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30 de janeiro de 2020

Leitura quatro..



Leitor apaixonado...estou ouvindo David Gilmour (apaixonada até o fim e além) tocando Echoes

Mais uma leitura chegou ao fim! 

Antes de escrever sobre o livro, deixe-me explicar-lhe, anônimo leitor, a escolha da leitura.

Em um domingo sonolento, eu decidi que precisava escolher a próxima leitura (eu estava lendo Almas em Conflito e terminaria antes do meia da semana seguinte). Sempre prestativo, meu marido entrou em um sorteio que eu fiz. Entre cinco leituras, ele escolheu aquela que continha Robert Louis Stevenson, Mary Shelley e Bram Stoker. Um um breve stories no Instagram, eu expliquei que a leitura escolhida apresenta três monstros diferentes. Em Stevenson, o monstro está dentro do homem. Em Shelley,  o monstro é criado pelo homem. Em Stoker o homem caça o monstro. Na minha cabeça isso parece fantástico!

O Doutor Jekyll e o Monstro contém outros contos que me deixaram mais fã do escritor de A Ilha do Tesouro. 

Eu não irei escrever o senhor Jekyll pois já o fiz nesta publicação de 2013. 
Os outros contos que estão presentes nesta edição da Paulinas de l968 são: Will do Moinho, Markheim, Janet do Pescoço Quebrado e, Olallá.

Impossível escolher um deles como favorito. Todos fantásticos! 

Will do Moinho conta a história de um menino que gostaria de sair do lugar onde vive - e nunca o faz. A vida que leva se torna confortável e amistosa. Este conto é um contraste com Markheim que se viveu uma vida desafortunada e seguiu um caminho perigoso (que o levou a tomar a atitude de entrar em um antiquário). 

Janet do Pescoço Quebrado conta a história de uma mulher que criou o seu filho fora de um casamento, em uma vila pequena. De personalidade firme, não se deixa levar pelas ideias que criam sobre ela e, quando possível, cala a todos com palavras duras. Porém, a vida lhe dá a oportunidade de morar na casa do novo pároco da vila. Mas nada é fácil para Janet.

Olallá é o conto mais longo depois de O Doutor Jekyll... . A saúde frágil de um homem o leva a morar em uma casa longe do movimento da cidade. Neste lugar de repouso habitam três pessoas que provém de uma família de alta linhagem - infortunadamente, estão todos pobres e sem perspectiva de melhorar ou seguir com a hereditariedade. A vida desta miserável família nobre está envolta em um mistério que nem mesmo o amor poderá mudar o seu fim. 

Adorei! Olallá me levou longe ao tentar solucionar o caso da família. Janet do Pescoço Quebrado me tirou algumas risadas pela impetuosidade da moça. Markheim me deu um "medinho" e, Will do Moinho me deixou mais dúvidas sobre a vida do que eu achei que teria. 

E sempre terei vontade de ler A Ilha do Tesouro quando estiver com um Stevenson nas mãos. 

Omnia Vanitas. 💀





2 de abril de 2017

Décima primeira leitura..


Olá, leitor!!

Fim da décima-primeira leitura.
A primeira leitura que fiz deste clássico, aconteceu no período 8 à 24 de junho de 2012. Idas e vindas de ônibus do trabalho, leitura em casa e  no trabalho e, incluindo o filme e notas sobre jolly roger.
E, nesta leitura eu pensava: "Tom Sawyer adoraria estar nessa aventura".

A história é narrada em primeira pessoa; James Hawkins (Jim) é o primeiro narrador e o doutor David Livesey foi o segundo narrador (dos capítulos 16 à 18).

Quando Billy Bones chega no "Almirante Bewbon" para se hospedar a rotina de Jim Hawkings sofreu uma mudança.

Da costumeira e quieta freguesia, o "Capitão" trouxe barulho e medo... e um mapa com a localização do tesouro que o Capitão Flint enterrou em uma ilha.

Esta é uma história muito boa para ensinar sobre "organização".
O dono do navio, Trelawney, compôs a sua equipe de maneira leviana. Uma das frases que eu mais gosto no filme é quando o capitão o navio diz que não confia na tripulação porque não a conhece.
E foi isso que o senhor Trelawney fez. Ele confiou em pessoas que não conhecia, permitiu que o navio zarpasse mesmo sabendo que havia boatos entre os marujos de que havia um mapa indicando um tesouro.

Eu tenho dois capítulos preferidos e um capítulo que eu não entendo como eu começa e termina.
Começarei com "O que ouvi no barril de maçãs" e "Peças de Oito".
"O que ouvi.." é quando a aventura começa. Depois dos burburinhos no navio, Jim procura por uma maçã para comer antes de ir dormir; mas escorregar para dentro do barril e ouvir todo o plano de John Silver, o churrasqueiro do navio, para roubar o tesouro e matar os responsáveis: o doutor Livesey, o capitão Smollet e o conde Trelawney - e todos os marujos que estivessem contra os amotinados.

