2 de setembro de 2012

Exibicionismo Literário Descarado ...



Dumas é um dos meus escritores favoritos! E, encontrar esse livro (Isabel de Baviera), ontem, por acaso, em um sebo foi de uma sorte ímpar. Em perfeito estado, ilustrado e muitíssimo barato! Impossível deixá-lo na estante que o encontrei. Agora, é mais uma joia rara que junta-se com tantas outras que, com muito suor e persistência, adquiri.


Sim, estou me exibindo.

Vanitas vanitatum et omnia vanitas. ;)


31 de agosto de 2012

Minha rainha..


Essa é a prateleira da minha mãe.

A história de leitura da minha começou em dezembro de 2010. Infelizmente, ela teve um problema sério de hérnia de disco e precisou ficar de repouso. A maior parte do tempo ela ficou deitada assistindo televisão. Todos sabemos, televisão cansa na primeira parte de um dia.
Percebi que ela estava enjoada dos programas exibidos na televisão e, então, uma manhã, ante de eu ir trabalhar, deixei um livro para ela se distrair. Ela leu até a página vinte e dois. Segundo ela, a história tinha nomes muito estranhos e isso não a entreteu muito e ela abandonou. Esse livro é O Hobbit de JRR Tolkien.
Nessa época, eu estava atrás de um livro que li na minha adolescência: Verde Vale, de Urda Alice Klüeger. Quando o livro chegou, eu o mostrei à ela, como costume. Expliquei a história em um breve resumo e ela se interessou e começou a ler logo depois.

Com isso, ela se animou a ler mais. O primeiro livro que ela comprou foi As Brumas Dançam Sobre o Espelho do Rio, de Urda Alice Klüeger. Infelizmente, o livro veio sem algumas páginas e tivemos que trocar. Foi a única vez que aconteceu até hoje. Depois disso, ela começou a comprar outros livros, também da Urda. Ela adorou ler No Tempo da Bolacha Maria e No Tempo das Tangerinas (continuação de Verde Vale) pois lembraram sua época de juventude. Ela comentava, animada, as semelhanças que haviam com sua vida de solteira. Isso me encheu de alegria.

Depois da Urda, outra autora que ela tem simpatia é Jane Austen. Nem preciso mencionar o orgulho que isso me dá. Ambas, apaixonadas pela mesma escritora. Ela já leu todos os livros publicados da srta. Austen, inclusive a nova edição de Persuasão, da editora Zahar, que eu ainda não li.

Outro tipo de livro que minha gosta é sobre animais de estimação. O primeiro que ela leu foi Marley e Eu. Depois, ela comprou Dewey, um gato entre livros. De presente eu dei As Nove Vidas de Dewey - que comprei na feira do livro esse ano. Ela também tem Minha Vida com Boris, que é a história do cão guia.

Dessa prateleira, o último que ela leu foi Jane Eyre , de Charlotte Brontë (que irá me emprestar). Ela recomendou esse livro às minhas irmãs, claro que nenhuma delas se prontificou a seguir seu conselho. Elas dizem que não têm tempo. Minha mãe retruca e diz: Eu também não tinha, mas arrumei tempo para ler. É só querer.

De Natal, nós, filhas, a presenteamos com O Diário de Anne Frank, As Aventuras de Tom Swayer (ela adorou ler também As Aventuras de Huck Finn), A Cabana e A Abadia de Northanger (que não está nesta foto porque está na minha prateleira :) )
Falta, também, outro livro que ela emprestou para minha irmã Água Para Elefante.

Fora esses livros, ela já leu alguns (muitos) dos meus, como A Espera de Um Milagre, que, assim como Jane Eyre, a fez perder o sono pós-almoço por estar muito interessante.

Uma das coisas que me dão orgulho e ficará marcada na minha memória, é poder sentar ao lado dela e fazer companhia na leitura. Acho isso perfeito. Minha mãe, uma leitora assídua!

Vou deixar aqui a lista de livros que ela leu somente esse ano, de janeiro até agora:

- Bravura Indômita
- Diários de Uma Paixão
- As Aventuras de Tom Swayer
- A Cabana
- A Abadia de Northanger
- O Diário de Anne Frank
- O Guardião de Memórias
- Emma
- As Nove Vidas de Dewey
- O Mágico de Oz
- De Moto pela América do Sul
- As Viagens de Gulliver
- Persuasão (ed. Zahar)
- Jane Eyre
- A Filha do Reverendo.. ela terminará ainda essa semana. De certo, olhará para minha prateleira e dirá: Humm, não tem nada para eu ler!


Amo minha mãe nerd.

29 de agosto de 2012

Excomungado..


Errei na escolha do livro Drácula, o Morto-Vivo, de Dacre Stoker e Ian Holz.
Achei que seria uma trama envolvente e surpreendente! Grande erro!

A carta que abre o livro é muito bem escrita. Fez-me ter vontade de abrir o livro original e lê-lo novamente! Porém, depois de uma frase e outra de impacto, nada mais restou para envolver o livro.

