4 de agosto de 2018

Rachel e Capitu





Publicado em 08maio18 no Sapo.pt

Olá, leitor anônimo!

Ontem à noite, enquanto eu fazia meus trabalhos domésticos, meu marido tentava me convencer à assistir algum filme. Nada do que eu ouvia me convenceu a sentar no sofá. Ele desistiu e, ao olhar para o aparelho de televisão eu vi a capa de um filme "Minha Prima Raquel". Gritei minha descoberta mas não houve parceria por mais de dez minutos - segunda-feira é um dia agitado na casa dos "do Cabo Ferreira".
Entre louça lavada, roupa na máquina, cachorro correndo.. eu assisti ao filme. Eu comecei a assistir apenas para decidir se eu deveria ou não comprar o livro. 

A tal prima Raquel é viúva do tutor de Phillip. Após o falecimento do tutor, Phillip vai ao encontro da sua prima para desmascará-la e culpá-la pela morte do marido.
Pobre Phillip. Apaixonou-se euforicamente por Raquel. Deu-lhe sua herança, as jóias da família e lhe creditou todo o amor que poderia ter em seu jovem coração. Porém, a prima não respondeu ao mesmo amor. Ele perdeu a razão sobre tudo ao redor.
Eu não contarei o desfecho do filme e anseio pela leitura desta obra de Daphne du Maurier.
O filme trouxe à minha lembrança uma obra clássica de Machado de Assis: Dom Casmurro.
Todo o ciúmes de Bentinho, suas acusações contra Capitu .. A narrativa deixa o leitor em dúvida sobre o caráter da esposa de Bentinho. Ainda é um mistério para os leitores a fidelidade de Capitu ao ciumento marido.
O mesmo eu senti sobre Raquel. Tudo nela pareceu ambiguo. O ciúmes, as dúvidas, as acusações.. Bentinho está para Phillip com Capitu está para Raquel.

Leitura Onze..


Publicado em 04maio18 no Sapo.pt

Olá, leitor!

Quando eu decidi começar a leitura de Os Catadores de Conchas, de Rosamunde Pilcher, eu pensei que seria uma leitura aconchegante. Talvez, até seja; mas não para mim. Eu precisava de um romance "água com açúcar" mas o que encontrei foi uma discussão familiar que me tirou um pouco da paz que eu tinha.
Levei a leitura adiante mesmo querendo parar. Eu precisava saber o que aconteceria com o quadro Os Catadores de Conchas e saber quem era Olívia. Meu ponto alto (e definitido para encerrar a leitura) foi a decisão tomada por Penelope para as telas e o quadro - herança de seu pai, Lawrence Stern.  
Cansei das brigas da filha Nancy e o filho Noel. O temperamento egoísta e avarento destes filhos me tiravam o sossego que eu buscava na leitura. Quanto a Danus e Antonia, fico satisfeita em saber que estarão bem, no final. Termino o livro no capítulo que narra a vida do jardineiro.

Penelope Keelling é uma mulher de 64 anos que viveu o auge da sua juventude durante a Segunda Guerra Mundial. Pai pintor e mãe francesa, sua vida foi muito alegre e expressiva - mesmo durante os anos bélicos. Mãe de três filhos: Nancy, Olívia e Noel, o trio participa da sua vida dentro da narrativa - cada qual conforme sua personalidade. E, a trama está em torno do presente de casamento deixado à Penelope, por seu pai, no dia do seu casamento com (o traste) Ambrose: o quadro Os Catadores de Conchas. O antigo pintor volta a ser reconhecido no mercado, e muitas mãos querem tomar posse desta obra.
Viagens, jardins, família, guerra, paixão .. o enredo possui vários temas; mas o trio Ambrose, Nancy e Noel azedaram minha leitura - por isso estou finalizando-a hoje. O destino do quadro foi decidido. Minha leitura chegou ao fim.

15 de abril de 2018

Leitura dez..


Olá, anônimo leitor!

Hoje, eu terminei a leitura de O clube de leitura de Jane Austen, da Karen Joy Fowler. 

Este era um livro que eu ansiei muito para que houvesse a publicação em PT. E, para celebrar com graça, foi um presente do meu marido - sem motivo algum, segundo ele, apenas porque eu merecia ganhar este livro. Que lindo! 💘

Eu já havia assistido o filme homônimo algumas vezes e o livro me deu a mesma sensação gostosa de leitura quanto o filme. 

Um clube de leitura com seis participantes; um livro da Jane Austen por mês. A vida dos personagens se cruzam com a leitura com seus enredos particulares; cada um com suas convicções, planos, sociedade - é um grupo diferenciado que durante a leitura eu me perguntei como podem conviver em amizade. E, de todos os personagens, Bernadette é quem tem as melhores histórias. 

Eu recomendo a leitura - muito fácil, ainda mais se você já conhece os seis livros de Jane Austen que permeiam esta trama. É uma leitura leve e gostosa que parece chuva com chocolate quente embaixo do cobertor. 



11 de abril de 2018

Segundo abandono.. Joana D'arc 3/3


Sinto muito, determinado leitor, mas eu abandonei a leitura de Joana D'arc de Mark Twain. 

Fiquei pela página 80 e poucos - antes de 89. Eu não consegui gostar da leitura. Quando eu li Dumas, achei que era uma história com muitas fábulas de quem foi Joana D'arc - antes das batalhas e da prisão.
Mark Twain criou uma vida cheia de fantasia para esta heroína; e alguns diálogos eu achei muito chatos: a defesa das fadas após a sua expulsão, sobre um determinado estômago puro de um suposto ladrão.

Infelizmente, minha determinação foi abalada e eu abandonei a tercei Joana D'arc. 
Ainda não decidi se vou colocá-lo à venda ou vou deixar na minha prateleira. 


8 de abril de 2018

Leitura nove .. Joana 2/3



Olá, planejado leitor!

Mais uma leitura terminada. Mais uma Joana concluída.

Esta foi a segunda leitura sobre a heroína francesa. O livro é um romance de Alexandre Dumas, Joana D'arc.

Dumas conta a história de Joana desde o seu nascimento até a sua morte. A parte da história que se  referente a morte desta personagem não há enxertos para compor a trama pois há registros que apresentam o martírio que acompanhou aquela que levou Carlos VII ao trono.
Porém, do nascimento à juventude (exceto quando esta ingressa na carreira militar), nada se sabe em como viveu Joana D'arc. Dumas, então, cria um nascimento quase messiânico para Joana:

Na noite em que nasceu Joana, a do dia de Reis de 1412 (...) uma ligeira brisa surgiu pela noite, impregnada dos suaves odores que só se respiram nos crepúsculos de maio; (...) então pareceu que uma estrela se destacou do céu e desenhando no espaço um traço luminoso, foi na casa de Jacques d'Arc.
E, ao descrever as ações e intensões desta heroína, torna-a um ser quase celestial.

Na minha opinião, somente após a prisão de Joana que a história se torna verossímil; antes disso, tudo o que se faz é preencher lacunas e adicionar frases não ditas para compor a trama. 

Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...