"Peças de oito" é a volta de Jim ao grupo - porém, não o grupo que ele esperava encontrar. No entanto não é isso que me fascina neste capítulo, mas o fato de o menino do barril estar mais ousado na fala depois de passar por situações perigosas.  Eis a fala dele para John Silver:
Pois bem, não sou tão tolo que não saiba com o que é que posso contar. Se o pior ficar ainda pior, pouco me interessa. Já vi muita gente morrer desde que ando com vocês. Mas há uma ou duas coisas que tenho de lhes dizer – comecei, cada vez mais exaltado –, e a primeira é esta. Aqui estão vocês, numa triste situação, navio perdido, tesouro perdido, homens perdidos, o negócio foi todo ao charco, e se querem saber, quem fez tudo fui eu! Estava metido no barril das maçãs na noite que avistamos terra, e ouvi-te a ti, John, e a ti, Dick Johnson, e ao Hands, que está agora no fundo do mar, e fui contar tudo o que vocês disseram logo naquela hora. E a escuna, fui eu que lhe cortei o cabo, e fui eu que matei os homens que lá deixaram, e fui eu,que a levei para onde nunca mais a tornam a ver, nenhum de vós. É a minha vez de rir, dirigi a coisa toda desde o princípio, já não me metem mais medo do que uma mosca. Matem-me, se lhes apetecer, ou poupem-me. Mas só digo uma coisa, e mais nada, se me pouparem, o que lá vai lá vai, e quando forem julgados por pirataria farei tudo para vos defender. Agora escolham. Matem mais um, sem ganhar nada com isso, ou então poupem-me e fiquem com uma testemunha para vos livrar da forca. 
 Os capítulos que não entendo são, justamente, aqueles que narram a cena de Jim roubando o navio Hispaniola. Duas leituras, duas incompreensões. Os capítulos descrevem muitas manobras náuticas e eu me perco bem "facinho" entre uma virada do leme para outro.

E, pode parecer nobre ir buscar um tesouro; parece nobre tirar das mãos dos bandidos o ouro que roubaram das mãos de outros. Porém..
Era o tesouro do Flint que tão longe viéramos procurar, e que já custara a vida a dezessete tripulantes do Hispaniola. E quantas não teria custado no conjunto, quanto sangue e tristezas, quantos navios metidos a pique, homens valentes postos na prancha de olhos vendados, tiros de canhão, vergonhas, mentiras e crueldades, tantas que talvez não haja homem vivo capaz de contar. Aliás ainda restavam três naquela ilha – o Silver, o velho Morgan e o Ben Gunn –, dos que haviam participado naqueles crimes, cada um esperando em vão ter a sua parte na recompensa.
Dinheiro sujo, em curtas palavras.

O livro é muito bom! A aventura é fascinante. Um adolescente de pensamentos rápidos, atitude ousada - agindo conforme pensa saber ser certo, não fugindo do perigo. Jim Hawkins é assim! Quero que meus filhos sejam assim.

Omnia Vanitas

13 de março de 2017

Bagagem..



Olá, leitor!

Visitinha à casa da mamãe no fim-de-semana!
Além de matar a saudade dos meus pais, trouxe uns livrinhos do meu antigo escritório. Deixe-me apresentá-los, desconhecido leitor:

Releituras:
Jane Eyre, de Charlotte Brontë
A Ilha do Tesouro, Robert Louis Stevenson
Ah King, de Somerset Maugham
Um Drama na Malásia, de Somerset Maugham

Primeira leitura:
- As Aventuras de Huclkeberry Finn, Mark Twain
- Nas Montanhas da Loucura e outros contos, H.P. Lovecraft
- As Aventuras de Arthur Gordon Pinn, de Edgar Allan Poe
- Biombo Chinês, de Somerset Maugham

Duas leituras são compras "frescas". Durante a viagem até a casa dos meus pais, o livro do americano Lovecraft foi comprado durante um lanche em um posto; e, o livro do Maugham foi a compra da semana passada.
As Aventuras de Arthur Gordon Pinn foi uma "dica de leitura" da leitura de Nathaniel Philbrick em No Coração do Mar; e As Aventuras de Huclkeberry Finn foi uma opção para a sequência da minha leitura atual, As Aventuras de Tom Sawyer.
O livro A Ilha do Tesouro foi uma opção para depois de Moby Dick, porém outras leitura surgiram, mas continua na lista de releituras pois junta dois ingredientes das outras histórias: adolescentes em aventuras e tesouros + mar. 

E Maugham é sempre uma boa releitura.

Deixando de lado "os homens", Charlotte Brontë e sua Jane Eyre. Eu não entendo porque deixei ela na prateleira..mas erro desfeito!

É isso!





