29 de junho de 2016

Diliçinha..




Aaahhh! Eu amo cozinhar, faminto leitor!

Adoro ficar na cozinha testando receitas ou fazendo as minhas "Top 5" das preferidas! Há um bolo que se intitula "Bolo simples" que eu fazia e não achava TÃO gostoso. Eu experimentava o dito bolinho e achava que ele poderia ser mais macio. Adicionei um pouco de fécula de milho para "amaciar" a massa. Nada! Ainda não estava com aquele gostinho de "huuuummm". Experimentei colocar um pouco de chocolate granulado para "afofar" a textura do bolo assado. Nada. 
Então, pensei em separar a gema da clara do ovo. Fiz uma clara em neve e continuei com a receita que estava anotada. Antes de adicionar o fermento, despejei a clara em neve na massa, bati e, então adicionei o fermento em pó. Menos ação do forno na parte baixa do bolo e...voilà ! Está uma delícia os meus bolos simples! 
Eu uso a mesma receita para fazer um bolo de chocolate. Apenas, na hora de comer um pedaço do bolo, eu molho a fatia a ser degustada com chocolate quente! Por todos os santos, é uma delícia!


Atualmente, na correria diária de vir trabalhar pela manhã e voltar somente à noite para casa, o almoço tem "repetécos" diários. Porém, aos domingos, o almoço precisa ser um diferencial do que comemos na semana. É nessa "experiência" que o maridão é cobaia!! 
No último domingo que se foi, eu testei uma receita de arroz ao forno. É quase um risoto, mas não do tipo de risoto que faço. 

Eis a receita completa e original:

2 xícaras de arroz cru, lavado e escorrido
1 cebola picada
2 dentes de alho
300 gramas de peito de peru picado
1 cenoura ralada
1 xícara de azeitonas verdes
300 gramas de queijo mussarela picado
Mexa todos os ingredientes em uma refratária grande.
Molho:
3 1/2 de água fervente
1 embalagem de molho de tomate
1 xícara de creme de leite
2 colheres de sopa de manteira
sal a gosto
2 caldos de galinha esfarelados
2 colheres de sopa de azeite
pimenta do reino à gosto.
Depois de ferver o molho, despeje na refratária. Use o forno pré-aquecido à 180 graus por 60 minutos {ou até o molho ser absorvido}.

Minhas modificações:
Não usei alho {pois não tinha em casa e esqueci de comprá-lo}; troquei o peito de peru por um frango assado que tinha na geladeira {usei a parte do peito da ave}; ao invés das azeitonas, utilizei milho verde em conserva. A embalagem do molho de tomate que usei tinha em torno de 270 à 300 ml.; utilizei a caixa inteira de creme de leite {250 gramas}. Não utilizei caldos de galinha porque não gosto deste condimento - adicionei mais sal para recuperar o sabor do sal que o caldo daria à receita. 
No forno, durou 1 hora e 20 minutos para assar. 
O rendimento foi muito para apenas duas pessoas. Nós almoçamos no domingo e ainda tivemos mais 6 porções em potes de 300 gramas para outros almoços da semana! O sabor ainda é uma delícia! Dá água na boca só de lembrar ! 
Receita mega aprovada! 

Omnia Vanitas.


28 de junho de 2016

Filosofia Samwise Gamgee..



Eu estava assistindo o filme O Senhor dos Anéis {A Sociedade do Anel e As Duas Torres} durante meu trabalho no sebo. O filme rolava ao fundo enquanto eu fazia meu trabalho; e, às vezes, uma paradinha para assistir uma cena aqui e outra ali {durante o almoço e o café da tarde - ligeiros}.
Mas, eu tive que parar, parar mesmo, para assistir a uma das minhas cenas favoritas {principalmente no livro}: o discurso de esperança de Samwise Gamgee. Ele é um personagem fantástico: fiel escudeiro de Frodo, jardineiro habilidoso e um ótimo cozinheiro - sem contar que é um amigo para todas as horas, até o fim!
Foi nesse discurso que eu pensei na nossa existência, filósofo leitor.
Vivemos nesse mundo decadente e nos achamos o rei da festa. Que festa pobre com gente medíocre. 
Atualmente, vejo pessoas que querem tudo nas mãos, na hora, de graça ... e reclamando demais. Pessoas que não sabem o que é lutar por algo, que não correm atrás "da máquina". Há poucas pessoas como Samwise Gamgee. 
Sacrifício? Que é isso!!! O mundo quer sombra e água fresca na beira da praia e em hotel cinco estrelas. 
Ou pode ser pior: querem passar por cima dos outros à qualquer preço - qualquer preço! Vivemos em um mudo podre e tem princípios morais quase nulos. 

