilhas cartas deixadas pelos tripulantes de barcos (baleeiros em sua maioria) para seus familiares. Os barcos que saiam de um porto deixavam as missivas que familiares enviavam por outros marinheiros e os próprios marinheiros escreviam para seus entes queridos durante sua estadia no mar.
Owen Chase recebeu uma carta amarga, algumas viagens após o acidente com o Essex, de que sua esposa havia dado a luz a um menino - depois de ele estar no mar por quase dezessete meses (ops!).

A tragédia do Essex não é algo singular, muitos baleeiros foram abaloados por cachalotes posteriormente. O fato da caça às baleias ter crescidos exageradamente, um animal de constituição dócil (mesmo que seu tamanho seja acima de 23 metros) como o cachalote tornou-se agressivo para poder manter-se vivo.

Como parte de uma história, a tragédia do Essex influenciou muitos escritores, e Herman Melville é o mais forte deste grupo - mesmo que seu Moby Dick não tenha aplacado nas bancas. Esse acontecimento histórico foi tão importante quanto o naufrágio do navio Titanic foi para o século XX.

Querido leitor, há muita coisa para escrever sobre esta obra de Nathaniel Philbrick que enriquece qualquer leitura póstuma do gênero. E, como recomendação indireta, vou ler As Aventuras de Arthur Gordon Pin, de Edgar Allan Poe. ;)

Àqueles interessados na história deste mal fadado baleeiro, é só clicar aqui.

Bom, por hoje é só pessoal!

Omnia Vanitas.


22 de fevereiro de 2017

Quarta leitura..



Fim de mais uma leitura. Deixo um alerta: conto o fim da história.

Eu estava lendo Bartleby e, de repente, durante uma dor de cabeça, veio uma vontade louca de ler este clássico de Ernest Hemingway: O Velho e o Mar.

Durante oitenta e quatro dias, Santiago - o  velho - não pescava um único peixe. Seu ajudante, Manolin, foi obrigado a trocar de parceiro de pescaria. E o velho sentia a falta do garoto.

Foi no octogésimo quinto dia que o velho foi para o largo mar. Foi mais longe do que os outros pescadores foram pois era preciso buscar pela pesca que lhe devolvesse o orgulho de pescador. Mas ele foi longe demais.

A narrativa não tem capítulos. Sente-se, leitor, que uma história lhe será contada em uma sentada só. Essa é a impressão que eu tive da história. É uma narrativa contínua que muito bem pode ser contada uma roda de amigos.

O narrador eu - na minha ignorância - separo em três: aquele que inicia a narrativa:

Ele era uma velho que pescava sozinho em seu barco...

O segundo narrador é a voz do velho:

Dourados - disse o velho em voz alta. - Dourados dos grandes.

Esse segundo narrador é o velho falando consigo em mar alto. Sozinho, conversa com o peixe e narra suas ações e decisões.

O terceiro narrador é a consciência de Santiago:

É um grande cardume de dourados, pensou o velho. Estão muito espalhados por esta zona e os peixes-voadores não podem escapar deles. A andorinha não conseguirá nada. Os peixes-voadores são grandes demais e muito rápidos para ela.
Esta é a minha definição de narradores. E já está anotado na página final que, na próxima leitura, farei uma distinção entre o pensamento e a voz do velho - não sei que haverá alguma observação interessante, ... mas tive essa curiosidade de distinguir o pensamento e a voz do protagonista.

Santiago enfrenta o mar alto e pesca um peixe de cinco metros e meios. A luta que enfrenta é contra si - seu físico e mental, e a luta é contra o peixe - a quem vence.

Mesmo que a pesca amarrada ao seu barco, a volta lhe traz outra luta: os tubarões. Aprendi com a leitura de Moby Dick que toda caça atrai tubarões. 
Pobre Santiago. A luta quase o mata mas o horizonte lhe mostra a direção.

A chegada ao lar é a concretização da sua derrota. O peixe foi vencido, abatido e devorado. Do velho sobrou somente uma carcaça cansada. E o peixe virou lixo no dia seguinte. A vida é efêmera.

Esta é uma leitura muito interessante, visto que o mar dá ao velho o que o seu coração deseja, mas o mesmo lhe mostra que não possível ter aquilo que não se pode cuidar.
Além da pescaria, a meditação sobre o limite humano perante a natureza.