14 de outubro de 2013

Leitura de Domingo



Desde que a minha lista de "Livros não Lidos" somou uma quantidade considerável (com aparência de um trabalho de Sísifo conseguir zerar a lista), eu decidi fazer leituras relâmpagos em algumas obras possíveis de aplicar esta teoria.

Faz tempo que eu não tirava um domingo para isso, portanto, neste domingo que passou, eu decidi que era hora de por em prática esta ideia. O livro escolhido foi "O Médico e o Monstro" de Robert Louis Stevenson.

Como não amar Stevenson?

A vida dele é uma maravilhosa história. Fadado a morrer ainda jovem por conta de um problema pulmonar, Stevenson fez várias viagens ao longo da vida à procura de lugares com temperaturas favoráveis a sua saúde. Quando não podia escrever em seu escritório, a cama era a solução. Ainda criança, em algumas crises que o acamaram, sua babá lhe fazia o favor de ler histórias folclóricas dentre outras.
Aos vinte e seis anos, decidiu casar com uma mulher fora dos padrões aceitos pelos pais - calvinistas fevorosos. Fanny era onze anos mais velha que Stevenson, abandonada por um marido e em processo de divórcio quando conheceu o escritor; era americana.
Contrariando a vontade dos pais, casou-se com Fanny e, entre outros lugares, foram morar em um lugar muito exótico: Samoa - onde viveram durante 6 anos.
Adendo: a obra "A Ilha do Tesouro" foi escrita para seu enteado de onze anos.

Em Samoa, Stevenson lutou contra a industrialização da cidade e, em consequência, uniu-se aos nativos e lutou pelos seus direitos.

Stevenson faleceu aos quarenta e quatro anos, não decorrente de sua doença pulmonar mas de hemorragia cerebral, depois de ir até a adega pegar um vinho para compartilhar com a esposa que redigia a história que ele lhe contava.

Sobre o livro que li, eu prefiro o título da obra em inglês "O Estranho caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde". O título em PTBR é oposto àquilo que a história conta - pelo menos ao meu ver.

A história é narrada na Londres gótica de 18.. .Henry Jekyll é um conhecido e estimado médico de Londres que decidiu isolar duas partículas (do caráter) humanas. Em seu laboratório, Henry (às vezes, chamado de Harry) elaborou uma fórmula capaz de separar o lado bom e o lado mau do ser humano. E, como bom médico, decidiu aplicar em si a descoberta.
Apesar da trama toda ser muito bem elaborada, as considerações do capítulo dez é que tornam toda a aventura significativa.

Em sua experiência, Dr. Jekyll extraiu de si uma das duas partículas. Para seu deleite, a partícula que criou "vida própria" foi a má.
Uma das descrições feitas de Mr. Hyde é interessante:

Não é fácil descrevê-lo. No seu aspecto, há algo de estranho, algo de desagradável, de francamente detestável. Nunca vi um homem a quem considerasse tão antipático e, apesar disso, não sei bem explicar a razão da minha atitude. Deve possuir
alguma deformidade. Essa é a sensação que dá, embora não possa especificá-la com exatidão. É um homem de aparência extraordinária e, apesar disso, não podemos indicar nele nenhum sinal fora do normal. Não, senhor, não posso fazê-lo, não consigo descrevê-lo. E não é por um lapso de memória, porque neste preciso momento estou a recordar-me
perfeitamente dele.

Por mais que o cinema queira mostrar um MONSTRO, Mr. Hyde - o lado negro da força - é um homem de pequena estatura, sem expressões amistosas e uma vida agitada. Jekyll, em sua consideração, disse que, a princípio, divertiu-se muito com Mr. Hyde pois, ao contrário de Henry, não precisava manipular a si mesmo para ter uma vida satisfatória. Em Henry, a vida social era feita de limites sociais e psicológicos: precisava ponderar sobre o certo e errado; não possuía a "liberdade" de Hyde para viver.
Em Hyde, o proibido e a falta de escrúpulo era permitida; e melhor, a consciência de Mr. Hyde não atingia o nobre Henry Jekyll.

Mr. Hyde circulou por algum tempo dentro da sociedade de Henry Jekyll sem levantar suspeitas - visto que o próprio médico habilitou meios para que isso fosse permitido.

Porém, a fórmula começou a falhar e Jekyll já não tinha controle sobre Hyde. O último tomava a própria forma sem a permissão do médico e, como resultado, tornou a vida de Henry uma bagunça.

Fato curioso é que quanto mais Hyde vivia livre, sua estatura crescia.
Eu parto da opinião que Hyde tinha esse nanismo por não ser, dia a dia, moderado por Jekyll. Porém, a partir do momento que o médico não anula mais a sua força má, ela cresce e torna-se forte o suficiente para ter sua própria vontade.