Eu senti, durante a leitura, a falta de algum elemento que causasse a vontade de continuar a leitura. A construção das frases soa vazia , parece quererem colocar um suspense mas deixam a frase suspensa e sem aquele significado que leve o leitor até a próxima página. Faltou, também, um aprofundamento na índole dos personagens. O caráter não foi bem construído.
Talvez, minha decepção tenha sido ocasionada pela expectativa da primeira obra. Eu deveria saber, sequências de uma obra lançadas por outras mãos não têm as mesmas características da obra original. Eu já postei sobre isso antes - incrível não ter seguido meu próprio conselho.

Li somente até o capítulo XXIII. Confesso, os capítulos XVIII até XXI me deixaram encantada:

Capítulo XVIII

"Policiais sopraram seus apitos, correndo em direção da multidão que se formara na base da árvore. Mulheres desmaiaram. Homens ficaram paralisados. Automóveis pararam cantando pneus. Carroças de frutas e leite se chocaram uma com as outras. Pandemônio.
No centro de Piccadilly Circus havia sido colocado um poste de madeira de doze metros de altura que se erguia acima do Anjo da Caridade Cristã. No alto do mastro um homem nu havia sido empalado. A mandíbula dele estava quebrada, com a ponta da estaca se projetando de sua boca. Intestinos e outros órgãos internos, arrastados pela vara que atravessara seu corpo, saíam de seus lábios. Pingava sangue de seus olhos, ouvidos e nariz. O corpo se contorceu, soltando um gemido de gelar o sangue. O pobre homem ainda estava vivo.
De fato, era obra de um diabo".

Capítulo XIX

"As mãos de Quincey tremiam, dificultando a leitura do texto. Ele colocou o jornal na mesa para firmá-lo enquanto relia a matéria. Traduzira corretamente. A respiração de Quincey estava acelerada. Ao chegar à última linha, achou que iria desmaiar. Obrigou-se a ler de novo: "A vítima empalada foi identificada como sendo o sr. Jonathan Harker, destacado advogado de Exeter, cidade a oeste de Londres".

Capítulo XXI

"Os pensamentos rodopiavam em sua cabeça. Suas emoções estavam abaladas antes mesmo de colocar os pés no necrotério. A culpa de sua última conversa com Jonathan, uma discussão acalorada e dolorosa, pesava em seu coração. Nunca haveria uma reconciliação. Nunca teria a oportunidade de dizer tudo o que sentira. Ela jurou nunca cometer o mesmo erro com Quincey".

Nesta versão, houve uma necessidade de incluir a história real de Drácula (que já postei  aqui. Porém, eles não conseguiram tornar isso algo interessante. Quando li O Cemitério de Praga, de Umberto Eco, percebi que ele fez a mesma coisa que esses autores tentaram. Eco utilizou-se da história e soube construir uma obra encantadora!
Um trecho de Drácula, o Morto-Vivo:

"- Então, Drácula é considerado o pai de sua nação? Pelo que li, ele assassinou milhares e era conhecido por beber seu sangue.
- Um antigo ritual pagão. Dizia-se que aqueles que bebiam o sangue de seus inimigos ingeriam seu poder.
- E há a tradução de seu nome - disse Quincey. Ele folheou as páginas para encontrar o trecho e o mostrou a Basarab: - "Filho do Diabo".
- A verdadeira tradução do nome de Drácula é "Filho do Dragão". Seu pai era um cavaleiro da Ordem Católica do Dragão, que jurara proteger a cristandade dos muçulmanos. O símbolo do diabo na cultura cristã ortodoxa é um dragão. Daí a confusão".

Totalmente sem sal. Isso não parece um diálogo, mas um jogral estilo Rebeldes. Um fala, o outro responde; um pergunta e o outro retruca!

Finalizo com um trecho da obra do verdadeiro Stoker, Bram Stoker:

"- Professor, deixe-me ser seu estimado aluno mais uma vez. Explique-me a tese para que eu possa aplicar seu conhecimento, à medida que prossegue. Atualmente, meu pensamento focaliza os pontos, pulando de um a outro como o louco segue uma ideia e não como homem são. Sinto-me como um aprendiz que atravessasse um pântano envolto em névoa e que pulasse de u'a moita para a outra, cegamente, sem saber para onde ir.
- É uma boa imagem - afirmou ele. - Bem, dir-lhe-ei. Minha tese é esta: quero que acredite.
- Em quê?
- Naquilo em que não pode acreditar. Deixe-me dar um exemplo. Ouvi certa vez um americano estabelecer a seguinte definição para a palavra "crença": "É a faculdade que nos permite acreditar em coisas que sabemos serem inverídicas". Acredito nele. Quis dizer que devemos ser liberais, não permitindo que uma pequena crença abafe uma grande verdade, assim, como uma pequena pedra pode atrapalhar o movimento de veículos. Primeiro, aprendemos a pequena verdade. Conservamo-la e a valorizamos, mas não devemos julgar que seja toda a verdade do universo.
- Então deseja que minhas convicções prévias não impeçam minha mente de acreditar em algum fato estranho. Compreendi bem?
- Ah, ainda é meu aluno favorito. Vale a pena ensiná-lo. Agora que demonstra vontade de compreender, já deu o primeiro passo para a compreensão".