P.S.: Esqueci de escrever, ontem, algo que eu lembrei durante a minha leitura de O Velho e o Mar. O peixe é fisgado por Santiago e, durante a captura, o peixe leva o barco para alto mar. E, quando o peixe fazia esse movimento e, lendo o manuseio do velho para manter o peixe fisgado, eu lembrei de uma cena do filme O Auto da Compadecida, baseado no livro homônimo de Ariano Suassuna (que ainda não li); a cena é a seguinte - segue o trecho do livro:

JOÃO GRILO, suspirando: Tudo o que é vivo morre. Está aí uma coisa que eu não sabia! Bonito, Chicó, onde foi que você ouviu isso? De sua cabeça é que não saiu, que eu sei.CHICÓ: Saiu mesmo não, João. Isso eu ouvi um padre dizer uma vez. Foi no dia em que meu pirarucu morreu.JOÃO GRILO: Seu pirarucu?CHICÓ: Meu, é um modo de dizer, porque, para falar a verdade, acho que eu é que era dele. Nunca lhe contei isso não?JOÃO GRILO: Não, já ouvi falar de homem que tem peixe, mas de peixe que tem homem, é a primeira vez.CHICÓ: Foi quando eu estive no Amazonas. Eu tinha amarrado a corda do arpão em redor do corpo, de modo que estava com os braços sem movimento. Quando ferrei o bicho, ele deu um puxavante maior e eu caí no rio.JOÃO GRILO: O bicho pescou você!...CHICÓ: Exatamente, João, o bicho me pescou. Para encurtar a história, o pirarucu me arrastou rio acima três dias e três noites.JOÃO GRILO: Três dias e três noites? E você não sentia fome não, Chicó?CHICÓ: Fome não, mas era uma vontade de fumar danada. E o engraçado foi que ele deixou para morrer bem na entrada de uma vila, de modo que eu pudesse escapar. O enterro foi no outro dia e nunca mais esqueci o que o padre disse, na beira da cova.JOÃO GRILO: E como o avistaram da vila?CHICÓ: Ah, eu levantei um braço e acenei, acenei, até que uma lavadeira me avistou e vieram me soltar.JOÃO GRILO: E você não estava com os braços amarrados, Chicó?CHICÓ: João, na hora do aperto, dá-se um jeito a tudo.

Eu amo essa cena e, foi no automático, quando li que o velho tinha  pescado o peixe porém, o peixe o levou.
Agora sim, terminei esta publicação.

11 de dezembro de 2016

Chamai-me Adelita..




Essa semana que passou eu corri meus olhos pelos títulos que a Netflix estava dispondo para meros mortais quando, para minha alegria, encontrei Moby Dick.

Rostos conhecidos compõem a lista de personagens para esta adaptação: Gillian Anderson, Donald Sutherland, Ethan Hawke, William Hurt..

A história foi bem contada - até a parte que eu me lembro da minha leitura (como faltou 100 páginas para o final, não sei como aconteceu o desfecho para compará-lo ao filme).

A adaptação foi produzida em duas partes. E, tenho que dizer, Moby Dick está muito assanhado* nesta adaptação. Ele aparece logo na partida do Pequod e na primeira caçada - lá pela 1h20 de filme. Foi interessante e bati palminhas para a cena que ela destroça três botes - acho que a inspiração foi nesta imagem antiga da internet: 
O meu personagem preferido é, ninguém mais, ninguém menos que o  querido canibal Queequeg. A cena da noite que ele encontra Ismael é bem sugestiva, mas ambos se entendem e tornam-se amigos próximos. E, infelizmente, a minha citação favorita não foi adicionada na película:
"Prefiro dormir com um canibal sóbrio do que com um cristão embriagado".

Claro que eu tive meu ataque histérico quando o personagem do Ismael se apresentou com a clássica saudação:

 - Chamai-me Ismael.

Como eu escrevi anteriormente, Moby Dick é presente na navegação do Pequod, mas na narrativa de Melville o leitor talvez se pergunte (eu questionei à mim sobre) onde está Moby Dick no livro. Seria a baleia mesmo uma delírio do capitão Acabe? E o que dizer de Acabe: um louco, mas um homem determinado.