Ok, o fim de Mr, Hyde eu não pretendo contar, mas recomendo a leitura desta maravilhosa obra do gênio Robert L. Stevenson.

10 de junho de 2013

A Ilha do Tesouro..



"Você não acredita nos homens?" - pergunta Trelawney 
 "Eu não conheço os homens" - responde o Capitão


No último sábado, eu assisti a adaptação para televisão de "A Ilha de Tesouro" de Robert Louis Stevenson. Adorei! A fotografia foi ótima! Colocaram um suspense e uma pitada de terror que deixou esta história Infanto-Junvenil perfeita!

Entre todos os personagens - alguns "recriados", como a sagaz avareza de Sir Trelawney - personagem de Rupet-Penry Jones - o que mais chamou minha atenção foi a atuação do ator que interpretou o jovem Jim Hawkins, Toby Regbo. Ele conseguiu passar uma inocência e audácia ao seu personagem que eu adorei! O sorriso dele, quando John Silver ou o Trelawney o interpelam é muito rico em significado!
Outra cena que adorei foi a cantoria dos piratas durante a execução do trabalho!
Esta é a letra da canção dos marinheiros/piratas, entoada por Long John Silver - que para mim é uma figura muito interessante, pois joga, constantemente, para os dois lados do barco. Ele parece ter uma conduta pirata em meio ao caos que ele mesmo instala. Tanto que o final dele, no livro, é tão fascinante quanto o personagem. Ok, fica agora a letra que custou-me tempo para encontrar na web.

O link abaico é para o trecho do filme que Silver comanda a cantoria:

I dreamed a dream the other night
Lowlands, lowlands away my John
I dreamed a dream the other night
Lowlands, my lowlands away.
2. My love came in all dressed in white
Lowlands, lowlands away my John
My love came in all dressed in white
Lowlands, my lowlands away.
3. No sound she made, no word she said
Lowlands, lowlands away my John
No sound she made, no word she said
Lowlands, my lowlands away.
4. Twas then I knew my love was dead
Lowlands, lowlands away my John
Twas then I knew my love was dead
Lowlands, my lowlands away.

Algumas curiosidades sobre esta obra de Stevenson são interessantes e significam muito na construção da ideia de "pirata" e "tesouro" que temos hoje. Ele foi o primeiro - ou o mais notório - a descrever um pirata com a perna de pau e papagaio nos ombros. Também com Stevenson "nasceu" a ideia de colocar um "X" para indicar no mapa o local onde o tesouro estaria enterrado.

Os links abaixo são sobre minha primeira leitura na época: as Jolly Rogers (bandeiras de Piratas).
Preciso buscar mais informações sobre Stevenson e sua obra, mas por hora, é isso.


Observação dois: este link  leva até o filme em si, dublado (bleck!). Aproveitem enquanto ele dura na rede! ;)

Omnia Vanitas!

15 de abril de 2013

Idem..


Encontrei essa reportagem no FB e decide aderir à ideia.

Até o final deste ano, estarei disponibilizando uma caixa desta em meu bairro. Escolherei um ponto estratégico, comprarei (e aceitarei doações) livros em geral e semearei boa cultura.

Deixo, agora, a reportagem extraída da página Viciados em Livros.

Tenham um bom dia!

Omnia Vanitas.


Olha que projeto legal! LITTLE FREE LIBRARY!

Apesar do tamanho exíguo, a ideia é grandiosa. Inaugurada em 2009 nos Estados Unidos, a intenção da Little Free Library é, como diz o nome, ser uma pequena biblioteca de graça, onde os livros circulam livremente. É uma biblioteca de bairro: pode ficar dentro de um café, por exemplo, ou no quintal de casa. A condição é que a casinha, feita com material reaproveitado, sirva como ponto de partida e de chegada de obras literárias.

O projeto, que inicialmente almejava algo em torno de 2.500 pontos, deslanchou. Se em 2011 os criadores Todd Bol e Rick Brooks festejavam a marca de cem bibliotecas, em 2013 viram o número extrapolar para seis mil, somando um total de dois milhões de livros trocados em mais de 32 países.

No Google Maps, há um mapeamento de todas as coleções registradas, incluindo três na África (bit.ly/JDzl7o). Na América do Sul, ainda não há nenhuma. A estimativa é que, seguindo esse ritmo, até o fim do ano o projeto alcance impressionantes 25 mil registros.

As pessoas que doam seus livros são encorajadas a escrever um pequeno bilhete apresentando o conteúdo. E os leitores seguintes, de preferência, devem adicionar suas impressões ao papel. A ideia é que a seleção seja formada por “títulos preferidos” — incluam-se aí romances e histórias infantis — e também por ensinamentos práticos, como manuais.

Para cadastrar uma biblioteca na Little Free Library em sua cidade, é preciso pagar uma licença no valor de US$ 35. O preço cobrado pela casinha varia, mas no site (littlefreeli brary.org.) há instruções completas para se construir uma (aí sim, de graça), usando elementos recicláveis e resistentes. A criatividade cuida do resto.


