10 de dezembro de 2015

Livro de Infância..

Histórias da Floresta - Hernani Donato


Comprei um livro.

Sem nenhuma novidade até aí! Mas, este livro é muito especial para mim. Eu já comentei neste blog sobre o primeiro livro que eu me recordo de ler (clique aqui), e este livro que comprei também faz parte da minha infância literária (ou pelo menos eu acho que seja ele).

Eu lembro de uma cena com este livro: eu estava sentada na escada da sala da casa da minha mãe - nossa casa ainda era de alvenaria. Eu estava sentada nesse degrau (que leva até a cozinha) e na porta havia uma cortina verde com estampas de folhas. Eu me recordo de estar com este livro nas mãos (que eu havia locado na biblioteca da escola primária que eu estudava) e havia uma gravura de um jabuti socorrendo alguém (ou alguma coisa) que havia caído no rio. Ele puxava uma corda e tentava salvar a vítima. 
Essa imagem está gravada na minha memória a muito tempo, mas, para minha tristeza, eu não lembro o título do livro.
Por várias vezes eu vasculhei a internet em busca deste livro. E, hoje, talvez, eu o tenha encontrado. Logo que a remessa chegar, estarei postando novamente para lhe dizer, esquecido leitor, se se trata do meu livro de infância. 
Caso seja ele, terei prazer em emprestá-lo para minhas sobrinhas-netas e filhos lerem uma das histórias que construíram minha vida literária.

Omnia Vanitas.

8 de dezembro de 2015

Dois Generais ..



Registro de leitura:

Entre os muçulmanos, homens de toda classe que tiveram oportunidade de avistar o general Bonaparte ficaram admirados de quão baixo e franzino ele era  [...] Aquele dentre nossos generais cuja aparência os assombrou sobremaneira [...] foi o general em chefe da cavalaria, Dumas. Homem de cor, e por sua figura assemelhando-se a um centauro, quando o viram cavalgar sobre as trincheiras, indo ao resgate dos prisioneiros, todos acreditaram que fosse o líder da campanha.
[Nicolas René Desgenettes, registro da impressão que a expedição de Napoleão exerceu sobre a população local do Egito].

Para Napoleão, Dumas era-lhe uma pedra no sapato. O pequeno general achava que Dumas e suas ideias humanitárias de invasão (sem extorquir e violentar os moradores da cidade dominada) eram uma ofensa a ele como General da revolução.

Na verdade, ele estava errado em presumir que Dumas fosse desleal. Generais como Dumas lideravam por meio da inspiração e, como o Exército Continental de Washington, lutavam melhor com um motivo para lutar. A disciplina cega não era necessária quando a pessoa combatia por uma causa justa.Mas a dedicação de Dumas a seus ideais republicanos, sua nação e seus camaradas deixavam Napoleão indiferente. Em sua cabeça, havia apenas um tipo de lealdade que importava - a lealdade a ele.

Por isso amo o general Dumas, ouso dizer que mais o general do que ao filho ou seu neto!

Omnia Vanitas.

Conquistadores ..

Ilha de Malta


Se há algo que diverte meu marido é a leitura que estou fazendo de Conde Negro. O motivo da diversão é porque toda vez que vou comentar algo sobre esta leitura eu lhe digo: "Amor, Napoleão é um f.d.p.!!"
E, ontem, tirei um tempinho na parte da manhã para colocar a leitura em dia. E, além de corroborar a minha ideia sobre o general (imperador de araque!) Napoleão, eu li algo muito interessante sobre a Ilha de Malta.  Segue o texto:

