1 de novembro de 2014

Visita de Sábado ..


Depois das atividades principais da casa estarem em dia, calcei meu all star velho e fui em direção à livraria da minha professora de Língua Hebraica. Por mais que eu não seja mais estudante na classe dela, nunca conseguirei pronunciar que ela é "ex"-professora, sempre serei sua estudante pois ela é minha "guia" para a compreensão desta língua enigmática que se chama hebraico. E, eu sempre me pergunto porque Jesus não poderia ter nascido na França - seria bem mais "chique" e sexy levar o Evangelho. Mas, deixa pra lá, ficamos com as complicações do Hebraico e Aramaico.

Depois de rasgarmos elogios uma para outra - é impossível evitar: se ela diz que eu sou orgulho e não posso deixar de dizer que ela é minha inspiração (que é verdade).

E, eu entrar em uma livraria somente para levar um texto de hebraico e sair de lá como se tivesse entrado em uma farmácia é impossível. Adquiri um livro, de Franz Kafka, O Castelo. Pouco sei sobre esta obra, exceto aquilo que estava na "sinopse" e achei na internet, agora. Mas, eu deixo todo o crédito para esta escritor perturbado representado naquilo que já li dele: "A Metamorfose" e "O Veredicto". Então, agora compõe a minha extensa e "eterna" lista de Livros Não Lidos, o estranho senhor Kafka.

Omnia Vanitas

27 de outubro de 2014

Insensato Coração ..


Eu não sei, você (anônimo leitor), mas eu sou um desastre quando se trata de amor.

Esses dias li uma frase engraçada em uma página na internet, dizia o seguinte:

"Minha vida amorosa é igual o meu iate. Eu não tenho um iate".

Até aí, tudo bem! O problema está em quando começo a me interessar por alguém. Como minha vida neste campo é um batalha perdida, sempre ando com cautela para não pisar em minas terrestre e ir pelos ares.

Nada contra ao coração que bate acelerado, ou as mãos suadas e nervosas quando o olhar da pessoa "amada" cruza com o seu. Isso é fantástico. Mas, fora o sentimento físico - o que é ótimo - tem o tal do pensamento. É nessa parte da paixão que tudo "mela".

Construimos um Frankenstein em nossa cabeça: que beije bem, que seja carinhoso, que tenha pegada de cafajeste, e que ... Nada disso tem a obrigação de acontecer.

Então, aqui estou eu, divagando, e morrendo de medo de me apaixonar de novo. Não é por nada, mas meu dedo é pobre - não sei "escolher" um homem que seja de bom caráter: tudo tralha. E, então, quando esse insatisfeito coração começa a pulsar e a mente insana a pensar, eu me vejo em maus lençóis. Não quero parecer egoísta ou pessimista, mas já vive minha vida no âmago para saber como as coisas terminam.

Agora, o que me resta, é sentar bem quietinha no meu canto, respirar fundo e deixar a poeira baixar. Deixar o sentimento da razão voltar a funcionar - mesmo quando as mãos suam e o coração acelera.

Omnia Vanitas.

26 de outubro de 2014

Esse tal elogio..


Eu não sei se sou uma pessoa normal.

Mas, acompanhe meu pensamento, anônimo leitor: você se sente confortável com um elogio? Eu me sinto insegura.
Veja só que responsabilidade é corresponder sempre com aquele elogio.

"Você é linda!" . Meu Deus, tem dias eu saio de casa sem pentear os cabelos ou passar um dito de um batom. Simplesmente, ponho meus óculos, pego minha mochila/bolsa e vou embora sem olhar para trás. Mas, nesse dia ou em outro qualquer, eu sou a mesma mulher: com batom ou não, com cabelos alinhados ou não. Eu não quero essa obrigação sobre meus ombros. Quero minha liberdade ser esse ser estranho que não tem pretensão de ser modelo ou inspiração.