Fonte: O Globo - 12/04/13 - Por Alice Sant’anna

31 de dezembro de 2012

Dois lados...




Estava fuçando a net, como sempre, e vejam só a reportagem que encontrei no Facebook - através da página Imagens Históricas.
Essa reportagem me lembrou que preciso comprar e ler O Médico e o Monstro(Robert Louis Stevenson) - sem querer ofender a figura de Mordrake.

Hoje, dia 31 de dezembro de 2012, último dia deste ano, essa reportagem vem muito a calhar. Como não lembrar do deus Jano que possui, segundo o mito grego, uma face voltada para o futuro e outra para o passado. É este mesmo deus que originou o nome do primeiro mês do nosso calendário.

Uma pequena observação que encontrei no blog de Jorge Carrano:
O nome janeiro, dado ao primeiro mês do ano, tem origem em Jano, ou, em latim, Janus, deus romano, simbolizado com duas faces, uma voltada para o passado e outra voltada para o futuro.
Por decisão de Julio Cesar, o imperador, foi fixado o dia 1º de janeiro, como o primeiro do ano. Este era, também, o dia consagrado ao deus Jano.
No mundo ocidental, comemora-se o réveillon do verbo réveiller, (que significa despertar), celebrando o fim de um ano e o início de outro, chamado de Ano Novo.


Outro homem de duas faces que não esquecemos tão fácil, é o Duas Caras do comic Batman - tive o prazer de conhecê-lo no filme "Batman, O Cavaleiro das Trevas" (ótimo filme - como esquecer da magnífica interpretação de Heath Ledger). Originalmente, o Duas Caras foi baseado na rainha nórdica Hela, que também possui duas personalidades: boa e outra má, óbvio.

Bom, chega de referências, ou ficarei aqui a manhã inteira postando. Voltemos à Edward Mordrake, o real.
Eis o que diz a reportagem na fan page:

Edward Mordrake, o homem com duas faces, no século 19.

Edward Mordrake era um herdeiro de um título de nobreza do século XIX, na Inglaterra, considerado um talentoso e brilhante músico. A história completa desse sujeito foi perdida no decorrer do tempo, pois seu caso ocorreu no início da história médica. O inglês sofria de uma anomalia conhecida como Craniopagus Parasiticus.

Ele tinha uma face extra na parte de trás de sua cabeça. Essa face ocupava uma parte menor do crânio e exibia sinais de inteligência, contudo, dizia-se que essa face apresentava intenções malignas. O próprio Mordake relatava que havia situações em que ele estava triste e sua face de trás ficava rindo como se estivesse zombando de seus sentimentos. Foi dito também que seus olhos acompanhavam o movimento das pessoas ao redor e seus lábios constantemente faziam barulhos assustadores. Embora nenhuma voz fosse compreensível, Edward jurou que muitas vezes ele era mantido acordado durante a noite por conta dos sussurros de ódio de sua face gêmea maligna (como passou a chamá-la) e dos murmúrios macabros.

Os relatos sobre a vida de Mordake apontam que ele tentou suicidar-se diversas vezes, depois que seus médicos desistiram de fazer a remoção cirúrgica de sua segunda face, pois a cirurgia seria fatal. Desesperado, cometeu suicídio aos 23 anos de idade. Existem duas versões sobre a morte de Edward, uma com veneno e outra com um tiro em um dos olhos da sua outra face.

Em ambas as versões, Edward deixou para trás uma carta pedindo que a "face demoníaca" fosse destruída de sua cabeça, antes de seu sepultamento, para que ele não continuasse a ouvir seus terríveis sussurros no túmulo. Ele viveu em completo isolamento, recusando-se às visitas, até mesmo dos membros da sua família. Ainda na carta, ele queria que fosse enterrado em um lugar deserto, sem pedra ou legenda para marcar seu túmulo.

Fonte: Livro Anomalies and Curiosities of Medicine.
Autor do post: Diego Vieira

21 de junho de 2012

Jolly Roger - parte I






Estou lendo "A Ilha do Tesouro" de Robert Stevenson; e pela primeira vez leio "jolly roger". Achei esse artigo no Wikipédia - a fonte mais rápida! ;)


Jolly Roger é nome dado às típicas bandeiras piratas, mais concretamente à típica bandeira cujo fundo é preto e tem uma caveira branca com dois ossos cruzados.

Origem do Nome:
Não se sabe ao certo a origem do nome "Jolly Roger". Uma teoria é que "Jolly Roger" viria da expressão "jolie rouge", expressão em francês que significa "vermelho bonito". Outra teoria diz que a origem do nome provém de um grupo de piratas da Ásia "Ali Raja". Uma terceira teoria diz que "Roger" provém de "rogue", o que significaria "vagabundo vadio" em português, Oro Jackson tambem é o nome dado ao navio do rei dos piratas, Gol D. Roger.