Uma das cenas que chamou minha atenção no filme foi quando o vento parou de soprar. Minha primeira e inconcluída leitura tirava minha vontade de ler quando esses dias chegavam: eram lentos, ociosos e quentes - e minha leitura foi no verão; parecia que eu estava no Pequod suando e "morrendo" com os tripulantes.

Os efeitos especiais são toleráveis; mas no final ficoram péssimos.

Recomendo a película, mas não esqueçam de ler o livro - mesmo que ele tente derrubar seu ânimo.


*Moby Dick é uma baleia macho.


28 de junho de 2016

Filosofia Samwise Gamgee..



Eu estava assistindo o filme O Senhor dos Anéis {A Sociedade do Anel e As Duas Torres} durante meu trabalho no sebo. O filme rolava ao fundo enquanto eu fazia meu trabalho; e, às vezes, uma paradinha para assistir uma cena aqui e outra ali {durante o almoço e o café da tarde - ligeiros}.
Mas, eu tive que parar, parar mesmo, para assistir a uma das minhas cenas favoritas {principalmente no livro}: o discurso de esperança de Samwise Gamgee. Ele é um personagem fantástico: fiel escudeiro de Frodo, jardineiro habilidoso e um ótimo cozinheiro - sem contar que é um amigo para todas as horas, até o fim!
Foi nesse discurso que eu pensei na nossa existência, filósofo leitor.
Vivemos nesse mundo decadente e nos achamos o rei da festa. Que festa pobre com gente medíocre. 
Atualmente, vejo pessoas que querem tudo nas mãos, na hora, de graça ... e reclamando demais. Pessoas que não sabem o que é lutar por algo, que não correm atrás "da máquina". Há poucas pessoas como Samwise Gamgee. 
Sacrifício? Que é isso!!! O mundo quer sombra e água fresca na beira da praia e em hotel cinco estrelas. 
Ou pode ser pior: querem passar por cima dos outros à qualquer preço - qualquer preço! Vivemos em um mudo podre e tem princípios morais quase nulos. 

Ontem, durante nosso descanso em casa, meu marido me mostrou uma postagem sobre um jogador do país de Portugal que, ao se classificar para as quartas-de-finais da Eurocopa, não comemorou em campo pois um dos jogadores adversário é seu amigo em outro clube que defendem juntos.

Valores bons! Menos eu, menos meu prazer, menos minha vontade, menos meus luxos..menos eu! Somos egoístas e levados por toda sorte de emoções e esquecemos que há alguém que precisa que estendemos a nossa mão para ajudar - e assim, deixaremos de lado nosso conforto para atender ao outro. 

Precisamos de mais personagens como Gamgee para irem...sem olhar para trás, sem pensar em si, sem se preocupar em voltar inteiro... Precisamos de seres humanos que se doem.

Eu preciso me doar mais, reconheço essa falha em mim. Mas eu acredito que a leitura promove essa mudança. Quando em uma leitura eu encontro personagens como Sam Gamgee, eu reflito em mim as atitudes dele e repenso minhas próprias atitudes. Nenhuma literatura deixará o leitor parado no mesmo lugar - apenas se este o quiser.

Leia! Viva Samwise Gamgee! 
Segue abaixo o discurso que, em toda a leitura, me emociona!

Omnia Vanitas.

