29 de janeiro de 2015

Empréstimos..



Eu não sou de confiar muito meus livros a outras pessoas. Prefiro comprar um exemplar para ela do que emprestar um meu.

Porém, toda regra tem uma exceção. Há uma amiga que sempre leva de mim nada menos que cinco livros (lidos ou não lidos) da minha prateleira. Não lembro, exatamente, quanto tempo isso acontece, talvez esteja completando dois anos (?).
Nós usamos dois sistemas para esse empréstimo:

- ou ela me manda um email dizendo que terminou de ler os livros que levou e eu separo outros, a meu gosto (exceto a literatura brasileira que ela não curte), empacoto e mando por um motoboy pago por ela.

- ou marcamos um encontro para que a renovação seja feita.

Eu me sinto a Biblioteca Particular dela.

O último empréstimo aconteceu ontem. O motoboy levou - empacotados de forma muito segura - os livros acima. Foram poucas as vezes que ela não aceitou a leitura que ofereci. Desta vez, o retorno foi de "Homens, Lobos e Lobisomens" que, segundo ela, não "casou com o gosto". Espero que desta vez todos casem (rs).
 Nesta remessa houve somente um pedido especial: "Bando de Pardais" de Takashi Matsuoka. Ela leu "Ponte de Outono" e, assim como eu, ficou apaixonada e quis ler outro livro do autor. Eu lembro que li em Setembro de 2012. Fiquei muito encantada, com aquele "ar de apaixonada". Para remediar esse sentimento literário de amor, eu comecei a ler "O Primo Basílio" de Eça de Queiróz, pois esse personagem é um cafajeste de marca maior! 
Ainda não li "Bando..." mas está na lista!

Porque escolhi os livros que escolhi?

- todas merecem se apaixonar pelo sarcástico e irônico Mr. Rochester
- Maugham é sempre muito bom e contagio todos que posso com esse autor
- o livro do Stephen King é maravilhoso, chorei bicas!
- Alice Walker é impressionante com A Cor Púrpura (sempre choro)
- Matsuoka foi pedido
e, "Filme Perfeito" é um livro da minha mãe (coisinha bem doce - rs).

Então .. é isso!

Omnia Vanitas.



28 de janeiro de 2015

Um livro para Três Mulheres


Ano passado, minha irmã número três me mandou uma mensagem perguntando se eu conhecia o escritor "Harlan Coben" pois ela tinha comprado um livro dele e, segundo a propaganda do mesmo, o escritor já tinha publicado outras aclamadas obras.

Eu nunca tinha ouvido falar de Harlan Coben. Na verdade, eu vivo em universo literário paralelo, não curto literatura erótica de princesa, sagas de anjos, demônios, vampiros etc etc etc. 

Fato é que não conhecia o senhor Coben, portanto não pude dar minha opinião para minha irmã sobre a aquisição dela.
Dias depois ela veio almoçar conosco e trouxe o dito livro. Estava empolgada! O livro se mostrava melhor a cada página e logo veio o convite para eu ler pois "você irá gostar". Eu não tenho nada contra me oferecerem um livro, mas tão certo como eu não curto "Encontro as Escuras" com homens, não curto livros sem uma prévia consideração. Porque? Não sei; porque sim!

Logo que ela terminou a leitura, deixou o livro lá em casa para eu ler, mas as leituras da minha mãe terminaram antes e ela começou a ler antes de mim.
E, então, os comentários em louvor ao livro não pararam. Pedi para ela não contar o final, pois talvez eu fosse lê-lo.

Minha irmã número quatro começou a leitura depois da minha mãe. "Nossa! Esse livro é muito interessante!", ela comentou comigo e com a irmã número dois - contagiando esta última. Relatos superficiais foram feitos, para não estragar a possível leitura de nós duas.

Parece que toda a parte leitora da família foi contaminada por "Seis Anos Depois". Quem sabe um dia chega minha vez ! ;)

27 de janeiro de 2015

Última Compra..