Ontem, durante nosso descanso em casa, meu marido me mostrou uma postagem sobre um jogador do país de Portugal que, ao se classificar para as quartas-de-finais da Eurocopa, não comemorou em campo pois um dos jogadores adversário é seu amigo em outro clube que defendem juntos.

Valores bons! Menos eu, menos meu prazer, menos minha vontade, menos meus luxos..menos eu! Somos egoístas e levados por toda sorte de emoções e esquecemos que há alguém que precisa que estendemos a nossa mão para ajudar - e assim, deixaremos de lado nosso conforto para atender ao outro. 

Precisamos de mais personagens como Gamgee para irem...sem olhar para trás, sem pensar em si, sem se preocupar em voltar inteiro... Precisamos de seres humanos que se doem.

Eu preciso me doar mais, reconheço essa falha em mim. Mas eu acredito que a leitura promove essa mudança. Quando em uma leitura eu encontro personagens como Sam Gamgee, eu reflito em mim as atitudes dele e repenso minhas próprias atitudes. Nenhuma literatura deixará o leitor parado no mesmo lugar - apenas se este o quiser.

Leia! Viva Samwise Gamgee! 
Segue abaixo o discurso que, em toda a leitura, me emociona!

Omnia Vanitas.

É, é isso mesmo — disse Sam. — E de modo algum estaríamos aqui se estivéssemos mais bem informados antes de partir. Mas suponho que seja sempre assim. Os feitos corajosos das velhas canções e histórias, Sr. Frodo: aventuras, como eu as costumava chamar. Costumava pensar que eram coisas à procura das quais as pessoas maravilhosas das histórias saiam, porque as queriam, porque eram excitantes e a vida era um pouco enfadonha, um tipo de esporte, como se poderia dizer. Mas não foi assim com as histórias que realmente importaram, ou aquelas que ficam na memória. As pessoas parecem ter sido simplesmente embarcadas nelas, geralmente — seus caminhos apontavam naquela direção, como se diz. Mas acho que eles tiveram um monte de oportunidades, como nós, de dar as costas, apenas não o fizeram. E, se tivessem feito, não saberíamos, porque eles seriam esquecidos. Ouvimos sobre aqueles que simplesmente continuaram — nem todos para chegar a um final feliz, veja bem; pelo menos não para chegar àquilo que as pessoas dentro de uma história, e não fora dela, chamam de final feliz. O senhor sabe, voltar para casa, descobrir que as coisas estão muito bem, embora não sejam exatamente iguais ao que eram — como aconteceu com o velho Sr. Bilbo. Mas essas não são sempre as melhores histórias de se escutar, embora possam ser as melhores histórias para se embarcar nelas! Em que tipo de história teremos caído?
— Também fico pensando — disse Frodo. — Mas não sei. E é assim que acontece com uma história de verdade. Pegue qualquer uma de que você goste. Você pode saber, ou supor, que tipo de história é, com final triste ou final feliz, mas as pessoas que fazem parte dela não sabem. E você não quer que elas saibam.
— Não, senhor, claro que não. Veja o caso de Beren: ele nunca pensou que ia pegar aquela Silmaril da Corôa de Ferro em Thangorodrim. E apesar disso ele conseguiu, e aquele lugar era pior e o perigo era mais negro que o nosso. Mas é uma longa história, é claro, e passa da alegria para a tristeza e além dela — e a Silmaril foi adiante e chegou a Eärendil. E veja, senhor, eu nunca tinha pensado nisso antes! Nós temos — o senhor tem um pouco da luz dele naquela estrela de cristal que a Senhora lhe deu! Veja só, pensando assim, estamos ainda na mesma história! Ela está continuando. Será que as grandes histórias nunca terminam?
— Não, nunca terminam como histórias — disse Frodo. — Mas as pessoas nelas vêm e vão quando seu papel termina. Nosso papel vai terminar mais tarde — ou mais cedo.