É, é isso mesmo — disse Sam. — E de modo algum estaríamos aqui se estivéssemos mais bem informados antes de partir. Mas suponho que seja sempre assim. Os feitos corajosos das velhas canções e histórias, Sr. Frodo: aventuras, como eu as costumava chamar. Costumava pensar que eram coisas à procura das quais as pessoas maravilhosas das histórias saiam, porque as queriam, porque eram excitantes e a vida era um pouco enfadonha, um tipo de esporte, como se poderia dizer. Mas não foi assim com as histórias que realmente importaram, ou aquelas que ficam na memória. As pessoas parecem ter sido simplesmente embarcadas nelas, geralmente — seus caminhos apontavam naquela direção, como se diz. Mas acho que eles tiveram um monte de oportunidades, como nós, de dar as costas, apenas não o fizeram. E, se tivessem feito, não saberíamos, porque eles seriam esquecidos. Ouvimos sobre aqueles que simplesmente continuaram — nem todos para chegar a um final feliz, veja bem; pelo menos não para chegar àquilo que as pessoas dentro de uma história, e não fora dela, chamam de final feliz. O senhor sabe, voltar para casa, descobrir que as coisas estão muito bem, embora não sejam exatamente iguais ao que eram — como aconteceu com o velho Sr. Bilbo. Mas essas não são sempre as melhores histórias de se escutar, embora possam ser as melhores histórias para se embarcar nelas! Em que tipo de história teremos caído?
— Também fico pensando — disse Frodo. — Mas não sei. E é assim que acontece com uma história de verdade. Pegue qualquer uma de que você goste. Você pode saber, ou supor, que tipo de história é, com final triste ou final feliz, mas as pessoas que fazem parte dela não sabem. E você não quer que elas saibam.
— Não, senhor, claro que não. Veja o caso de Beren: ele nunca pensou que ia pegar aquela Silmaril da Corôa de Ferro em Thangorodrim. E apesar disso ele conseguiu, e aquele lugar era pior e o perigo era mais negro que o nosso. Mas é uma longa história, é claro, e passa da alegria para a tristeza e além dela — e a Silmaril foi adiante e chegou a Eärendil. E veja, senhor, eu nunca tinha pensado nisso antes! Nós temos — o senhor tem um pouco da luz dele naquela estrela de cristal que a Senhora lhe deu! Veja só, pensando assim, estamos ainda na mesma história! Ela está continuando. Será que as grandes histórias nunca terminam?
— Não, nunca terminam como histórias — disse Frodo. — Mas as pessoas nelas vêm e vão quando seu papel termina. Nosso papel vai terminar mais tarde — ou mais cedo.

18 de junho de 2016

O Escaravelho do Diabo


Filminho de ontem!!!! Um clássico literário transformado em filme. Logo, está longe de ser comparado à obra!
Não vou conotar o filme como ruim, eu gostei muito! Mas não se encaixa no livro.

Sinopse do filme:

A pequena cidade de Vale das Flores é marcada por um crime surpreendente: o jovem Hugo Maltese (Cirillo Luna) é encontrado morto com uma antiga espada encravada no peito. O detalhe é que, antes de morrer, ele recebeu uma estranha caixa com um escaravelho dentro. Logo outra vítima é morta, após receber uma caixa semelhante. O delegado Pimentel (Marcos Caruso) e o garoto Alberto Maltese (Thiago Rossetti) começam a buscar este assassino em série, que escolhe seu alvo com uma característica em particular: são todas pessoas ruivas legítimas.


Sinopse do Livro:

Alberto é estudante de medicina, mora com os pais e com o irmão, que é morto com uma espada no peito enquanto dormia e pouco tempo depois de ter recebido um pacote com um escaravelho. Inconformado com a perda do irmão, Alberto decide investigar.
Pouco tempo depois outra morte acontece na pensão da pequena cidade do interior de São Paulo. A polícia acha que os assassinatos não tem nada em comum, mas depois do terceiro assassinato a polícia se convence que três ruivos são mortos depois de receber um escaravelho não pode ser coincidência. A polícia decide não contar para a imprensa o que está acontecendo para não alarmar o assassino, mas todos os ruivos da cidades são avisados para ficarem atentos e se possível sair da região por preucaução.
A polícia e Alberto não tem pista nenhum sobre o assassino, qualquer pessoa pode ser ele. Mas Alberto desconfia que a chave para o mistério e o assassino estão relacionado com a pensão da senhora Cora O’Shea. Alberto não vai sossegar e desistir da busca até descobrir quem matou seu irmão.

O que eu gostei no filme foi justamente essa mudança na idade do protagonista. Alberto, um pré-adolescente ousado que, ao sofrer com a morte do irmão, busca solucionar o crime. A atitude de um pré-adolescente me deixou encantada. Atualmente, vemos meninos da faixa etária de Alberto tão opostos à personalidade do protagonista. Eu vejo um adolescente, hoje em dia, e eles tem um aspecto de sempre cansados e desligados do mundo que os cerca;  Alberto foi uma esperança para uma geração futura! 

E, mesmo sendo uma produção cinematográfica com elenco infanto-juvenil, existe um "medo" muito bom ao longo do filme. Ele da uma sensação de terror acompanhada com um sabor cômico em alguns personagens. 

O Escaravelho do Diabo é um clássico da literatura infanto-juvenil do Brasil, escrito pela mineira Lúcia Machado de Almeida (1910-2005), formada em jornalismo e vencedora de vários prêmios literários. Este livro ficou bem conhecido com a publicação na Coleção Vaga-Lume - que foi leitura de muitos pré-adolescentes (como eu) da minha época escolar.

