11 de dezembro de 2014

Um Novo Título..



Ontem, ao chegar em casa, lá estava ele, em cima do meu aparelho de vinil, esperando para ser aberto.
Voltei a ter o título "O Fio da Navalha" de Somerset Maugham.

Esta história, para mim é fantástica. Larry é, de longe, um dos personagens de Maugham por quem mais me apaixonei. 

Larry (Laurence Darrel) participou como aviador na Primeira Guerra Mundial e teve a sua vida transformada com a morte de seu colega.

         Os mortos parecem tão irremediavelmente mortos quando mortos.

..foi o que ele disse a sua noiva, Isabel, durante um piquenique. A morte do amigo fez Larry olhar para a vida e se perguntar o que poderia ser absorvido dela. Trabalhar? Larry queria vadiar. Foi para Paris, ainda noivo de Isabel, e lá passou uma temporada bem simplória - longe do luxo e lixo que compunham a sociedade (contemporânea a Larry e a nós).

Eu fiquei completamente apaixonada por Larry. As viagens que ele fez, da forma que as fez; as culturas que conheceu; a línguas que aprendeu. Tudo em Larry é encantador - impossível não se comover com sua vida e sua paixão.

Por isso, ao ter presenteado um conhecido com meu primeiro exemplar, não pude mais ficar sem ter um comigo. Este, da foto, datado de 08/10/1945, é todinho meu - e não me desfarei dele, jamais!

Omnia Vanitas

9 de dezembro de 2014

Acusada de Amar ..



Domingo foi aniversário da minha irmã número quatro. Então, a irmã número três resolveu comprar um bolo (estilo mega produção) para celebrar a data da posterior. Até aí, tudo certo.
Então, eu resolvi fazer uma produção caseira. Peguei meu caderno de receitas (onde há mais papel avulso do que receita escrita) e escolhi uma torta salgada para acompanha o dito bolo.

Tirei um tempinho de domingo à tarde para fazer isso. A receita, realmente é bem simples. Segue:

- três ovos inteiros
- duas colheres de amido de milho (sempre uso três)
- duas colheres de requeijão (a receita pede light, mas eu não faço isso)
- uma colher de fermento de bolo (eu coloco duas colheres para garantir)
- frango refogado à sua moda ou carne moída bovina à sua moda.

Misture os quatro primeiros ingredientes. Não seja preguiçoso, anônimo leitor, e bata tudo à mão (esqueça a batedeira). Depois de tudo misturado com boa vontade, inclua o recheio de sua preferência. No dia em questão eu fiz de carne bovina porque não estava à fim de desfiar frango - domingo, né! Unte uma refratária média e despeje todo o conteúdo misturado nela.

Vinte minutos de forno e pronto - é só comer. Simples. Fácil. Prático.

Depois de pronta a dona torta, eu fui assistir meus desenhos do Pica-Pau e sua Turma e cochilar um pouco - ninguém é de ferro.
Quando acordei a família trapo estava toda reunida na cozinha; alguns até já haviam tomado café. Cumprimentei todos os presentes e, então, eu me sentei à mesa para comer. Antes mesmo de eu tocar na minha tortinha, minha irmã número dois acusou:

- Está apaixonada, (apelido de casa)?
- Eu não, porque?
- Porque sua torta está bem salgada!
- Acho que é o fulano! - a número três comentou.
- Quem? Você está doida, mulher? - retruquei.
- Opa! Vamos conhecer alguém? - meu cunhado perguntou.
- Meu deus, não há ninguém! É por isso que, geralmente, não tomo café com vocês! - respondi e provei minha torta.
- Não está salgada! Está muito gostosa por sinal.
- É verdade! Está uma delícia! - minha irmã primogênita disse, aprovando minha receita.

Final da história, não sobrou torta! Ela foi completamente devorada. Fora as duas ofensas à pobre receita, todos aprovaram o acompanhamento ao bolo da aniversariante. Logo, chego a conclusão que não estou apaixonada por usar sal (que foi na quantidade certa), mas elas que são insípidas! Há!

Nota da receita: o sal que eu adiciono é no refogado, não na massa, ça va?

Omnia Vanitas

Troca -Troca..




