Olá, leitor anônimo!!
Em um dia, duas publicações. Isso que dá deixar acumular postagens! Vamos lá!
Minha décima quarta leitura foi uma surpresa muitíssimo agradável! Trata-se da obra de Júlio Diniz "As Pupilas do Senhor Reitor".
Este meu exemplar é um xuxuzinho lindo! Publicado em 1923, 24ª edição, publicado em Lisboa pela editora J. Rodrigues & C.ª; e, tem aquelas páginas amarelas que eu amo e a fonte da letra é perfeita (nem muito pequena, nem muito grande). Uma das coisas que me encanta na escrita clássica (e, principalmente, na portuguesa) é o uso da mesóclise. Adoro! Sou apaixonada por um "vê-lo-ei", "amar-te-ia" .. são deliciosos de ler!
Este livro não é todo estranho para mim pois eu já assisti alguns capítulos - há muitíssimo tempo atrás, a novela homônima que foi produzida pelo Sistema Brasileiro de Televisão - SBT (de 6 de dezembro de 1994 até 08 de julho de 1995 - obrigada Google!).
Nesta obra, a primeira que leio deste autor*, duas irmãs são as protagonistas da trama. Margarida e Clara. Duas órfãs, meia-irmãs, que são tuteladas de reitor da aldeia.
O caráter das irmãs me lembrou muito outras duas meia-irmãs: Elinor e Marianne Dashwood. Sendo a primeira (de ambas as histórias) a mais sensata e a mais nova a mais afetiva de ambas.
Ao par destas duas moças, Margarida e Clara, estão seus amantes: Pedro e Daniel. E eu gostei de Pedro desde a primeira descrição. Ele não é muito explorado na obra, exceto quando é preciso se referi-lo como noivo de Clara, irmão de Daniel e filho mais de velho de José das Dornas. O trio principal, para mim, é Margarida, Daniel e Clara.
Por se tratar de uma "crônica da aldeia" os personagens são bem simplórios - mas muito divertidos.
Eu gosto muito de romances interioranos; é um charme que não consigo explicar.
A trama principal se inicia quando Daniel volta do Porto para clinicar na aldeia onde moram seu pai e seu irmão (a única família que ele tem no local - fora aqueles que moram na "cidade"). Como foi para o Porto ainda menino, Daniel adquiriu os modos e a malícia da sociedade que viveu. Ao chegar na terra madre, esqueceu-se que por lá vive-se de outro jeito e, primordialmente, esqueceu-se de cuidar para que boa fama das moças fosse resguardada dos seus modos "mundanos". Muita confusão ele causa para as duas irmãs e para o reitor, em consequência.
Apesar de simples, a trama envolve de uma maneira muito atraente; o que tornou a minha leitura rápida sem que eu percebesse isso acontecer.
Lá no Skoob este livro ficou classificado com cinco estrelas e favoritado. Sem dúvidas, farei outra releitura da obra.
*Júlio Dinis é o pseudônimo de Joaquim Guilherme Gomes Coelho
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