26 de junho de 2016

Maupassant ..



Fim de leitura.

Pela primeira vez eu li um livro do escritor Guy de Maupassant. No tempo que eu era estudante na Aliança Francesa, emprestei na biblioteca um livro deste francês, Une Vie; porém, não consegui ter tempo para ler - nas duas tentativas que me dei para fazer esta leitura.

A leitura que fiz foi Cinq Contes, em francês fácil; ou seja, adaptado para um nível de aprendizagem da língua francesa; neste caso, B1. Comecei a leitura na sexta-feira e achei o primeiro conto, Toine, divertido; mas o final do conto eu achei sem graça.

O livro tem os seguintes contos: Toine, Le Papa de Simon, La Bête de maître Belhomme, Le Ficelle e L'auberge. 

Os contos terminam, na minha opinião, sem um pouco de nexo - exceto o último conto.  Então, deixe-me escrever uma pequenina sinopse, curioso leitor.

Um hotel precisava ser desocupado pois o inverno havia chegado e estava se tornando mais rigoroso. Cinco ocupantes estavam arrumando seus pertences para deixar o estabelecimento: as mulheres seguiriam até a vila com um acompanhante e,  dois homens permaneceriam em um albergue/pousada nas redondezas. Com o desaparecimento de um dos homens {Gaspart Hari}, seu companheiro {Ulrich Kunsi} sai à procura do amigo, porém, não o encontra. E, sozinho, ele se confronta com seus medos e delírios que o levam a tomar atitudes alienadas.

Eu gostei muito deste conto por apresenta o confronto que o ser humano tem consigo e seus medos quando se está longe de uma sociedade. Sem contar que eu lembrei de um livro de Stephen King quando a história começou - será que preciso dizer que se trata de O Iluminado? ;)

C'est ça!!

Omnia Vanitas.


Sobre o Autor.
   

24 de junho de 2016

À l'adolescence!



Quand j'etais adolescent j'adorais écrire tous mes pensées en un journal. Aujourd'hui, j'ai les journaux ont caché en chez ma mère. Les histoires ne sont pas les mêmes... et la écrivain aussi!


Ufa! Acredite, esforçado leitor, que eu suo muito para escrever em francês. Amo ler nesta língua, mas escrever, para mim, é mais trabalhoso.

Bom .. vamos lá!

Eu era uma dedicada leitora na época da minha adolescência, portanto,  a biblioteca da escola nunca foi estranha à mim.E, foi nessa época que eu conheci uma forma de escrita que cultivou em mim uma paixão: diários!

O livro O Diário de Ana Maria foi um dos livros inesquecíveis que li! Eu era adolescente, entre treze e catorze anos, e estava em mudança. Apesar de ter cinco irmãs mais velhas do que eu, não era fácil entrar no assunto corpo em alerta com elas. Haviam, portanto, duas formas de consulta: ler as revistas teens da minha irmã número cinco e ler livros. Ler era {e ainda é} essencial para mim!

Minha grande fonte de pesquisa foi ler O Diário de Ana Maria, de Michel Quoist. Ironicamente, descobri somente na semana passada que se tratava de um francês {rs}.
O livro conta a história de uma adolescente {Ana Maria} descrita em seu diário - óbvio, hein! E é uma história simples: ela detalha a vida escolar, amizades, paqueras, convívio familiar etc. E, o que eu mais gostava nesta leitura é que ela trocava cartas com Nicole, à quem ela carinhosamente chamava de minha grande irmã querida. E, Nicole, contou à Ana Maria sobre as mudanças no corpo da adolescente, e também as mudanças psicológicas que estavam acontecendo com ela. Um dos temas que eu mais gostei foi sobre o ciclo menstrual - importantíssimo para mim naquela altura da minha humilde existência no mundo - pois eu estava ignorante sobre o assunto tão importante para uma garota na minha idade escolar.  
As cartas de Nicole eram coladas no diário de Ana Maria e, seguindo o exemplo, eu fiz o mesmo com a correspondência que trocava com um amigo da época {ele morava em uma pequena cidade aqui do Estado}.

