21 de junho de 2019

Programação para Outubro..



Olá, adiantado leitor !! 

Acho que não resta dúvidas quanto a minha paixão por literatura infanto-juvenil. Esta é a categoria que eu adoro cadastrar aqui no Sebo do Portuga. E, na última quarta-feira (19/06), eu estava deitada na praia, lendo, e tive uma ideia: dedicar o mês de Outubro para as leituras da minha adolescência! E, acredite, já tenho uma lista de livros que não podem faltar:

- Verde Vale (Urda Alice Klueger)
- As Brumas Dançam sob o Espelho das Águas (Urda Alice Klueger)
- Dom Quixote para as Criança (Monteiro Lobato)
- Diário de um Adolescente Hipocondríaco (Aidan Macfalane; Ann Mcpherson)
- A Filha do Papai Pelerine (Maria Gripe)
- Pântano de Sangue (Pedro Bandeira) - preciso encontrar uma edição.

entre outros.

Pretendo incluir alguns clássicos infantis que ainda não li:

- Pollyana (Eleanor H. Porter)
- Descanse em paz, meu amor (Pedro Bandeira)
- O Único Amor de Ana Maria (Isa Silveira Leal)

Outros em Francês

- a continuação das aventuras du Petit Nicolas (Sempé/Goscinny)
- Le Journal d'Anne-Marie (Michel Quois) - li durante meus treze anos a edição em português "O Diário de Ana Maria"
- um livro da série francesa "Fantômette" (Georges Chaulet) ..

Eu sei que até Outubro muitas mudanças podem ser feitas nesta lista (provavelmente para aumentá-la)!
Conto os dias para mês Dez chegar logo! 😍

9 de junho de 2019

Décima Quarta leitura ..


Olá, leitor anônimo!!

Em um dia, duas publicações. Isso que dá deixar acumular postagens! Vamos lá! 

Minha décima quarta leitura foi uma surpresa muitíssimo agradável! Trata-se da obra de Júlio Diniz "As Pupilas do Senhor Reitor". 

Este meu exemplar é um xuxuzinho lindo! Publicado em 1923, 24ª edição, publicado em Lisboa pela editora J. Rodrigues & C.ª; e, tem aquelas páginas amarelas que eu amo e a fonte da letra é perfeita (nem muito pequena, nem muito grande). Uma das coisas que me encanta na escrita clássica (e, principalmente, na portuguesa) é o uso da mesóclise. Adoro! Sou apaixonada por um "vê-lo-ei", "amar-te-ia" .. são deliciosos de ler! 
Este livro não é todo estranho para mim pois eu já assisti alguns capítulos - há muitíssimo tempo atrás, a novela homônima que foi produzida pelo Sistema Brasileiro de Televisão - SBT (de 6 de dezembro de 1994 até 08 de julho de 1995 - obrigada Google!). 

Nesta obra, a primeira que leio deste autor*, duas irmãs são as protagonistas da trama. Margarida e Clara. Duas órfãs, meia-irmãs, que são tuteladas de reitor da aldeia. 
O caráter das irmãs me lembrou muito outras duas meia-irmãs: Elinor e Marianne Dashwood. Sendo a primeira (de ambas as histórias) a mais sensata e a mais nova a mais afetiva de ambas. 

Ao par destas duas moças, Margarida e Clara, estão seus amantes: Pedro e Daniel. E eu gostei de Pedro desde a primeira descrição. Ele não é muito explorado na obra, exceto quando é preciso se referi-lo como noivo de Clara, irmão de Daniel e filho mais de velho de José das Dornas. O trio principal, para mim, é Margarida, Daniel e Clara.
Por se tratar de uma "crônica da aldeia" os personagens são bem simplórios - mas muito divertidos.
Eu gosto muito de romances interioranos; é um charme que não consigo explicar. 

A trama principal se inicia quando Daniel volta do Porto para clinicar na aldeia onde moram seu pai e seu irmão (a única família que ele tem no local - fora aqueles que moram na "cidade").  Como foi para o Porto ainda menino, Daniel adquiriu os modos e a malícia da sociedade que viveu. Ao chegar na terra madre, esqueceu-se que por lá vive-se de outro jeito e, primordialmente, esqueceu-se de cuidar para que boa fama das moças fosse resguardada dos seus modos "mundanos". Muita confusão ele causa para as duas irmãs e para o reitor, em consequência. 

Apesar de simples, a trama envolve de uma maneira muito atraente; o que tornou a minha leitura rápida sem que eu percebesse isso acontecer. 

Lá no Skoob este livro ficou classificado com cinco estrelas e favoritado. Sem dúvidas, farei outra releitura da obra.













