8 de março de 2019

Oitava Leitura..



Olá, anônimo leitor 

Ontem, eu terminei a minha oitava leitura do ano. O primeiro livro da trilogia de As Crônicas de Artur - O Rei do Inverno. 

Detestei Artur! Pai sem autoridade, homem sem palavra. Mas adorei Merlin!
Um adendo: para aqueles que leem a série Crônicas Saxônicas ou a série The Last Kingdom, certamente conhece a frase "O destino é inexorável". Esta frase, senhoras e senhores, é usado por Melin em As Crônicas de Artur (publicado pela primeira vez em 1995). 

Bernard Cornwell - o autor desta trilogia - apresentou um Artur sem muita fantasia. E, se o leitor reparar bem, a história conta algumas lutas e aparições deste líder britânico que não figuram muita importância. 
A história é narrada por Derfel - atual monge e saudosista arturiano. Todo o conhecimento de Artur é baseado neste personagem - que, segundo Cornwell em sua nota histórica, existiu um guerreiro arturiano que tornou-se monge; porém, pouco se sabe dele por não haver registros.

E essa falta de documentação histórica concreta não permite que a construção da época e dos personagens da trama sejam descritos com mais precisão. Esta ausência de material permite que a criatividade humana insinue ações e crie personagens - entre estes últimos está o famoso Lancelot e até mesmo o druida Merlin.

A história deste primeiro livro apresenta uma Bretanha invadida por saxões logo após a saída dos romanos deste território. E, para minha surpresa, havia parede de escudos nesta época ! Uwiii!! 
Artur não é rei, como retratam algumas lendas sobre ele. Artur é filho ilegítimo do falecido rei Uther e guardião do novo rei (criança) Mordred. O desejo deste filho bastardo é tornar a Bretanha unida contra os saxões. E é este fato que o torna famoso depois de muitos séculos (mesmo sem saber se este era seu nome e se isto foi realmente possível).
Em busca da tão desejada "paz entre as nações", Guinevere entra no seu caminho. "Adios", Paz!
Enlouquecido de amor pela princesa Guinevere, Artur abandona seu compromisso de casamento com a filha do rei de Powis e junto toda a possibilidade de paz entre os reinos. 
Foi aí que eu comecei a detestar Artur e a enojar a seu desejo de ter paz. Toda vez que ele fazia um muxoxo dizendo "a culpa é minha" eu retrucava: "É mesmo, seu bosta! Muitos morrem para você ir para cama a cadela da Guinevere".
Eu, também, detesto Guinevere. Mulher dissimulada, ardilosa, causadora de intrigada. Eu creio em casa palavra de Gorfyddyd contra essa mulher.  E nesta lista de "ranço" eu coloco Lancelot. Homem medíocre, mentiroso, mimado! No meu ranço completo, esse trio se merece: Artur, Guinevere e Lancelot.

Rancidez à parte, a história é muito boa, mostrando um reino em busca de equilíbrio: político, geográfico e espiritual.

O livro dois,  O Inimigo de Deus, trará Derfel (um dengo de rapaz) em aventuras com Artur para buscar por peças místicas que farão dos britânicos aquilo que eles eram antes do romanos chegarem: felizes!




20 de fevereiro de 2019

Eu escolhi Uhtred..


Olá, leitor anônimo!


Esta semana eu quebrei metade das minhas promessas para o ano novo.

Eu estou no terceiro livro da saga Crônicas Saxônicas.  A leitura está ma-ra-vi-lho-sa !!! Na segunda-feira (18/2) eu me dei folga de tarefas no Sebo e fiquei lendo na parte da tarde. E fiquei em êxtase durante a leitura: bati na mesa, chamei o nome dos personagens em voz alta, vibrei de alegria ... Ainda bem que não houve movimento durante esse período .. O fato engraçado nesta leitura é que, antes eu começar a ler o terceiro livro (livro atual), eu pensei em não continuar a ler a saga; afinal, são dez livros, por enquanto. 
E foi nessa loucura de segunda-feira, no êxtase doido que eu tomei uma decisão.
Cheguei em casa e conversei com meu marido sobre essa minha escolha. E ele riu.

Eu havia decidido começar minhas aulas de natação no próximo mês, Março. Toda a estratégia financeira do casal estava focada nisso: compra de roupa para as aulas, horário, idas e vindas blá blá blá.. Mas segunda-feira tudo mudou.

Conversando com o Marido eu disse que havia mudado minha decisão de começar as aulas de Natação - o que daria um acréscimo no "cofrinho da economia". Porém .... eu quero terminar a leitura de toda a saga...TODA A SAGA de Crônicas Saxônicas. No momento, apenas dez livros foram publicados no Brasil.  

Então, ficou combinado. A partir de Março, serão comprados dois livros por mês até fechar a coleção. Estimei que até Junho a saga esteja completa.

Programação para completar história:

* Março
- A Canção da Espada
- Terra em Chama

* Abril
- Morte dos Reis
- O Guerreiro Pagão

* Maio
- O Trono Vazio
- O Guerreiro da Tempestade

* Junho
- O Portador do Fogo

"War of the Wolf" ainda não tem data para ser publicado no Brasil. Chegará em Outubro para os ianques (rs).

* Julho
- Começar as aulas de Natação. Super propício já que no inverno é melhor em piscinas aquecidas - o que não acontece no condomínio que estou morando.