Omnia vanitas.

24 de agosto de 2012

Biblioteca..


Encontrei essa reportagem aqui


Fachada da biblioteca da antiga cidade de Éfeso.


Essa Biblioteca foi construído no século II D.C, e chegou a acomodar 12.000 manuscritos.Hoje, só restou a sua bela fachada como um magnífico testemunho de bibliotecas públicas que foram construídos em todo o Império Romano.

Éfeso foi a 5a.cidade mais populosa do império, teve de 400 a 500 mil habitantes. Sua população era constituida na maioria por pessoas razoavelmente ricas e intelectualizadas. A região de Éfeso e Mileto, foi berço de muitos filósofos, entre eles Thales (ca.625-546 a.C.), Heróclito (ca. 540 a 470 a.C.) e Isidorus (sec. VI d.C.). Foi encontrada por arqueólogos, uma inscrição em pedra (talvez erguida por ordem do imperador), que premiava Éfeso como "a cidade mais ilustre de toda Ásia".
Alexandre, o Grande, Cleópatra, Virgem Maria, Izabel, São João e São Paulo foram algumas das pessoas que passaram por Éfeso.
O local da cidade, que se vê hoje, tem sido escavado por mais de 100 anos e a maioria das edificações que restaram datam do período romano. Entre muitas ruinas, encontramos em Éfeso construções magnificamente preservadas, como a Biblioteca de Celso, o Portão de Adriano e o Teatro Helenístico, além de fontes, ruas, banhos romanos e ágoras comerciais.

15 de agosto de 2012

O Beijo ..


Estava vasculhando a net quando encontrei essa reportagem na Globo.com ! Olha que MA-RA! Deliciem-se! Beeeeijos! ;)

Um beijo para a história. O marinheiro George Mendonsa e a enfermeira Greta Zimmer Friedman ficaram eternizados em uma fotografia clicada na Avenida Times Square, em Nova York, no exato momento do fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. A vibração do casal ficou famosa e, desde então, muita gente procurou identificar os dois, porém não obteve sucesso. Agora, 67 anos depois, a rede de televisão norte-americana CBS conseguiu achá-los e reunir a dupla em um encontro justamente naquele local.

O detalhe mais curioso da história é que Mendonsa e Zimmer sequer se conheciam quando se beijaram. O senhor, hoje com 89 anos, se lembra muito bem do dia que entrou para a eternidade. Ele estava em um encontro com outra mulher, chamada Rita Petry - que, aliás, é hoje sua atual esposa -, no Radio City Music Hall, quando a apresentação foi interrompida e o anúncio foi feito: “Os japoneses se renderam! A Guerra acabou!” Mendonsa, que havia bebido um pouco além da conta, acabou “exagerando” na comemoração.

Enquanto estava correndo pela Times Square, o então rapaz vestido de marinheiro olhou para o lado e viu uma bela mulher com roupa de enfermeira. Ele não pensou duas vezes: largou a mão da sua companheira, agarrou a outra e tascou-lhe um beijão. A ousadia foi clicada pelo fotógrafo Alfred Eisenstaedt, da revista Life, que depois viria a iniciar uma campanha para “caçar” os protagonistas da cena.
“Eu estava muito feliz com o fim da Guerra, tinha tomado uns drinques, então quando a vi, agarrei e dei um beijo. Foi aquele momento, sabe? Tinha acabado de voltar do Pacífico e a Guerra havia terminado. Sobre a foto, não sabia que era eu. Um amigo meu, vários anos após esse momento, levou uma revista com a fotografia na minha casa e disse que era eu. Achei que ele estava louco, mas vi que era mesmo”, se recorda.

Greta Zimmer Friedman sequer viu que ele se aproximou, mas garante: não se esqueceu daquele momento. Ela se reconheceu na fotografia e confirmou que o casal foi o responsável pela cena inesquecível – depois de muitos outros já terem declarado que eles eram os personagens da foto, tentando ganhar alguma fama.
“Não vi que ele estava chegando e, antes que eu tivesse percebido, já tinha sido agarrada. Depois, quando vi a fotografia, não tive dúvida, sabia que era eu. Você não se esquece de um cara que te agarra dessa forma, não é? Ainda mais em um dia como aquele. Ele era muito forte. Mas eu não estava beijando ele, ele que me beijou”, comentou.
Os responsáveis pela reportagem também entrevistaram a então namorada e agora esposa (casada há 66 anos) do marinheiro, que garante que aquele foi um dia muito feliz.

Até mesmo um livro sobre a cena será lançado em breve. A publicação, chamada “O Marinheiro Beijador”, vai revelar como o senhor Mendonsa, que tinha 22 anos em 1945 e participou da Segunda Guerra, sobreviveu às batalhas e e se encantou com o trabalho das enfermeiras – que salvaram não só a vida dele como também de diversos outros colegas marinheiros.


Volo Suavium Eios!

Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...