Desde a Idade Média, os cavaleiros hospitalários tinham se baseado em Malta, que haviam transformado na ilha fortificada mais inexpugnável da Europa. Candidatos a cavaleiros santos apareciam de toda a parte, na esperança de conquistar fama e glória para Deus combatendo o islã num clima ensolarado. Mas a ilha era também um refúgio para patifes aventureiros de toda espécie, como o pintor renascentista italiano Caravaggio, que, depois de cometer assassinato, fugiu para Malta em 1607 e foi sagrado cavaleiro como retribuição pela pintura de sua obra-prima, A decapitação de são João Batista. (Segundo algumas fontes, sir Caravaggio depois se envolveu em outra violenta altercação, com um colega de confraria, e deixou Malta em desgraça).A despeito dos votos da ordem, incluindo a castidade, Malta também se tornou famosa pela beleza e liberalidade de suas prostitutas, com as melhores ficando reservadas aos cavaleiros e seus hóspedes. E, combatendo o infiel em alto-mar, eles capturavam tantos escravos de galés e tamanho butim que começaram a ser vistos como uma versão cristã dos piratas berberes. Quando chegaram aos ouvidos do papa notícias sobre a moralidade frouxa dos cavaleiros, ele enviou um inquisidor à ilha, em 1574, que se estabeleceu em uma mansão no bairro comercial.Os hospitalários haviam sido outrora intrépidos cruzados lutando pela causa de Cristo; agora, sua praça-forte insular estava mais para uma versão medieval em Palm Springs, onde cavaleiros de idade avançada viviam à custa de uma cuidadosa renda fixa de tesouros amealhados, bem como de tributos gerais e impostos feudais coletados em suas terras natais. Essa última fonte de renda era a mais importante e, como muitos hospitalários descendiam de famílias nobres francesas, os impostos que sustentavam o pródigo estilo de vida da ordem provinham em proporção desigual da França. Quando a Assembleia Nacional francesa aboliu os impostos feudais no verão de 1789, Malta acusou o duro golpe. Aristocratas de toda a Europa ficaram exasperados, mas os cavaleiros hospitalários ficaram arruinados. Fizeram oferecimentos de aliança com os inimigos da França, Áustria e Rússia, bem como conspiraram com seu tradicional senhor feudal, o Reino de Nápoles, dos Bourbon.(...)Em 1800, os britânicos tomaram Malta dos franceses e fizeram da ilha o quartel-general da Frota Mediterrânica da Real Marinha. Durante a Segunda Guerra Mundial, Malta suportou outro cerco inacreditável - dessa vez dos nazistas. Cavaleiros ou não, os malteses mostraram que podiam fazer frente contra o inimigo mais feroz. O rei da Inglaterra concedeu a Cruz de Jorge à 'fortaleza insular de Malta [...] para honrar seu bravo povo', um raro caso em que o mais elevado galardão civil por bravura do Império Britânico foi concedido a um grupo, não a um indivíduo. Franklin Roosevelt chamou Malta de 'uma minúscula chama brilhante nas trevas' da Europa nazista".

Omnia Vanitas
Napoleão f.d.p.

1 de dezembro de 2015

..Anseio por ti



Eu gosto muito de cartas! Em Conde Negro, há muitas cartas do general Dumas à seus superiores, mas eu quero deixar registrado uma carta que é particular ao general. Sua esposa está grávida do segundo filho e escreve a seguinte missiva ao marido (anunciando a data próxima do nascimento da criança):


Meu bom amigo,
A guarnição militar que fica aqui hoje a caminho da Alemanha [...] te levará esta missiva transmitindo nossos votos mais ternos e informando-te que a data prevista se aproxima e eu quero que estejas comigo na ocasião. Não a proteles e traze-me a coragem de que necessito. Todos aqui te congratulam. Marie-Aimée (...) envia-te mil beijos carinhosos e eu acrescento outros mil e anseio por ti.Marie-Louise Dumas




Omnia Vanitas

O bom filho à casa torna!




Crianças, eu voltei !!!!

Que saudade dessa "bagunça"! Eu, realmente, não sabia que estava com saudade até ler um texto na internet, intitulado "Se Arrependimento Matasse..." . E, depois, eu comecei a reler meus textos neste blog e pensei "porque não voltar aos devaneios e dicas sem sentido?".

Diga ao povo que eu voltei!!

Ainda não sei sobre o que escrever, mas vou procurar algumas coisas sobre o que "escrivinhar".
Sobre uma coisa eu serei justa comigo: minha lista de livros está em dia! Como sou desorganizada para anotações (mesmo possuindo uma conta no Skoob), eu quis manter a lista de livros lidos/relidos/leitura atual em dia! Portanto, meu livro de mão de hoje é "O Conde Negro" de Tom Reiss  ... Poxa! Que livro fantástico! Outra hora eu rasgo elogios sobre a minha ignorância sobre história da França e meus delírios sobre o general Dumas!

Au revoir!

Omnia Vanitas

Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...