Creio que não preciso comentar mais o quanto sou adepta de livros usados! Sou a favor da leitura sustentável, da troca informal da boa literatura.
Dias atrás, através da ferramenta Skoob - um lugar onde bookworms sentem-se em casa - eu troquei livro com um garoto de PoA. Nada demais até aí. Fizemos a troca no estilo troca x troca (sem usar o Plus); eu enviei O Idiota (Dostoiésvki) e ele mandou O Mágico (Somerset Maugham). O que chamou minha atenção foi quando ele recebeu meu livro, ou melhor, meu ex-livro. Ele deixou um recado no meu perfil em agradecimento. Até aí, tudo bem, também, pois é o que os skoobers geralmente fazem.
Mas o que me deixou encantada foi a forma de ele escrever. E, por isso, vou deixar esse registro aqui!! Segue:

"Chegou chegou chegou chegou chegou!!!!!!!!!!!!!!!

Uhuuuuuuul…

Guriaaa… adorei o livro… super bem cuidado… parabens… encapadinho… lindo lindo…

Fora as notas que tu fez… os meus melhores livros sao todos rabiscados com alguma coisa de referencia ou oq eu entendia do texto na epoca que li…

Livro bom eh livro com historia… obrigado Adelita!!!!!!!

Bjos!!!!”

Omnia Vanitas.

3 de dezembro de 2014

Quem é você? ..


Fim da prova de língua francesa, pude voltar a ler meu livro Villette

Enquanto lia, na ida ao trabalho, encontrei um trecho interessante, segue:

"O homem é demasiado romântico e dedicado e espera de mim mais alguma coisa do que eu acho conveniente. Ele acha que sou perfeita: provida de todas as espécies de boas qualidades e sólidas virtudes, que eu nunca tive, nem pretendo ter. Mas, na sua presença tenho que ser tudo aquilo que ele espera para justificar a sua opinião sobre mim. E, isso  tanto uma pessoa! Ser ingênua e falar sensatamente, porque ele julga, realmente, que eu sou sensata. Estou muito mais à vontade contigo, velhota....Com você, querida crosspatch, rabugenta...que me toma pelo pior lado e sabe que sou coquette, ignorante, namoradeira, volúvel, tola, egoísta e todas as coisas doces que ambas concordamos fazerem parte do meu caráter" (p.124/125).
Essa é a declaração de Ginevra Fanshawe sobre seu admirador Isidore - que julga amá-la.

A afirmativa da aluna de Lucy Snowe fez-me lembrar de outro post em outro blog sobre a Noiva Frankenstein. Escolhemos o modelo ideal para amar e tiramos um pouco dali outro pouco de lá e construimos a "pessoa perfeita". Costuramos o próximo para que ele seja da forma que queremos e, se a obra não sai conforme queremos, imitamos o gesto do Dr. Victor Frankenstein e fugimos da nossa criação, deixando-a à deriva, em busca de explicações. 
Lembro-me de outro personagem literário, Kitty Fane, esposa do Dr. Walter Fane em "O Véu Pintado" de William Somerset Maugham. Como foi angustiante para Kitty viver a vida que Walter decidiu que ela deveria ter. Ele nunca a amou, apenas criou em seu mundo uma Kitty que ela nunca desejou ser. Falhou miseravelmente em amá-la como ela é. Ambos infelizes até o último momento juntos.

Pessoas possuem erros. Pessoas decepcionam. Ou encaramos essa verdade universal ou seremos frustrados e enganaremos outras pessoas. Amar não é moldar conforme "eu quero" mas aceitar o outro "como ele é" - esse é o desafio de "amar ao próximo".

Então, sinto muito por você Isidore pois sua Miss Fanshawe irá frustrá-lo no seu pseu-amar.

Omnia Vanitas.

1 de dezembro de 2014

Soeur! ..


Veja só, você que me lê, que lindo presente eu ganhei no sábado!

Eu estava na fila de uma livraria (e não comprei livros, apenas capa para eles) quando, a minha irmã que me acompanhava, veio com esta belezura nas mãos!

- Olha só! Dezenove e noventa!
- Ai, meu deus! França! Que lindo!
- Pegue, é meu presente de Natal para você!

Delírio completo! Fiquei na fila, folheando o meu presente, lendo trechos que terei o prazer de ler por completo depois! E, durante minha rápida vista neste livro, achei meu amado Dumas... Que leitura maravilhosa será!!! E minhas férias são tão curtinhas! Porque? Porque? Porque?

Sábado, realmente, foi um dia de boas surpresas! :)

Omnia Vanitas.

Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...