Cada capitão pirata tinha uma Jolly Roger diferente. Muitas vezes, as bandeiras podiam ter símbolos de morte ou destruição. O nome "Jolly Roger" tinha a intenção de ser a alcunha do diabo, em inglês "Old Roger". Contudo, o nome foi afrancesado, "Jolie Rouge", ou seja "vermelho bonito". A Jolly Roger clássica é uma caveira com ossos cruzados, que queria dizer que o capitão queria a morte do marinheiro, os peritos supõem que esta seja a verdadeira aparência da Jolly Roger (as bandeiras de Richard Worley ou Edward England).
A palavra "Roger" atualmente possui diversos significados. Um deles é uma gíria para descrever ações-violentas ou confrontos vitais, normalmente de natureza-forte. Uma das características dos piratas era o tratamento brutal que davam aos prisioneiros, de forma geral, que normalmente eram violentados por todos os que estavam a bordo, no que chamavam de seu "espírito-de-corpo".

Porém, historicamente, e quase que comprovadamente sabe-se, por estudos em pergaminhos de diversas procedências, como também pelos portulanos ou cartas de navegação assinadas pelos próprios membros da armadoria do que seria, a primeira unidade-militar da Royal Navy; que "Jolly Roger" foi o nome de uma nave de 16 canhões navais (oito em cada bordo), de aproximadamente 20 metros de popa a proa, 10 metros de bombordo& a estibordo e 20 metros de calado. Que fazia parte da primeira esquadra da Inglaterra então existente, sob comando do então Almirante Francis Drake, quando esse corsário e Pirata inglês& (segundo algumas fontes históricas, filho-bastardo da rainha Elizabeth I, com o capitão da guarda; relação essa, desconhecida para a maioria do povo inglês, bretão e do resto do mundo de então, de forma general); organizou a defesa da Inglaterra e a Royal Navy(até então inexistente), para defender a Inglaterra, contra a tentativa de invasão da terrível, temível e invencível até então Armada de Felipe II e seus aliados franceses. Sendo a "Jolly Roger", única baixa da esquadra do almirante inglês, e seus aliados piratas e corsários de diversas nacionalidades; na famosa estratégia e tática de operação em estratégia em "T" (letra "tê"), em que as diversas unidade-de-divisão-corsárias, perpendicularmente-colocadas(na horizontal do "T"), disparavam seus inúmeros canhões (em operação tática, por serem naves mais leves), contra o alvo espanhol-francês, na formatura vertical do "T", botando a pique as naves pesadas e fortemente armadas da "Invencível Armada" espanhola - francesa.

Devido à(s) operação(ões) militar(es) e estratégia(s) do então comandante-em-chefe Francis Drake e seus aliados piratas(s) e corsário(s), frente ao que iria a ser a Royal Navy, a Jolly Roger nas suas diversas configurações, passaram a representar o símbolo histórico para o(s) confronto(s)-de-corso, ou seja, a caça(s) destruição(ões) de inimigo(s) da Inglaterra.

Jolly Roger - parte II




Análise de Jacks Famosos

Uma rápida explanação sobre as bandeiras mais utilizadas pelos piratas e suas várias formas. Vale lembrar que, embora poucos saibam disso, as formas da bandeira pirata eram muitas, sendo que alguns adotavam bandeiras e que pouco ou nada tinha a ver com o desenho tradicional. Essa distinção se faz necessária porque, como todos os fatos históricos, também analisa-se as bandeiras e atribui-se um nome (ou nomes), geralmente há confusão, além de que muito dessas informações acaba sendo disseminado de maneira errada. Por isso, a analização será de caso em caso com muito cuidado.
Além das informações sobre a bandeira, serão dadas características dos seus usuários.


Sir_Henry_Morgan"
A bandeira que este corsário utilizava nada mais era que a bandeira nacional do Reino Unido, conhecida como Union Jack. Sabe-se que Morgan não foi consagrado cavaleiro até o dia em que largou seu trabalho como corsário. Ele pirateava de acordo com os termos estabelecidos em sua carta de corso, com a autorização do Rei Charles, da Inglaterra, por isso nada mais óbvio do que usar a bandeira de seu próprio país. é possível, entretanto, que sua tripulação tenha usado uma Joli Rouge, a bandeira vermelha dos bucaneiros, uma vez que muitos dos homens eram bucaneiros oriundos da Jamaica e de outras ilhas do Caribe.
Morgan teria cometido pelo menos um ato de verdadeira pirataria, quando saqueou o Panamá numa época em que a Inglaterra e a Espanha estavam em paz. Segundo alguns livros, ele teria plena noção do fato, mas teria sentido que a Jamaica não estava em segurança enquanto a Espanha tivesse forças estabelecidas no Caribe. O governador da Jamaica foi obrigado a prender Morgan, por quem nutria grande desprazer. O pirata foi enviado para a Inglaterra acorrentado, mas como sempre, quando a viagem por mar terminou, havia novamente uma ameaça de guerra entre os dois países. Então, Morgan foi libertado e condecorado por sua bravura, retornando à Jamaica como tenente-governador. Há quem ache que o Rei da Inglaterra forneceu uma grande soma em ouro para Morgan por suas explorações no Panamá, já que, afinal, a Coroa recebia 10 a 50% de qualquer saque.