Omnia Vanitas.



16 de junho de 2016

Raça..



Ontem foi noite de filme na casa dos Ferreira! Race foi o escolhido! E não foi escolhido à toa. 
Certo domingo, meu marido e eu estávamos procurando "coisas interessantes" para assistir na web e nos deparamos com uma reportagem sobre o período nazista livre e "conhecemos" Owens. Então, resolvemos assistir a película. Adoramos!!

O filme conta a história (real) de James Cleveland Owens (chamado de Jesse Owens), um corredor negro que ganhou QUATRO medalhas de ouro na cara do Hitler! (rs). 
O ano foi 1936, a Alemanha respirando nazismo e desejando sediar as Olímpiadas para  fazer "boa figura" para os outros países.
Não preciso lembrar que além dos judeus, nazistas odeiam negros, também. E, J.C. era um homem de pele negra. 
Adoramos o filme e as conquistas do protagonista; mas, se você, esforçado leitor, pensa que a Alemanha nazista foi algo desafiador para J.C., pense mais um pouco. A grande América não tratava o seu ilustre corredor melhor do que os nazistas. Racistas. 
J.C. teve reconhecimento do seu esforço e glória somente depois da sua morte..e muito tempo depois da sua morte. 

E não adianta culpar os nazistas ou os americanos, ainda há entre nós aqueles inferiores que praticam o racismo em suas várias formas. Escolha a sua.

Omnia Vanitas.

14 de junho de 2016

Nicholas Sparks..



Ontem foi dia de filme na casa dos Ferreira! Pipoca, cobertor e filminho na televisão.
Assistimos um filme que o maridão escolheu: Noites de Tormenta, baseado no livro homônimo de Nicholas Sparks. Apesar do filme não ser o que meu marido achava que seria, eu, antes do final da trama, ditei "a dança" sobre como seria o término do filme.
Portanto, se você quer assistir ao filme ou ler o livro, não leia adiante.

E na despedida do casal, eu disse:

- Ele vai morrer!
- Você já assistiu?
- Não. Mas 'tá na cara que ele vai morrer.
Eu não gostei muito dos personagens pois são personalidades carimbadas de filmes românticos.
Uma das coisas que me deixou chocada foi como Adrianne abriu sua vida no primeiro dia que ela encontrou o Paul (personagem do Richard Gere). Carambola! Na primeira frase ela já declarou que era divorciada, que o pai morreu, que o ex- não ajudou em nada, que a filha é rebelde, que ela pretende voltar com o marido.. e.. DEUS! Dá um tempo! Se eu fosse um homem na situação do Paul, pegaria meu prato com comida e iria cear sozinho! Uau!!
Ah! E por falar em filha.. Gente! O que é aquela menina!? Na primeira cena, eu teria dado uns bons tapas nessa garota! Desbocada que só ela! Por vezes eu tive vontade de pegar um varinha de pêssego e fazer a obra! Filha minha abre a boca para falar comigo nesse tom e perderá dois dentes! Credo!

Bom ..no fim, os dois "se gostaram". Ele foi embora! Ela recebeu cartas dele - adorei essa parte! E, quando ela estava sentada no sofá esperando por ele, eu declarei de novo: ele morreu.
Quando a porta se abre e o filho do Paul está parado do lado de fora, eu olhei para meu marido e disse:

- Viu, ele morreu!

Para que eu não pareça chata demais para filmes deste tipo, quero deixar registrado coisas que gostei muito nesta película.

Primeiro, a casa. Nossa! Adorei a casa/hotel que eles ficaram. Tudo é lindo, desde a localização. O que eu achei fantástico é que, na primeira vista que se tem da casa/hotel, parece apenas um mausoléu perdido na costa do mar. Porém, quando a câmera contorna a casa, ... Uau! Que lindo! As varandas são lindas..tudo é lindo! As janelas azuis são maravilhosas! 

A segunda, e última coisa que gostei no filme foi a música que toca no Festival do Carangueijo. Chama-se "Before I Met You". Linda! Linda! Linda! ..Algumas coisas eu entendi "de ouvido" e traduzi para meu marido que, imediatamente, também, gostou da música!
E, confesso: quase chorei quando ela leu a última carta dele, mesmo sem saber o que estava escrito nela! Ooh! 

