15 de abril de 2018

Leitura dez..


Olá, anônimo leitor!

Hoje, eu terminei a leitura de O clube de leitura de Jane Austen, da Karen Joy Fowler. 

Este era um livro que eu ansiei muito para que houvesse a publicação em PT. E, para celebrar com graça, foi um presente do meu marido - sem motivo algum, segundo ele, apenas porque eu merecia ganhar este livro. Que lindo! 💘

Eu já havia assistido o filme homônimo algumas vezes e o livro me deu a mesma sensação gostosa de leitura quanto o filme. 

Um clube de leitura com seis participantes; um livro da Jane Austen por mês. A vida dos personagens se cruzam com a leitura com seus enredos particulares; cada um com suas convicções, planos, sociedade - é um grupo diferenciado que durante a leitura eu me perguntei como podem conviver em amizade. E, de todos os personagens, Bernadette é quem tem as melhores histórias. 

Eu recomendo a leitura - muito fácil, ainda mais se você já conhece os seis livros de Jane Austen que permeiam esta trama. É uma leitura leve e gostosa que parece chuva com chocolate quente embaixo do cobertor. 



11 de abril de 2018

Segundo abandono.. Joana D'arc 3/3


Sinto muito, determinado leitor, mas eu abandonei a leitura de Joana D'arc de Mark Twain. 

Fiquei pela página 80 e poucos - antes de 89. Eu não consegui gostar da leitura. Quando eu li Dumas, achei que era uma história com muitas fábulas de quem foi Joana D'arc - antes das batalhas e da prisão.
Mark Twain criou uma vida cheia de fantasia para esta heroína; e alguns diálogos eu achei muito chatos: a defesa das fadas após a sua expulsão, sobre um determinado estômago puro de um suposto ladrão.

Infelizmente, minha determinação foi abalada e eu abandonei a tercei Joana D'arc. 
Ainda não decidi se vou colocá-lo à venda ou vou deixar na minha prateleira. 


8 de abril de 2018

Leitura nove .. Joana 2/3



Olá, planejado leitor!

Mais uma leitura terminada. Mais uma Joana concluída.

Esta foi a segunda leitura sobre a heroína francesa. O livro é um romance de Alexandre Dumas, Joana D'arc.

Dumas conta a história de Joana desde o seu nascimento até a sua morte. A parte da história que se  referente a morte desta personagem não há enxertos para compor a trama pois há registros que apresentam o martírio que acompanhou aquela que levou Carlos VII ao trono.
Porém, do nascimento à juventude (exceto quando esta ingressa na carreira militar), nada se sabe em como viveu Joana D'arc. Dumas, então, cria um nascimento quase messiânico para Joana:

Na noite em que nasceu Joana, a do dia de Reis de 1412 (...) uma ligeira brisa surgiu pela noite, impregnada dos suaves odores que só se respiram nos crepúsculos de maio; (...) então pareceu que uma estrela se destacou do céu e desenhando no espaço um traço luminoso, foi na casa de Jacques d'Arc.
E, ao descrever as ações e intensões desta heroína, torna-a um ser quase celestial.

Na minha opinião, somente após a prisão de Joana que a história se torna verossímil; antes disso, tudo o que se faz é preencher lacunas e adicionar frases não ditas para compor a trama. 

28 de março de 2018

Leitura oito.. Joana 1/3

"Os juízes não a querem santa. Também não a querem militar" (p.185)
Logo após a leitura de "O Clube Dumas" eu resolvi colocar em prática um projeto de leitura que planejei em 2017. E, nesta semana, eu terminei a primeira das três partes desta empresa.

Claude Bertin foi quem supervisionou este volume de Os Grandes Julgamentos da História: Joana D'arc.  Este é o quarto tomo desta coleção da editora Otto Pierre. Esta edição apresenta ilustrações da Bibliothèque National, agência Roger Viollet e uma gama bibliográfica que serviu de fonte para a composição deste livro.

Carlos V construiu com um bom território para a França. Carlos VI não soube o que fazer com este patrimônio real. Carlos VII não sabia se era apto para assumir o trono. Joana D'arc trouxe um rei para a França e a Inglaterra a queimou por bruxaria.

Joana D'arc se envolveu na luta pela França quando a Guerra dos Cem Anos estava acontecendo. A França havia perdido batalhas significativas para a Inglaterra: Crécy (1346) , Poirtiers (1356) e Azincourt (1415); e cada uma que era acrescentada tornava o território inglês maior. 
No ano de 1429 o certo a Orleans trouxe um novo ar para derrotada França. E seu líder foi Joana D'arc.

Joana D'arc foi uma camponesa que saiu da casa patriarcal e foi lutar pelo seu país. Despojou-se das roupas femininas e vestiu-se como guerreiro. Esta jovem trouxe à França vitórias e coroou um rei abatido. Depois desta glória a França a esqueceu e permitiu que sua redentora fosse queimada como bruxa pelos seus inimigos.