"Você é inteligente". Não sou. Sou uma mera curiosa sobre determinados assuntos que me fascinam. E, em alguns casos eu nem abro a boca para dizer o que penso, pois minhas ideias estão em desalinho e/ou eu mesma não compreendo o que estou pensando.

"Você é gentil". Tenho certeza de que essa pessoa não me encontrou em dias de mau humor. Não gosto de ser desagradável ou pedante. Não gosto de responder com grosseria às pessoas que cruzam meu caminho. Em dias assim, gostaria de nem mesmo sair de casa. Mas a vida não é fácil para ninguém.


Portanto, não me fadem a ser algo que estou e não sou. Tentarei manter a linha, mas não quero ser escrava de um elogio.


Omnia Vanitas.

6 de agosto de 2014

Carta em Frances!



Ontem, começou minha aula de língua francesa! C'est déjà très bien! E, para minha grata surpresa, no blog da Janes Austen (Raquel Sallaberry) há a carta do querido Capitão Wentworth (Persuasão) EM FRANCÊS! Já postei esta valiosa carta no Tumblr (http://havalim.tumblr.com) e no Twitter (@ahdelita). E, para finalizar com chave de ouro, aqui!

Eis a carta!

Je ne puis écouter davantage en silence. Il faut que je vous parle, avec les moyens dont je dispose. Vous transpercez mon âme. Je suis partagé entre l’angoisse et l’espoir. Non, ne me dites pas qu’il est trop tard, que ces précieux sentiments ont disparu à jamais. Je vous offre de nouveau un coeur qui vous appartient encore plus totalement que lorsque vous l’avez brisé, il y a huit ans et demi. Ne prétendez pas que l’homme oublie plus vite que la femme, que son amour meurt plus tôt. Je n’ai jamais aimé que vous.
Injuste, j’ai pu l’être, faible et rancunier, je l’ai été…mais inconstant jamais. C’est vous seule qui m’avez fait venir à Bath. C’est pour vous seule que je pense, que je fais des projets…Ne l’avez-vous pas senti? N’avez-vous pas compris mes souhaits?…Je n’aurais même pas attendu ces dix jours si j’avais pu lire vos sentiments comme je pense que vous avez du pénétrer les miens. J’arrive à peine à vous écrire. J’entends à tout moment quelque chose qui me bouleverse. Vous baissez la voix, mais je puis distinguer les inflexions de cette voix, quand même elles échapperaient à d’autres…O parfaite, excellente créature! Vous nous rendez bien justice. Vous êtes sûre que l’attachement et la constance véritables existent parmi les hommes. Soyez assurée de les trouver infiniment fervents, infiniment fidèles chez
F. W
Il faut que je parte, incertain de mon sort; mais je reviendrai ici ou bien je rejoindrai votre groupe dès qu’il me sera possible. Un mot, un regard suffiront à décider si j’entrerai chez votre père ce soir, ou jamais.”


Omnia Vanitas!

20 de junho de 2014

A Culpa é de Quem?




No mês de maio, uma amiga minha fez aniversário. Ela completou 14 anos. Eu a conheci através da mãe dela, que é minha amiga também. E, de presente pela passagem do seu aniversário, eu lhe dei o livro "A Culpa é Das Estrelas", de John Green.
Comprei e depois fiquei vendo alguns videos na net sobre a estreia do filme homônimo. E o danado do filme me interessou.
Logo que eu a presenteei, então, pedi que ela me emprestasse este livro - claro, depois que ela o lesse.

Ontem, durante a parte da manhã, ela trouxe o livro até a minha casa. Em meio a minha faxina louca, tirei um tempo para conversar com mãe e filha e, prometi, que começaria a leitura naquele dia mesmo.
Promessa cumprida! E, terminei a leitura, na madruga de hoje, às 02:07 da manhã. 

O livro é encantador e bem escrito. Tem uma leveza de sentimentos e ideias que eu não esperava. Foi difícil querer parar de ler. 