Henry Avery
Também conhecido como John Avary, Long Ben e Benjamin Bridgeman, este pirata ficou famoso por ter usado uma caveira e ossos cruzados antes de qualquer coisa. A diferença do símbolo que conhecemos é que a caveira estava de lado, onde poderiam ser distinguidos uma bandana e um enorme brinco no lugar na orelha. Originalmente, a bandeira era Vermelha, depois foi alterada para preta.
Há quem coloque a criação em dúvida. Se for mesmo de John Avery, marca o começo de sua utilização como símbolo. Avery começou suas aventuras piratas em 1694, quando ajudou uma tripulação de espanhóis mutinados e tornou-se Capitão de um navio que chamou de Fancy (Imaginação; Fantasia). Morreu alguns anos depois em Bristol, Inglaterra, completamente pobre.


Richard_Worley
Também conhecido como Robert Worley, foi um pirata de carreira curta, embora sua contribuição para a evolução da bandeira pirata tenha sido grande. Ele começou sua vida pirata em 1718 e terminou-a em fevereiro do ano seguinte. Algumas fontes afirmam que sua bandeira, que mostra uma caveira de frente sobreposta aos ossos cruzados foi a primeira Jolly Roger desse tipo.
Ele atuou em uma faixa estreita de terra, que ia de Nova Iorque á Carolina do Norte, e seu fim foi o mesmo de muitos outros piratas: foi pego por uma armadilha preparada pela Marinha Britânica. Embora sua pequena tripulação tenha lutado até o fim, o Capitão, juntamente com outro pirata, conseguiu escapar. Porém, um dia depois de seu noivado, foi enforcado.


John_Quelch
Um pirata ousado ou tolo. Em 1703, Quelch embarcou num navio corsário. Porém, logo após deixar as docas, ele dominou o capitão em rumou para o Atlântico Sul por conta própria. Naquele lugar, se deparou com um navio português carregado de ouro e atacou-o, porém nem se preocupou de que a guerra era da Inglaterra com a Espanha, não Portugal. Como consequência, pouco após esse fato, foi levado para Maine, enforcado e enterrado entre as docas.
Sua bandeira é também considerada a primeira Jolly Roger. Apesar do fato de, cronologicamente, a de Avery ter aparecido antes, essa é a que mostra o já citado desenho do corpo completo (e não um esqueleto) segurando uma ampulheta e um coração ensanguentado e trespassado por um arpão. o desenho foi depois adotado por pelo menos outros dois piratas, o famoso Barba Negra e Batholomew Roberts.


Capitão Edward England
A bandeira deste pirata é uma das primeiras registradas que mostram uma caveira acima dos ossos cruzados. Algumas fontes afirmam que esta é única bandeira de tal tipo, porém sabe-se que muitas bandeiras piratas eram baseadas nos padrões de Worley ou mesmo no de England.
Este pirata começou seus dias no Caribe como tantos outros, mas depois de recusar um perdão nas Bahamas tornou-se o terror da África e da Ilha de Madagáscar. Dizem que tinha uma perna de pau e uma barba irregular e que foi a inspiração do personagem Long John Silver, do romance A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson. Terminou seus dias por volta de 1720.


Jack "Malhado" Rackham
O companheiro das piratas Anne Bonny e Mary Read, Jack Rackham, era um pirata que se vestia de modo extravagante, por isso parecia óbvio que ele mesmo pensasse numa bandeira diferente, e assim foi. Ele desenvolveu para seus propósitos uma bandeira que consistia em uma caveira com sabres cruzados no lugar de ossos num fundo preto. Se bem que, seu fim foi um pouco estranho, uma vez que foi capturado sem a utilização da violência, a ponto de Ann Bonny, sua amante, tê-lo considerado covarde e dito apenas "se você tivesse lutado como um homem não morreria como um cão". Hollywood ressuscitou-o em dois filmes. A Ilha da Garganta Cortada e no primeiro Piratas do Caribe.


Stede Bonnet
Dizem que Bonnet entrou para a pirataria por causa de sua esposa resmungona. Era proprietário de terra, homem de família respeitado; e por muito tempo ficou indo e vindo da pirataria ao serviço como corsário, atuando pela costa da Carolina, até que foi finalmente condenado à forca. Sua bandeira era composta com um único osso logo abaixo, na horizontal; do lado direito havia uma adaga e do esquerdo, um coração. Muitos já brigaram para chegar a um consenso sobre o significado, mas o mais aceito é que a caveira dizia que ele era um pirata e o osso é o balanço de entre a vida (o coração) e a morte (a adaga).