E é isso! Para quem gosta de filmes românticos, é um prato cheio. Eu adorei a fotografia e a música! E, por mencionar a música novamente, deixo a letra à seguir.


I Thought I Had Seen Pretty Girls In My Time
But That Was Before I Met You
I Never Saw One That I Wanted For Mine
But That Was Before I Met You

I Thought I Was Swinging The World By The Tail
I Thought I Could Never Be Blue
I Thought I'd Been Kissed And I Thought I'd Been Loved
But That Was Before I Met You
I Wanted To Ramble And Always be Free
But That Was Before I Met You
I Said That No Woman Could Ever Hold Me
But That Was Before I Met You

They Tell Me I Must Reap Just What I Have Sown
But Darling I Hope It's Not True
For Once I Made Plans About Living Alone ...But That Was Before I Met You
Before I Met You [Pride Charlie]

Omnia Vanitas.



3 de junho de 2016

Julie & Julia..


Ontem à noite, rolou um filme na casa dos Ferreira: Julie & Julia. Trata-se de duas histórias reais: a história de Julia começou a ser contada a partir da chegada dela (e do marido) à capital francesa, em 1949. A história de Julie começou em 2002 quando ela se mudou para o Queens. 

Enquanto meu marido estava na cozinha preparando a nossa janta, eu parei o filme e fiquei olhando a cena, e gritei da sala:

- Eu poderia passar a noite toda olhando essa imagem!

A cena era de Julia, em frente a Shakespeare and Co. procurando por livro de culinária francesa em inglês. Pobre Julia, não achou o livro! Dá um alívio no coração saber que nem a Shakespeare and Co. tem todos os livros solicitados (rs) - talvez muita coisa tenha mudado desde 1949. 

Ambas adoram cozinhar: Julia descobriu a profissão ao buscar uma distração para passar o tempo enquanto seu marido estivesse no trabalho. E Julie cozinhava para esquecer o trabalho ruim que ela tinha. Segundo Julie, quando o dia é péssimo e nada dá certo, sempre haverá uma receita que, ao ser aplicada, dará certo e tornará tudo melhor! E Julie tem toda a razão. 

Julie, desde a infância é fascinada por Julia e sua maneira de cozinhar; e, depois de uma reunião frustada de amigas e uma entrevista que não a favoreceu como ser humano, Julie decide fazer algo para mudar a situação. Adversa em concluir projetos que iniciou, Julie se propõe a escrever durante um ano (365) as 524 receitas do livro que Julia publicou. Um desafio enorme visto que ela precisava colocar em prática e descrever a experiência que teve ao fazer cada receita.

O filme é fantástico e hilário! E Meryl Streep é uma das minhas favoritas e está fantástica nesse filme! 

Bon Appétit!

24 de março de 2016

Bridget Jones voltou ..


Ela voltou!!! Doida e desastrada como sempre e como nunca, Bridget Jones, ex-senhora Darcy, estará nas telas do cinema em Setembro (é isso mesmo?). Divorciada de Mark, ela está curtindo a vida magra, linda, com um cabelo maravilhoso.. e ela jura que sua carreira teve um "up". 
E nesta nova rotina ela conhece o personagem de Patrick Dempsey que, supostamente, pode ser o pai do seu filho. Ou será Mark Darcy?

Esta é Bridget  Jones, alguém sem nenhuma noção do que acontece ao redor e sem controle da própria existência.

Quando eu vi o trailer pela primeira vez, pensei: ué! de onde saiu esse filme?

Segundo o roteiro literário, o último livro sobre esta heroína às avessas foi "Louca pelo Garoto"; que segue da seguinte forma: Mark Darcy morreu  :'(  e Bridget se apaixona por um garotão de 30 anos - e toda a aventura acontece em volta disso.
Na época do lançamento do livro, todas as fãs loucas por Mark Darcy quiseram apedrejar a autora (Helen Fielding) por matar o "homem mais perfeito do mundo".  E, agora, com o lançamento do filme, todos os fãs estão questionando "como ela pode pedir divórcio de Mark Darcy". Cresçam: antes divorciado do que morto!

Estou louca para assistir ao filme! E tenho certeza que Mark Darcy é o pai ..porque essa garota nasceu com o bumbum virado para a Lua (rs).

Omnia Vanitas

Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...