Esses bonitinhos aí são minha última compra antes da minha promessa. Prometi (e pretendo cumprir) não comprar livros até o dia 18/03/15 - exceto se for para presente ou para minha mãe ou a pedido de outra pessoa. 
Decidi fazer esta promessa no dia 17/01/15, depois de comprar esses dois bonitões aí e mais um do Mario Puzzo - O Chefão. Daí, dei um basta! Pelo menos até agora consegui manter minha palavra. Vamos ver até quando!!

Bom, esses dois aí com o Presley são: As Quatro Estações de Stephen King e O Pecado de Lisa de Somerset Maugham.

O livro do King tem três histórias bem conhecidas - pois já se tornaram filme: Um Sonho de Liberdade (Rita Hayworth e a Redenção de Shawshank’), O Aprendiz (O Cliente), Conte Comigo (‘O Corpo).

Do meu querido Maugham O Pecado de Lisa foi um dos livros do autor que eu invoquei que queria durante as minhas férias! Então, assim que achei uma edição que condissesse com a minha vontade, compraria. Achei! Ele é simplesmente perfeito!

Bom, agora é lê-los quando a oportunidade couber! ;)

Omnia Vanitas

19 de janeiro de 2015

A Verdade está Lá Fora



Aconteceu em Março de Dois Mil e Catorze. 

Eu estava totalmente entediada, sem vontade de ler meu querido livro - na época era Mansfield Park, da Jane Austen - quando resolvi me distrair com alguns dvd's que minha irmã número cinco deixou lá em casa (por falta de espaço no apê dela). Eu li na caixa: ARQUIVO X: nove temporadas completas.

Instantaneamente à aparição de Fox Mulder eu me apaixonei por ele. Que gracinha! Que coisa fofa dimeudeus! E foi paixão daquelas pesada, porque antes de mês terminar, eu já tinha uma tatuagem no meu tornozelo com o seguinte dizer: I WANT TO BELIEVE, acompanhada com um lindo ovni com três perninhas para simbolizar o "M" do meu amado agente federal! 

Lá pelo idos do mês de Abril daquele mesmo ano, eu descobri a "literatura" da série. São dez livretos que representam os dez episódios mais vistos da série. O primeiro é intitulado como "A Verdade Está Lá Fora" - tema da série (além de Não Acredite em Ninguém).

Depois de um tempo com a coleção na minha cesta de Livros Não Lidos, ontem, decidi começar a lê-los. Fiz da série minha leitura de domingo.

Eu demorei tanto tempo para começar porque ainda estava com os episódios "frescos" na memória. Então, como estou no final da nona temporada, resolvi começar a leitura da série. :)

Primeira coisa: é preciso saber que você está lendo uma adaptação. Muitas vezes acontece ao contrário: o livro é adaptado ao filme; mas, nesta leitura, aconteceu o contrário. 

É estranho, pelo menos para mim. O livreto tem apenas cento e nove páginas, então, é muito rápida a descrição de todo o episódio. 
Quando Dana Scully, a parceira ruiva de Mulder, entra no escritório da cidade de Washintong para ser entrevistada, rostos nos são mostrados: não há uma descrição do caráter daqueles homens que lá estão, apenas rostos que se movimentarão no decorrer da série; portanto, ou presta-se atenção ou fica-se perguntando depois de onde a "figura" apareceu.
Se fosse um livro comum, sem adaptação, eu imagino que cada um daqueles homens - importantes na trama da série, teriam um capítulo exclusivo para si descrevendo o motivo de estarem lá, como chegaram e qual é a finalidade deles nesta entrevista que impuseram à agente Scully. 
No livreto tudo é muito rápido:

"Jones a conduziu por um conjunto de grandes portas duplas, até uma sala de reuniões na qual havia uma mesa oval. Os seis homens sentados ao seu redor tinham por volta de sessenta anos, mas Scully não precisava saber seus nomes para ver que se tratava de pessoas muito importantes. O poder fluía deles de forma natural".