Barba Negra
O famoso pirata passou muito de sua carreira como corsário atuante na Jamaica, até tomar alguns atos extremos, como invadir a cidade de Charleston para obter remédios para sua tripulação. Era considerado um matador sanguinário, que exterminava membros da tripulação apenas por esporte.
Da mesma forma que muitas Jacks, a de barba negra era também um aviso: representava um esqueleto com chifres (que significaria o demônio), mirando com seu arpão um coração, enquanto segura uma ampulheta.


Ned Low
Também conhecido como Edward Lowe (embora o sobrenome também se grafe como Low e Loe), este pirata atuava em quase todo o Atlântico era conhecido por ser muito sanguinário. Tinha uma birra em particular com habitantes de região conhecida como Nova Inglaterra, além de ter prazer de torturar seus cativos, sendo raro aquele que sobrevivia uma vez atacado pelo pirata.
Sua carreira terminou por volta de 1724, mas ninguém tem muita certeza. Foi visto pela última vez na costa da África, depois de desertar outro capitão pirata e deixa-lo à mercê da Marinha Real.
Sua bandeira era constituída por um esqueleto vermelho em fundo preto.


Capitão Emanuel Wynne
Outra bandeira que é apontada como a legítima primeira Jolly Roger é a que pertenceu ao famoso pirata francês conhecido como Emanuel Wynne, o qual começou sua carreira nas Carolinas americanas por volta de 1700. Sua bandeira vermelha era vista na mesma época em que a de Quelch, com uma figura anatômica completa. é difícil imaginar homens vindos de diferentes portos com a mesma ideia ao mesmo tempo, sendo por este motivo que se considera que a caveira e os ossos cruzados datam de um período ainda anterior a este, e que a verdadeira primeira Jolly Roger se perdeu na história.
A bandeira de Wynne lembra mesmo a de Worley, apresentando a caveira sobreposta aos ossos cruzados. A diferença é o acréscimo de uma ampulheta na parte de baixo, ressaltando a ideia de que "chega de discussão e vamos à ação".


Bartholomeu Roberts
Conhecido como Black Bart, este pirata atuou entre 1722 e 1819, principalmente no Atlântico. Este é outro candidato apontado pelos acadêmicos como o criador da primeira Jolly Roger.
Era conhecido por navegar com bandeiras. A mais famosa mostra o pirata em posição ereta com cada um dos pés em cima de uma caveira. Cada caveira aparece com as identificações de ABH (A Barbados Head, ou seja, Uma Cabeça de Barbados) e AMH (A Martinique's Head, ou seja, Uma Cabeça de Martinica). O significado era simples : Roberts odiava os governadores dessas ilhas e este era uma aviso para qualquer oriundo desses locais.
Outra versão da bandeira do pirata mostrava o próprio compartilhando um copo com a figura clássica da morte, aqui um esqueleto com uma foice.
Roberts era conhecido como alguém que odiava jogo e fumo, mas tinha tempo para dar sermões à sua tripulação aos domingos. Muitos acreditavam que ele era o pirata mais bem-sucedido durante a Idade de Ouro da pirataria. Foi capturado e morto na costa da África. Sua tripulação homenageou-o cumprindo seu último desejo: jogaram seu corpo ao mar para que não fosse "feito prisioneiro vivo ou morto".


Capitão Thomas Tew
O modelo em questão data do final do século XVII. O capitão Tew merece destaque por usar uma bandeira que não mostrava uma caveira ou mesmo um osso, apenas um braço que segura um cutelo ou cimitarra.
Tew obteve sucesso na pirataria e atuou em quase todo o Atlântico, Mediterrâneo e mesmo no Mar Vermelho. Muitos relatos sobre suas atividades falam que ele se uniu aos seus irmãos na Ilha de Rodes para ter sucesso. Seu fim aconteceu por volta de 1695, durante uma batalha marítima: pelos relatos, seu abdome foi rasgado e seus intestinos espalhados pelo convés do navio. Enquanto ele se debatia em agonia, sua tripulação ficou tão aterrorizada que desistiram da resistência e se entregaram sem disparar um único tiro.


Por que bandeiras?

Ainda que o objectivo original da bandeira pirata seja desconhecido, pensa-se que pode ter sido para provocar o medo às vítimas e motivar a uma rendição rápida. O simples vislumbramento da bandeira branca e preta provocava horror nas vítimas; contudo, a bandeira preta não era tão temida quanto a vermelha, pois esta bandeira queria dizer que não iria existir misericórdia durante a batalha.

fonte: Wikipédia

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