A igreja (inglesa) não a queria por santa, eles não aceitariam suas visões e suas profecias; mas não puderam dizer que as visões não possíveis ou estariam condenando todos os profetas bíblicos.
O controverso julgamento desta jovem lhe custou a vida quando tinha apenas dezenove anos. 
A Inglaterra juntou provas, e forjou outras tantas, para lhe condenar como bruxa; caso contrário, teriam que admitir que Deus estava contra eles. 
De todas as acusações, poucas foram comprovadas para lhe dar o veredito de culpada; portanto, culpar-lhe pelos trajes masculinos que vestia foi o que a levou à fogueira. 

A fervorosa jovem cristã pedia para que o Papa lhe soubesse o caso e, julgando ele que ela falava mentiras, aceitaria a condenação. Mas o Papa nunca foi chamado, porém, conhecia o caso de Joana. Segundo Bertin "a verdade é que toda a época foi cúmplice da condenação". Em toda a parte se sabia sobre a virgem guerreira que coroou o rei da França; porém, nem mesmos Carlos VII não se pronunciou em momento algum sobre um resgate para o seu soldado. 

Entretanto, quase vinte e cinco anos depois da morte da herege, o Papa contemporâneo, Calisto III, foi feita a reabilitação da jovem guerreira. Carlos VII se pronunciou, os guerreiros que estavam com ela também deram contribuição para o novo julgamento e, as amigas de Joana D'arc foram ouvidas. 
Apesar das declarações e louvores à jovem devota, pouco se sabe soube como ela era fisicamente; exceto a cor dos cabelos: castanhos. Nenhum esboço serviu para dar rosto àquela mulher.

A igreja lhe condenou pelas roupas de homem que vestiu;  mas a virgindade lhe tornou santa.

Você pode acreditar ou não, crédulo leitor, que Joana D'arc tinha visões e ouvia vozes dos santos; fato é que esta jovem mulher liderou batalhas - e venceu a maioria delas sem nunca ter treinado para isso. Você pode acreditar ou não, mas ela foi eloquente o suficiente para dobrar um rei a fazer  o que ela queria. Ela o corou rei de uma nação desesperada. A vida de Joana D'arc foi verdade. Seus atos são verdade. 

No ano de 1929, Joana D'arc foi canonizada. 








Novela ..

Nathalia Dill é Elisabeta Benedito em Orgulho e Paixão

Olá, noveleiro leitor! 

Eu estou achando fantástica a adaptação das obras (principais) de Jane Austen. Orgulho e Paixão é a novela das dezoito horas da emissora Rede Globo.  

Elisabeta Benedito e Darcy Williamson são personagens inspirados em Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy, respectivamente (Orgulho e Preconceito).

As irmãs da família Benedito são um misto de personagens de outros romances:

Jane - Jane Bennet: Orgulho e Preconceito
Cecília - Catherine Morland: A Abadia de Northanger
Lídia - Lídia Bennet: Orgulho e Preconceito
Mariana - Marianne Dashwood: Razão e Sentimento
Alison Steadman, Mrs Bennet, 1995.

E a mãe histérica? Ela está na trama, também; chama-se Ofélia* e é interpretada por Vera Holtz. Mas, Mrs. Bennet sempre terá a atriz Alison Steadman como o suprassumo da perfeição! É a voz dela que ouço todas as vezes que leio Orgulho e Preconceito.


A trama Global ainda apresenta Ema (Emma Woodhouse, do romance Emma); Coronel Brandão (Coronel Brandon, Razão e Sentimento); Susana (Susan, Lady Susan); Camilo Bittencourt (Mr. Bingley, Orgulho e Preconceito) etc. Todos as personagens boazinhas e vilãs (que falta faz a tia Norris!) podem ser encontradas neste link; e para saber quem é quem nos livros da senhorita Austen, basta ler - ou assistir aos filmes/minisséries.

Apesar de todos terem um pouco de Austen, a interpretação de Nathalia Dill para sua Elisabeta tem me arrebatado! Ela consegue atuar mostrando uma Eliza muito coerente com a personagem de Austen. E, outra coisa que eu gostei foram as cores das roupas de Dill; são lindas - sempre com uma cor vermelha para destacar o espírito penetrante da personagem. Eu estou adorando esta versão da sagaz Lizi Bennet. E Mr. Darcy? Thiago Lacerda é perfeito para o arrebatador Darcy!!! Os sorrisos ... aaahhh !!! 

Estou apaixonada por tudo nesta novela, incluindo a fotografia - perfeita! 

Recomendo os romances de Austen e a novela Orgulho e Paixão!

Elizabeta e Darcy (Nathalia Dill e Thiago Lacerda)




*na obra de Jane Austen os pais das irmãs Bennet não possuem nomes próprios, eles são chamados, apenas, de Mr. e Mrs. Bennet.

Os Meninos da Rua Paulo - Prefácio

  Olá, abandonado leitor!  Comecei neste final de semana a leitura de "Os Meninos da Rua Paulo". Ainda não cheguei na página 50, a...