É como mencionei acima, para sabermos em que motim a agente federal estava se metendo (ou sendo infiltrada) seria preciso conhecer o caráter daqueles homens. Mas, supondo que somente os amantes da série teriam interesse em ler o livreto (ou deixar um gostinho na boca de aspirantes à espectadores desta obra televisiva), muitos detalhes não foram dados. 

O interessante desta leitura, é que alguns sentimentos são mais interessantes no livro, como a fúria de Dana Scully por conta do sorriso debochado de Fox Mulder - que tola! Eu adoro aquele sorriso (rs). E, uma diferença que notei, é que ela não parecia tão-tão-tão chateada quando o Mulder a convidou para uma corrida matinal pela cidade. E, pelo que me lembro, quando ele bate na porta do quarto dela, ela pergunta por quem é. A resposta dele é "Steven Spielberg". Ela ri e atende a porta. 
No livreto isso não aconteceu. 
Ah! Outra coisa que notei: na série ela encontra o escritório do Mulder e se apresenta para ele (foi ali que me apaixonei (rs)). No livreto, Jones (que estou forçando a mente para lembrar da cara) a apresentou à Mulder. E,... ele não tem tantos livros no escritório, como descrito na minha leitura de ontem - infelizmente!
Nerd é fogo! (rs).


Bom, para terminar, deixo a sinopse que consta no livreto:

"Este é o primeiro episódio da série Arquivo X, levado ao ar pela Fox, nos Estados Unidos, em setembro de 1993. Também é o primeiro contato com esta seção especial do FBI - os Arquivos X - que investiga casos estranhos e inexplicáveis, fenômenos paranormais e contatos com alienígenas. Aqui você poderá acompanhar o primeiro encontro dos dois agentes, Fox Mulder e Dana Scully, suas diferenças de opiniões, personalidades e métodos de trabalho. Perceberá também a atitude ambígua da agência governamental diante das descobertas dos dois agentes".
Ok. É isso aí, pessoal! Domingo que vem tem mais! ;)

Omnia Vanitas

15 de janeiro de 2015

A Morte..


O Cavaleiro da Morte chega, na série Sobrenatural, em um Cadillac branco 1959. E eu adorei sua chegada. A música "Oh Death" é de Jen Titus, exclusiva para a série.

Desde que fiz meu trabalho de conclusão de curso em Teologia sobre a morte, eu sou apaixonada pelo assunto.

Na minha tese, eu trabalhei a hipótese de a morte ser algo natural desde a passagem do homem pelo Éden. Porém, logo após a Queda, ela passou a ser algo obrigatório ao ser humano, trazendo o pânico, o medo e a aversão por algo não compreendido e fora do poder humano. Durante sua morada no Jardim das Delícias, o homem tinha a opção de morrer e ele só optaria por ela quando chegasse a um grau de sabedoria que pudesse entregar-se à ela sem aflição ou medo.

Na série Sobrenatural, eu adorei a chegada deste Cavaleiro. Foi o último dos quatro a entrar em cena. Primeiro a Guerra, depois a Peste e a Fome e, por último ela, a Morte.

Ela chega calmamente em seu "cavalo" branco, caminha entre nós sem que a percebamos. Mas você pode esbarrar na Morte a qualquer instante, e, mesmo que você queira desafiá-la, ela não dá a mínima, a última palavra é dela: fim.

Ela sempre está com fome. Durante toda a série, quando a Morte aparecer, ela estará comendo. E como tudo o que faz mal (e mata): batata-frita, pizza, hambúrguer e, para acompanhar tudo, muito refrigerante.

De todos os personagens da série, ela é a minha favorita.

Só isso.

Hodie mihi, cras tibi.

Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...