Veja bem, leitor enrolado, eu estou fazendo exercícios atualmente (exceto nos dias que meu Esposo esteve acamado - e em dias de chuva). Meu corpo flácido está voltando a ter formas graciosas..então, como parte da meta de leitura, manterei o exercício para não dar um tiro no pé e estragar meu programa "fitness". E é importante para mim manter meu corpo em movimento porque 2018 foi um ano que eu fiquei completamente parada para qualquer tipo de exercício físico - o que culminou a ficar fora de forma. 

Mas eu escolhi Uhtred.

Omnia Vanitas 💀

                          

14 de fevereiro de 2019

Aquela vontade...que passa!



Olá, indeciso leitor!

Aqui estou eu repleta de dúvidas! 

Ano passado eu havia dito que leria o primeiro livro desta saga do senhor Martin. Porém, um cliente do Sebo chegou no balcão e perguntou:

-  Você tem o livro um de Game of Thrones.

Eu estendi a mão para alcançar o exemplar que estava na caixa atrás de mim, e o vendi ao jovem rapaz. Lá se foi a oportunidade de começar a leitura desta obra. 

Nesta semana, uma outra cliente veio aqui para trocar alguns livros e queria o livro dois de As Crônicas de Gelo e Fogo. Negócio feito. Comentei com ela sobre as dúvidas que tenho a respeito de começar a leitura desta saga e o que o único personagem que me interessa é o Jon Snow (risos). 

E, agora, aqui estou eu com o livro três e quatro. Olho, folheio, leio frases aleatórias... e ainda não decidi se começo ou não essa saga. Vontade dá, mas ...

Omnia Vanitas 💀

9 de fevereiro de 2019

Nota de Falecimento..



Olá, inconsolável leitor!

Eu soube ontem, que a escritora escocesa Rosamunde Pilcher faleceu dia 06 de fevereiro do corrente ano. Ela tinha 94 anos. 
Que tristeza eu sinto pela partida desta mulher fantástica! Quantas vezes seus livros embalaram meus dias bucólicos. Foi com ela que aprendi a sonhar em ter um lindo jardim onde eu pudesse cultivar todas as flores que eu tiver vontade. 
As histórias de Rosamunde Pilcher são doces e suaves para se ler - e seus finais nunca precisaram de um desfecho tradicional (sempre ficaram em aberto para um possível devaneio do leitor sobre o que poderia vir a acontecer).
As paisagens escocesas e o encanto que traz a leitura de seus livros ainda estão marcados em minhas lembranças. O primeiro livro que li dela foi ainda no tempo da faculdade de Letras: O Quarto Azul. E o primeiro livro que compre dela foi "Flores nas Chuva e outros contos". O conto "O Dia das Amoras-Pretas" é o meu conto preferido - e por uma silenciosa coincidência, chegou ao Sebo nesta semana.

Omnia Vanitas 😢

16 de janeiro de 2019

Segunda leitura..



Olá, leitor apaixonado!

Sinto muito começar pelo segundo livro - a vida não é como esperamos que seja. 

Em ritmo de insônia, chuva e trovoada, deixo agora meu registro sobre As Pontes de Madison de Robert James Waller.

Este livro me deixou com uma ressaca brava! Ao terminar a leitura - na metade do caminho para casa - eu não soube como reagir. Fui para a praia nadar um pouco e ele não saiu da minha cabeça. 

Em verão quente de 1965, Robert Kincaid encontra Francesca Johnson.

Não existe estação melhor para romances arrebatadores do que o Verão. E foi assim com o fotógrafo do National Geografic e a esposa de um fazendeiro de Iowa. Foi um encontro único e inspirador. 
Caso você pense que este romance é um clichê romântico ou um livro para senhoras desocupadas ou solteiras sonhadores; digo-lhe que estás completamente errado, equivocado leitor. 

Que insensatez a minha tentar escrever ainda eufórica! 

As Pontes de Madison é um romance sobrenatural; o encontro de duas pessoas marcado pelo dever e pelo desejo. A fala de Francesca sobre  o amor que sente por Robert versus a responsabilidade que tem para com a sua família é único. E isso é o há de mais profundo sobre Francesca - ela passa quase toda a história quieta, apenas representada pelo desejo que sente por Robert. Ele é articular ao falar, expressa sua opinião sobre si e sobre a sociedade que passa pela transformação robótica em detrimento ao homem. Francesca se cala. Em um de seus pensamentos, ela afirma que uma simples moradora do interior não tem muito a dizer sobre a vida perto de tudo o Robert viveu. 
Talvez seja por isso que em sua conversa com o amante sobre como agir antes de sexta-feira chegar deixa uma impressão forte sobre a personalidade desta italiana.

Eu quero acreditar que exista romances como o que houve entre Robert e Francesca. A vida não pode ser apenas uma passagem pueril com relações frívolas.
Acho que eu entendo um pouco sobre o que Robert quer dizer quando se denomina como "o último cowboy". 

Eu já havia assistido ao filme e chorado. Mas o livro é surreal. 
Eu lembro quando minha mãe disse que chorou quando leu a carta de Robert no final do livro. Eu solucei entre lágrimas.

Omnia Vanitas. 💀

P.S.: Só para informar que a autoridade da obra (Robert James Waller) é fotógrafo; portanto, as descrições de fotografia são verídicas e impressionantes. A dedicação de um fotógrafo nos idos dos anos 60 comparados com a era digital é água e vinho. A nostalgia da máquina com filme, a espera pela luz certa, a paciência em esperar pelo momento certo, a busca com uma iluminação favorável para o conjunto da imagem, a produção de um filme - toda essa técnica é muito singular para os dias atuais. 

Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...