*Júlio Dinis é o pseudônimo de Joaquim Guilherme Gomes Coelho

Décima Terceira leitura..



Olá, leitor anônimo!!

Sinto muito não corresponder às leituras que faço e demorar para escrever por aqui ! Se lhe apetecer, tenho uma conta deste blog no Intagram, caso queira me acompanhar por lá! 

Minhas leituras ficaram um pouco lentas desde o mês de Abril. 
Eu não tenho por hábito ler rápido para cumprir metas de leituras; mas não gosto quando a leitura, por algum motivo atrasa. Eu sei que estão atrasadas quando eu me dedico mais a uma função e as deixo de lado. 
Como eu havia dito, a mudança trouxe alguns dias pesados de trabalho e, também, a minha dedicação ao meu quebra-cabeça não me deixou envolver muito pela última leitura (Excalibur).

Comecei a leitura de Excalibur dia onze de maio e fui terminá-la somente dia três de junho. E terminei porque tinha que terminar - eu não queria fechar trinta dias com um mesmo livro. Portanto, as últimas páginas foram lidas sem muita paixão.

Algumas passagens me deixaram presa na leitura. A segunda parte do livro teve seus altos e baixos. Cornwell descreveu (muito) sobre como era a vida em um cerco de batalha. Eu achei que havia detalhes demais - mas talvez seja somente eu. 
Os detalhes de como foram negociadas as tentativas de "paz", como a vida em um lugar pode tornar a existência efêmera - uma diarreia pode matar metade de um pelotão aquartelado em um terreno úmido e pantanoso. 
Mas, quando Artur chega a escuridão se torna dia. 

Como eu gostei muito do segundo livro - além de ele conter a história de Tristão e Isolda. Gostei de ler um Artur mais "pistola" e menos misericordioso com todos - principalmente com os filhos gêmeos dele (ô cria de choca!).

Porém, o livro três tem suas delícias: Lancelot vai para a batalha e Derfel o encontra. O caso de como Derfel perdeu a sua mão também é muito boa e de como se tornou cristão. Merlin também é fantástico neste livro. E claro, Artur é sem igual.
Eu ainda não me perdoou por gosta de Guinevere!

Quero terminar com um trecho que gostei muito de ler -  e o li para meu marido que também gostou dele:
"A parede de escudos se rompe e a morte governa, e assim matamos até termos os braços cansados demais para levantar uma espada, e quando a matança terminou vimo-nos num  pântano de sangue (...). Procuramos amigos vivos e os abraçamos, vimos amigos mortos e choramos por eles. Conhecemos o delírio da vitória absoluta, compartilhamos as lágrimas e o riso, e alguns homens, cansados como estavam,  dançavam de pura alegria (...). Porque tínhamos vencido. Tínhamos transformado os campos junto ao rio num matadouro. Tínhamos salvado e realizado o sonho de Artur. Éramos os reis da matança e os senhores dos mortos, e uivávamos nosso triunfo sangrento para o céu.
Porque o poder dos saxões estava partido".
E essa batalha - e as outras que existiram nestes três livros - era travada para manter o inimigo interno e externo fora das terras britânicas; mas a maior de todas as batalhas era feita pela fé. O cristianismo crescente sufocava o druidismo. Na verdade, a fé cristã matou (literalmente) qualquer um que se opusesse a ela. Era a ordem de Deus que a Britânia ficasse livre da religião pagã para que Cristo pudesse voltar para terra e torná-la um lugar de paz - mas para isso era preciso se livrar de todos os pagãos. E os pagãos mataram quantos cristãos (e pagãos) puderam para trazer os deuses primevos para sua terra - que era abençoada antes da chegada dos inimigos e, principalmente, antes dos cristãos chegarem. 

Eu gostei muito destra trilogia - e foi ela, até agora, a leitura mais pesada que fiz de um livro de Bernard Cornwell. A história é muito antiga, muitos lugares e nomes (o que deixa o leitor um pouco tonto no primeiro livro). A história é diferente daquelas que já li em A Busca do Graal e muito diferente de Crônicas Saxônicas.  Mas ainda é boa, ainda é Cornwell.

Omnia Vanitas 💀




11 de maio de 2019

Décima Segunda leitura..


Olá, leitor anônimo! 

Antes de começar, quero deixar registrado que uma roçadeira está trabalhando de maneira frenética do outro lado da rua! O barulho já está na minha mente e, se algo que eu escrever sair mais estranho do o normal, sinta-se avisado! 

Fim de mais uma leitura! E foi uma leitura bem complicada. Deixe-me explicar, sonoro leitor!