Gostei, também, que o autor coloco algumas referências - na edição que li - sem nota de rodapé. E, fiquei pensando, se todos entenderam essas referências. A que mais me chamou a atenção foi sobre a parte que ele o Verbo (Evangelho segundo João, capítulo 1, versículo 1). Não se todos entenderam o que representa esta comparação, mas, o Verbo é Cristo.

O livro é repleto de tiradas engraçadas, mesmo durante a "parte dolorida" da história. Fico pensando se todos os adolescentes têm esse humor ácido sobre si mesmo!

Deixo para vocês algumas partes que eu tirei um tempo para "refletir".

1) Quando Isaac faz uma cirurgia para extrair o outro olho (um ele já havia perdido para o câncer). Estava no meu sofá, e quando li a declaração dele ao grupo de "Apoio" sobre a operação. Fechei meus olhos e imaginei como seria ficar sem ver. Óbvio que é desagradavél visto que eu amo ler.
Ainda do Isaac, não culpo a namorada pelo fim do namoro. É doloroso e confuso para quem está do lado de fora da doença. Sim, é uma atitude covarde, mas a maioria de nós se afastaria de um relacionamento deste. 

2) É incrível como somos desagradáveis em "elogios" para com as pessoas que são "diferentes" de nós. Isso é injusto pois, sem dúvida, se estas pessoas fossem "normais" elas não teriam a metade da atenção: parece que gente saudável não merece compaixão. Uma pessoa com leucemia não escolheu o destino dela, como alguém que escolhe ou não fazer regime, exercícios, estudar etc. Foi imposto este fardo. E os saudáveis acham que isso é "bonito" e cobrem de elogios do tipo: "guerreiro", "lutador", "forte" etc. Então, eu chego na resposta da Hazel Grace para Lida: "troque de lugar comigo". Ela não quer ser "inspiração" para ninguém, ela não quer sobreviver, ela quer viver.

3) E a tal da morte? Feio. Ruim. Desnecessário. Humilhante. Será que sempre foi assim? Eu defendo, na minha tese de teologia, que a morte faz parte da vida do homem desde sua temporada no Jardim das Delícias, vulgo, Éden. Porém, após a queda, sem desfrutar da intimidade com Deus, a morte foi posta como obrigatória: "Terás que morrer". Sem compreender esta parte da ciência, o homem sofre com a morte biológica e, como acréscimo pelo afastamento do homem de Deus, a morte vem através da mão do próprio homem. 
A conta de Augustus é interessante. Para cada pessoa viva há quatorze mortos. Geograficamente, seria impossível habitar confortavelmente este planeta com tanta gente ao redor. Mas, com isso, não quero justificar Hitler, a bomba de Hiroshima e Nagasaki e outras catástrofes cometidas pela interversão direta ou indireta do homem. 
Mas a morte não deveria ser uma uma surpresa, não é mesmo? Se falarmos no contexto cristão (do qual compartilho), devemos concordar com o apóstolo Paulo quando ele escreve em sua carta: "Para mim o viver é Cristo e o morre é lucro". Mas o sofrimento, ah!, que canalha que ele é! 

4) Conforme a história é incrível como sofrimento redime qualquer ser humano. Sofre, e todos lhe amarão e serão compassivos com você. Na página que Hazel Grace visita, da primeira namorada do Augustus, há muitas frases "motivacionais" pré e pós morte. A morte tem esse poder, de curar a imperfeição que a pessoa tinha em vida. De repente, nada do que você de errado é levado em questão porque você morreu. Ninguém fala mal de morto. É uma grande hipocrisia não é mesmo? Só respeitamos quando a pessoa não está mais presente. Eu também me revoltei com as frases motivacionais no fim do livro. É de péssima qualidade mas é mais real do que imaginamos.

Bom, essas foram as impressões que tive ao ler este livro. Gostei bastante. Recomendo a leitura.

Omnia Vanitas.



Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...