Sinopse da edição em língua portuguesa (BR):

Michel Quoist elaborou este livro a partir da leitura de diários de adolescentes, fazendo anotações, estudando seus vários aspectos, realizando entrevistas, mantendo contatos, e, através dessa experiência acumulada, deu vida a essa Ana Maria, adolescente como muitas outras, adolescente capaz da fazer com que outras adolescentes nela se reconheçam e por se afirmem.
Baseado em fatos do cotidiano, o autor dá ênfase às principais características da adolescência feminina - a curiosidade ante o mistério da maternidade, a sede de independência, a sensibilidade, a procura do seu eu - e mostra com muita naturalidade como todas essas forças devem ser canalizadas e orientadas em vista de um grande missão: a plena realização da mulher.
O Diário de Ana Maria ajudará as adolescentes e também seus pais e educadores. Quem sabe mesmo não poderá ser a "ponte" que vença as barreiras que muitas vezes a timidez estabelece entre mães e filhas?
Foi uma leitura muito enriquecedora para mim e eu devorei cada página. E, como descobri que o escritor desta obra é um francês, comprei a edição francesa de 1962 para mim. Chegou hoje  esta compra, e fiquei folheando e lendo esta história que é tão querida para mim.
Uma curiosidade que descobri é que existe um diário para os meninos, também. Chama-se O Diário de Dany. Não lembro de o ter visto na escola {rs}.

Omnia Vanitas.





23 de junho de 2016

Minha Filosofia..


Desde que li Um Estudo em Vermelho, eu estou com uma ideia fixa: eliminar o superficial.

A primeira coisa que fiz foi passar pelo funil os meus estudos. Fixei minha meta de aprendizagem em duas matérias: Hebraico e Francês {por motivos adversos à minha vontade, tenho somente a língua francesa na minha lista; mas pretendo voltar com os estudos de Hebraico no ano que vem}.
Separei o material {literatura, dicionários e material integrante ao estudo}. Apesar de não estar conseguindo manter o estudo de Hebraico, estou satisfeita com os estudos de língua francesa.
Outrora, eu queria estudar latim, análise sintática da língua portuguesa {realmente amo}, francês, hebraico... Complicado ter tempo para tudo quando ele é mínimo. Então, adotando a filosofia de Sherlock Holmes, eu decidi direcionar meus estudos de maneira que pudesse aproveitar melhor o que estava estudando. 

Agora, foi a vez de mexer no meu perfil no Facebook. 
Algumas vezes, eu decido fazer uma "garimpada" para eliminar o excedente: pessoas que não curtem/comentam/compartilham algumas postagens eu elimino. Se não está lá para interagir comigo, o que está fazendo no meu perfil? 
E, desta vez, eu estou selecionado páginas. Eu já "J'aime" tantas páginas que nem lembrava mais o que eu tinha curtido. Cliquei em "Je n'aime plus" em algumas fan pages que estavam no meu perfil e deixei somente o que me interessa; nada de páginas de piadas, bichinhos, filmes etc.. Eu sei que isso é legal, mas essas páginas suprimem as outras que tem mais conteúdo do meu atual interesse. Quero dizer que não tenho nada contra quem curte esse tipo de página, mas para mim não tem mais graça. Como disse Renato Russo é só "mais do mesmo"
Além de deixar de seguir fan pages, eu também deixei de seguir algumas pessoas - nada pessoal, mas vou dar mais atenção àqueles que curtem o que escrevo/compartilho. 

No mais, a vida continua {e agora mais solta}! 

Omnia Vanitas.

Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...