A leitura de Morte de Reis começou no dia dezoito de abril. A história começou boa! Uhtred já estava na mira da espada de algum desavisado, Alfredo ainda estava na fase "um morto muito louco" - não sabia que ficava neste mundo ou ia para o outro - e, para variar, colocou Uhtred em mais uma missão sem sentido. 
E como bom cachorrinho, Uhtred foi!

  1. Adendo: o livro cinco me cansou por causa dessa submissão do protagonista ao chefe maior do Estado de Wessex! Coisa-chata! O saxão-dinamarquês se tornou um cachorrinho (malcriado, mas ainda cachorrinho) nas mãos de Alfredo. 


Mas, nesse meu entremeio de leitura, houve (mais) uma mudança de endereço, uma viagem com os amigos para uma final de semana na praia (apesar de todos morarem na praia rsrs) e, também, o trabalho. Cansaço e mais cansaço e uma dose de estres; e minha leitura ficou completamente comprometida quando eu trocava os nomes e esquecia as razões para que isso ou aquilo estivessem acontecendo. Dia vinte e três de Abril eu estava na página e sessenta e resolvi voltar para a primeira página. Então, comecei a me dedicar a ler com mais atenção - mesmo ainda estando em meio a arrumações, viagens de ônibus e visitas familiares. 
E, terminei a leitura muito satisfeita - comigo e com o livro.

A trama do livro seis foi muito melhor! 

Como já escrevi, a história começa com a faca-entre-dentes. A cada passo que Uhtred dá a trama fica mais envolvente. Os inimigos e traidores se juntam para derrubar Wesssex e os dinamarqueses estão cuidando das marionetes para que tudo saia como eles planejaram. Mas sempre haverá Uhtred, o Guerreiro de Wessex! (rs). A fama do protagonista está cada mais forte; seu nome está firmado como um grande guerreiro sob a alcunha de O Ousado. E acredite, ele o é !  
Entre feiticeiras e anjos, na guerra e na paz, entre reis e guerreiros, Uhtred encontrará uma brecha para desconfiar de tudo e confiar em poucos. 

Para terminar, a Nota História, apesar de conter pouco mais de três páginas, ainda é um deleite sobre toda a fantasia de Cornwell.

Omnia Vanitas! 💀

9 de maio de 2019

Dúvida cruel ..


Olá, indeciso leitor ! 

Você também, ao escolher um livro, tem critérios (duvidosos, à vezes) para escolher um exemplar para chamar seu?

Leitor, eu tenho algumas manias antes de adquirir uma nova obra para minha biblioteca:

- de preferência, que seja papel tipo pólen (meus olhos irritam com papel branco 👼)
- que seja usado, se possível
- capa dura
- a letra não pode ser muito pequena porque eu pretendo viver até os 92 anos e ler até o último minuto!
- apesar de eu ter começado a ler Crônicas Saxônicas (estou terminando o livro seis), eu não tenho mais interesse em adquirir trilogias e sagas

Mas toda regra tem exceções: a minha está representada na imagem de capa.
Estou cadastrando livros para o sebo e, ao precisar descartar um livro e repor outro em seu lugar, encontrei um livro do Émile Zola (de quem nunca li nada) na caixa: Germinal. O livro é o de capa mole. 
Folheie a brochura e fiquei tentada a ficar com o exemplar mas daí... Encontrei mais dois livros da obra Germinal disponíveis na loja. Fiquei em dúvida. Eu não consigo nortear minha escolha mesmo usando as regras que "criei". 

A vida não é fácil, Janjão! 

Deixe-me descrever um pouco sobre esta obra de Zola:

O protagonista é um homem (Lantier) que trabalha em minas de extração de carvão e a vida não lhe é agradável; porém, um moça chamada Catarina - também trabalhadora na mina, é um refresco para sua vida laboriosa. Germinal destaca a classe mineira e a formação dos sindicatos e as greves como modo de exigir que o trabalho seja melhor amparado. O autor retrata a fome, miséria e a decadência humana perante a sociedade de sua época.
Um curiosidade é que Émile Zola conviveu com trabalhadores de minas de carvão durante dois meses para adquirir conhecimento sobre a vida dos operários. 

Um dos motivos para eu querer ler este livro é a questão da greve. No livro Norte e Sul (1854), de Elizabeth Gaskell, em meio ao romance de Mr. Thornton (💗💗💗) e Margaret, a questão de salários reduzidos e a opressão sobre a classe operária em fábricas de tecido é o painel social que vive o casal #JhoMag As questões levantadas em uma pós Revolução Industrial são muito interessantes e eu já escrevi sobre isso

Então é isso, leitor ... não sei qual exemplar levar para casa ! A vida é dura, Janjão! 

Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...